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As trufas, conhecidas como o “ouro negro” da gastronomia, podem ser cultivadas em Portugal. Saiba quais as condições ideais e cuidados necessários para produzir este fungo valioso.

As trufas são consideradas um dos produtos mais exclusivos e valiosos da gastronomia mundial. Estes fungos subterrâneos, de aroma intenso e sabor inconfundível, são também conhecidos como “ouro negro", tanto pelo seu valor comercial como pela raridade e dificuldade de produção.

Embora tradicionalmente associadas a regiões como o sul de França ou o norte de Itália, o interesse em cultivá-las tem crescido noutros países europeus, incluindo Portugal. Mas será possível produzir trufas com sucesso no nosso clima?

O que são as trufas e como crescem

As trufas não são plantas nem raízes, mas sim fungos que crescem debaixo da terra, em simbiose com as raízes de certas árvores, como o carvalho, o azinheiro ou a aveleira.

Esta relação é mutuamente benéfica: o fungo ajuda a árvore a absorver água e nutrientes do solo, enquanto a árvore fornece açúcares essenciais ao crescimento do fungo.

O relatório 'The medium-term outlook for EU agricultural markets and income until 2035', publicado pela Comissão Europeia, revela as perspetivas agrícolas e pecuárias na UE até 2035. Neste artigo, a Anafric destaca os dados mais relevantes relativos aos bovinos, suínos e ovinos e caprinos.

Bovinos

Prevê-se uma redução contínua da produção até 2035 devido à baixa rentabilidade e a um quadro regulamentar mais rigoroso em matéria de sustentabilidade. Embora o peso médio de abate aumente ligeiramente, a produção global diminuirá. As exportações de carne de bovino crescerão lentamente, enquanto as exportações de animais vivos diminuirão devido a uma menor disponibilidade e a preocupações com o transporte a longa distância.

Por outro lado, os consumidores europeus tendem a reduzir o consumo devido às preocupações com a sustentabilidade e aos preços elevados. No entanto, a procura de cortes específicos mantém o mercado interno estável.

Suínos

A produção diminuirá devido à pressão para a sustentabilidade e às críticas aos sistemas intensivos. A Peste Suína Africana (PSA) continuará presente, mas sob controlo. As exportações, que anteriormente tinham aumentado, estabilizar-se-ão devido à recuperação da produção na Ásia.

A nível do consumo, prevê-se uma redução per capita devido a mudanças nos hábitos alimentares e à perceção do impacto ambiental do sector por parte dos consumidores. Este facto reforça a tendência para dietas com menos gordura.

Ovinos e caprinos

Prevê-se um declínio contínuo da produção, apesar do apoio ao rendimento e dos preços favoráveis. Esta tendência varia consoante os países da UE, com uma maior incidência em zonas onde as condições climáticas dificultam a produção.

Em termos de consumo, a procura per capita manter-se-á relativamente estável, influenciada pelas tradições culturais. No entanto, a assinatura do acordo comercial com a Nova Zelândia poderá aumentar as importações, afetando os produtores locais.

Comércio e sustentabilidade

A UE continuará a ser um exportador líquido de produtos animais. No entanto, prevê-se uma maior concorrência nos mercados internacionais e um aumento das importações de produtos específicos, nomeadamente de ovinos e caprinos.

A nível da sustentabilidade, prevê-se uma transição para sistemas de produção mais extensivos. Tal inclui a utilização de tecnologias que melhorem a eficiência alimentar e reduzam as emissões de gases com efeito de estufa.

OCDE-FAO: Perspetivas Agrícolas 2024-2033

Foi também publicado o relatório da OCDE-FAO 'Perspetivas Agrícolas 2024-2033', que analisa a agro-economia mundial. De acordo com este relatório, os desenvolvimentos mais salientes que afetarão o sector da carne são os seguintes:

As economias emergentes serão fundamentais para moldar o ambiente agrícola global, prevendo-se que a Índia ultrapasse a China como ator principal. No entanto, prevê-se que a ingestão de calorias nos países de baixo rendimento aumente apenas 4%.

