A ASAE, através da sua Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal, realizou uma operação de prevenção criminal centrada comercialização de géneros alimentícios contendo extratos de Cannabis sativa, nos concelhos de Porto, Braga, Aveiro e Guimarães.
A operação teve como objetivo salvaguardar a saúde e segurança dos consumidores, assegurando o cumprimento dos requisitos legais em matéria de composição, rotulagem, alegações de saúde e autorização de utilização de novos alimentos.
Fiscalizados 6 operadores económicos especializados na venda de suplementos alimentares e produtos alimentícios, com a apreensão de 3.588 artigos, por apresentarem riscos para a saúde pública e segurança dos consumidores - folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta Cannabis sativa L., haxixe, resina e pólen, bem como diversos géneros alimentícios que não cumpriam os requisitos legais de segurança.
Instaurados 6 processos‑crime pela prática dos ilícitos de tráfico e crimes contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios.
A ASAE alerta que as flores, folhas e extratos de qualquer parte da planta Cannabis sativa L. não podem ser colocados no mercado como alimentos, e os extratos de Cannabis sativa L. contendo canabinoides, nomeadamente o canabidiol (CBD), são proibidos como aditivos ou ingredientes alimentares.
Os extratos de Cannabis sativa com concentrações de CBD são considerados novos alimentos, não estando permitida a sua utilização em alimentos, podendo representar um risco para a vida ou integridade física dos consumidores.
Fonte: ASAE
Investigadores chineses identificaram uma enzima no arroz capaz de ajudar a planta a degradar resíduos de dois herbicidas amplamente utilizados, abrindo novas perspetivas para a redução da contaminação química nas culturas e no ambiente.
O estudo, conduzido por especialistas da Academia de Ciências Agrícolas de Guangdong e da Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu, centra-se na enzima CYP709B2, pertencente à família do citocromo P450. Esta enzima desempenha um papel fundamental na desintoxicação e no metabolismo dos herbicidas isoproturão e atrazina.
Os investigadores verificaram que a CYP709B2 é ativada quando as plantas de arroz são expostas a estes herbicidas. Plantas geneticamente modificadas para sobre-expressar a enzima apresentaram uma resistência significativamente maior às duas substâncias, cresceram melhor e acumularam níveis muito mais baixos de resíduos químicos.
Em contraste, plantas em que o gene responsável pela produção da enzima foi desativado através da técnica de edição genética CRISPR revelaram-se mais sensíveis aos herbicidas e apresentaram uma maior acumulação de resíduos.
Segundo os autores, os resultados demonstram que a CYP709B2 é uma enzima-chave no processo de desintoxicação metabólica e degradação do isoproturão e da atrazina no arroz. Esta descoberta aponta para uma estratégia promissora para reduzir resíduos de herbicidas nos alimentos e minimizar o impacto ambiental da agricultura química.
O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.
Fonte: Centro de Informação de Biotecnologia
O estado viável, mas não cultivável (VBNC, sigla em inglês para Viable But Non-Culturable) em bactérias patogénicas transmitidas por alimentos, como Salmonella spp. e Listeria monocytogenes, tem vindo a ganhar relevância devido à sua capacidade de escapar aos controlos microbiológicos oficiais e de representar um risco emergente para a segurança alimentar e para a saúde pública.
Através do projeto VBNC-PATHOGENS, a Ainia Centro Tecnológico procura aprofundar o conhecimento sobre os processos produtivos suscetíveis de induzir o estado VBNC na indústria alimentar e desenvolver metodologias específicas para a deteção destes agentes patogénicos.
As doenças transmitidas por microrganismos patogénicos de origem alimentar continuam a constituir um importante problema de saúde pública e de segurança alimentar a nível mundial. Apesar dos controlos microbiológicos estabelecidos pelo Regulamento (CE) n.º 2073/2005 e da vigilância assegurada pelo sistema RASFF, em 2023 os alertas relacionados com agentes patogénicos representaram a segunda categoria de perigo mais frequente nos alimentos (856 notificações), destacando-se Salmonella spp., Listeria monocytogenes e Escherichia coli.
