Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2026/1432, da Comissão, de 3 de julho de 2026, relativo a medidas para impedir o estabelecimento e a propagação no território da União de Meloidogyne graminícola (Golden & Birchfield), bem como para a erradicação e o confinamento dessa praga em determinadas áreas demarcadas, e que revoga o Regulamento de Execução (UE) 2022/1372.
Meloidogyne graminícola é um nemátodo que causa danos significativos nas plantas de arroz e cuja presença está registada em Itália. Para saber mais sobre esta praga consulte: https://gd.eppo.int/taxon/MELGGC
A DGAV tem em execução um programa de prospeção desta praga dada a sua relevância para a cultura do arroz.
Sintomas suspeitos desta praga no território devem de ser reportados à DGAV.
Fonte: DGAV
Em entrevista à Green Savers, Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, explica como a ciência está a transformar os alimentos do futuro, conciliando saúde, sustentabilidade e inovação.
A alimentação do futuro está a ser desenhada muito para além da escolha de ingredientes. Para Manuela Pintado, compreender e controlar a estrutura dos alimentos à escala microscópica é hoje uma das áreas mais promissoras da inovação alimentar, permitindo desenvolver produtos com menos açúcar, sal e gordura, sem comprometer o sabor, a textura ou a experiência do consumidor. Esta abordagem abre também caminho a novas soluções para responder aos desafios do envelhecimento da população, da nutrição personalizada e da crescente procura por alternativas proteicas mais sustentáveis.
Ao longo da entrevista, a investigadora defende que a biotecnologia e a valorização de recursos subaproveitados serão determinantes para construir sistemas alimentares mais resilientes e circulares. Entre proteínas de origem vegetal e marinha, aproveitamento de subprodutos agroalimentares e alimentos adaptados às necessidades específicas de cada pessoa, Manuela Pintado antecipa uma transformação profunda do setor, onde ciência, indústria e sustentabilidade terão de caminhar lado a lado para responder aos desafios ambientais e alimentares das próximas décadas.
O tema do Innovation Day 2026 centrou-se na forma como a estrutura microscópica dos alimentos pode influenciar a sua composição e propriedades. De que forma é que esta abordagem está a transformar a indústria alimentar e o desenvolvimento de novos produtos?
A estrutura microscópica dos alimentos está a tornar-se tão importante como a sua composição. Hoje, a inovação já não passa apenas por alterar ingredientes, mas por desenhar a forma como os diferentes componentes de um alimento se organizam, influenciando a textura, o sabor, a saciedade e até a forma como os nutrientes são disponibilizados ao organismo.
Esta abordagem permite desenvolver produtos mais saudáveis e sustentáveis, com menos açúcar, sal ou gordura, mantendo a experiência sensorial que o consumidor procura. É também fundamental para criar alimentos adaptados a necessidades específicas, como as da população idosa, ou para melhorar a aceitação de produtos à base de proteínas alternativas.
Foi precisamente esta visão que esteve no centro do Innovation Day 2026: utilizar o conhecimento da estrutura dos alimentos para conceber produtos simultaneamente mais nutritivos, sustentáveis e atrativos para o consumidor, transformando a ciência em soluções concretas para a indústria alimentar.
A procura por alimentos mais saudáveis tem levado à redução de ingredientes como açúcar, sal e gordura. Que avanços científicos permitem atingir esse objetivo sem comprometer o sabor, a textura e a experiência do consumidor?
Hoje sabemos que o sabor e a textura dos alimentos não dependem apenas da quantidade de açúcar, sal ou gordura, mas também da forma como estes componentes estão organizados no alimento. Ao controlar essa estrutura, é possível aumentar a perceção de doçura, salgado ou cremosidade sem aumentar a quantidade destes ingredientes.
Por exemplo, novas estruturas desenvolvidas a partir de proteínas e fibras conseguem reproduzir a sensação de cremosidade associada à gordura, enquanto técnicas que controlam a distribuição e a libertação de sal e açúcar na boca permitem manter a intensidade do sabor com quantidades mais reduzidas.
Estes avanços são especialmente importantes para responder aos desafios da saúde pública e do envelhecimento da população. O objetivo é desenvolver alimentos mais saudáveis e sustentáveis, sem comprometer o prazer de comer, conciliando nutrição, textura, sabor e bem-estar numa única solução.
As proteínas alternativas, especialmente de origem vegetal, têm ganho destaque nos últimos anos. Que desafios tecnológicos continuam por ultrapassar para que estes produtos sejam mais atrativos e acessíveis ao consumidor?
As proteínas alternativas têm um enorme potencial para tornar o sistema alimentar mais sustentável, mas ainda enfrentam alguns desafios. O principal é reproduzir as características que os consumidores mais valorizam nos produtos de origem animal, nomeadamente a textura, a suculência e o sabor. Hoje sabemos que isso depende não apenas da composição, mas sobretudo da estrutura do alimento, razão pela qual a investigação está cada vez mais focada no desenho e na estruturação destas proteínas.
