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O Comando Territorial do Porto, através do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) do Porto, no dia 19 de junho, apreendeu 53 toneladas de tubarão-azul, Prionace glauca, no distrito do Porto.

No âmbito de uma ação de fiscalização conjunta com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Autoridade Tributária e Aduaneira da Alfândega do Porto, os militares da Guarda apreenderam 53 toneladas de tubarão-azul, que transitavam pelo Porto de Leixões e que haviam sido pescadas por uma embarcação portuguesa ao longo do Atlântico-sul.

No decorrer da ação, o pescado levantou suspeitas quanto ao cumprimento da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção) e ao corte ilegal de barbatanas. Durante a ação, foi elaborado um auto de notícia por contraordenação, por incumprimento ao Regulamento Europeu que proíbe o corte de barbatanas de tubarão a bordo dos navios de pesca.

O tubarão-azul (Prionace glauca), também conhecido por tintureira, é uma das espécies protegidas pela convenção CITES, e em que o seu comércio tem regras muito restritas.

A Guarda Nacional Republicana alerta para a responsabilização e o envolvimento de todos os intervenientes no ciclo da pesca sustentável e o comércio, nomeadamente de espécies protegidas.

Fonte: GNR

Resíduos de amido deram origem a material “mais forte e mais resistente à água do que os bioplásticos atuais”, 100% biodegradável no prazo de dois meses.

Um material 100% biodegradável feito a partir de resíduos de amido de cevada e de fibras de beterraba-sacarina, criado por investigadores da Universidade de Copenhaga, poderá ser a nova arma contra a poluição por plásticos.

O novo biocomposto, concebido para se decompor naturalmente no prazo de dois meses se for deixado ao abandono na natureza, é feito de amilose e nanocelulose, derivados da cevada e dos resíduos da indústria do açúcar, respetivamente.

Ambas são substâncias conhecidas pela sua estrutura molecular robusta, que confere ao material uma maior resistência e flexibilidade e o torna adequado  para aplicações do dia-a-dia, desde sacos de compras a variadas embalagens de alimentos.

Para produzir o novo material, os cientistas dissolveram estes materiais vegetais em água, misturando-os. Aqueceram depois a solução sob pressão para formar pequenos grânulos que podem ser moldados em várias formas, de modo que possa ser facilmente integrado nas linhas de produção de amido já existentes, que processam grandes volumes de amidos de origem vegetal, como os da batata e do milho.

O novo material “é mais forte e resiste melhor à água do que os bioplásticos atuais”, garante Andreas Blennow, do Departamento de Ciências Vegetais e Ambientais, de acordo com comunicado da Universidade de Copenhaga, citado pelo Phys.org.

Atualmente na fase de protótipo e a trabalhar para garantir uma patente, os investigadores, em colaboração com a Universidade de Aarhus, formaram uma empresa para fazer avançar o desenvolvimento e a comercialização da sua invenção e estão a discutir com empresas dinamarquesas de embalagens as possíveis aplicações práticas do material em embalagens de alimentos.

“Estamos muito perto do ponto em que podemos realmente começar a produzir protótipos em colaboração com a nossa equipa de investigação e empresas”, acredita Blennow: “Penso que é realista que diferentes protótipos de embalagens macias e duras, como tabuleiros, garrafas e sacos, sejam desenvolvidos dentro de um a cinco anos”.

Presentes em quase todos os sectores, desde as embalagens à indústria aeroespacial, os plásticos continuam a “infetar” o mundo com a sua persistência no ambiente e resistência à reciclagem.

Os esforços de reciclagem continuam hoje a ser muito insuficientes — apenas cerca de 9% dos plásticos são reprocessados em todo o mundo.

Fonte: aeiou.pt

A acrilamida é um contaminante de processamento identificado nas últimas décadas. Devido aos seus efeitos potencialmente cancerígenos, a União Europeia publicou o Regulamento (UE) 2017/2158 da Comissão, estabelecendo valores de referência para a acrilamida num conjunto de alimentos mais susceptíveis à sua formação (ex: batata frita, café e seus sucedâneos, pães, bolos e bolachas).

