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Repovoamento da Ria Formosa

  • Wednesday, 01 April 2026 16:50

A 26 de março de 2026, a Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO), infraesturuta do IPMA, realizou mais uma ação de repovoamento na Ria Formosa, com o objetivo de reforçar os recursos naturais e promover a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.

No âmbito desta iniciativa, foram libertados:

  • 728 exemplares de corvina (Argyrosomus regius), com um peso médio de 142 gramas
  • 1508 exemplares de robalo (Dicentrarchus labrax), com um peso médio de 186 gramas;
  • 702 exemplares de sargo (Diplodus sargus), com cerca de 23 gramas de peso méd

Esta ação contribui para a preservação da biodiversidade e para o equilíbrio ecológico da Ria Formosa, reforçando o compromisso com a valorização dos recursos marinhos, para assegurar um futuro sustentável para os ecossistemas costeiros do sul de Portugal.

Fonte: IPMA

Investigadores exploraram a viabilidade de fabricar recipientes reutilizáveis ​​para alimentos a partir de polipropileno (PP) reciclado pós-industrial, com foco na funcionalidade, propriedades do material e segurança microbiológica.

Os cientistas compararam recipientes feitos de homopolímero de PP virgem, copolímero de PP virgem e PP reciclado pós-industrial durante ciclos de teste repetidos que simulavam aquecimento em forno e lavagem em máquina de lavar louça.

Os recipientes foram preenchidos com molho de tomate e molho de curry para os testes de aquecimento. Em seguida, foram avaliados quanto às suas propriedades termoquímicas, alterações de cor e capacidade de serem higienizados por lavagem, e os investigadores não encontraram diferenças de desempenho entre os três materiais.

Os investigadores concluíram que os recipientes feitos de PP reciclado pós-industrial têm desempenho comparável aos recipientes feitos de PP virgem e são adequados para uso como embalagens reutilizáveis ​​de alimentos.

Leia o artigo aqui.

Fonte: Food Frontiers

De 2012 a 2024, os países em desenvolvimento ultrapassaram os países industrializados em hectares de culturas biotecnológicas (OGM), segundo o relatório do ISAAA. A estratégia foca estabilidade económica, resiliência climática e segurança alimentar.

Entre 1996 e 2011, os países industrializados foram pioneiros na adoção de culturas GM (geneticamente modificadas). A partir de 2012, porém, o cenário global mudou: os 26 países em desenvolvimento passaram a deter a maioria da área plantada, com 57%, enquanto cinco países industrializados representaram 43%.

O relatório Global Status of Commercialized Biotech/GM Crops in 2024 (ISAAA Brief 57) destaca que esta mudança é motivada por políticas que privilegiam estabilidade económica, adaptação às alterações climáticas e segurança alimentar a longo prazo. Além disso, agricultores em países em desenvolvimento obtêm maior retorno financeiro por cada dólar investido do que os seus homólogos nos países industrializados.

O estudo completo está disponível mediante subscrição no Biotech Updates.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

O Qualfood anunciou hoje uma atualização inédita no seu serviço de verificação de legislação alimentar: a partir de agora, sempre que um utilizador disser a frase “acho que isto está conforme” sem realizar a verificação efetiva, será ativado automaticamente um alerta sonoro preventivo.

A funcionalidade, descrita internamente como um “mecanismo de dissuasão de confiança excessiva”, pretende reforçar a importância da conformidade baseada em evidência e não em intuição. Segundo a empresa, o objetivo é simples: reduzir o risco de decisões precipitadas e promover uma cultura de rigor técnico no setor agroalimentar.

“A expressão ‘acho que está conforme’ tornou‑se um clássico dos momentos de auditoria. Decidimos transformá‑la num lembrete sonoro para que ninguém se esqueça de validar antes de assumir”, explica a equipa de desenvolvimento do Qualfood.

O alerta — um breve sinal acústico — é acionado por reconhecimento de voz e integra-se automaticamente com o sistema de verificação legislativa já utilizado por centenas de empresas. O Qualfood garante que o som é discreto, não intrusivo e calibrado para não interferir com o normal funcionamento das operações.

A empresa sublinha ainda que a nova funcionalidade não pretende “envergonhar” utilizadores, mas sim reforçar boas práticas. “Se o som tocar, é apenas um convite simpático para abrir a plataforma e confirmar. Nada mais institucional do que isso”, acrescenta a equipa.

Com esta atualização, o Qualfood reforça a sua aposta em soluções tecnológicas que promovem segurança alimentar, conformidade e responsabilidade partilhada — sempre com um toque de humor inteligente que já se tornou marca Qualfood.