Os trabalhos desenvolvidos no Centro de Biotecnologia e Química Fina têm demonstrado que é possível utilizar proteínas de origem vegetal e outras fontes sustentáveis para criar alimentos nutricionalmente equilibrados e sensorialmente mais apelativos. O desafio passa por combinar ingredientes, processos e estrutura alimentar para aproximar a experiência de consumo daquela a que as pessoas estão habituadas, sem perder os benefícios ambientais e nutricionais.
Outro desafio é a acessibilidade. Para que estas soluções tenham impacto real, é necessário desenvolver processos mais eficientes e economicamente viáveis. O objetivo não é apenas substituir proteínas animais, mas disponibilizar opções nutritivas, sustentáveis e atrativas para um número crescente de consumidores.
A inovação alimentar é frequentemente apontada como uma ferramenta importante para responder aos desafios ambientais. Que contributo podem dar estas novas tecnologias para a redução da pegada ecológica dos sistemas alimentares?
A inovação alimentar tem um papel fundamental na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. Hoje, o desafio não é apenas produzir mais alimentos, mas produzir melhor, utilizando os recursos de forma mais eficiente e valorizando matérias-primas até aqui subaproveitadas.
No Centro de Biotecnologia e Química Fina, temos trabalhado no desenvolvimento de ingredientes e alimentos a partir de fontes sustentáveis, incluindo subprodutos agroalimentares e novas fontes proteicas, promovendo a economia circular e reduzindo o desperdício. Paralelamente, o conhecimento da estrutura dos alimentos permite desenvolver produtos nutricionalmente adequados com menor utilização de recursos, sem comprometer a qualidade ou a aceitação pelo consumidor.
O objetivo final é construir sistemas alimentares mais resilientes e sustentáveis, que utilizem menos água, energia e matérias-primas, gerando simultaneamente benefícios para a saúde das pessoas e para o planeta.
Até que ponto é que a biotecnologia está a acelerar a criação de alimentos mais sustentáveis e adaptados às necessidades de uma população global em crescimento?
A biotecnologia está a acelerar a criação de alimentos mais sustentáveis porque permite aproveitar melhor os recursos naturais e transformar matérias-primas pouco valorizadas em ingredientes com elevado valor nutricional e funcional.
No Centro de Biotecnologia e Química Fina, temos trabalhado na valorização de subprodutos agroalimentares, na identificação de compostos bioativos naturais e no desenvolvimento de novas fontes sustentáveis de proteínas e ingredientes alimentares. Uma área particularmente promissora é a biotecnologia azul, que explora recursos marinhos, como algas e microalgas, para obter ingredientes saudáveis e com menor impacto ambiental.
Ao mesmo tempo, a biotecnologia permite desenvolver alimentos adaptados às necessidades de diferentes grupos da população, conciliando nutrição, sustentabilidade e qualidade sensorial. O grande desafio é garantir que estas soluções sejam produzidas à escala industrial e a preços acessíveis, para que possam contribuir para alimentar uma população crescente de forma mais saudável e sustentável.
Muitas das soluções desenvolvidas em laboratório demoram anos a chegar ao mercado. Quais são atualmente as principais barreiras à transferência de conhecimento científico para a indústria alimentar?
Hoje, a principal barreira já não é a falta de conhecimento científico. O grande desafio é transformar esse conhecimento em soluções que respondam às necessidades da indústria, dos consumidores e da sustentabilidade.
A transferência de tecnologia exige que investigadores e empresas trabalhem em conjunto desde as fases iniciais do desenvolvimento. Muitas soluções apresentam excelentes resultados em laboratório, mas a sua implementação industrial requer adaptação à produção em grande escala, viabilidade económica, estabilidade do produto e aceitação pelo consumidor.
Existem também desafios regulatórios importantes. Em áreas emergentes, como novos ingredientes ou processos biotecnológicos inovadores, a legislação nem sempre acompanha o ritmo da ciência, o que pode atrasar a chegada de soluções seguras e promissoras ao mercado.
Por outro lado, persistem alguns desafios tecnológicos entre a prova de conceito e a industrialização. Nem sempre existem processos, equipamentos ou cadeias de fornecimento suficientemente desenvolvidos para permitir uma implementação rápida e competitiva.
Por isso, acredito que a inovação alimentar depende cada vez mais da cocriação entre universidades, centros de investigação, empresas e reguladores. No Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa temos vindo a promover esse modelo colaborativo, aproximando a ciência dos desafios reais do mercado e aumentando a probabilidade de gerar soluções com impacto económico, social e ambiental. Mais do que transferir conhecimento, o objetivo é transformar conhecimento em inovação com aplicação real.
Os consumidores demonstram uma crescente preocupação com a origem e o impacto ambiental dos alimentos. Como tem evoluído a perceção pública relativamente a produtos desenvolvidos com recurso a tecnologias avançadas?