Este regulamento visa ainda estabelecer, junto dos operadores económicos, a implementação de medidas para mitigar a concentração da acrilamida nos produtos disponíveis para consumo, explica a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Pois saiba que o Laboratório de Segurança Alimentar (LSA), da ASAE, na sua Unidade Laboratorial de Físico-Química, realiza desde finais de 2023 a determinação da concentração de acrilamida em géneros alimentícios, tendo já obtido várias dezenas de resultados para este contaminante. A técnica utilizada é UPLC-MS/MS (cromatografia líquida de alta performance acoplada a espectrometria de massa).

“Com a implementação do controlo analítico dos níveis de acrilamida, a ASAE contribui assim para que os valores de referência, estabelecidos no citado regulamento, sejam efectivamente alcançados. Contribui-se igualmente para que os operadores económicos se empenhem em optimizar as boas práticas de processamento, de forma que o cidadão tenha disponíveis alimentos cada vez mais seguros”, realça aquela Autoridade.

Como se forma a acrilamida

E adianta que a acrilamida surge na sequência da reacção de Maillard em condições de temperaturas superiores a 180ºC e/ou com tempo excessivo de exposição ao calor.

“A reacção de Millard é uma reacção muito desejada na confecção de alimentos já que é responsável pelo aspecto dourado dos alimentos e o bom aroma que denuncia a proximidade de qualquer padaria ou churrasqueira. A velocidade a que esta reacção ocorre e os compostos que origina depende fortemente da temperatura”, frisa a ASAE.

Num processo de fritura, cozedura no forno ou mesmo num grelhador, a temperatura ideal deve variar entre os 140ºC e os 160ºC. Estas temperaturas originam a libertação de compostos voláteis de aroma apelativo e a formação de zonas crocantes, permitindo assim que o consumidor desfrute de alimentos seguros e gastronomicamente interessantes, acrescenta.

“Como em quase tudo, a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. Muitas vezes ocorrem más práticas e usam-se temperaturas demasiado altas e/ou tempos excessivos de exposição ao calor. De alimentos dourados passamos a alimentos acastanhados, sendo que muitas vezes até o seu cheiro deixa de ser apelativo (veja-se o caso das torradas queimadas). Ora é precisamente nestas situações de temperaturas superiores a 180ºC e/ou em exposições prolongadas ao calor que surge a indesejada acrilamida (por isso é classificada como um contaminante de processamento)”, salientam os técnicos da ASAE.

Fonte: ASAE

O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, explicou ontem, no Luxemburgo, ter anulado o despacho sobre a rotulagem ‘Nutri-Score’ em Portugal por prejudicar alimentos como o azeite face a refrigerantes com adoçantes.

“É um disparate colocar o azeite numa situação de maior perigo para a saúde do que algumas bebidas”, referiu o ministro, em declarações aos jornalistas, sublinhando que Portugal defende um sistema harmonizado para os rótulos na União Europeia (UE).

José Manuel Fernandes referiu, em declarações à margem do Conselho de ministros da Agricultura e das Pescas da UE, que a decisão defende o interesse a as especificidades de Portugal.

No dia 11, o Governo anulou o despacho vigente sobre a rotulagem ‘Nutri-Score’, por considerar que este diploma é ilegal e avalia incorretamente os perfis nutricionais.

Segundo uma nota de imprensa, após um estudo que testou em alimentos o algoritmo no qual se baseia o sistema de rotulagem simplificada ‘Nutri-Score’, se levantaram reservas, pois “os resultados não eram consistentes com as recomendações dietéticas”.

A portaria assinala que este sistema “conduz a classificações confusas e sem considerar o modelo dos produtos alimentares portugueses”.

O logótipo nutricional ‘Nutri-Score’, uma pequena imagem com segmentos coloridos exibida nas embalagens, baseia-se numa escala de A a E e de verde a vermelho, que pretende mostrar se o alimento que se vai comprar é mais ou menos saudável, mostrando o verde que o produto é saudável e o encarnado que é pouco saudável.

Fonte: Agroportal

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, através da sua Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Lisboa, uma operação no combate à economia paralela no âmbito da segurança alimentar, tendo como principal objetivo verificar o cumprimento das regras estabelecidas para a atividade de restauração e bebidas, com especial enfoque no licenciamento e nas condições técnico-funcionais e de requisitos de higiene, na cidade de Lisboa.