Por outro lado, prevê-se que a intensidade global das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) provenientes da agricultura diminua, enquanto as emissões diretas da agricultura poderão aumentar 5%. No entanto, se a perda e o desperdício de alimentos pudessem ser reduzidos para metade, as emissões globais de GEE provenientes da agricultura poderiam diminuir 4% e o número de pessoas subnutridas 153 milhões até 2030.

A eficiência dos mercados internacionais de produtos agrícolas de base continuará a ser fundamental para a segurança alimentar mundial e os meios de subsistência rurais. A evolução prevista manteria os preços de referência internacionais reais numa tendência ligeiramente descendente ao longo da próxima década, embora os fatores ambientais, sociais, geopolíticos e económicos possam alterar grandemente estas projeções.

Fonte: iAlimentar

Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal – reviu em baixa as previsões para a campanha olivícola nacional, estimando agora uma redução de cerca de 20% na produção de azeitona face à campanha anterior.

 De acordo com o comunicado de imprensa, duas semanas após a previsão inicial de uma quebra de 10%, os primeiros dias de colheita confirmaram uma produção inferior ao esperado, resultado do calor extremo e da falta de chuva registada nos últimos quatro meses.

 A nota de imprensa avança ainda que, em várias regiões do país, a seca e as temperaturas elevadas durante a maturação causaram desidratação do fruto, comprometendo a produtividade. Mesmo nos olivais com rega, a escassez de água está a ter impacto direto na redução da produção.

 “Nos meses cruciais para a formação do azeite encontrámo-nos perante um cenário difícil, praticamente sem qualquer precipitação”, referiu a Diretora-executiva da Olivum, Susana Sassetti.

 E continua: “este ano, em relação à campanha anterior, em muitas zonas, o olival não teve capacidade para manter o desenvolvimento normal do fruto. Este cenário cria um clima de preocupação no setor, que enfrenta uma campanha marcada por grande variabilidade entre regiões e variedades, mas com uma tendência comum de redução de produtividade”.

Fonte: Vida Rural

Investigadores da Universidade de Tecnologia de Kaunas (KTU), na Lituânia, desenvolveram compostos orgânicos capazes de detetar concentrações mínimas de oxigénio de forma rápida, visual e sem necessidade de metais pesados. Esta inovação tem aplicações diretas na indústria alimentar, especialmente no domínio das embalagens inteligentes e da monitorização da cadeia de abastecimento.

Os sensores permitem verificar imediatamente se uma embalagem perdeu o seu selo, uma vez que a sua luminescência varia de acordo com a presença de oxigénio: quando o oxigénio desaparece, a intensidade da luz aumenta e a cor muda de azul para verde, sendo esta mudança visível a olho nu, o que os torna uma ferramenta eficaz para o controlo de qualidade sem necessidade de equipamento adicional.

Alternativa segura e sem metais pesados

Ao contrário de outros sensores que utilizam metais como a platina ou o irídio, os desenvolvidos pela KTU baseiam-se em derivados orgânicos de tiantreno, o que elimina os riscos associados à toxicidade e ao impacto ambiental. Esta caraterística é especialmente relevante para utilização em embalagens alimentares ativas e inteligentes, onde a segurança do consumidor é uma prioridade.

O desempenho baseia-se na fosforescência à temperatura ambiente, uma propriedade rara nos compostos orgânicos, que permite uma deteção prolongada e muito sensível do oxigénio residual no interior da embalagem.

Vantagens competitivas para a indústria

Graças à sua elevada sensibilidade - uma das mais elevadas jamais registadas para sensores sem metais - estes compostos são particularmente úteis em aplicações em que é essencial garantir uma atmosfera modificada ou a ausência de oxigénio, como nos produtos perecíveis ou de gama alta.

Além disso, a sua síntese simples e a sua escalabilidade poderiam facilitar a sua incorporação em soluções industriais, tanto em embalagens unitárias como em sistemas de controlo de armazenamento ou de transporte.