De acordo com a European Food Safety Authority (EFSA), os surtos de origem alimentar aumentaram 43,9 % em 2022 face a 2021, acompanhados de um aumento da mortalidade associada. Em 2024, foram notificados 561 casos de Salmonella spp. e 161 de Listeria monocytogenes, sobretudo em produtos cárneos, peixe, produtos lácteos, frutos secos e sementes, alguns dos quais tradicionalmente considerados de baixo risco devido à sua reduzida atividade de água. Estes dados evidenciam a necessidade de desenvolver novas metodologias que permitam uma deteção mais precisa de microrganismos patogénicos viáveis ao longo da cadeia alimentar.
O estado viável, mas não cultivável (VBNC) representa um desafio significativo. Trata-se de um estado fisiológico de latência no qual certas bactérias se encontram metabolicamente “adormecidas” e são incapazes de crescer em meios de cultura convencionais. Consequentemente, passam despercebidas nos controlos microbiológicos oficiais, que se baseiam maioritariamente no isolamento em meios de cultura seletivos e na realização de contagens em placas, podendo assim integrar a cadeia alimentar e constituir um risco para a saúde do consumidor.
Até à data, foram identificadas 85 espécies bacterianas capazes de entrar no estado VBNC, incluindo 67 espécies patogénicas, como Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Salmonella e Listeria monocytogenes, entre outras. Estas bactérias representam um perigo considerável e frequentemente oculto na avaliação da segurança alimentar.
Fatores suscetíveis de induzir o estado VBNC na indústria alimentar
No contexto da indústria alimentar, existem numerosos fatores capazes de induzir o estado VBNC durante o processamento e o armazenamento dos alimentos. Estes fatores podem ser de natureza química (por exemplo, determinados reagentes químicos habitualmente utilizados no processamento de alimentos, como a adição de conservantes para prolongar a vida útil, ou a utilização de desinfetantes em instalações e equipamentos industriais) ou de natureza física (como a temperatura, os tratamentos de secagem, a irradiação por luz ultravioleta, os tratamentos por campos elétricos pulsados e luz pulsada, o dióxido de carbono a alta pressão, os tratamentos por plasma, entre outros).
Fatores que podem induzir a reativação de patógenos VBNC
Os principais fatores suscetíveis de reativar bactérias VBNC incluem:
• Aumento da concentração de nutrientes: a adição de um meio de cultura rico foi um dos primeiros métodos utilizados para a ressuscitação de bactérias VBNC;
• Alterações de temperatura: tanto o aumento como a diminuição da temperatura podem desencadear a reativação, especialmente em bactérias induzidas ao estado VBNC por temperaturas extremas;
• Estímulos químicos: determinados compostos químicos podem promover a reativação, como o piruvato de sódio ou a adição de aminoácidos;
• Estímulos biológicos: verificou-se que a cocultura com outras espécies bacterianas, ou mesmo com algumas leveduras, pode induzir a reativação em determinadas espécies. Além disso, proteínas como as Rpf (Resuscitation Promoting Factor) ou determinadas moléculas de sinalização de quorum sensing desempenham um papel crucial neste processo.
Metodologias para a deteção de bactérias em estado VBNC
• Métodos baseados em biologia molecular: baseiam-se sobretudo na técnica de PCR (Polymerase Chain Reaction), com adaptações específicas para a deteção de células viáveis. Por exemplo, a técnica PMA-qPCR utiliza moléculas que se ligam ao ADN de bactérias mortas e impedem a sua amplificação por PCR, permitindo que apenas as bactérias vivas presentes na amostra sejam detetadas;
• Citometria de fluxo: permite o estudo e a classificação de células individuais em suspensão através da utilização de um laser e de detetores óticos, possibilitando a distinção entre células vivas e não viáveis mediante a utilização de corantes fluorescentes específicos;
• Tecnologias ómicas: permitem avaliar a viabilidade celular através da análise da atividade biológica, como a expressão génica e as vias metabólicas ativas. Entre as suas principais vantagens destacam-se a elevada sensibilidade, a capacidade de detetar múltiplas espécies em simultâneo e a obtenção de informação global sobre o metabolismo e a expressão génica.
Projeto VBNC-PATHOGENS
O objetivo da Ainia é disponibilizar às empresas da Comunidade Valenciana ferramentas que permitam avaliar o risco e a incidência destas bactérias nos seus produtos e processos, bem como verificar a eficácia dos métodos e produtos de limpeza e desinfeção utilizados. Para esse efeito, o projeto conta com a colaboração de três empresas do setor alimentar e de uma empresa especializada em higiene industrial.