Fonte: Qualfood

A União Europeia (UE) registou em 2025 a pior época de incêndios mais devastadora desde que há registos, com 1.079 milhões de hectares ardidos, quase metade (460.585) em Portugal e Espanha, segundo dados hoje divulgados.

De acordo com os dados mais recentes do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais (EFFIS, na sigla inglesa), a monitorização por satélite revelou um total de 7.783 incêndios florestais em 25 Estados-membros, com destaque para Portugal e Espanha onde 22 grandes incêndios somaram na Península Ibérica, 460.585 hectares ardidos – o que representa quase metade do total da UE, onde os 1.070 milhões de hectares destruídos por incêndios florestais equivalem ao território de Chipre.

Só em Portugal foram registados no ano passado 999 incêndios, que consumiram uma área de 284.012 hectares, o dobro dos registados no ano anterior, dos quais mais de 51 mil foram em zonas protegidas, segundo o relatório.

No ano passado, segundo dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, os incêndios mataram quatro pessoas.

O ano de 2025 foi o segundo pior desde 2010, depois de 2017, o pior de sempre com uma contabilidade de 50 mortes e 442.418 hectares ardidos.

Fonte: Agroportal

O CEI – Centro de Empresas Inovadoras de Castelo Branco serviu de palco à apresentação do projeto SAFEWATER, de reutilização de água tratada para fins agrícolas, financiado pela Fundação “la Caixa” e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O projeto SAFEWATER tem como principal objetivo testar a aplicação de um tratamento quaternário de efluentes provenientes da ETAR de Castelo Branco, permitindo a sua reutilização na irrigação agrícola, nomeadamente na área do Parque Natural do Tejo Internacional.

“Esta abordagem pretende contribuir para uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos, respondendo aos desafios crescentes da escassez de água”.

O projeto é liderado pela Universidade de Coimbra, em parceria com a InovCluster, os Serviços Municipalizados de Castelo Branco e o AdP VALOR e conta com a cooperação do Parque Natural do Tejo Internacional.

O SAFEWATER quer ter uma palavra a dizer na transição para modelos mais sustentáveis no uso da água, contribuir para reforçar a resiliência do setor agrícola e promover a inovação no território.

Fonte: Jornal Económico

Num mundo em que o bem-estar é uma prioridade crescente, a alimentação assume um papel central, embora nem sempre devidamente valorizado. A gastronomia portuguesa foi oficialmente reconhecida como património cultural imaterial de Portugal a 26 de julho de 2000 (Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/2000), destacando a cozinha como um pilar da identidade nacional. Neste contexto, o peixe assume particular relevância, uma vez que Portugal se encontra entre os maiores consumidores de pescado a nível mundial.

O peixe é frequentemente considerado um superalimento, sendo uma fonte relevante de proteínas de elevado valor biológico, vitaminas (A, D e B12) e minerais essenciais (ferro, zinco, selénio e iodo), além de constituir a principal fonte alimentar de ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa ómega-3. Estes nutrientes estão associados a múltiplos benefícios para a saúde humana, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares e retardando doenças cognitivas e neurodegenerativas. Assim, o pescado é — e deve continuar a ser — um elemento estruturante da nossa alimentação.

Contudo, num contexto marcado por alterações climáticas evidentes e pela limitação dos recursos naturais, a pesca extrativa já não consegue responder, de forma sustentável, às necessidades globais de consumo. A aquacultura emerge, por isso, como uma solução estratégica para garantir o acesso contínuo ao pescado (peixe e marisco), assegurando simultaneamente qualidade, segurança e sustentabilidade. Desde 2022 que o pescado proveniente da aquacultura ultrapassou o de origem selvagem como principal fonte para consumo humano, tendência que se tem vindo a acentuar e que deverá manter-se nas próximas décadas.

A ciência e a inovação tecnológica têm sido determinantes para o desenvolvimento do setor aquícola, permitindo produzir mais e melhor, com maior eficiência no uso dos recursos e mitigando os diferentes impactes ambientais associados. No entanto, este progresso exige um diálogo contínuo entre todos os intervenientes da cadeia de valor, dos produtores aos consumidores finais, assente na transparência, responsabilidade e literacia alimentar, promovendo escolhas informadas.