Esta tecnologia abre também a porta a novas soluções de rotulagem ou tintas inteligentes capazes de indicar visualmente se um produto sofreu uma alteração das suas condições de conservação, proporcionando um valor acrescentado ao fabricante, ao distribuidor e ao ponto de venda.

O desenvolvimento faz parte do projeto do Centro de Excelência em Ciências Físicas e Tecnológicas (TiFEC) e posiciona os sensores orgânicos como uma ferramenta promissora para melhorar a segurança, a rastreabilidade e a diferenciação no sector alimentar.

Fonte: iAlimentar

Há anos que os cientistas afirmam que a evolução dirigida é uma das formas mais poderosas de melhorar as proteínas.

O processo envolve a produção de muitas versões ligeiramente diferentes de genes, testando quais as que funcionam melhor, mantendo as vencedoras e repetindo tudo de novo - um pouco como acelerar a seleção natural no laboratório.

No entanto, só vimos isto ser aplicado a micróbios, células animais ou tubos de ensaio, o que deixou as culturas de fora durante muito tempo. Até agora.

Investigadores chineses afirmam ter encontrado uma forma de acelerar esse mesmo processo no interior das folhas - algo que normalmente demora muito tempo, uma vez que as células vegetais se dividem lentamente.

Uma folha em quatro dias

A equipa responsável pelas descobertas associou a atividade útil de um gene à rápida cópia de ADN no interior de uma folha, de modo a que as melhores variantes se multipliquem e as mais fracas desapareçam.

Sob a direção do Professor Gao Caixia do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento do CAS e do Professor Qiu Jinlong do Instituto de Microbiologia, a investigação é apresentada sob a forma de uma plataforma denominada Geminivirus Replicon-Assisted in Planta Direted Evolution, ou “GRAPE”.

De acordo com a investigação, a abordagem baseia-se nos geminivírus - vírus de ADN de plantas conhecidos pela replicação em círculo rolante, que produz muitas cópias de ADN circular. Funciona através da mutação de um gene de interesse no laboratório e da inserção das variantes em “réplicas” de ADN circular modificado.

Essas bibliotecas são depois entregues nas folhas de Nicotiana benthamiana, disseram os cientistas, explicando que se uma variante fizer o trabalho que os investigadores pretendem, desencadeia mais cópias de réplicas, pelo que essa variante se torna mais comum. Isto faz com que as variantes que não fazem nada fiquem para trás, com o ciclo a terminar numa folha em cerca de quatro dias, o que é rápido para os padrões das plantas, disseram os investigadores.

Uma agricultura mais resiliente?

A equipa de investigação argumenta que o GRAPE se adapta melhor a problemas específicos das plantas do que os sistemas que desenvolvem genes em micróbios, porque a seleção ocorre no interior das células vegetais e o método pode visar características que dependem da regulação das plantas.

Acrescentam ainda que qualquer função que possa ser associada à replicação em círculo rolante é candidata, o que pode significar boas notícias para além da imunidade, desde proteases para investigação a futuras características relevantes para a reprodução.

O que os cientistas afirmam ser uma grande vantagem neste caso é a velocidade, a escalabilidade e menos becos sem saída quando se passa do laboratório para o terreno. Se assim for, o GRAPE pode muito bem tornar-se noutra ferramenta para uma engenharia de culturas mais rápida e, a seu tempo, para uma agricultura mais resiliente.

Fonte: tempo.pt

A proteção das explorações avícolas contra a Gripe Aviária começa com a sensibilização e a prevenção.

Campanha #NoBirdFlu, promovida pela European Food Safety Authority (EFSA) a nível da União Europeia (UE), tem fornecido informações essenciais sobre biossegurança nas explorações avícolas, dirigidas a quem trabalha numa exploração avícola, cuida de um bando de aves num quintal ou visita explorações avícolas no âmbito da sua atividade profissional.