Como balanço da ação, foram fiscalizados 26 operadores económicos em zona predominantemente turística, tendo sido instaurados 24 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações de contraordenação, falta de licenciamento para exercício da atividade, falta de requisitos de higiene, falta de implementação de HACCP, a violação dos deveres específicos da entidade exploradora, entre outras.

Foi ainda determinada a suspensão de atividade de 16 estabelecimentos de restauração e bebidas, por falta de licenciamento e por violação dos deveres gerais e específicos da entidade exploradora.

Foram ainda apreendidos aproximadamente 300 kg de géneros alimentícios por falta de requisitos, num valor de 600,00 Euros.

Fonte: ASAE

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto vai explorar as vantagens de flores como os amores-perfeitos ou cravos

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) estão a explorar as vantagens das flores comestíveis, como amores-perfeitos ou cravos, para a saúde e a melhor forma de as consumir para potenciar os seus benefícios.

Em comunicado, a FCUP esclarece hoje que o projeto, intitulado Antho E.flos, pretende explorar os benefícios das flores comestíveis, cujo consumo ainda não está presente na cultura portuguesa.

“O objetivo final deste projeto é percebermos de que forma é que podemos consumir estas flores comestíveis, quanto é que temos de consumir e qual é que é a melhor combinação de tudo isto para garantir o melhor resultado a nível nutricional”, afirma, citado no comunicado, o líder do projeto, Hélder Oliveira.

O investigador do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV-REQUIMTE) na FCUP tem vindo a trabalhar com antocianinas, um pigmento natural presente na maior parte dos alimentos de cor roxa, vermelha ou azul e conhecido pelo poder antioxidante.

Neste momento, os investigadores estão a trabalhar em diferentes espécies de flores comestíveis, tais como os amores-perfeitos, os fidalguinhos, os cosmos e a flor de ervilha, que ainda não existe em Portugal.

Mais recentemente, foram adicionados à investigação os cravos, que pela cor vermelha “prometem benefícios para a saúde”.

"A grande maioria das flores comestíveis contém antocianinas aciladas, o que significa que a antocianina tem diferentes grupos funcionais ligados aos seus açúcares", refere o investigador, acrescentando que essa ligação faz com que as estruturas sejam "consideravelmente mais estáveis" do que outros alimentos, como o vinho do Porto ou os frutos vermelhos.

Uma das questões que se coloca é qual será a melhor forma de tirar partido dos benefícios destas flores, tendo os investigadores concluído que estas flores devem ser "minimamente processadas, pois apenas se mantêm estáveis a baixas temperaturas".

No âmbito do projeto, a equipa da FCUP vai também estudar, através de testes em células que mimetizam as do estômago e intestino, como é que os componentes destas flores são absorvidos pelo organismo.

"É crucial entender como é que a ação do trato gastrointestinal atual no destino final destas antocianinas, seja a nível da sua potencial metabolização, degradação ou absorção", acrescenta Hélder Oliveira.

Outra das vertentes do projeto passa por perceber de que forma é que os azeites e vinagres podem ser enriquecidos com estas flores, ideia que partiu do chefe Fábio Bernardino e da equipa de Ana Faria, corresponsável pelo projeto e professora da Nova Medical School.

Os investigadores pretendem agora perceber se estas flores podem efetivamente fazer a diferença nos sintomas associados à síndrome metabólica, como a diabetes ou a hipertensão arterial, tendo já submetido um projeto a avaliação.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto conta ainda com investigadores da Universidade Nova de Lisboa e da Nova Medical School.

Fonte: Iol.pt

Uma equipa de investigadores da Universidade McMaster inventou um conjunto de testes para embalagens de alimentos que podem indicar se o conteúdo está contaminado, com o objetivo de reduzir o desperdício alimentar e prevenir doenças. A equipa está agora a concentrar-se na integração desta tecnologia de embalagem inteligente em produtos comerciais, colaborando com produtores e entidades reguladoras.

Considerações sobre os custos e a adoção pela indústria

Embora cada teste acrescente apenas alguns cêntimos ao custo de uma embalagem, os produtores de alimentos hesitam em adotar esta tecnologia devido aos custos adicionais que seriam transferidos para os consumidores. No seu novo trabalho de investigação, publicado na revista Nature Reviews Bioengineering, a equipa explica como a tecnologia poderia poupar custos significativos relacionados com surtos de doenças de origem alimentar e desperdício alimentar. Argumentam que as poupanças sociais resultantes da redução dos resíduos e dos custos dos cuidados de saúde totalizariam centenas de milhares de milhões de dólares por ano a nível mundial, ultrapassando largamente os custos iniciais da tecnologia de embalagem.

