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A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) publicou um novo projeto de orientação intitulado “Guidance on the characterisation of microorganisms in support of the risk assessment of products used in the food chain”. O documento, atualmente em consulta pública, tem como objetivo harmonizar e atualizar os critérios científicos para a avaliação de microrganismos utilizados em alimentos, rações, aditivos, enzimas e outros produtos ligados à cadeia alimentar.

Avaliação mais rigorosa e harmonizada

O guia propõe um conjunto de requisitos comuns para a caracterização e avaliação de risco de microrganismos, sejam eles usados diretamente nos produtos ou apenas durante o processo de produção. Entre os aspetos abordados, destacam-se:

  • A identificação taxonómica precisa das estirpes microbianas utilizadas;
  • A análise de genes associados à resistência a antimicrobianos, toxinas ou fatores de virulência;
  • A verificação da presença de células viáveis, material genético ou substâncias remanescentes no produto final;
  • A avaliação do impacto ambiental e, quando aplicável, dos efeitos sobre o microbioma humano e animal.

Segundo a EFSA, a orientação tem como finalidade garantir uma abordagem consistente e baseada na ciência em todos os setores regulados, reduzindo incertezas para as empresas e fortalecendo a proteção da saúde pública.

Consulta pública e envolvimento dos interessados

A EFSA abriu uma consulta pública para recolher contributos de especialistas, empresas e autoridades nacionais até à publicação da versão final do guia. Durante este processo, também foi promovido um webinar informativo, onde os especialistas da Autoridade apresentaram os principais pontos do documento e esclareceram dúvidas dos participantes.

Importância para a indústria alimentar

Com a crescente utilização de microrganismos em processos de fermentação, biotecnologia e produção de ingredientes alimentares, o novo guia surge como uma ferramenta essencial para a indústria e para os avaliadores de risco.
Empresas que desenvolvem ou comercializam produtos que contenham microrganismos — modificados ou não — deverão assegurar que os seus dados de submissão cumprem os novos critérios científicos de caracterização e segurança.

Impacto esperado

A adoção deste guia deverá resultar em:

  • Maior transparência e previsibilidade nos processos de autorização de produtos;
  • Melhor proteção da saúde dos consumidores contra potenciais riscos microbiológicos e genéticos;
  • Harmonização regulatória entre diferentes setores da cadeia alimentar;
  • Reforço da sustentabilidade e biossegurança, ao incluir a análise de impactos ambientais.

Fonte: Qualfood

Agricultura usa ciência e tecnologia como novas ferramentas de cultivo e busca o equilíbrio entre produtividade e procura, num mundo em mudança que exige sustentabilidade, preços competitivos e qualidade sem desperdício

Tradicionalmente resistente à mudança, a agricultura parece estar a dar agora passos mais confiantes para uma maior profissionalização e inovação. Só em 2023, o investimento agrícola aumentou 10,6%, centrado em rega, digitalização, mecanização e sustentabilidade, e há uma nova geração de agricultores mais qualificados a ganhar força. Mas estará o sector preparado para tanta inovação?

1. Ciência e IA ao serviço da agricultura

Projetos no terreno demonstram que as empresas estão a caminhar nesse sentido, com uma grande aposta na recolha eficiente de dados. Numa apresentação nas Lisbon Agri Conferences, que decorreram esta semana em Lisboa, Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores Continente, partilhou um projeto que pôs a tecnologia ao serviço do mel, com a colocação de sensores que monitorizam 260 colmeias em 85 localizações, entre o Algarve e o Ribatejo.

A um nível mais profundo, Elliott Grant, membro sénior da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, acredita que são as tecnologias de edição genética que vão revolucionar a agricultura. “Os agricultores estão a ser desafiados a produzir mais alimentos, com menos recursos e menor impacto no planeta, num contexto de mudanças climáticas. Tirar partido do imenso potencial genético do mundo vegetal, por exemplo, reduzindo a necessidade de pesticidas ou de fertilizantes sintéticos, será uma ferramenta essencial para esse objetivo”, explica.