A perceção dos consumidores tem evoluído de forma muito positiva, acompanhando uma maior consciência da relação entre alimentação, saúde e sustentabilidade. Hoje, os consumidores querem saber não apenas o que comem, mas também como os alimentos são produzidos e qual o seu impacto ambiental.
No entanto, a aceitação de tecnologias avançadas continua a depender da informação e da confiança. Os consumidores tendem a valorizar mais uma inovação quando percebem o seu benefício concreto, seja na redução do desperdício alimentar, na valorização de subprodutos ou na produção de alimentos mais saudáveis e sustentáveis.
A nossa experiência mostra que o fator decisivo não é a tecnologia em si, mas a forma como esta é comunicada. Conceitos como biotecnologia, fermentação ou agricultura celular podem gerar alguma resistência quando são pouco compreendidos, mas a aceitação aumenta significativamente quando existe transparência sobre os processos, a segurança e os benefícios.
Por isso, para além da inovação científica, é essencial investir em literacia alimentar e no envolvimento dos consumidores.
Que tendências acredita que irão marcar a alimentação da próxima década e que papel poderá Portugal desempenhar neste processo de inovação?
A próxima década será marcada por uma visão mais integrada da alimentação, em que saúde, sustentabilidade e inovação caminham lado a lado. Veremos o crescimento da agricultura regenerativa e de sistemas de produção mais resilientes, capazes de preservar os recursos naturais, aumentar a biodiversidade e reforçar a autonomia e a soberania alimentar.
Ao mesmo tempo, os alimentos serão cada vez mais orientados para a promoção da saúde e para a prevenção da doença, com soluções adaptadas a diferentes grupos populacionais. A personalização da alimentação, apoiada pela biotecnologia, pela nutrição de precisão e pela ciência dos dados, será uma tendência crescente.
Outra área de grande impacto será a valorização integral dos recursos biológicos, transformando subprodutos e biomassa subaproveitada em novos ingredientes, alimentos e bioprodutos de elevado valor acrescentado. Esta abordagem impulsionará a bioeconomia, promoverá cadeias alimentares mais circulares e ajudará a reduzir a dependência de matérias-primas importadas.
Portugal está muito bem posicionado para participar nesta transformação, graças à sua capacidade científica, aos recursos agrícolas e marinhos, à qualidade do seu setor agroalimentar e a uma indústria cada vez mais inovadora. O desafio será reforçar a ligação entre ciência, empresas e políticas públicas, promovendo a produção local, a valorização dos recursos nacionais e sistemas alimentares mais sustentáveis, competitivos e menos dependentes do exterior.
O desenvolvimento de alimentos mais saudáveis nem sempre garante escolhas alimentares mais sustentáveis. Como pode a investigação ajudar a conciliar objetivos nutricionais, ambientais e económicos?
Acredito que sim. Saúde, sustentabilidade e viabilidade económica não têm de ser objetivos opostos; pelo contrário, quando a inovação é bem orientada, podem reforçar-se mutuamente.
A investigação tem demonstrado que é possível desenvolver alimentos com melhor perfil nutricional recorrendo a matérias-primas locais, valorizando subprodutos agroalimentares e aproveitando recursos que antes eram desperdiçados. Isto permite aumentar o valor dos alimentos, reduzir perdas ao longo da cadeia e criar novas oportunidades económicas para produtores e empresas.
Outro aspeto importante é que a sustentabilidade não se mede apenas pelo impacto ambiental. Um alimento só é verdadeiramente sustentável se combinar qualidade nutricional, acessibilidade económica, aceitação pelo consumidor e impacto positivo nos recursos naturais.
Por isso, a investigação deve integrar desde o início as dimensões nutricional, ambiental, social e económica. O objetivo é desenvolver soluções que promovam a saúde, valorizem os recursos disponíveis e reforcem a competitividade das empresas. Essa visão integrada será essencial para construir sistemas alimentares mais resilientes, circulares e sustentáveis no futuro.
Se tivéssemos de imaginar o prato de um consumidor em 2040, quais seriam as principais diferenças em relação à alimentação que conhecemos atualmente?
Se imaginarmos o prato de 2040, acredito que será simultaneamente mais tecnológico e mais próximo da natureza. Será um prato mais diversificado, equilibrado e adaptado às necessidades de cada pessoa.
Continuaremos a reconhecer os princípios da Dieta Mediterrânica, com frutas, hortícolas, leguminosas, cereais integrais, azeite e pescado, mas complementados por novas fontes proteicas sustentáveis de origem vegetal e marinha. O objetivo não será substituir os alimentos tradicionais, mas combinar diferentes fontes de nutrientes para garantir qualidade nutricional, sustentabilidade e sabor.
Veremos também uma maior valorização dos produtos locais e sazonais e cadeias alimentares mais curtas e transparentes. Os avanços da ciência permitirão desenvolver alimentos mais ricos em fibra, compostos bioativos e proteínas de elevada qualidade, ajustados às necessidades de diferentes grupos da população.
