Investigadores chineses desenvolveram uma técnica inovadora que permite criar plantas que brilham no escuro, sem recurso à engenharia genética.
Na Universidade Agrícola do Sul da China, em Guangzhou, investigadores descobriram uma forma criativa de transformar suculentas em pequenas fontes de luz natural. Em vez de alterarem o ADN das plantas, como em experiências anteriores, os cientistas injetaram nas folhas partículas especiais semelhantes às usadas em brinquedos que brilham no escuro. Estas partículas absorvem luz durante o dia e libertam-na depois, produzindo um brilho suave e contínuo que pode durar até duas horas.
O estudo, publicado na revista científica Matter, usou a suculenta Echeveria ‘Mebina’, uma planta comum em casas e jardins, conhecida pelas suas folhas carnudas. Segundo a equipa liderada por Xuejie Zhang, estas folhas densas são ideais para reter as partículas, garantindo um brilho uniforme. A tecnologia permite ainda criar diferentes cores de luz, como azul-esverdeado, vermelho ou branco.
Apesar do entusiasmo, o método ainda tem limitações: cada folha precisa de ser injetada individualmente. Os investigadores esperam, no futuro, usar partículas mais pequenas para tornar o processo mais simples e acessível.
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Fonte: CiB
Segundo a informação disponibilizada pelo executivo comunitário, o “acordo modernizado” com o México, que existe desde 2000, vai “eliminar os encargos aduaneiros restritivos restante às exportações agroalimentares” para o país que é “um dos mais antigos parceiros e o segundo maior parceiro comercial na América Latina”.
Neste acordo estão incluídos o queijo, as carnes de frango e porco, massa, maçãs, geleias e também o chocolate e o vinho.
“Remover estas tarifas, que de momento são de até 100% em certas exportações da UE, vai fazer com que os produtos da União Europeia sejam bastante mais competitivos no México”, acrescentou a Comissão Europeia, revelando que também vai fazer com que seja “mais rápido e mais barato” para os exportadores agroalimentares do bloco político-económico europeu vender no México.
Em simultâneo, o acordo tem em conta a “proteção de imitação de 568 produtos alimentares e bebidas europeias tradicionais e de alta qualidade”.
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Fonte: Agroportal
O ministro da Agricultura e Mar defendeu ontem a concretização de vários projetos-pilotos na área da pastorícia extensiva nos territórios do norte e centro atingidos pelos incêndios deste verão.
Numa visita a áreas ardidas na Serra do Açor, nos concelhos de Oliveira do Hospital e Arganil (distrito de Coimbra), onde teve início o maior incêndio nacional de sempre, José Manuel Fernandes mostrou-se convicto de que a pastorícia é uma das soluções para a prevenção dos fogos.
“A pastorícia extensiva é uma das soluções e que vai ajudar muito, mas não será a única solução para resolver esta questão”, disse o governante, que pretende utilizar uma dotação de 30 milhões de euros do Fundo Ambiental para os projetos de pastoreio.
Além da prevenção, o ministro da Agricultura acredita que a pastorícia pode criar uma fileira de valor, com vários produtos – como a carne, o leite e o queijo – e ajudar à coesão territorial.
Aos jornalistas, manifestou ainda intenção de aumentar o investimento na prevenção, apostar no fogo controlado para criar zonas de proteção e alterar a legislação da propriedade para que as autarquias possam limpar terrenos quando é não possível notificar os proprietários.
Com estas ações e o Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, o governante acredita que é possível mitigar e reduzir significativamente os incêndios florestais, que ano após ano consomem a floresta portuguesa.
O ministro da Agricultura salientou também a importância das operações integradas de gestão de paisagem na defesa contra os incêndios, referindo que, atualmente, estão em curso 62, num investimento de 66 milhões de euros.
José Manuel Fernandes destacou também a proteção criada em volta das localidades, com o projeto Condomínios de Aldeia, que passaram de 321 para 822 (nem todos concluídos).
O governante adiantou ainda que os apoios até 10 mil euros para os afetados pelos incêndios deste ano já começaram a ser pagos e que, no norte, já foram analisadas 170 candidaturas das quase 600 recebidas até ao momento.
Confrontado com a falta de pagamento de ajudas ainda de 2024, o ministro explicou que se trata de apoios acima de 10 mil euros e que têm associada alguma burocracia que é preciso ultrapassar.
Reconhecendo que um ano de atraso “é muito tempo para quem espera”, José Manuel Fernandes apontou como uma das causas a transição do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) para o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), que apenas permite pagamentos no início de cada ano.