2. Novos alimentos, menos procura

A exigência de fornecimento permanente, a crescente procura por opções mais saudáveis, uma população mais velha, que consome menos, e a existência de mais mulheres, que comem menos 20% de calorias que os homens, são fatores que estão a fazer repensar o futuro da produção agrícola, a par das medidas de combate à obesidade e do impacto da inteligência artificial na gestão das perdas de alimentos.

“É expectável que as proteínas, frutas e vegetais, como as bagas e abacates, ultrapassem a procura de outro tipo de alimentos”, diz Benjamin Subei, partner na The Boston Consulting Group, que alerta para uma percentagem de desperdício de 30% da comida produzida. “Isto não era tido em conta no passado, mas agora já está a ser regulado”, diz.

A exigência de um aumento de 60% na produção até 2050, para fazer face a uma população crescente, foi posta em causa por Ivo Sajanovic, professor de Commodities Agrícolas na Universidade de Genebra, que fala na quebra da taxa de fertilidade e de nascimentos como causa para a contração populacional mundial mais cedo do que se esperava. “A procura por alimentos vai crescer 1,2% ao ano nos próximos 10 anos, em comparação com 1,7%, verificado na década anterior. Não é necessário aumentar em 60 ou 70 por cento a quantidade de alimentos. Entre 15% e 30% será mais que razoável”, afirma.

3. O preço da sustentabilidade

Uma agricultura sustentável, com poupança hídrica, que aposte na agricultura regenerativa ou em soluções biotecnológicas, como a fermentação de precisão, faz já parte da visão de muitos para o futuro da agricultura, mas há ainda um longo caminho a percorrer no que toca à legislação e educação do consumidor. “O que os consumidores ouvem quando se fala em biotecnologia é que lhes estão a pôr genes na sopa, mas não é verdade”, diz Daniel Ramón, professor na Universidade Cardenal Herrara, em Espanha.

A preocupação com a origem, a qualidade e o impacto da produção alimentar no ambiente é real, mas quando se pergunta se o consumidor está disposto a pagar por um produto de maior qualidade, a resposta muda. “Estamos longe de uma mudança efetiva. É preciso uma grande otimização da cadeia de valor para que a agricultura que cuida da sustentabilidade chegue ao consumidor e este possa pagar por ela”, diz Enrique González, partner na The Boston Consulting Group.

Fonte: Expresso

Uma equipa internacional de cientistas, co-liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst, descobriu uma forma revolucionária de cultivar arroz que reduz drasticamente o uso de fertilizantes sintéticos e aumenta o valor nutricional do grão. Uma inovação que pode ajudar a enfrentar os grandes desafios da agricultura moderna.

O novo estudo revela que a aplicação de selénio em nanoescala nas plantas de arroz pode diminuir de forma significativa a necessidade de fertilizantes azotados, mantendo e até aumentando a produtividade. A técnica promete responder à “ameaça tripla” representada pelo crescimento populacional, pelas alterações climáticas e pelos custos ambientais da agricultura intensiva, onde até 70% do fertilizante convencional é desperdiçado.

O segredo está na interação entre o arroz e o nano-selénio, aplicado diretamente nas folhas e caules através de drones. Esta suspensão estimula a fotossíntese em mais de 40%, canalizando a energia para as raízes e promovendo sistemas radiculares mais fortes e saudáveis. As raízes libertam compostos orgânicos que favorecem o desenvolvimento de microrganismos benéficos no solo, responsáveis por aumentar a absorção natural de azoto.

A chamada eficiência de utilização do azoto (NUE) passou de valores próximos dos 30% para mais de 48%. Além de reduzir a poluição ambiental em 41%, a técnica corta entre 18,8% e 45,6% as emissões de gases com efeito de estufa, como o óxido nitroso e a amónia. O resultado final é um arroz mais nutritivo, com maiores teores de proteína, aminoácidos essenciais e selénio. Uma descoberta com enorme potencial para uma produção alimentar mais saudável e sustentável a nível global.