A instabilidade económica e geopolítica atual reforça a necessidade de refletir sobre a segurança alimentar, tanto em termos de volume de produção como de riscos associados ao consumo. Na Europa, apesar de um enquadramento regulamentar exigente, a produção interna é insuficiente para responder à procura, resultando numa elevada dependência de importações de países terceiros, muitas vezes com normas de produção distintas. Reduzir esta dependência e reforçar sistemas produtivos sustentáveis constitui um desafio coletivo, essencial para garantir alimentos seguros, de elevado valor nutricional e alinhados com os princípios da economia circular. A produção e o consumo de produtos locais devem, por isso, ser encarados simultaneamente como uma tendência e uma responsabilidade individual.

É neste contexto que a TecnoAlimentar dedica este número à aquacultura, abordando de forma integrada a produção, o processamento do pescado, a economia circular, o valor nutricional, a segurança alimentar e os impactes ambientais, contribuindo para uma reflexão informada sobre o papel deste setor no futuro dos sistemas alimentares. 

Fonte: TecnoAlimentar

A Suíça emitiu um alerta no Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) após identificar níveis excessivos de cádmio em lulas provenientes de Portugal.

A notificação, divulgada pelas autoridades suíças de controlo alimentar, aponta para valores acima dos limites máximos permitidos pela legislação europeia, obrigando à ativação imediata dos mecanismos de comunicação entre Estados participantes.

O lote contaminado foi intercetado durante controlos oficiais realizados na Suíça, país que assumiu o papel de notificador no sistema europeu.

O cádmio, um metal pesado presente sobretudo em produtos da pesca, representa um risco conhecido para a saúde pública devido ao seu efeito cumulativo no organismo, especialmente ao nível renal.

Com Portugal identificado como país de origem, as autoridades nacionais deverão agora acompanhar o caso, verificar a eventual ligação a outros lotes e reforçar os controlos internos.

Embora o RASFF não revele operadores ou marcas envolvidas, o alerta volta a colocar em destaque a necessidade de monitorização rigorosa de metais pesados em produtos do mar, um dos setores mais frequentemente associados a este tipo de ocorrência.

O caso permanece sob acompanhamento, enquanto os Estados membros avaliam potenciais implicações para o mercado e para os consumidores.

Fonte: Qualfood

Apesar do potencial das culturas geneticamente modificadas (GM) para melhorar a agricultura e a vida dos agricultores na África Subsaariana, a adoção destas variedades enfrenta barreiras regulatórias e muita desinformação.

Um estudo realizado por cientistas da Federal University Otuoke, do Genomac Institute e da University of Birmingham revela que as culturas geneticamente modificadas (GM) podem reduzir a dependência de pesticidas químicos e aumentar a produtividade agrícola na África Subsaariana. A investigação analisou dados de estudos e políticas entre 2010 e 2025, com foco em Nigéria, África do Sul e Burkina Faso.

Segundo os investigadores, variedades resistentes a insetos mostraram-se particularmente eficazes na redução do uso de pesticidas, na diminuição dos custos de produção e na melhoria da produtividade nas explorações agrícolas. Contudo, a adoção destas tecnologias ainda é limitada na região devido a atrasos regulatórios, falta de conhecimento por parte dos agricultores, sistemas de sementes fracos e preocupações públicas crescentes.

O estudo destaca que países com políticas mais claras, sistemas de biossegurança sólidos e programas de envolvimento eficazes com agricultores registaram uma maior adoção das culturas GM. Os autores recomendam reforçar os quadros de biossegurança, investir na formação dos agricultores e promover uma coordenação regulatória regional. Além disso, salientam a importância de comunicação transparente e investigação adaptada às necessidades locais, de forma a garantir que estas tecnologias contribuam para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

Leia o estudo em Biology and Life Sciences Forum.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

Sementes de oliveira foram depositadas este ano pela primeira vez no Banco Mundial de Sementes de Svalbard, no Ártico, conhecido como “o bunker do fim do mundo”, anunciou o Conselho Oleícola Internacional (COI), organismo intergovernamental com sede em Madrid.

Este é o maior banco mundial de sementes e é conhecido como “bunker do fim do mundo” ou “arca de Noé das sementes”, por armazenar sementes de milhares de espécies agrícolas, essenciais na alimentação da Humanidade, e ter capacidade para resistir a catástrofes como terramotos, bombas, erupções vulcânicas ou outras.

As sementes de oliveira, transportadas desde Espanha, foram entregues no final de fevereiro ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, um arquipélago da Noruega localizado no Ártico, para passarem a integrar “o maior sistema mundial de conservação de recursos fitogénicos”, revelou o Comité Oleícola Internacional (COI).