Este projeto é um projeto de I+D+i de carácter não económico, integrado no programa de I+D de um Centro Tecnológico da Comunidade Valenciana, desenvolvido em colaboração com empresas e financiado pelo IVACE+i.
Fonte: iAlimentar
O mercado europeu da cerveja atravessa um período prolongado de retração, com a produção, o consumo e as exportações a registarem quedas pelo quinto ano consecutivo.
A tendência é destacada no relatório “European Beer Trends 2025”, divulgado pela Brewers of Europe, que alerta para um contexto estruturalmente mais exigente para o sector.
De acordo com o estudo, a perda de dinamismo não resulta apenas de fatores conjunturais, refletindo uma combinação de menor confiança dos consumidores, pressão inflacionista persistente, aumento dos custos de produção e um ambiente regulatório cada vez mais exigente.
Um dos dados mais relevantes do relatório prende-se com a evolução do consumo fora do lar. As vendas de cerveja no canal Horeca, que chegaram a representar cerca de um terço do consumo total na Europa, correspondem hoje a aproximadamente um quarto do mercado.
Apesar de representarem volumes inferiores face ao retalho, estas vendas concentram a maior parte do valor acrescentado do sector e são fundamentais para a sustentabilidade de centenas de milhares de pequenas e médias empresas e postos de trabalho locais. A fragilidade prolongada do canal Horeca gera, assim, um efeito dominó em toda a cadeia de valor, desde produtores agrícolas a eventos, turismo e operadores logísticos.
Produção e exportações em retração
Após um período prolongado de expansão, o número de cervejeiras ativas na União Europeia estabilizou em torno das 9.700 unidades.
A produção de cerveja caiu de 367 milhões de hectolitros em 2019 para 345 milhões em 2024, com os primeiros indicadores de 2025 a apontarem para um novo aperto do mercado. As exportações, que em anos anteriores funcionaram como amortecedor da quebra do consumo interno, registam igualmente uma desaceleração pelo segundo ano consecutivo.
Entre os fatores que explicam esta evolução estão a inflação persistente, os elevados custos dos fatores de produção, as disrupções no transporte global e os impactos das alterações climáticas na disponibilidade de matérias-primas.
Segundo Christian Weber, presidente da Brewers of Europe, o atual contexto vai além de um simples ciclo negativo. “Os consumidores perderam confiança e estão a gastar menos, enquanto os produtores enfrentam custos crescentes, maior carga regulatória e pressão em toda a cadeia de valor”, afirma, sublinhando a necessidade de maior estabilidade para garantir o futuro do sector.
Cerveja sem álcool é a exceção à regra
Num cenário globalmente negativo, a cerveja sem álcool destaca-se como a única categoria em crescimento. Nos últimos cinco anos, este segmento registou uma expansão de 25% e representa atualmente cerca de 7,5% do consumo total de cerveja na União Europeia.
Para Julia Leferman, secretária-geral da Brewers of Europe, o sector mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, a moderação e o valor cultural da cerveja, mas necessita de um enquadramento regulatório equilibrado. “Este é um momento que exige apoio claro e estabilidade, não regulamentação desproporcionada ou contraproducente”, defende, acrescentando que o sector pode contribuir para a competitividade e vitalidade cultural da Europa se tiver condições para investir e inovar.
Fonte: Grande Consumo
O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste custa esta semana 241,83 euros, o que representa um aumento de 54,13 euros face a janeiro de 2022, altura em que a associação iniciou a monitorização sistemática dos preços dos bens alimentares essenciais. Em termos percentuais, trata-se de uma subida de 28,84% em quatro anos, com impacto direto no orçamento das famílias portuguesas.
Comparando com o mesmo período do ano passado, a 8 de janeiro de 2025, o cabaz composto por 63 produtos está 2,69 euros mais caro, o que corresponde a um aumento de 1,12% num ano.
Ovos e café lideram aumentos no último ano
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, os ovos e o café torrado moído foram os produtos com maiores aumentos de preço. Uma meia dúzia de ovos custa agora 2,12 euros, mais 51 cêntimos do que há um ano, o que representa uma subida de 32%. Já uma embalagem de 250 gramas de café torrado moído passou a custar 4,51 euros, mais 82 cêntimos do que em janeiro de 2025, um aumento de 22%.