Leia o estudo em University of Massachusetts Amherst.

Fonte: CiB

Lista de Variedades Recomendadas (LVR) para o trigo duro, com vista à campanha 2025/26, já está disponível, oferecendo uma análise detalhada de várias variedades com base em mais de 10 anos de ensaios multlocais e avaliações de qualidade agronómica e tecnológica.

A informação provém de uma colaboração entre a ANPOC (Associação Nacional dos Produtores de Cereal), o INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e o IPBeja (Instituto Politécnico de Beja).

Este trabalho tem como objetivo apoiar os produtores na escolha das melhores variedades para as sementeiras, com particular ênfase nos resultados dos últimos dois anos (2022/23 e 2023/24), assim como nas previsões para a campanha de 2024/25.

O destaque vai para as variedades do grupo Lusosem, que mostram um desempenho consistente nas regiões de Beja e Elvas. As variedades analisadas incluem Don Ricardo, Fado e Vadio, todas com um histórico de avaliações que incluem a produtividade e a qualidade das sementes.

As variedades estão ordenadas por classe e ordem alfabética, e a classificação atribuída à frente de cada variedade, indicada por um sinal de “(-)”, está relacionada com o impacto negativo na cor das massas alimentícias, um critério importante para a indústria de transformação do trigo.

A LVR é uma iniciativa conjunta da fileira de cereais (produção, investigação e indústria) que tem como objetivo identificar as variedades de trigo que melhor se adaptam às principais zonas produtoras de cereais em Portugal.

Este esforço visa não só atender às necessidades específicas dos produtores, mas também garantir que as variedades escolhidas satisfaçam os requisitos da indústria transformadora. Com estas recomendações, procura-se a produção de lotes homogéneos, de maior dimensão e elevada qualidade, perfeitamente ajustados aos processos de transformação e às exigências do mercado.

Fonte: Vida Rural

A DGAV informa que, no seguimento da publicação do Regulamento n.º 2023/564 de 10 de março, que estabelece o conteúdo dos registos relativos ao uso de produtos fitofarmacêuticos de uso profissional e estabelece a obrigatoriedade de estes registos serem conservados eletronicamente num formato legível por máquina, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026, e que estabelece, no seu artigo 3.º que os registos que não tenham sido inicialmente criados num formato eletrónico legível por máquina sejam transferidos para esse formato o mais tardar 30 dias a contar da data de utilização do respetivo produto fitofarmacêutico, foi publicado o Regulamento de Execução n.º 2025/2203 de 31 de outubro, que vem aditar ao artigo 3.º daquele diploma, uma nova disposição que permite que os utilizadores profissionais não transfiram para o formato eletrónico prescrito os registos relativos às utilizações de produtos fitofarmacêuticos nos seus territórios anteriores a 1 de janeiro de 2027.

Assim, torna-se público que os registos relativos à utilização de produtos fitofarmacêuticos em contexto profissional efetuados antes de 1 de janeiro de 2027 apenas carecem de ser transferidos para um formato eletrónico após aquela data.

Fonte: DGAV

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou recentemente um relatório informativo que aborda estratégias para minimizar os riscos microbiológicos e promover a saúde pública por meio de práticas eficazes de gestão da água no setor pesqueiro.

O objetivo do relatório é fortalecer as capacidades nacionais para garantir a segurança da água utilizada na produção e no processamento de frutos do mar em operações de pesca e aquacultura, por meio da aplicação de ferramentas baseadas em risco e da conformidade com as normas do Codex Alimentarius .

O relatório é fruto de um workshop internacional realizado em Choluteca, Honduras, de 23 a 25 de abril de 2025, organizado pela FAO e pelo Serviço Nacional de Saúde Agropecuária de Honduras (SENASA).