“Trata-se de um avanço importante na proteção do património genético mundial da oliveira porque esta espécie emblemática da bacia mediterrânica, que já se cultiva nos cinco continentes, não é alheia aos grandes desafios globais como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade ou a aparição de novas pragas e doenças”, disse o diretor executivo do COI, Jaime Lillo, citado num comunicado.

Em declarações recentes à agência Lusa, Jaime Lillo considerou que a diversidade genética que há hoje da oliveira é um “verdadeiro tesouro”, fruto de um cultivo milenar que foi selecionando e preservando as melhores qualidades para produção de azeite e azeitonas, assim como as variedades que melhor se adaptavam a solos e climas.

“Preservar a oliveira significa salvaguardar uma cultura milenar de enorme valor ambiental, capaz de atuar como sorvedouro de carbono, e garantir a produção do óleo [alimentar] mais saudável do mundo, essencial para alimentar de forma saudável e sustentável uma população global em constante crescimento”, acrescentou.

Segundo dados do COI, a cultura da oliveira ocupa atualmente cerca de 11 milhões hectares em todo o mundo, a maioria na zona do Mediterrâneo.

Espanha é o maior produtor de azeite do mundo – 1.419.000 toneladas na campanha de 2024/2025, o equivalente a cerca de 40% da produção mundial. A produção no conjunto dos países europeus alcançou 2.110.000 toneladas na mesma campanha, com 177.000 toneladas a corresponderem a Portugal, segundo os mesmos dados do COI, ainda provisórios.

O impacto das alterações climáticas e a forma como o clima, apesar dos avanços tecnológicos, continua a determinar a produção de azeite ficou bem patente nas últimas campanhas de produção, como realçou Jaime Lillo nas declarações à Lusa.

Por causa da seca e golpes de calor que atingiram a Península Ibérica, houve pela primeira vez desde que existem estatísticas, duas campanhas consecutivas historicamente baixas de produção de azeite, em 2022/2023 (2.760.000 toneladas) e 2023/2024 (2.589.000 toneladas), a que se seguiu, com o regresso da chuva a níveis normais, a maior produção de sempre, em 2024/2025 (3.572.000 toneladas).

A estimativa para a campanha de 2025/2026 é que a produção global atinja 3.440.000 toneladas de azeite.

As oscilações na produção tiveram impacto direto e imediato nos preços do azeite, com subidas históricas, a que se somou o aumento mundial da procura, após a pandemia da covid-19, num fenómeno associado a preocupações com a alimentação mais saudável, segundo o COI.

Depositar sementes em Svalbard, “funciona como uma espécie de seguro genético global” porque possibilita “armazenamento seguro e a longo prazo de duplicações de sementes conservadas em bancos de germoplasma de todo o mundo, com o objetivo de salvaguardar a biodiversidade das culturas face a ameaças como desastres naturais, conflitos, falhas nos bancos genéticos ou efeitos das alterações climáticas”, realçou o COI, numa informação enviada à Lusa.

As sementes de oliveira levadas para o “bunker do fim do mundo” são duplicações de sementes do Banco de Germoplasma de Oliveira da Universidade de Córdova (no sul de Espanha) e outras de exemplares silvestres de oliveira recolhidas pela Universidade de Granada (também no sul de Espanha) na Península Ibérica e nas ilhas Canárias.

No banco da Universidade de Córdova há sementes de mais de 700 variedades de oliveira, com origem em diversos países, incluindo Portugal.

“A diversidade genética é o que garante a continuidade de qualquer cultura. Sem variedade genética não é possível desenvolver novas variedades capazes de se adaptarem aos desafios atuais” e por isso é fundamental conservar os exemplares silvestres da oliveira, que frequentemente “albergam genes de resistência a doenças e a stresses abióticos, como a seca ou as altas temperaturas, e que estão pouco representados no material atualmente cultivado”, explicou a professora da Universidade de Córdova Concepción Muñoz, citada no comunicado do COI.

Depois de um processo de preparação técnica, seguiu-se o transporte e entrega no Banco Mundial de Sementes, seguindo normas internacionais aplicadas e exigidas pelo banco de Svalbard.

Este depósito, que o COI define como “um marco histórico para a conservação da diversidade genética da oliveira”, envolveu várias entidades, entre elas, O Comité Oleícola Internacional, a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Ministério da Agricultura de Espanha e as universidades de Granada e Córdova, entre outras entidades.

O COI é uma organização intergovernamental criada sob a égide das Nações Unidas em 1959 que integra 46 países, incluindo os 27 da União Europeia. Estes 46 países representam 95% da origem da produção de azeite no mundo.

Fonte: Agroportal