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Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 600 milhões de pessoas adoecem anualmente devido ao consumo de alimentos contaminados. Nos ambientes industriais modernos, marcados pela complexidade e escala de produção, os riscos podem ser multiplicados, e qualquer decisão tomada apenas no ‘bom senso’ e sem base técnica pode comprometer a saúde de centenas ou milhares de consumidores.

Em 2025, esse entendimento é mais necessário do que nunca: a segurança dos alimentos é uma disciplina da ciência aplicada, que exige conhecimento técnico atualizado, investigação laboratorial constante e uma cultura organizacional voltada à gestão proativa dos riscos.

O Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, assinalado a 7 de junho, reforçou este ano o tema ‘Food Safety: Science in Action’ — um apelo direto à aplicação prática do conhecimento técnico em todos os pontos da cadeia alimentar. Esta mensagem é particularmente relevante para os operadores industriais, para quem a segurança alimentar não pode ser tratada como uma obrigação burocrática, mas sim como uma função vital da operação. A mensagem é clara: só garantir segurança quando o produto sai da linha de processamento não chega. A ciência tem que estar presente desde o design do processo, passando pelo controlo diário, até à distribuição.

A aplicação da ciência vai muito além do cumprimento legal. Implica domínio técnico profundo, sobretudo em áreas como microbiologia dos alimentos, engenharia de processos, toxicologia, análise estatística e uso de tecnologias digitais.

A implementação eficaz da segurança alimentar depende, essencialmente, de pessoas capacitadas. As melhores ferramentas e protocolos perdem o seu valor se os profissionais que os executam não possuírem a compreensão suficiente para os aplicar corretamente. Por isso, a formação deve ser contínua, prática e adaptada ao contexto real de cada função — desde a liderança à linha de frente — incluindo conteúdos técnicos, estratégias de comunicação interna, simulações práticas e reforço da cultura organizacional. É assim que se transforma ciência num comportamento seguro.

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Fonte: iAlimentar

Os sistemas agroalimentares globais requerem investimentos anuais de 1,1 biliões de dólares nos próximos cinco anos para fazer a transição para modelos de produção alimentar sustentáveis e resilientes que garantam emprego e estejam em conformidade com os objetivos do Acordo de Paris, segundo um estudo da Bain & Company.

No entanto o investimento anual atual é extremamente insuficiente, atingindo apenas 5% do montante necessário. Assim, para desbloquear maiores fluxos de capital, serão necessários mecanismos de financiamento inovadores, conclui a consultora.

Um novo relatório conjunto da Bain & Company e do Fórum Económico Mundial destaca modelos de financiamento inovadores que poderiam reduzir as barreiras ao investimento e atrair um amplo leque de atores financeiros para ajudar a colmatar o défice de financiamento.

Atualmente, a maioria dos investimentos privados em sistemas alimentares concentra-se na Europa e na América do Norte. As regiões que mais precisam de investimento – Ásia-Pacífico, África e América Latina – continuam significativamente subfinanciadas.

As barreiras comuns ao financiamento da transformação do sistema alimentar incluem a incerteza em torno dos retornos financeiros, a natureza fragmentada da produção alimentar que cria desafios operacionais, relatórios de impacto inconsistentes e coordenação limitada ao longo da cadeia de valor, refere a Bain que diz que “por isso, são necessários mecanismos inovadores para aumentar o financiamento para a resiliência climática na agricultura”.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Agroportal

Estudo revela que as alterações climáticas poderão provocar a expansão das principais espécies de atum para latitudes mais elevadas, com impactos potenciais na biodiversidade marinha e na gestão sustentável das pescas.