No fundo, o prato de 2040 será mais sustentável e personalizado, mas continuará a assentar num princípio simples: variedade, equilíbrio e valorização dos recursos locais. Porque a alimentação do futuro não será apenas uma questão de nutrientes ou tecnologia, continuará a ser também uma questão de sabor, cultura, identidade e emoção.
Fonte: GreenSavers
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) reduziu o nível seguro de ácido trifluoroacético (TFA) na dieta com base em novas evidências científicas. O TFA é um produto da decomposição de alguns pesticidas.
A Comissão Europeia e os Estados-Membros da UE levarão em consideração os novos níveis ao discutirem medidas para garantir que os consumidores continuem protegidos.
O que é TFA?
O ácido trifluoroacético (TFA) é uma substância química proveniente de múltiplas fontes, que pode se formar quando substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS) se decompõem, incluindo certos princípios ativos presentes em pesticidas. Como resultado, o TFA pode acabar por contaminar águas subterrâneas, solo e plantações.
Os Estados-Membros da UE são obrigados a monitorizar os níveis de PFAS na água potável, enquanto outros programas de monitorização acompanham os níveis de PFAS nos alimentos.
O que mudou?
Os especialistas da EFSA reduziram a ingestão diária aceitável (IDA) para 0,014 miligramas por quilograma de peso corporal por dia, em comparação com o valor anterior de 0,05. A nova IDA é cerca de 3,5 vezes menor que a anterior. Eles também estabeleceram uma nova dose de referência aguda de 0,07 miligramas por quilograma de peso corporal.
Esses valores atualizados são baseados em novas evidências que mostraram, entre outros efeitos, que o TFA altera os níveis de tiroxina – uma hormona produzida pela glândula tiróide que desempenha um papel importante na regulação do organismo.
Que provas foram utilizadas?
A EFSA lançou um pedido de dados referente ao período de 6 de agosto a 7 de outubro de 2024. As informações que analisamos incluem:
A EFSA trabalhou em estreita colaboração com especialistas de países da UE, da academia e de outras organizações, convidando-os a contribuir ao longo de todo o processo, inclusive no nosso grupo de trabalho. Recebemos 177 comentários em resposta à nossa consulta pública, todos considerados no relatório final.
Identificamos também áreas para pesquisas futuras, incluindo o potencial do TFA para toxicidade a longo prazo (o potencial de uma substância causar danos a um organismo vivo) e carcinogenicidade (propriedade cancerígena de uma substância quando um animal ou ser humano é exposto a ela) e imunotoxicidade (qualquer efeito adverso no sistema imunológico (por exemplo, alergia ou inflamação) resultante da exposição a substâncias tóxicas).
Um fator adicional de incerteza (conceito científico usado na avaliação de risco para descrever todos os tipos de limitações no conhecimento disponível no momento em que uma avaliação é realizada, com os recursos acordados, que afetam a probabilidade de possíveis resultados) foi introduzido no cálculo da IDA para levar em conta essas incertezas.
Como isso se relaciona com outros trabalhos da UE sobre o Acordo de Facilitação do Comércio?
O trabalho da EFSA faz parte de um esforço mais amplo da UE para avaliar e gerir as substâncias PFAS, em cooperação com outras entidades como a ECHA.
Em conjunto com a ECHA, estamos atualmente a analisar como os pesticidas PFAS se decompõem em TFA, bem como o seu destino e comportamento no solo e na água, um estudo que esperamos concluir até ao próximo verão.
Fonte: EFSA
A introdução diária de leguminosas e hortícolas nos refeitórios públicos portugueses poderá traduzir-se numa poupança direta de 57 milhões de euros anuais para os cofres do Estado. A conclusão faz parte do novo guia técnico da associação ProVeg Portugal, que visa transformar radicalmente a contratação pública de alimentos no país através de critérios mais ecológicos e saudáveis.
O documento, intitulado ‘Ementas e Compras Públicas Sustentáveis: Leguminosas na Restauração Pública’, surge como uma ferramenta de orientação para as entidades que gerem cantinas escolares, hospitalares e prisionais. A meta proposta pela organização é ambiciosa: fazer com que 85% dos alimentos adquiridos pelas instituições públicas sejam de origem vegetal.
"Verificámos que ações simples, como incluir mais vegetais nas ementas, não só reduz a pegada ecológica, como constitui uma oportunidade de poupança financeira substancial para os cofres do Estado português", sublinha Joana Oliveira, Diretora Nacional da ProVeg Portugal.
A responsável lembra ainda que o peso económico destas decisões é gigante, dado que a contratação pública representa cerca de 15% do PIB de toda a União Europeia.
O triplo impacto: Carteira, clima e saúde
Os argumentos apresentados no manual assentam num estudo da Bryant Research e dividem-se em três eixos fundamentais:
O desafio de aproximar os portugueses do feijão e do grão
Um dos maiores obstáculos identificados pela associação é o paradoxo do consumo em Portugal. Apesar de alimentos como o feijão, o grão-de-bico, as lentilhas e as favas fazerem parte da identidade gastronómica do país, o seu consumo real diário está significativamente abaixo das recomendações da Roda dos Alimentos.