As principais mensagens do relatório incluem:

  • Água adequada à finalidade: O relatório defende uma mudança de paradigma em direção a uma abordagem de uso da água adequada à finalidade, indo além das noções generalizadas de "água limpa". Essa metodologia enfatiza a importância de avaliar fontes de água específicas, identificar potenciais riscos microbiológicos e implementar medidas de controlo direcionadas para garantir a segurança alimentar;
  • Árvores de decisão para mitigação de riscos: O relatório incentiva o uso de árvores de decisão — desenvolvidas pelas Reuniões Conjuntas de Especialistas em Avaliação de Riscos Microbiológicos (JEMRA) da FAO/Organização Mundial da Saúde (OMS) — como ferramentas práticas para que os operadores de empresas alimentares (OEA) avaliem sistematicamente a qualidade da água e façam a gestão dos riscos. Essas árvores de decisão fornecem uma estrutura passo a passo para avaliar sistemas hídricos, identificar pontos críticos de controlo e selecionar estratégias adequadas de tratamento e monitorização;
  • Colaboração global para normas adequadas: Ao reconhecer a natureza diversa dos sistemas de pesca e aquacultura em todo o mundo, o relatório enfatiza a necessidade de colaboração internacional para desenvolver orientações práticas e adequadas que possam ser adaptadas aos contextos de produção locais;
  • Recurso abrangente para implementação: O relatório inclui a agenda do workshop, os planos e os slides da apresentação, fornecendo um recurso completo para que os países membros implementem atividades semelhantes e aprimorem as práticas de segurança hídrica nos seus setores de pesca.

De forma geral, o relatório oferece orientações práticas, promove a colaboração e fornece aos países as ferramentas necessárias para salvaguardar a segurança alimentar no setor das pescas.

Fonte: FoodSafety magazine

Nutricionista sugere nutrientes com capacidade de regulação do equilíbrio emocional

Os alimentos ricos em triptofano, magnésio e antioxidantes ajudam o organismo a produzir serotonina e dopamina, que são neurotransmissores essenciais para promover a sensação de calma, motivação e bem-estar.

“A alimentação tem um papel muito mais importante no estado de espírito do que muitas vezes se pensa. O triptofano atua como matéria-prima para a produção de serotonina, um neurotransmissor essencial na regulação do bem-estar emocional. Por sua vez, o magnésio contribui para reduzir a tensão física e mental, enquanto os antioxidantes ajudam a proteger as nossas células dos danos causados pelo stress oxidativo.

Incluir estes nutrientes regularmente na dieta dá ao organismo o apoio necessário para se sentir melhor e manter um equilíbrio emocional”, explica Ingrid Daniele, nutricionista.

A nutricionista elaborou uma lista com alguns dos mais relevantes:

• Abóbora e batata-doce: ambas são ricas em betacarotenos (precursores da vitamina A), antioxidantes e hidratos de carbono complexos, que fornecem energia de forma sustentada e ajudam a evitar flutuações nos níveis de glicose e a fadiga associada.

Incluí-las em cremes, assados ou como acompanhamentos é uma opção recomendável para combater o cansaço típico das mudanças de estação.

• Uvas e romãs: o seu elevado teor em polifenóis, resveratrol e vitamina C confere-lhes propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Estes compostos contribuem para melhorar a circulação sanguínea e proteger as células contra o dano oxidativo, favorecendo uma maior vitalidade e ajudando prevenir o cansaço físico e mental frequente no outono.

• Cogumelos: destacam-se pelo seu teor em vitamina D, uma vitamina essencial para o funcionamento do sistema imunitário e a síntese de serotonina, um neurotransmissor associado ao estado de espírito. Assim, incorporá-los em guisados ou salteados é uma forma simples e saborosa de cuidar do bem-estar emocional nos meses de menor exposição solar.

• Frutos secos: as nozes, amêndoas ou avelãs são uma fonte natural de magnésio, ácidos gordos, ómega-3 e antioxidantes (como a vitamina E). Estes nutrientes contribuem para o bom funcionamento do sistema nervoso e têm sido associados a melhorias na memória, concentração e regulação emocional. Para beneficiar das suas propriedades, recomenda-se consumir uma mão cheia por dia (cerca de 20-30 g), seja como lanche ou incorporadas em saladas e pratos.