Um estudo publicado na revista Biodiversity and Conservation e liderado por investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIÊNCIAS ULisboa), em colaboração com o CESAM e o Instituto de Investigaciones Marinas (CSIC, Espanha), projeta mudanças significativas na distribuição das principais espécies de atum capturadas no Oceano Atlântico, em resposta às alterações climáticas

Em 2022, as capturas mundiais de atuns ultrapassaram os 8,3 milhões de toneladas, o valor mais alto alguma vez registado, com as principais espécies comerciais a representarem cerca de 60 % dessa produção. Para além do seu valor económico e importância na alimentação humana, os atuns desempenham também um papel ecológico fundamental como predadores e presas nos ecossistemas oceânicos.

Conforme explica a faculdade em comunicado, a equipa científica recorreu a ferramentas de modelação ecológica para prever como as condições ambientais poderão afetar as áreas onde o atum poderá viver no futuro. O estudo analisou três cenários possíveis de evolução do clima até ao final do século: um cenário otimista com aumento da temperatura média global de cerca de +2°C; um cenário intermédio com aumentos entre +3,5°C e +4°C; e um cenário severo em que a temperatura poderá subir mais de +5°C. As projeções consideraram dois períodos futuros: 2020–2030 e 2040–2050, centrando-se em cinco espécies de atum: Thunnus alalunga, T. thynnus, T. albacares, T. obesus e Katsuwonus pelamis.

Os modelos apontam para uma diminuição da adequabilidade do habitat nas regiões equatoriais, acompanhada por um aumento relativo nas zonas temperadas. Esta tendência poderá afetar áreas de desova e zonas tradicionais de pesca, com potenciais implicações ecológicas e socioeconómicas, sobretudo para comunidades dependentes da pesca destas espécies em países tropicais. De acordo com os autores, este padrão representa um risco de redução drástica da área de ocorrência, ou mesmo extinção local dos atuns em regiões equatoriais. O estudo antecipa que esta mudança na distribuição dos atuns para latitudes mais altas poderá começar já em 2030, acompanhada por fortes perdas de habitat nas zonas tropicais, o que coloca em causa a presença contínua destas espécies em áreas onde hoje são abundantes.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: TecnoAlimentar

A Comissão Europeia abriu hoje dois processos de infração a Portugal por falhas na transposição de legislação da União Europeia (UE) sobre novas variedades de frutas e legumes e também de comercialização de sementes.

No que respeita à transposição incompleta da Diretiva (UE) 2024/2963 da Comissão, o executivo comunitário, numa carta de notificação, dá dois meses a Portugal para reportar o alinhamento completo da legislação nacional com as regras da UE de admissão de novas variedades de espécies de plantas agrícolas e de espécies hortícolas com os protocolos estabelecidos pelo Instituto Comunitário das Variedades Vegetais (ICVV).

No que respeita à Diretiva (UE) 2024/3010 da Comissão, Portugal tem de dar conta a Bruxelas, também num prazo de dois meses, da conformidade com a legislação do bloco relativa à comercialização de sementes, outros materiais de multiplicação e plantas com os requisitos estabelecidos pela legislação fitossanitária da UE.

Na ausência de respostas satisfatórias nos dois casos, Bruxelas pode avançar para a segunda etapa do processo de infração, com o envio de um parecer fundamentado.

Fonte: Agroportal

Um grupo de investigadores propôs um modelo global para a avaliação de risco de plantas geneticamente modificadas (OGM), com o objetivo de harmonizar a regulamentação internacional, reduzir avaliações repetidas e facilitar o processo para autoridades reguladoras e desenvolvedores.

 
Um artigo de revisão publicado na revista Frontiers in Bioengineering and Biotechnology sugere a criação de um modelo global para a regulamentação das culturas geneticamente modificadas, abrangendo a segurança alimentar, para rações e ambiental. Esta proposta visa manter elevados padrões de segurança, ao mesmo tempo que minimiza a duplicação de avaliações de risco entre países.