Desafios regulamentares e para os consumidores

Tohid Didar, engenheiro biomédico e autor correspondente do estudo, observa: "Por um lado, as pessoas querem ter alimentos seguros para comer. Por outro lado, não querem pagar mais pelos seus alimentos, porque os preços já são elevados e parecem estar a subir cada vez mais". O Comissário sublinha a importância de iniciar conversações entre investigadores, decisores políticos, empresas e consumidores para resolver estas questões. A implementação desta tecnologia exigiria amplas mudanças nos regulamentos alimentares e nas práticas de embalagem, enfrentando potencialmente uma resistência substancial.

Ineficiências nas práticas atuais de rotulagem de alimentos

De acordo com os investigadores, a prática atual de utilizar as datas "consumir até" e "consumir de preferência antes de" é demasiado conservadora e arbitrária, levando a um desperdício significativo de alimentos. O Canadá, por exemplo, deita fora 40 mil milhões de dólares de alimentos por ano, um valor que ultrapassa o desperdício per capita nos EUA ou no Reino Unido. Os custos ambientais, económicos e sociais deste desperdício são substanciais.

Tecnologias inovadoras para a segurança alimentar

Desde 2018, a equipa tem sido pioneira em várias tecnologias baseadas em embalagens para detetar ou prevenir a deterioração dos alimentos. Estas incluem o Sentinel Wrap, um invólucro de plástico que muda de cor; um teste portátil que identifica rapidamente a deterioração em ambientes de retalho; o Lab-on-a-package, um pequeno teste integrado em tabuleiros de alimentos; e um gel pulverizável infundido com bacteriófagos que neutraliza bactérias nocivas. Estas soluções visam agentes patogénicos comuns como a Listeria, a Salmonella e a E. coli.

Do laboratório ao mercado

Shadman Khan, o principal autor do documento, discute os desafios de transformar a investigação em produtos práticos e de fácil utilização pelos consumidores. Este processo envolve a criação de parcerias com entidades reguladoras governamentais e líderes da indústria para resolver obstáculos regulamentares e de mercado. A equipa dedica-se à transição de um sistema desatualizado baseado no calendário para um sistema de segurança alimentar mais preciso e baseado na deteção.

Fonte: SciTechDaily e Qualfood

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 6000 litros de vinho sem rotulagem num estabelecimento de produção e engarrafamento de produtos vitivinícolas em Santo Tirso, no distrito do Porto.

Em comunicado, a ASAE explicou que a apreensão dos 6000 litros de vinho, cujo valor ultrapassa os 5000 euros, prendeu-se com a falta de rotulagem e ausência da conta-corrente atualizada, nomeadamente no que se refere "à discrepância" entre as garrafas de vinho e o seu registo no saldo da conta-corrente.

A ASAE adiantou ainda ter suspendido o funcionamento do estabelecimento por falta de requisitos de asseio e higiene.

"A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização no âmbito das suas competências em todo o território nacional em prol da sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores", concluiu.
 
Fonte: Jornal de Notícias

Os investigadores da Universidade de Griffith desenvolveram materiais quânticos inovadores e amigos do ambiente, capazes de impulsionar a transformação do metanol em etilenoglicol.

O etilenoglicol é um importante produto químico utilizado no fabrico de poliésteres (incluindo PET) e de agentes anticongelantes, com uma produção global de mais de 35 milhões de toneladas por ano e em forte crescimento.

Atualmente, é produzido principalmente a partir de produtos petroquímicos através de processos que consomem muita energia.

O metanol (CH3OH) pode ser produzido de forma sustentável a partir de CO2, resíduos de biomassa agrícola e resíduos de plástico através de vários métodos, como a hidrogenação, a oxidação parcial catalítica e a fermentação. Como combustível, o metanol também serve como um transportador circular de hidrogénio e um precursor de numerosos produtos químicos.

Sob a direção do Professor Qin Li, o método da equipa Griffith utiliza a fotocatálise solar para converter metanol em etilenoglicol em condições moderadas.

Este processo utiliza a luz solar para conduzir reações químicas, o que minimiza os resíduos e maximiza a utilização de energia renovável.