Para reverter esta tendência e garantir que as novas ementas são bem aceites pelos utentes, o manual propõe quatro pilares fundamentais para a revisão dos cadernos de encargos: a obrigatoriedade diária de leguminosas, a diversificação das fontes de proteína, a escolha de produtos menos processados e a restrição severa aos alimentos ultraprocessados.
Para acelerar esta transição, a ProVeg Portugal anunciou que vai disponibilizar apoio técnico e consultoria gratuita a todas as autarquias e organismos públicos que queiram rever os seus contratos de fornecimento de refeições, garantindo que a adequação nutricional ande de mãos dadas com a viabilidade económica.
Fonte: TecnoAlimentar
A Comissão Europeia lançou uma nova página dedicada ao Passaporte Digital do Produto (Digital Product Passport – DPP), criando um ponto central de informação para empresas, autoridades públicas, consumidores e restantes intervenientes da cadeia de valor.
A iniciativa integra a implementação do Regulamento Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR) e pretende facilitar o acesso à informação sobre os futuros requisitos aplicáveis a diferentes categorias de produtos.
A nova plataforma explica o funcionamento do Passaporte Digital do Produto ao longo de todo o ciclo de vida dos bens, desde a produção até ao fim de vida, detalhando igualmente o calendário de implementação, as obrigações previstas para os diferentes sectores e os recursos de apoio disponibilizados pela Comissão Europeia.
O portal reúne informação sobre os objetivos do DPP, perguntas frequentes, documentação técnica, orientações práticas, atualizações legislativas, notícias, webinars e eventos relacionados com a iniciativa. A Comissão Europeia adianta que estes conteúdos serão progressivamente alargados à medida que novas categorias de produtos forem abrangidas pela legislação.
O Passaporte Digital do Produto pretende aumentar a transparência das cadeias de abastecimento através da disponibilização de informação em formato digital. Dependendo do tipo de produto, poderá incluir dados sobre composição dos materiais, circularidade, impacto ambiental, instruções de utilização e manutenção, requisitos de segurança, orientações para reparação e reciclagem, bem como informação sobre conformidade regulamentar.
Ao tornar estes dados mais acessíveis, Bruxelas espera “facilitar decisões de compra mais informadas, promover a reparação e a reutilização de produtos, melhorar os processos de reciclagem e reforçar o cumprimento da legislação europeia em matéria de sustentabilidade”.
A Comissão Europeia explica que implementação do DPP será gradual e realizada através de legislação específica para cada grupo de produtos ao abrigo do ESPR ou de outros regulamentos sectoriais. As primeiras categorias abrangidas serão determinados tipos de baterias, incluindo baterias industriais, para veículos elétricos e meios de transporte ligeiros.
Numa fase posterior, o Passaporte Digital do Produto será estendido a outros sectores estratégicos, como o têxtil e vestuário, o ferro e aço e os produtos de construção. Em cada caso, o conteúdo do passaporte será definido pelos requisitos legais aplicáveis ao respetivo sector.
A Comissão Europeia sublinha que a nova página continuará a evoluir em paralelo com a implementação do quadro legislativo, tornando-se um ponto de referência para todas as entidades que necessitem de acompanhar a evolução do DPP e preparar a adaptação às futuras exigências regulamentares.
Fonte: Grande Consumo
A Comissão Europeia quer promover o uso de estrume e de adubos biológicos reciclados na produção agrícola da União Europeia (EU), com o objetivo de reduzir a dependência de fertilizantes químicos importados.
De acordo com a comunicação, a intenção consta da avaliação da Diretiva Nitratos, adotada em 1991 para proteger as águas europeias da poluição por nitratos de origem agrícola. Segundo Bruxelas, uma gestão de nutrientes mais eficiente e circular pode contribuir para águas mais limpas e, ao mesmo tempo, reduzir custos para os agricultores.
A Comissão defende que uma melhor utilização dos nutrientes poderá diminuir a dependência de fertilizantes minerais importados, cujos preços estão associados à volatilidade dos mercados globais de energia.
A redução da dependência do azoto sintético na UE é apontada como um fator para reforçar a resiliência das explorações agrícolas e contribuir para a autonomia estratégica da Europa.
Neste contexto, Bruxelas está a preparar o alargamento do regulamento Recovered Nitrogen from manure, conhecido como Renure, a certos tipos de digestatos líquidos à base de estrume.
Segundo a Comissão Europeia, os biodigestatos têm potencial para aumentar a disponibilidade de biofertilizantes na Europa. O primeiro passo será a apresentação de uma avaliação científica preliminar ainda este ano.
A Comissão pretende também reduzir a carga administrativa para os agricultores, com especial incidência nas pequenas explorações. Entre as medidas em análise está a revisão de práticas baseadas em calendários fixos, favorecendo uma gestão de nutrientes adaptada às condições locais e à realidade de cada exploração.