Para ajudar a prevenir a introdução da doença e impedir a propagação da Gripe Aviária na sua exploração avícola, importa adotar uma prática essencial: manter as diferentes espécies de aves de capoeira em alojamento separados.

Saiba que: Uma espécie, um espaço.  Alojamentos separados 

Diferentes espécies de aves de capoeira – como galinhas, patos e perus – devem ser mantidas separadas.

Isto porque a mistura de espécies aumenta o risco de propagação de doenças, que podem afetar determinadas espécies sem se manifestarem.

Outros animais, incluindo animais de estimação ou outros animais de pecuária, devem também ser mantidos afastados das aves de capoeira. 

Fonte: DGAV

Três em cada quatro europeus reconhecem a importância da economia social para o bem-estar da sociedade, revela o novo Eurobarómetro Especial divulgado pela Comissão Europeia. O estudo mostra um forte consenso entre os cidadãos sobre o papel central que as organizações da economia social desempenham no apoio às pessoas, às comunidades e ao meio ambiente, bem como na resposta a desafios sociais cada vez mais complexos.

As conclusões do inquérito são avassaladoras: 75% dos europeus consideram que a economia social é essencial para o futuro coletivo, e a maioria defende um reforço das políticas públicas de apoio a este setor. Entre as medidas mais valorizadas destacam-se o apoio direto às organizações (88%), ações de sensibilização (86%), ajuda à criação de novos projetos (86%) e financiamento público (80%).

O estudo indica igualmente que a visão dos europeus sobre o papel das empresas está a evoluir. Cerca de 93% acreditam que os negócios devem orientar-se por valores da economia social, privilegiando objetivos sociais e ambientais, redistribuindo lucros e adotando modelos de governação democráticos.

 Nos últimos cinco anos, metade dos cidadãos europeus teve algum tipo de contacto com a economia social, seja através do voluntariado (18%), de donativos (18%) ou enquanto consumidores de produtos e serviços (15%). Além disso, um em cada três europeus afirma beneficiar diretamente das atividades destas organizações em áreas como a educação, a formação e a habitação.
 
Fonte: Grande Consumo

FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal realizará as XVI Jornadas do Regadio, no LNEC, em Lisboa, sob o tema “Regadio: um olhar para o futuro” e com o Alto Patrocínio do Presidente da República. O evento pretende lançar um alerta estratégico: Portugal está a perder mais de 500 milhões de euros por ano por não investir em regadio, e a execução célere da Estratégia Nacional “Água que Une” é vista como determinante para inverter o défice agroalimentar e transformar o país num produtor excedentário.

A FENAREG lembra que o regadio é responsável por 30% do Valor de Produção Agrícola, representando mais de 2 mil milhões de euros e 147 mil empregos diretos. Atualmente, abrange 633 mil hectares, cerca de 17% da Superfície Agrícola Utilizada (SAU). Com a modernização tecnológica das últimas décadas, a eficiência no uso da água aumentou mais de 80%, garantindo maior sustentabilidade e competitividade.

Segundo a Federação, elevar a área de regadio para 20,2% do SAU, conforme previsto na Estratégia “Água que Une”, seria suficiente para reduzir o défice agroalimentar superior a 5 mil milhões de euros e colocar Portugal mais próximo do superavit, reforçando a coesão territorial e a autonomia alimentar.

 “O regadio é uma infraestrutura económica essencial, ao nível da energia ou dos transportes, e deve ser tratado com a mesma prioridade estratégica. Cada ano sem investir custa ao país cerca de 500 milhões de euros”, alerta José Núncio, presidente da FENAREG.

O responsável reforça ainda que a falta de investimento pode custar 4.500 euros por hectare por ano, o que, em dez anos, representa mais de 5,4 mil milhões de euros, valor superior ao investimento previsto até 2030.

Jornadas 2025: debate sobre o futuro do regadio

As XVI Jornadas do Regadio reúnem decisores políticos, especialistas e representantes do setor agrícola, num debate que abordará a Estratégia Europeia de Resiliência Hídrica, o papel da Política Agrícola Comum (PAC) na modernização do regadio e os desafios da sustentabilidade.