“Estes apoios são processos mais demorados, mas vão receber todos, disso não haja dúvidas”, sublinhou o governante, garantindo que os apoios de 2024 até 10 mil euros foram todos pagos.
O incêndio, que deflagrou na zona do Piódão, na Serra do Açor, no dia 13, consumiu cerca de 11.800 hectares no concelho de Arganil, correspondendo a quase 40% da sua área total.
O fogo afetou também os concelhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), Seia (Guarda) e Castelo Branco, Fundão e Covilhã (Castelo Branco).
Apresenta ainda a maior área ardida de sempre em Portugal, com 64 mil hectares consumidos, segundo o relatório provisório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Fonte: Agroportal
Investigadores da Universidade de Oxford, em colaboração com parceiros internacionais, desenvolveram um suplemento alimentar de baixo custo e sustentável que poderá ajudar a travar o alarmante declínio das populações de abelhas-mel. Os resultados do estudo foram recentemente publicados na revista científica Nature.
O suplemento foi produzido a partir da levedura Yarrowia lipolytica, geneticamente modificada através da técnica de edição genética CRISPR-Cas9, de forma a produzir seis esterois essenciais — lípidos presentes no pólen que são fundamentais para a saúde e reprodução das abelhas.
A biomassa da levedura editada foi cultivada em biorreatores, colhida e posteriormente transformada em pó para dar origem ao suplemento enriquecido em esterois. “Para as abelhas, a diferença entre uma dieta enriquecida com esterois e os alimentos convencionais equivale, no caso dos humanos, a comer refeições equilibradas em vez de refeições carentes em nutrientes essenciais”, explicou a investigadora principal, Elynor Moore.
Nos ensaios controlados, as colónias que receberam este suplemento apresentaram até 15 vezes mais crias do que aquelas alimentadas com dietas padrão, mantendo ainda a produção de ninhadas durante mais tempo. Os investigadores verificaram também que o perfil lipídico das larvas era semelhante ao de colónias que se alimentam naturalmente no ambiente.
Apesar de ainda serem necessários testes em larga escala no terreno, os cientistas acreditam que o produto poderá estar disponível para agricultores dentro de dois anos.
Mais informações estão disponíveis no site da University of Oxford e no estudo na Nature.
Fonte: CiB
Um estudo realizado por vários cientistas debruçou-se sobre a composição nutricional dos figos e isso pode mudar a forma como o comemos.
Muitas pessoas abrem os figos ao meio e fica-se apenas pela polpa doce e suculenta. É fácil perceber porquê, é deliciosa e é isso que faz dos figos uma das frutas mais apreciadas do verão. Mas se és daqueles que nunca arrisca comer a casca, talvez estejas a perder o que o figo tem de mais nutritivo.
Um estudo publicado este ano na revista científica Nature analisou em detalhe o valor nutricional dos figos, um dos alimentos mais típicos da dieta mediterrânica. E a conclusão é clara: o fruto inteiro é um autêntico tesouro.
Os figos são ricos em hidratos de carbono, fibras, proteínas, vitaminas e minerais como potássio, fósforo, ferro, magnésio e cálcio. Além disso, contêm antioxidantes poderosos, como ácidos fenólicos e flavonoides, que ajudam a proteger o organismo.
E a surpresa está mesmo na casca. Segundo os investigadores, a casca do figo, sobretudo das variedades mais escuras, é a parte mais rica em antioxidantes. Apesar disso, é muitas vezes descartada. Os cientistas defendem que devia ser mais valorizada, não só no consumo direto, mas também pela indústria alimentar e farmacêutica, onde pode ser aproveitada como conservante natural.
Fonte: AWAY magazine
Os planos de transição de formação ou competências, um componente crítico de qualquer estratégia integrada de aprendizagem e desenvolvimento, estão frequentemente ausentes das empresas da cadeia de abastecimento alimentar. Sem esses planos, as empresas do setor alimentar perpetuam ciclos de formação focados na conformidade que não promovem mudanças comportamentais significativas. Isso leva a práticas de segurança alimentar abaixo do padrão e ineficiências dispendiosas. Os planos de transição são estruturas para desenvolver o conhecimento, as competências e os comportamentos dos funcionários essenciais para alcançar alimentos mais seguros e um desempenho comercial mais forte.