Até ao final de 2027, os ciclos de monitorização da Diretiva Nitratos e da Diretiva-Quadro da Água deverão convergir, passando a decorrer em simultâneo. Segundo Bruxelas, esta alteração deverá reduzir trabalho administrativo e facilitar a partilha de dados.
Fonte: Vida Rural
A Sociedade Ponto Verde regressa ao Ageas Cooljazz para reforçar a sensibilização para a reciclagem de embalagens e aproximar os cidadãos de comportamentos mais sustentáveis através da cultura e da música.
Em entrevista à Green Savers, Ricardo Sacoto Lagoa, Diretor de Marketing, Sensibilização e Comunicação da Sociedade Ponto Verde, explica os festivais são espaços privilegiados para promover mudanças de comportamento, graças à sua capacidade de mobilização e ao contacto direto com milhares de pessoas. A presença da entidade no Ageas Cooljazz, que se realiza de 8 e 31 de julho, traduz-se numa combinação de infraestruturas de recolha seletiva, mobiliário produzido com plástico reciclado e ações de sensibilização no terreno, procurando integrar a reciclagem na experiência do festival e demonstrar que este é um gesto simples, possível em qualquer contexto.
O responsável sublinha ainda que, apesar do aumento do investimento no sistema de gestão de resíduos de embalagens, Portugal continua a enfrentar desafios significativos para cumprir as metas de reciclagem. Entre os principais obstáculos estão a necessidade de melhorar os níveis de serviço da recolha seletiva e as dúvidas que persistem entre os cidadãos sobre a correta separação das embalagens. Nesse sentido, iniciativas de proximidade como a parceria com o Ageas Cooljazz assumem um papel importante na literacia ambiental, ajudando a esclarecer, envolver e incentivar uma participação mais ativa na economia circular.
A Ponto Verde regressa ao Ageas Cooljazz como Parceiro Oficial de Sustentabilidade. Que objetivos concretos pretende alcançar com esta presença e de que forma avaliam o impacto destas iniciativas junto do público do festival?
A presença da Ponto Verde no Ageas Cooljazz tem como principal objetivo sensibilizar os festivaleiros para a importância da reciclagem de embalagens e reforçar a ideia de que pequenos gestos individuais podem ter um impacto real.
Enquanto Parceira Oficial de Sustentabilidade, reforçamos o nosso compromisso com a promoção da reciclagem de embalagens e com a sensibilização dos cidadãos para práticas mais conscientes em grandes eventos.
Para nós, faz todo o sentido associar a reciclagem de embalagens à cultura e à música, em particular nos festivais, porque são espaços que juntam milhares de pessoas e têm uma enorme capacidade de mobilização. Queremos reforçar a ideia de que separar corretamente as embalagens é um gesto simples, que pode fazer parte do dia a dia de todos, em qualquer momento e em qualquer lugar.
O impacto destas iniciativas reflete-se na adesão do público às ações de sensibilização, na utilização das infraestruturas disponibilizadas e no envolvimento dos festivaleiros para com a reciclagem de embalagens. Mais do que marcar presença, queremos contribuir para que este gesto faça parte da experiência do festival e seja levado para fora dele.
O Ageas Cooljazz reúne milhares de pessoas ao longo de várias semanas. Até que ponto eventos culturais deste tipo podem contribuir para alterar comportamentos e promover hábitos de reciclagem mais consistentes fora do contexto do festival?
Os eventos culturais, nomeadamente os festivais de música, são uma oportunidade para levar a mensagem da reciclagem de embalagens a um público alargado e reforçar a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia.
Eventos com muitas pessoas têm uma enorme capacidade de mobilização e proximidade junto dos cidadãos, o que os torna, de facto, fundamentais para promover comportamentos mais sustentáveis.
A presença da Ponto Verde neste contexto enquadra-se precisamente na nossa estratégia de comunicação, educação e sensibilização, na qual já investimos 63.6 milhões de euros ao longo dos nossos 30 anos de atividade.
Além de facilitar a reciclagem de embalagens durante o evento, um festival permite criar momentos de contacto direto com os cidadãos, esclarecer dúvidas e reforçar a literacia ambiental através de experiências práticas.
Acreditamos, por isso, que é essencial que existam vários conjuntos de infraestruturas para deposição de embalagens distribuídas por todo o recinto. A conveniência e a qualidade na prestação deste serviço aos cidadãos são fundamentais para que haja uma participação ativa, independentemente do contexto.
Nesta edição, a Ponto Verde aposta em infraestruturas produzidas com plástico reciclado, ecopontos distribuídos pelo recinto e ações de sensibilização no terreno. Que importância tem a combinação entre soluções práticas e comunicação para aumentar a adesão à reciclagem?
A combinação entre soluções práticas e comunicação e sensibilização é essencial para transformar a intenção em ação. Por um lado, ao disponibilizarmos ecopontos e outras infraestruturas de recolha seletiva ao longo do recinto, tornamos a reciclagem de embalagens mais acessível e conveniente para todos os visitantes.