Analisando apenas o período mais recente, entre o final de 2025 e o dia 7 de janeiro de 2026, os produtos que mais aumentaram de preço foram os flocos de cereais (mais 24%), a maçã Golden (mais 13%) e os medalhões de pescada (mais 7%).
No entanto, é na análise de longo prazo que se percebe melhor a dimensão do aumento do custo de vida. Desde janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais verificaram-se na carne de novilho para cozer, cujo preço quase duplicou (mais 97%), nos ovos (mais 85%) e no bife de peru (mais 66%). Recorde-se que em fevereiro de 2022 deu-se o início da invasão da Rússia à Ucrânia, contexto que marcou uma forte instabilidade económica e energética a nível europeu.
Cabaz alimentar
O cabaz inclui Carne, Congelados, Frutas e Legumes, Laticínios, Mercearia e Peixe, sendo considerados, entre outros, produtos como Peru, Frango, Carapau, Pescada, Cebola, Batata, Cenoura, Banana, Maçã, Laranja, Arroz, Esparguete, Açúcar, Fiambre, Leite, Queijo, Manteiga, entre muitos outros.
Fonte: Grande Consumo
A Nestlé anunciou a recolha de alguns lotes de produtos de nutrição infantil, incluindo as fórmulas SMA, BEBA e NAN, sobretudo na Europa, devido a uma possível contaminação com cereulida, uma toxina que pode causar náuseas e vómitos. Não há, até ao momento, registo de doenças associadas aos produtos recolhidos.
A recolha, iniciada de forma limitada em dezembro, foi desencadeada após a deteção de um problema de qualidade num ingrediente fornecido por um dos seus principais fornecedores. A empresa testou todo o óleo de ácido araquidónico e misturas associadas usadas na produção dos produtos potencialmente afetados, ativou fornecedores alternativos e está a reforçar a produção e a distribuição de produtos não afetados para manter o abastecimento.
Os lotes abrangidos foram vendidos em vários países europeus, bem como na Turquia e na Argentina. A cereulida, produzida por algumas estirpes da bactéria Bacillus cereus, não é destruída por cozedura ou pela preparação do leite com água a ferver, segundo a Agência de Normas Alimentares do Reino Unido, que alerta para sintomas rápidos como vómitos e cólicas abdominais.
De acordo com a Reuters, este é o maior recall de produtos da história do grupo, com pelo menos 25 países afetados até o momento, envolvendo mais de 800 produtos de mais de 10 fábricas, números que a Nestlé ainda não confirmou.
Fonte: Grande Consumo
Os ministros da Agricultura da União Europeia reuniram-se ontem numa sessão extraordinária para debater a segurança alimentar e a soberania europeia num cenário marcado por crescente incerteza geopolítica e volatilidade dos mercados globais. O encontro, convocado pela Comissão Europeia e por Maria Panayiotou, ministra cipriota que assegura a Presidência do Conselho da UE, contou com a participação dos comissários europeus Hansen, Šefčovič e Várhelyi.
Durante a reunião, foi consensual o reconhecimento de que a agricultura é um pilar central da soberania europeia e de que o sector agroalimentar desempenha um papel estratégico na competitividade da União, sustentando milhões de postos de trabalho e criando elevado valor económico. Os participantes fizeram um balanço dos principais desafios enfrentados pelos agricultores e pelo sector agroalimentar, bem como das expectativas para 2026, num contexto internacional cada vez mais instável.
As discussões centraram-se, em particular, nas preocupações decorrentes da elevada volatilidade dos mercados globais, nas perturbações das cadeias de abastecimento e na necessidade de preservar uma posição competitiva forte para os agricultores europeus. Foi igualmente sublinhada a urgência de responder às pressões sentidas no terreno, garantindo condições que permitam ao sector adaptar-se e manter a sua resiliência.
A Comissão Europeia reiterou estar consciente da sua responsabilidade e do sentimento de urgência vivido pelo sector agrícola, destacando que já estão em curso ações destinadas a aliviar constrangimentos e a criar novas oportunidades.
4 eixos prioritários
Os resultados do encontro foram organizados em torno de quatro eixos prioritários: a garantia do apoio da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo o debate sobre o orçamento e o próximo Quadro Financeiro Plurianual pós-2027; a questão dos fertilizantes, com foco no aumento da disponibilidade e acessibilidade, no reforço da produção interna e na redução de dependências externas; a competitividade global do sector, assegurando condições de concorrência justas e baseadas na reciprocidade; e a necessidade de avançar com uma maior simplificação administrativa em benefício dos agricultores.