O modelo encoraja as nações a revisarem as suas políticas, permitindo a utilização de resumos de avaliação de risco de outras autoridades reguladoras credíveis, promovendo a partilha de decisões baseadas em avaliações conjuntas. Entre os exemplos referidos estão a colaboração entre a Health Canada e a FSANZ (Food Standards Australia New Zealand), bem como acordos regionais na América Latina, que demonstram os benefícios da cooperação regulamentar.

Os autores do artigo recomendam ainda às agências reguladoras nacionais:

  • Rever políticas para aceitar resumos de avaliação de risco de outros países, reduzindo a redundância regulatória;
  • Publicar resumos e decisões de avaliação de risco em websites institucionais;
  • Alargar aprovações a futuras variedades de plantas com as mesmas características, especialmente no caso de culturas propagadas vegetativamente ou com características de interferência por RNA (RNAi);
  • Tratar plantas GM com características cisgénicas de forma semelhante às variedades convencionais, focando a regulamentação no produto final e não na tecnologia utilizada.

Além disso, apelam aos representantes nacionais junto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que revejam e actualizem as directrizes do CODEX para alimentos derivados da biotecnologia moderna.

Estas recomendações visam tornar os processos regulatórios mais eficientes, assegurando simultaneamente a confiança e a segurança do público.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: CiB

A reciclagem de equipamentos elétricos usados cresceu 57% nos primeiros seis meses do ano

A afirmação é da Electrão, que refere que, entre janeiro e junho deste ano a entidade recolheu e enviou para reciclagem mais de 20 mil toneladas de equipamentos elétricos usados, o que representa um aumento significativo em relação às 13 mil toneladas encaminhadas para reciclagem no período homólogo.

A explicação, segundo a Electrão, deve-se às recolhas asseguradas diretamente pela entidade, no âmbito de várias campanhas desenvolvidas, mas resulta também do envolvimento dos parceiros operacionais e ainda do aumento do número de locais de recolha.

A maior parte dos equipamentos enviados para reciclagem, 84% do total, que corresponde a mais de 17 mil toneladas, foi recolhida através da rede Electrão que registou uma subida nas recolhas de 51% no último ano. Este dado é particularmente revelante porque é demonstrativo do esforço operacional que o Electrão tem realizado nos últimos anos”, realça o diretor de Elétricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado.

 Rede

A rede Electrão tem, atualmente, à disposição do cidadão mais de 15.300 pontos onde é possível colocar pilhas, baterias e equipamentos elétricos usados, o que significa que existe, pelo menos, um local de recolha por cada mil habitantes (consultar www.ondereciclar.pt).

Entre os equipamentos elétricos mais reciclados neste primeiro semestre, atendendo ao peso, estão sobretudo os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e de secar roupa. Seguem-se os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores. Surgem depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar; os equipamentos de informática e telecomunicações; ecrãs e televisores e as lâmpadas.

 

Recolha porta-a-porta

De referir que o Electrão oferece um serviço de recolha porta-a-porta para grandes eletrodomésticos. Uma recolha que é gratuita e está, atualmente, ativa em 12 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da região Oeste: Almada, Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Palmela, Seixal, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Sintra.

No futuro, e segundo Ricardo Furtado, pretende-se que o projeto seja alargado a mais concelhos.

A recolha de equipamentos elétricos porta-a-porta é uma das estratégias mais visíveis de combate ao mercado paralelo. Um estudo desenvolvido pelo Electrão concluiu que 75% dos equipamentos elétricos usados, colocados pelo cidadão na via pública, para recolha posterior por parte dos serviços municipais, são desviados para o mercado paralelo e não chegam às unidades de tratamento onde seriam corretamente descontaminados e reciclados. Esta situação é preocupante tendo em conta que muitos equipamentos usados têm componentes perigosos.

Fonte: Grande Consumo

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou uma operação de prevenção criminal, conduzida pela Brigada de Vinhos e Vitivinícolas da Unidade Regional do Norte, direcionada a um armazém de distribuição de produtos vínicos, na região Norte do País.