Muitas empresas alimentares dependem de programas de formação genéricos, de baixo custo e prontos a usar, que muitas vezes refletem uma abordagem «única para todos» e não satisfazem as necessidades específicas de uma empresa alimentar. Estes programas raramente têm em conta as nuances das operações de uma empresa, tais como o equipamento, os processos ou os produtos exclusivos utilizados para garantir a produção segura de alimentos. Também ignoram as necessidades em evolução dos funcionários e da empresa ao longo do tempo.
Ao negligenciar os planos de transição, esses programas de formação e as empresas alimentares que os adotam perdem a oportunidade de combinar o design estratégico da aprendizagem, a liderança e a responsabilidade dos funcionários e a aplicação prática — o elo que faltava entre o conhecimento e a verdadeira competência, impulsionando melhores padrões de segurança, desempenho dos funcionários e resultados comerciais.
A segurança alimentar depende das pessoas e das suas ações. Uma formação eficaz requer conversas, reflexão e aplicação prática para dar vida aos princípios de segurança alimentar. Os planos de transição concentram-se em transformar conhecimento em ação e construir uma cultura de competência.
Um plano de transição bem estruturado cria funcionários que:
- Compreendem os riscos associados aos produtos que manuseiam
- Sabem por que a gestão desses riscos é fundamental
- Gerem riscos de forma eficaz e mensurável.
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Fonte: Food Safety Magazine
A 2 de setembro, foi confirmado um novo foco de infeção por vírus da Gripe Aviária de Alta Patogenicidade (GAAP) numa exploração avícola de patos de engorda, situada na freguesia de Santo Estevão, concelho de Benavente, distrito de Santarém.
As medidas de controlo implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção aos locais onde a doença foi detetada, a eliminação dos animais afetados, a limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 km em redor do foco detetado.
Perante a atual circulação persistente do vírus da GAAP, a qual também tem sido detetada em aves selvagens, a DGAV reitera o apelo a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas determinadas pelo Edital n.º 32 da Gripe Aviária.
Recomenda-se ainda o cumprimento das medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, evitando contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens, reforçando os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, e aplicando o rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves.
Mais informações sobre prevenção e biossegurança estão disponíveis na página da gripe aviária do portal da DGAV, incluindo um vídeo e um cartaz.
A notificação de qualquer suspeita deve ser realizada de forma imediata, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença, no terreno, pela DGAV. As medidas de controlo de doença aplicadas nas zonas sujeitas a restrições sanitárias são determinadas pelo Edital n.º 32 da Gripe Aviária, que pode ser consultado aqui
Fonte: DGAV
Investigadores da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, aplicaram pela primeira vez a técnica de edição genética CRISPR-Cas9 em framboesas, abrindo perspetivas para frutos maiores, mais saborosos, duradouros e sem sementes.
Um grupo de investigadores da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, conseguiu aplicar com sucesso a tecnologia CRISPR-Cas9 em células de framboeseira (Rubus idaeus). Trata-se da primeira validação científica desta técnica em framboesas, publicada na revista Frontiers in Genome Editing, e um passo decisivo rumo ao desenvolvimento de variedades mais resistentes, doces e de maior durabilidade.
O método consiste em isolar células individuais, chamadas protoplastos, que são cultivadas em laboratório e editadas geneticamente sem recorrer à introdução de ADN externo. Isto significa que as framboesas obtidas não são transgénicas, mas resultam de alterações equivalentes às que poderiam ocorrer naturalmente ao longo do tempo ou por cruzamentos tradicionais.
Entre as vantagens, os investigadores apontam frutos que resistam melhor ao bolor, suportem as ondas de calor provocadas pelas alterações climáticas, durem mais tempo frescos no frigorífico e apresentem menos sementes. Além disso, o processo de melhoramento genético, que tradicionalmente pode levar mais de uma década, poderá ser reduzido para apenas 12 meses.
“Este avanço tem potencial para reduzir o desperdício alimentar, criar frutos mais nutritivos e tornar a agricultura mais sustentável”, explica Ryan Creeth, autor principal do estudo.
O próximo desafio é regenerar plantas completas a partir das células editadas – um passo já ultrapassado noutras culturas, mas ainda em investigação nas framboesas. Caso seja bem-sucedido, num futuro próximo poderemos encontrar nos supermercados framboesas maiores, mais doces e resistentes, com benefícios tanto para consumidores como para agricultores e para o ambiente.