• Legumes: lentilhas, grão-de-bico e feijões destacam-se pelo seu teor em triptofano, proteínas vegetais de boa qualidade e fibra solúvel e insolúvel. Estes componentes favorecem a produção de serotonina e promovem um trânsito intestinal adequado, o que é fundamental para o equilíbrio emocional através do eixo intestino-cérebro. A sua versatilidade torna-os uma base ideal para pratos de colher, salteados e até saladas completas.

• Chocolate negro: com um elevado teor de cacau (70% ou mais), fornece flavonoides, magnésio e pequenas doses de cafeína. Tudo isso estimula a produção de endorfinas, associadas à sensação de prazer e bem-estar. Consumir uma pequena porção diária (cerca de 10 g) ou adicionar cacau puro sem açúcar ao pequeno-almoço ou a receitas saudáveis é uma forma simples de usufruir dos seus benefícios de forma equilibrada.

Fonte: TecnoAlimentar

O Instituto Tecnológico de Embalagem, Transporte e Logística espanhol ITENE está a desenvolver processos avançados de pirólise lenta e rápida para valorizar resíduos agrícolas, florestais, madeireiros e plásticos complexos, com o objetivo de transformá-los em carvão vegetal, biocidas, ceras ou revestimentos de alto valor acrescentado, de acordo com informações divulgadas pela empresa num comunicado de imprensa.

O centro tecnológico ITENE trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias termoquímicas que permitem valorizar resíduos de base biológica - como resíduos agrícolas, florestais ou madeireiros e resíduos sintéticos, entre eles plásticos complexos, degradados ou contaminados. O objetivo é transformar esses materiais em produtos industriais sustentáveis, como carvão vegetal melhorado, bio-óleo purificado, carvão ativado, ceras industriais ou biocidas, promovendo a circularidade e reduzindo o impacto ambiental dos resíduos atualmente destinados a aterros ou incineração.

Estas ações fazem parte do projeto Pyrocycle, financiado pelo Instituto Valenciano de Competitividade Empresarial (IVACE+i) com fundos do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), e que decorre entre abril de 2025 e junho de 2026. Os seus resultados poderão beneficiar setores como a indústria química, a gestão de resíduos, a reciclagem ou a agricultura, conforme confirmado pelo grupo Itene.

De resíduos difíceis a recursos industriais

A biomassa lignocelulósica ascende globalmente a 181.500 milhões de toneladas por ano, das quais apenas 4,5% são utilizadas. Entretanto, em Espanha, apenas 34% dos plásticos são reciclados e, na região de Valência, 60% dos resíduos urbanos não são valorizados. Neste contexto, a pirólise lenta permitirá transformar os resíduos biológicos em produtos úteis para a agricultura ou para o tratamento ambiental de águas e resíduos, enquanto a pirólise rápida dos plásticos permitirá obter frações líquidas ricas em hidrocarbonetos com aplicações na indústria química e de revestimentos.

“Com Pyrocycle pretendemos demonstrar que os resíduos atualmente considerados de difícil recuperação, como as misturas de plásticos degradados ou contaminados, podem ser convertidos em recursos úteis para a indústria. Graças a processos termoquímicos avançados, poderemos obter produtos com aplicações reais, desde biocidas para uso agrícola até ceras industriais e adsorventes”, explica Miriam Lorenzo, responsável pelo projeto no Itene.

Três linhas de ação para uma economia mais circular

O projeto tem três linhas de ação principais: a análise e acondicionamento de diferentes resíduos biológicos e plásticos para tratamento por pirólise; a conceção e aperfeiçoamento de processos de pirólise lenta e rápida para transformar resíduos em produtos valiosos; e o desenvolvimento de melhorias nos produtos obtidos, visando a sua aplicação na agricultura, tratamento de água, revestimentos industriais e adsorventes.