Durante a ação de inspeção, foi detetado o armazenamento e a comercialização de vinho acondicionado em garrafas rotuladas com uma denominação de origem reconhecida pelo consumidor, designadamente vinhos da Região do Douro, em claro incumprimento da legislação aplicável, o que permite ao operador económico fazer passar o produto por vinho com características e autenticidade que, na realidade, não possui, induzindo o consumidor em erro, obtendo, assim, um lucro indevido mais elevado e fomentando uma concorrência desleal no mercado.
Em resultado da fiscalização, procedeu-se à apreensão de aproximadamente 3.256 litros de vinho, e à instauração do respetivo processo-crime por fraude sobre mercadorias, falsificação de rótulos e usurpação de denominação de origem DOC.

Fonte: ASAE

A saúde e o bem-estar no local de trabalho são pilares essenciais para uma organização que se quer saudável, produtiva e sustentável, pelo que a ASAE ciente da sua importância, deu início à implementação de um Programa de Avaliação de Riscos Psicossociais, com a realização de ações internas de informação e sensibilização, a cargo da psicóloga da Divisão de Apoio e Segurança.

Tendo como objetivo principal, esclarecer e envolver todos os trabalhadores para a importância da avaliação dos riscos psicossociais, foram efetuadas reflexões conjuntas sobre Bem-estar e Felicidade Organizacional, apresentado o processo de avaliação de riscos psicossociais, sensibilizando para a importância da participação de todos os trabalhadores e esclarecendo aspetos, como objetivos e etapas da avaliação, tendo participado numa primeira fase, cerca de uma centena de colaboradores.

A ASAE irá dar continuidade à implementação do programa, que tem por base a ferramenta COPSOQ - Copenhagen Psychosocial Questionnaire permitindo efetuar uma análise aprofundada dos fatores de risco psicossocial existentes, por forma a contribuir para a promoção de um melhor ambiente de trabalho.

Aceda ao questionário aqui.

Fonte: ASAE

A ASAE, através das suas Unidades Regionais, realizou uma operação nacional dedicada à fiscalização das atividades de distribuição, comercialização, armazenamento e embalamento de produtos fitofarmacêuticos de uso profissional, tendo como objetivo garantir a segurança dos seus utilizadores, do ambiente e da cadeia alimentar.

Principais conclusões:
- 63 operadores económicos fiscalizados;
- 8 operadores detetados em infração, destacando-se a colocação no mercado de produtos fitofarmacêuticos e de adjuvantes não autorizados pela DGAV, incumprimento dos deveres do técnico responsável, falta de preços em bens e incumprimento das operações de controlo metrológico;
- Apreensão de 170 unidades de produtos fitofarmacêuticos.

Fonte: ASAE

Um substituto do açúcar amplamente utilizado, encontrado em produtos sem açúcar, pode prejudicar as células cerebrais e aumentar o risco de derrame, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade do Colorado em Boulder.

O estudo, publicado no Journal of Applied Physiology, descobriu que o eritritol, usado em tudo, desde gelados com baixo teor de carboidratos até lanches cetogénicos e refrigerantes, afeta negativamente as células dos vasos sanguíneos do cérebro, aumentando potencialmente o risco de eventos cardiovasculares, como derrame.

O eritritol é um álcool de açúcar frequentemente produzido pela fermentação do milho. Aprovado pela FDA em 2001, tem cerca de 80% da doçura do açúcar, mas praticamente não tem calorias nem impacto na glicemia, o que o torna uma opção ideal para quem está a controlar o peso ou diabetes.

Investigadores recomendam que os consumidores verifiquem os rótulos dos produtos em busca de eritritol ou do termo "álcool de açúcar", especialmente se consumirem várias porções diariamente. Embora estudos em larga escala com humanos ainda sejam necessários para confirmar esses efeitos, evidências preliminares indicam uma abordagem cautelosa quanto ao uso regular desse substituto comum do açúcar.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: NewFood