Nesta edição, a Ponto Verde instalou 30 mesas de piquenique fabricadas em plástico reciclado no foodcourt, e disponibilizou um espaço exclusivo na zona lounge, equipado com puffs produzidos a partir de material reutilizado de outras ativações, para conforto dos festivaleiros.
Além disso, tem disponíveis 20 estruturas de ecopontos com informação em português e inglês nas áreas públicas do Hipódromo e do Parque Marechal Carmona; na zona VIP, os camarotes, os camarins dos artistas e o backstage vão contar igualmente com a presença de ecopontos.
Existem também 15 placas produzidas em plástico reciclado com informação alusiva a esta boa prática e será exibido um vídeo temático durante os intervalos dos concertos, reforçando a mensagem de que a reciclagem de embalagens pode ser feita em todos os momentos e em qualquer lugar.
A estas iniciativas, junta-se a presença de mochileiros Ponto Verde, que vão interagir com os festivaleiros, permitindo esclarecer dúvidas, reforçar a importância da correta separação das embalagens e envolver os festivaleiros numa experiência mais consciente e participativa, contribuindo para a adoção de comportamentos mais sustentáveis.
A parceria entre a Ponto Verde e o Ageas Cooljazz é frequentemente apresentada como um exemplo de alinhamento entre cultura e sustentabilidade. Considera que os critérios ambientais estão a ganhar peso na forma como festivais e outros eventos culturais planeiam as suas operações e escolhem os seus parceiros?
Acreditamos que os critérios ambientais têm vindo a assumir um peso crescente na forma como festivais e outros eventos culturais planeiam as suas operações e escolhem os seus parceiros. Existe uma preocupação cada vez maior em reduzir o impacto ambiental destes eventos, através da implementação de soluções de gestão de resíduos, da promoção da economia circular e da sensibilização dos participantes para comportamentos mais sustentáveis. Nesse contexto, as organizações procuram parceiros que partilhem estes objetivos e que contribuam com conhecimento, soluções concretas e capacidade de mobilização do público.
O Ageas Cooljazz é um bom exemplo desta evolução. A parceria com a Ponto Verde demonstra que é possível integrar a sustentabilidade de forma natural na experiência do festival, combinando soluções práticas, como a disponibilização de ecopontos e outras infraestruturas de recolha seletiva, com ações de sensibilização no terreno que ajudam os festivaleiros a separar corretamente as suas embalagens.
Apesar da crescente sensibilização para a economia circular, Portugal continua a enfrentar desafios ao nível da reciclagem de embalagens. Quais são, na perspetiva da Sociedade Ponto Verde, os principais obstáculos que ainda persistem e que papel podem desempenhar iniciativas como esta para os ultrapassar?
Portugal continua a enfrentar desafios importantes ao nível da reciclagem de embalagens. Em 2025, apesar do investimento histórico de 212 milhões de euros no Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), mais 90 milhões de euros do que em 2024, o País não atingiu a meta de reciclagem de embalagens de 65% de todas as embalagens colocadas no mercado. Em 2026, o financiamento do sistema deverá voltar a aumentar, atingindo cerca de 237 milhões de euros. Ainda assim, os resultados não acompanham de forma proporcional este esforço de investimento. O desafio passa, por isso, por garantir uma melhoria dos níveis de serviço no terreno. É fundamental reforçar a eficiência da recolha seletiva e da triagem, tornando o sistema mais acessível, conveniente e próximo das pessoas, para que o investimento realizado se traduza efetivamente em mais embalagens encaminhadas para reciclagem.
Mas há um outro desafio que depende de todos nós. 7 em cada 10 portugueses separam as embalagens, mas destes só 1 é que separa bem, demonstrando que ainda existem dúvidas no momento de encaminhar corretamente estes resíduos. Foi precisamente para responder a esta necessidade que surgiu o chatbot da Ponto Verde, o ELO. Está disponível no site e na app Ponto Verde e o objetivo é que seja o ponto de ligação permanente entre os cidadãos e a informação fidedigna, aumentando as certezas quando chega o momento de reciclarem as embalagens.
Acreditamos que iniciativas como a presença da Ponto Verde no Ageas Cooljazz fazem a diferença. Ao estarmos presentes em contextos do dia a dia das pessoas, conseguimos sensibilizar, esclarecer dúvidas e reforçar a ideia de que cada embalagem corretamente separada contribui para alcançar as metas de reciclagem de embalagens.
Fonte: GreenSavers
O Governo publicou o Decreto-Lei n.º 144/2026, de 17 de julho, que altera o Novo Regime do Exercício da Atividade Pecuária e clarifica o conceito de capacidade instalada nas explorações, entrepostos e centros de agrupamento.
De acordo com o comunicado de imprensa, a alteração responde a uma reivindicação antiga dos produtores pecuários, em particular do setor da suinicultura, que defendiam um ajuste das regras à realidade das explorações e às exigências de sanidade e bem-estar animal.