A segurança alimentar foi destacada como um elemento central da segurança e da soberania globais da União Europeia. Nesse sentido, os ministros sublinharam que é essencial garantir o futuro da agricultura e a competitividade do sector agroalimentar europeu, tanto no curto como no longo prazo.
No final da reunião, a União Europeia reafirmou a sua disponibilidade para agir sempre que necessário, comprometendo-se a defender de forma firme os seus interesses no domínio da agricultura e da segurança alimentar e a transformar em realidade a sua visão estratégica para o futuro da alimentação e da produção agrícola na Europa.
Fonte: Grande Consumo
Informamos que foi publicado o Regulamento de Execução 2025/2520, da Comissão, de 15 de dezembro de 2025, que estabelece medidas para impedir o estabelecimento e a propagação no território da União de Aromia bungii (Faldermann), bem como medidas para a erradicação e o confinamento dessa praga em determinadas áreas demarcadas, e que revoga a Decisão de Execução (UE) 2018/1503.
Para saber mais sobre esta praga de quarentena, consulte o Website EPPO Global Database.
Fonte: DGAV
O Reino Unido avançou com a proibição de publicidade televisiva de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal antes das 21h, bem como com uma proibição total deste tipo de anúncios online. Segundo o The Guardian, a medida é aplicada pela Advertising Standards Authority (ASA) e integra a estratégia governamental para combater a obesidade infantil.
As novas regras abrangem 13 categorias de produtos e, apesar de a legislação só agora entrar em vigor, o setor publicitário já vinha a cumprir voluntariamente as normas desde outubro, o que resultou, por exemplo, em campanhas de Natal com menos doces e mais frutas e legumes.
A Food Foundation considera a decisão um marco na proteção das crianças, mas critica as exceções que permitem anúncios de marca — desde que não mostrem produtos específicos — por parte de empresas como a McDonald’s ou a Cadbury. As restrições incluem também produtos vistos como saudáveis, como sandes e cereais de pequeno-almoço.
Dados recentes, continua o The Guardian, indicam que as empresas têm desviado investimento para publicidade exterior, cujo gasto aumentou 28% entre 2021 e 2024, com a McDonald’s a liderar esse crescimento.
O governo britânico estima que a medida retire 7,2 mil milhões de calorias por ano da dieta das crianças e reduza em cerca de 20 mil os casos anuais de obesidade infantil, num país onde mais de um terço das crianças tem excesso de peso ao sair do ensino primário.
Fonte: Grande Consumo
Investigadores da Unidad Académica de Estudios Territoriales (UAET) Oaxaca, do Instituto de Geografia da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), identificaram comunidades bacterianas com “capacidades excecionais” para melhorar a fertilidade do solo, promover uma agricultura sustentável e apoiar ao restauro ecológico.
A descoberta foi feita no Geoparque Mundial da UNESCO Mixteca Alta, um território onde sistemas agrícolas tradicionais são geridos por comunidades locais há mais de 3.400 anos.
Segundo os cientistas, as populações bacterianas, caracterizadas através de sequenciação genética avançada, distinguem-se pela sua capacidade de:
De acordo com os investigadores, a descoberta abre caminho ao desenvolvimento de biofertilizantes e bioestimulantes locais, adaptados às condições ambientais da região.
Além disso, os responsáveis pela descoberta acreditam que esta solução surge como uma alternativa concreta à dependência de agroquímicos industriais, cujos custos são frequentemente fixados em dólares e variam consoante os mercados internacionais.
Assim, a aplicação prática deste “exército bacteriano”, explicam os cientistas, permitirá recuperar solos degradados, aumentar a produtividade agrícola e reduzir os impactos ambientais associados ao uso intensivo de produtos químicos.
O estudo destacou ainda que a gestão ancestral de lama-bordos, socalcos e vales agrícolas criou ambientes ideais para o desenvolvimento destas comunidades microbianas. A combinação entre ciência genómica moderna e práticas tradicionais transformou o geoparque num modelo global de sustentabilidade.
Os investigadores sublinharam também que a recuperação dos solos não depende apenas de tecnologia de ponta, mas também do conhecimento acumulado das comunidades locais, que mantêm práticas agrícolas resilientes há milhares de anos.
Fonte: Vida Rural
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