Entre os oradores convidados estão José Núncio, António Carmona Rodrigues (coordenador do projeto “Água que Une”), Paulo do Nascimento Cabral (eurodeputado e membro da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural) e os ex-secretários de Estado Nuno Russo, José Diogo Albuquerque e Gonçalo Rodrigues, entre outros.

Durante o evento, será também lançado o Observatório do Regadio, uma nova ferramenta de monitorização e análise de dados para apoiar políticas públicas e decisões de investimento no setor.

Água como elo estratégico entre economia e território

Portugal tem previstos mais de 10 mil milhões de euros em investimento hídrico até 2040, sendo 5 mil milhões até 2030. A FENAREG alerta que qualquer atraso na execução da Estratégia “Água que Une” compromete a modernização e a digitalização do setor, e com isso a competitividade da agricultura nacional.

A nível europeu, a Estratégia de Resiliência Hídrica prevê 15 mil milhões de euros até 2027 e um aumento de 10% na eficiência hídrica até 2030.

A água é o elo que une economia, ambiente e território. O futuro da agricultura e da segurança alimentar depende da forma como gerimos este recurso estratégico. O momento é agora”, sublinha José Núncio, acrescentando: “Sem regadio, não há agricultura moderna nem segurança alimentar”.

Fonte: Grande Consumo

Investigadores da Universidade de Heidelberg identificaram um novo mecanismo molecular que ajuda as plantas a conservar água em condições de seca e elevada luminosidade. O estudo revela como sinais químicos vindos do solo ativam, nas folhas, a produção da hormona que leva ao fecho dos poros responsáveis pela perda de água.

 Um grupo internacional de cientistas, liderado pelo Centro de Estudos de Organismos (COS) da Universidade de Heidelberg, descobriu um mecanismo até agora desconhecido que permite às plantas resistirem melhor à seca. A investigação identificou o papel de um complexo proteico nos cloroplastos — o complexo cisteína sintase — que atua como sensor das condições ambientais e desencadeia a produção da hormona ácido abscísico (ABA), responsável pelo fecho dos estomas, os poros das folhas que controlam a troca de gases e a perda de vapor de água.

 

Os investigadores também conseguiram modificar geneticamente a planta modelo Arabidopsis, tornando-a mais resistente à desidratação do solo sem comprometer o crescimento. Este avanço poderá abrir caminho a novas estratégias para aumentar a resiliência das culturas agrícolas face ao aquecimento global e à escassez de água.

O estudo, realizado em colaboração com a Universidade Agrícola de Nanjing, na China, foi financiado pela Fundação Alemã de Investigação e publicado na revista Nature Communications. 

Leia o estudo.

Fonte: CiB

O projeto da ‘startup’ moçambicana Agriview, de transformar cascas de milho em loiça biodegradável, venceu o Prémio África de Inovação em Engenharia, atribuído pela Royal Academy of Engineering de Londres, colocando Moçambique “no mapa da inovação sustentável global”.

“O prémio atribuído valida o propósito de transformar um mau hábito num gesto positivo para o ambiente, onde cada prato biodegradável dá origem a uma árvore e contribui para remover até 25 quilogramas de dióxido de carbono da atmosfera, por ano”, disse Joaquim Rebelo, cofundador da empresa, citado num comunicado da Agriview.

O projeto, concebido pelos moçambicanos Rui Bauhofer e Joaquim Rebelo, propõe-se a substituir o plástico descartável por loiça feita de resíduos agrícolas, num processo que permite que as peças, após o uso, se decomponham e libertem sementes capazes de germinar, criando novas plantas.

De acordo com a mesma informação, a Agriview arrecadou o prémio “One to Watch” do Africa Prize, a maior distinção do continente dedicada à engenharia, reconhecendo soluções inovadoras e escaláveis para desafios ambientais e sociais, após uma disputa que envolveu 30 países africanos.

Saber mais.

 

Fonte: Agroportal