“Este trabalho não só contribuirá para a redução de resíduos e emissões, como também ajudará as empresas a cumprir os requisitos europeus de sustentabilidade e economia circular. A Pyrocycle traz novas tecnologias para a indústria que combinam inovação, eficiência e compromisso ambiental”, acrescenta Lorenzo.

Fonte: iAlimentar

Em todo o setor alimentar global, os testes evoluíram de um requisito processual para um pilar da confiança. O Guia para testes mostra como os especialistas estão a lidar com as ameaças digitais, garantindo a segurança dos produtos e construindo sistemas resilientes que protegem os consumidores, ao mesmo tempo que aceleram as aprovações de novos alimentos.
Descubra como as principais empresas de alimentos e bebidas estão a avançar nos testes para garantir a segurança, a conformidade e a inovação na produção moderna. Este relatório elaborado por especialistas explora a precisão, a proteção e o progresso na produção alimentar, abrangendo a resiliência digital, a monitorização de PFAS, o controlo de alergénios e as avaliações de segurança humana para novos alimentos. Obtenha insights de líderes de controlo de qualidade e laboratórios sobre como salvaguardar a integridade dos produtos, gerir riscos regulatórios e acelerar a aprovação de ingredientes e alimentos inovadores.
Desde técnicas laboratoriais de ponta até sistemas digitais integrados, este relatório mostra como os testes estão a evoluir para proteger os consumidores, construir confiança e garantir operações preparadas para o futuro.
Irá aprender como:
- A transformação digital reforça a governança de dados e a cibersegurança nos sistemas de garantia de qualidade
- A inovação analítica melhora a precisão na deteção de PFAS e na gestão de riscos
- Os testes baseados em evidências aceleram o caminho para a aprovação de novos alimentos
No seu cerne, este relatório reflete a crescente sofisticação do setor. Os testes já não se limitam à conformidade; tratam-se de previsão, liderança e transformação de insights em segurança, eficiência e confiança do consumidor.

Saiba mais aqui.

Fonte: New Food Magazine

Campanha #NoBirdFlu de prevenção da Gripe Aviária tem por objetivo alertar para a importância da implementação de medidas simples de biossegurança a aplicar especialmente em pequenas e médias explorações avícolas.

Esta Campanha, promovida pela EFSA a nível da União Europeia (UE), foi lançada no início da época de migração de outono das aves selvagens que vêm passar o inverno no continente europeu, porque é durante os meses de inverno, quando as aves migratórias viajam e se agrupam em todo o continente, que os incidentes de gripe aviária na Europa geralmente aumentam.

Por isso importa divulgar uma das principais ações a integrar nas rotinas diárias da sua exploração: mantenha as aves selvagens afastadas da sua exploração! 

As aves selvagens e outros animais, como roedores e insetos, podem introduzir doenças nas explorações avícolas. Armazene sempre as rações em silos, recipientes fechados ou impermeáveis e mantenha os materiais destinados às camas em áreas fechadas ou cobertas para evitar a contaminação. Evite utilizar restos de rações para diferentes bandos e certifique-se de que não há massas de água, como lagos, lagoas ou charcas, à volta da exploração, pois estas podem atrair aves selvagens.

Instale telhados sólidos, paredes do chão ao teto, janelas com rede à prova de pássaros e vedações seguras nas instalações das aves. Os parques exteriores devem ser protegidos com redes ou cercas de arame de malha adequada, para impedir a entrada de aves selvagens. Não coloque comedouros nem bebedouros nos parques exteriores. Certifique-se de que a relva ou vegetação perto das vedações é mantida limpa e aparada para evitar a acumulação de zonas húmidas e afastar aves selvagens à procura de alimentos. Verifique com regularidade os espaços evitando a existência de buracos ou brechas nas vedações, redes e locais de alojamento das aves. A utilização de dispositivos ou equipamentos de dissuasão pode também ajudar a desencorajar as aves selvagens de se aproximarem da zona da exploração.

Fonte: DGAV