Embora as tentativas anteriores desta conversão tenham enfrentado desafios – como a necessidade de materiais tóxicos ou preciosos – o Professor Li e a equipa de investigação identificaram uma solução mais ecológica.

“As alterações climáticas são um dos principais desafios que a humanidade enfrenta atualmente”, afirmou o Professor Li.

“Para o enfrentar, temos de nos concentrar na produção de energia com emissões zero, no fabrico com baixas emissões e numa economia circular. O metanol destaca-se como um produto químico crucial que liga estas três estratégias”, explicou.

“O que criámos é um novo material que combina pontos quânticos de carbono com poços quânticos de seleneto de zinco”, acrescentou.

“Esta combinação aumenta significativamente a atividade fotocatalítica mais de quatro vezes maior do que usar pontos quânticos de carbono sozinhos, demonstrando a eficácia do novo material”, disse o autor principal, Dechao Chen.

A abordagem também demonstrou uma elevada fotocorrente, indicando uma transferência de carga eficiente dentro do material, crucial para conduzir as reacções químicas desejadas.

As análises confirmaram a formação de etilenoglicol, demonstrando o potencial deste novo método. É de salientar que o subproduto desta reação é o hidrogénio verde.

Esta descoberta abre novas possibilidades de utilização de materiais ecológicos na fotocatálise, abrindo caminho para uma produção química sustentável.

Como novo material quântico, tem também o potencial de conduzir a novos avanços na fotocatálise, deteção e optoelectrónica.

“A nossa investigação demonstra um passo significativo no sentido da química verde, mostrando como os materiais sustentáveis podem ser utilizados para realizar importantes transformações químicas”, afirmou o Professor Li.

“Isto poderia transformar a conversão do metanol e contribuir significativamente para a redução das emissões”, concluiu.

Fonte: Green Savers

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto envolve investigadores da REQUIMTE e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, tendo já um parceiro interessado na comercialização do filme muco adesivo.

Investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveram um "método inovador" de uso oral que, feito a partir do kiwi, permite tratar os efeitos secundários provocados pela quimioterapia e radioterapia em doentes oncológicos, foi esta quarta-feira revelado.

O projeto, intitulado Kiwi4Health, pretende "trazer alívio a milhares de doentes oncológicos" e "revolucionar o tratamento" da Mucosite Oral, complicação associada aos tratamentos de quimioterapia citotóxica e radioterapia, revela o ISEP em comunicado.

Caracterizada por lesões eritematosas e ulcerativas na mucosa oral, a Mucosite Oral causa dor intensa.

Atualmente, os tratamentos são de curta duração e requerem frequentemente o uso de analgésicos, "proporcionando apenas um alívio temporário".

"Estima-se que entre 40 a 80% dos doentes submetidos a quimioterapia convencional e quase todos os que recorrem a radioterapia sofrem desta condição muitas vezes incapacitante", indica.

Investigações mais recentes apontaram para o potencial benéfico dos polifenóis presentes na fruta, especialmente no babykiwi, para o tratamento da Mucosite Oral.

Aproveitando esses avanços, os investigadores do ISEP desenvolveram "um método inovador para a criação de um filme bucal utilizando compostos bioativos extraídos dos subprodutos do cultivo de babykiwis".

Citada no comunicado, a investigadora Francisca Rodrigues, afirma que o processo envolve técnicas de extração verde, utilizando água e compostos bioativos encapsulados, resultando "num produto que pode ser facilmente aplicado na mucosa oral, proporcionando alívio prolongado e eficaz".

"Os ensaios 'in vitro' em modelos bucais, acoplados aos ensaios 'in vivo' em animais que realizamos já com o extrato, são muito promissores, indicando uma nova esperança para os pacientes que sofrem desta dolorosa condição", indica a investigadora.

O desenvolvimento deste método representa uma "abordagem positiva na prevenção e tratamento dos efeitos secundários" da quimioterapia e radioterapia, "destacando-se pela utilização de componentes naturais e sustentáveis".

"O filme bucal demonstrou ter uma rápida capacidade de dissolução e permitindo a transferência dos compostos", adianta a investigadora.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projeto envolve investigadores da REQUIMTE e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, tendo já um parceiro interessado na comercialização do filme muco adesivo.

Fonte: Diário de Notícias