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Fonte: CiB
A Comissão Europeia divulgou um relatório que coloca em evidência os desafios que as autoridades aduaneiras enfrentam no controlo da conformidade de produtos à entrada no mercado único europeu. O documento reconhece o esforço crescente feito pelos Estados-membros, mas alerta para a necessidade de fortalecer a cooperação e modernizar os mecanismos de fiscalização, sobretudo perante o aumento exponencial do comércio eletrónico.
Produtos importados — incluindo os adquiridos online — continuam, em muitos casos, a não cumprir as normas europeias em matéria de segurança, saúde ou ambiente. O fenómeno levanta riscos sérios tanto para os consumidores como para as empresas que operam dentro das regras comunitárias.
De acordo com os dados relativos a 2022-2024, os controlos aduaneiros têm vindo a aumentar. Em 2024, a média europeia situava-se em 13 produtos recusados por cada milhão de itens importados, por incumprimento das regras ou por serem considerados perigosos. Ainda assim, a velocidade de crescimento das importações impulsionadas pelo e-commerce ultrapassou a capacidade de resposta dos mecanismos de controlo existentes.
A resposta passa pela Reforma Aduaneira da UE, atualmente em negociação entre o Conselho e o Parlamento Europeu. Esta iniciativa prevê a criação de uma Autoridade Aduaneira Europeia e de um Data Hub comum, que permitirão reforçar a gestão de riscos, a cooperação com as autoridades de fiscalização do mercado e a digitalização dos processos.
O objetivo é tornar os controlos mais eficazes, eficientes e transparentes, assegurando simultaneamente a eliminação de produtos não conformes e a criação de um ambiente competitivo justo para as empresas europeias.
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Fonte: Grande Consumo
O Centro de Vinificação do Vale do Douro ou CEV Douro, como os seus fundadores e equipa lhe chamam em jeito de abreviatura – e cuja designação acabou por se assumir no logótipo –, é um novo investimento na mais antiga região de vinhos do mundo.
De portas abertas desde 18 de agosto deste ano, assume-se como uma solução para pequenos e médios produtores de vinho (atuais ou potenciais), que tenham como um dos fatores críticos do seu negócio as condições e/ou o investimento na construção de uma adega em nome próprio. O CEV Douro é um projeto de investimento privado, ao serviço de produtores e que lhes permite eliminar uma grande fatia dos riscos inerentes ao sector do vinho.
O CEV Douro é um espaço pensado ao pormenor e criado de raiz. Com capacidade de produção de 800 mil litros de vinho de mesa do Douro (não está apto à produção de vinho do Porto), da criação à expedição para o mercado, tudo pode ser feito ali. Apresenta-se com tecnologia de última geração no que toca à vinificação – com cubas de inox com capacidades entre os 2.500 e os 30.000 litros, passíveis de serem adaptadas a menores dimensões com inertização a azoto, e equipamentos para microxigenação dos vinhos quando pretendido –; possibilidade de estágio e armazenamento em cubas de inox ou em barricas de madeira, em cave climatizada e com humidade controlada; laboratório próprio; armazenamento de produto semiacabado e acabado em condições adequadas; engarrafamento e sala de provas, em breve ao serviço dos clientes.
Neste ano de arranque, o CEV Douro tem ao dispor os serviços de: receção e pesagem das uvas; desengace e esmagamento; fermentação alcoólica; prensagem; fermentação malolática; clarificação e estabilização do vinho; armazenamento em condições adequadas (vinho em inox ou barricas de madeira, mas também como produto acabado, em espaço devidamente climatizado); e análises enológicas, feitas internamente, em laboratório próprio. A prestação de serviços do CEV Douro é bastante diversificada e prevê-se já o alargamento em 2026, com apoio técnico ao nível da viticultura – porque existe um protocolo exigente da qualidade das uvas que entram para serem vinificadas –; e, em anos seguintes, não se descarta a possibilidade de apoio nas áreas demarketing e comercial, caso os clientes e o mercado indiquem nesse sentido.
Os preços variam em função das necessidades de cada cliente. Quem contratar os serviços do CEV Douro pode ter o seu próprio enólogo ou solicitar essa prestação a Afonso Pinto, enólogo residente do projeto. Com mais de trinta anos de experiência, o enólogo Francisco Montenegro é consultor do CEV Douro, tendo ajudado na dinâmica do espaço e na contratação de equipamentos. Outra das mais-valias é a sua localização, de fácil acesso, na Rua da Meia Légua, 600, Loureiro, Peso da Régua – perto do Continente.
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Fonte: Agronegócios
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