Com o novo diploma, a capacidade instalada passa a corresponder ao efetivo máximo autorizado para cada exploração, entreposto ou centro de agrupamento. Este valor será definido no Plano de Produção validado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em conformidade com as normas de sanidade e bem-estar animal.
Na prática, o licenciamento passa a ter por base os animais efetivamente instalados, e não o número máximo que poderia ser instalado numa exploração.
O decreto-lei passa também a definir legalmente o Plano de Produção. Este documento, elaborado pelo médico veterinário responsável sanitário, passa a ser a referência para determinar a capacidade instalada de cada exploração.
A alteração tem implicações diretas na classificação das explorações e pretende eliminar dúvidas de interpretação que afetavam processos de licenciamento, alterações às unidades pecuárias e o enquadramento da atividade.
Segundo a informação divulgada, o objetivo é assegurar uma aplicação mais uniforme das regras, reduzir a incerteza administrativa e facilitar a gestão das explorações.
O diploma introduz ainda alterações que procuram reforçar a segurança jurídica e simplificar a aplicação da legislação, mantendo o enquadramento associado à sanidade e bem-estar animal, proteção ambiental e segurança alimentar.
Segundo a nota de imprensa, para os produtores pecuários, a clarificação do conceito de capacidade instalada poderá criar condições mais ajustadas à realidade operacional das explorações, em particular no setor suinícola.
Fonte: Vida Rural
O Governo publicou o Decreto-Lei n.º 147/2026, que regulamenta o licenciamento e o funcionamento de matadouros móveis e de estabelecimentos móveis de manipulação de caça em Portugal Continental.
O diploma, publicado esta segunda-feira, 20 de julho, pretende reduzir as distâncias de transporte dos animais e apoiar a sustentabilidade dos pequenos produtores.
A nova legislação surge num contexto de encerramento progressivo de centros de abate de pequena dimensão em zonas rurais, que tem obrigado produtores locais a percorrer distâncias mais longas. Segundo a informação divulgada, estes custos de transporte podem comprometer a rentabilidade das explorações familiares.
Com o novo enquadramento, passa a ser possível operar unidades móveis, permitindo que o abate ocorra mais próximo da origem dos animais.
De acordo com o diploma publicado em Diário da República, a medida pretende criar novas oportunidades de negócio, fomentar os circuitos curtos de comercialização e responder a preocupações relacionadas com o bem-estar animal.
A redução de viagens prolongadas e de descargas em matadouros fixos deverá diminuir o stress dos animais produtores de géneros alimentícios.
O decreto-lei abrange também o setor cinegético, ao autorizar estabelecimentos móveis de manipulação de caça. Esta solução permite evitar longos percursos até instalações aprovadas, possibilitando que a carne seja processada e valorizada na região onde é caçada.
Apesar da flexibilidade do modelo móvel, o licenciamento destas estruturas mantém exigências técnicas e legais. O processo será integrado no Sistema da Indústria Responsável e coordenado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional territorialmente competente.
Os operadores terão de cumprir requisitos de higiene, gestão de efluentes e proteção ambiental.
A fiscalização no terreno será assegurada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
O novo enquadramento legal entra em vigor 90 dias após a publicação do diploma.
Fonte: Agroportal
Um surto da bactéria Salmonella Stanley (estirpe ST2045) tem vindo a afetar a Europa desde novembro de 2025. Segundo uma avaliação conjunta da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), até ao final de junho de 2026 registaram-se 106 casos confirmados na UE/EEE e no Reino Unido, afetando sobretudo crianças e jovens adultos, com 49 hospitalizações.
Origem do Produto e Infeção
Inquéritos epidemiológicos na Dinamarca, Estónia, Alemanha, Letónia e Lituânia revelaram que os doentes haviam consumido massas instantâneas com aromas da mesma marca. Testes laboratoriais na Alemanha e Lituânia confirmaram a presença da estirpe do surto em pacotes com sabor a frango e frango picante. O rastreio apontou para um único fabricante na Ucrânia, indiciando uma contaminação na origem fabril. A deteção de outras estirpes de Salmonella em artigos da marca sugere que poderá haver mais do que uma fonte de contaminação no processo produtivo.
Países afetados: Alemanha, Áustria, Chéquia, Dinamarca, Estónia, França, Holanda, Hungria, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Reino Unido e Suécia.
Medidas de Controlo e Alerta aos Consumidores
As autoridades nacionais iniciaram a remoção e recolha (recall) dos lotes visados. Contudo, devido à longa validade do produto, é provável que ainda existam embalagens armazenadas nas casas dos consumidores, mantendo o risco de infeções. De acordo com a EFSA, as recomendações práticas são:
A EFSA e o ECDC continuam a monitorizar a situação e a investigar se a contaminação proveio da massa ou dos temperos aromatizados.
Fonte: TecnoAlimentar
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