Entre custos energéticos imprevisíveis, solos degradados e uma gestão hídrica fragmentada, o setor agrícola enfrenta um conjunto de pressões que afetam diretamente a rentabilidade e a capacidade de investimento das explorações. Na segunda parte do 2.º Fórum Agricultura Sustentável ficou evidente que a competitividade futura dependerá da capacidade de reduzir dependências externas e de reorganizar a governação dos recursos essenciais.
Na sua apresentação, onde partilhou a experiência e a estratégia operacional da Quinta da Cholda, João Coimbra demonstrou que a pressão económica não é conjuntural, mas estrutural. O CEO descreveu um modelo que “está a estrangular os agricultores”, sobretudo devido ao peso da energia nos custos de produção. “Quanto mais cara for a energia, cada vez mais alto é o dever do gestor”, afirmou, sublinhando que a volatilidade energética se tornou um risco sistémico para a agricultura intensiva. A resposta da exploração que dirige tem sido uma transição profunda para práticas regenerativas, não apenas por razões ambientais, mas por racionalidade económica. João Coimbra explicou que 95% do que está num bago de milho “é grátis”, porque resulta de carbono captado da atmosfera. “O que está dentro de um bago de milho é carbono. A indústria paga-me para o absorver”, disse.
A estratégia da Quinta da Cholda assenta na redução drástica de mobilizações, para cortar consumo energético, e na substituição progressiva de fertilização química por processos biológicos. “Evitar a todo o custo as máquinas pesadas” tornou-se uma regra, porque a mobilização profunda destrói biologia, aumenta compactação e consome combustível. A exploração está a ativar a biologia existente no solo, recorrendo a culturas de cobertura, raízes profundas e bio-inoculantes produzidos internamente. Como explicou João Coimbra, “os nossos solos estão encharcados naquilo que os nossos pais e avós aplicaram durante 50 ou 70 anos”, e a prioridade é libertar nutrientes já presentes, reduzindo compras externas. O agricultor defende ainda que, ao aprofundar a camada fértil através das raízes, pode “dobrar a exploração sem comprar um hectare de terra” aumentando o volume de solo útil disponível.
Os resultados começam a ser visíveis. Apesar de uma quebra de produção de 5%, a margem subiu mais de 20%. Mas, alertou, o maior obstáculo é cultural. “O agricultor não foi formado para isto… é quase uma revolução”, reconheceu, apontando para a necessidade de literacia técnica e investigação aplicada para acelerar a transição.
Ribatejo pode ser ainda mais exportador
Se o solo foi tema da primeira apresentação depois do intervalo, a água dominou o último painel de debate. “O Ribatejo no rumo da sustentabilidade: desafios e oportunidades do regadio e da diversificação regional” foi o tema que encerrou este fórum. Segundo os participantes, a região enfrenta simultaneamente secas prolongadas e episódios de cheias que, defendem, poderiam ser mitigados “com uma boa governação”.
Gonçalo Morais Tristão lembrou que “usamos apenas 20% dos recursos hídricos. Por isso, temos de participar ativamente na gestão da água”, defendendo que o setor agrícola deve ter um papel mais direto nas decisões estratégicas. A crítica mais forte recaiu sobre a falta de articulação entre entidades públicas. Segundo o diretor da FENAREG (Federação Nacional de Regantes de Portugal) e presidente do COTR (Centro Operativo e de Tecnologia do Regadio), a resposta às cheias recentes mostrou um desequilíbrio evidente. “Há um desequilíbrio entre áreas do Estado que se deviam complementar.” Enquanto algumas entidades ambientais têm meios e autonomia, estruturas ligadas à agricultura “não têm capacidade para intervir em situações excecionais”.
O painel abordou ainda a necessidade de reforçar o regadio e de considerar interligações entre bacias. Gonçalo Morais Tristão lamentou que a estratégia nacional não seja “mais ambiciosa”, incluindo cenários de transvases que ficaram, há décadas, por explorar. Luís Seabra, da Associação de Agricultores do Ribatejo, reforçou que 2026 “é um ano de partida” para uma mudança estrutural na forma como o país gere fenómenos extremos, defendendo que “temos de inverter completamente a forma como reagimos”.
Para o dirigente, o Ribatejo continua a ser um território “muito rico e com muito potencial”, mas que “está abandonado há décadas”, apesar de possuir recursos hídricos estratégicos. Luís Seabra insistiu que o próximo ano tem de marcar um verdadeiro arranque nesta mudança, mas avisou que isso não acontecerá “com falinhas mansas”, sublinhando que qualquer transformação só será possível “com o associativismo dos agricultores”, que considera essencial para garantir escala, influência e capacidade de execução num território que, apesar do abandono, continua a ser decisivo para a produção nacional.
No mesmo painel, Paulo Carvalho, CEO da Vivid Farms, trouxe à conversa a dimensão económica e sanitária da agricultura regenerativa, sublinhando que o setor não pode ser visto apenas pela lente ambiental. Sublinhando o facto de que a empresa que fundou coloca “cinco milhões de refeições por mês na mesa dos portugueses”, destacou que a agricultura biológica, biodinâmica e regenerativa tem hoje um impacto direto na saúde pública. “Temos de tratar a nossa saúde com os alimentos que comemos”, afirmou, defendendo que a política agrícola deve ser encarada como política de saúde. Em jeito de brincadeira, Paulo Carvalho sugeriu uma mudança estrutural na governação. “O Ministério da Saúde devia começar no Ministério da Agricultura”. Para o responsável, o projeto da Vivid Farms, com apenas três anos, demonstra que a regeneração do solo pode ser simultaneamente um modelo de negócio competitivo e um instrumento de redução de custos futuros no sistema de saúde.
Fonte: Eco
As autoridades europeias de segurança alimentar abriram uma investigação após o Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) registar uma notificação por incompatibilidade de marca de identificação num lote de Oncorhynchus keta (salmão‑keta) importado para o mercado europeu. A incongruência foi detetada durante controlos oficiais de rotina, quando o número de identificação presente na rotulagem não correspondia ao declarado na documentação de origem.
O que motivou o alerta
Sobre a espécie envolvida
O Oncorhynchus keta é um salmão do Pacífico conhecido por nomes como salmão‑cão ou keta. É capturado em regiões que vão da Coreia e Japão até ao Alasca e Califórnia, sendo comum no comércio europeu sob várias designações nacionais.
Medidas em curso
Impacto no mercado
Embora não haja, até ao momento, indicação de risco sanitário direto, a ocorrência reacende o debate sobre a importância da rastreabilidade rigorosa em produtos da pesca — especialmente numa espécie amplamente comercializada e com múltiplas designações comerciais na UE.
Fonte: Qualfood
A DGAV procede à divulgação do Despacho n.º 61/G/2026 – Atualização da Zona Demarcada para Xylella fastidiosa em Castelo Novo/Castelo Branco (fusão).
Esta atualização decorre de ter sido confirmada laboratorialmente a presença da bactéria em amostras colhidas na Zona Demarcada de Castelo Branco, na ZD Castelo Branco III e na ZD Castelo Novo.
O alargamento destas Zonas Demarcadas levou à sua fusão, passando a existir uma única Zona Demarcada denominada Zona Demarcada de Castelo Novo/Castelo Branco.
Fonte: DGAV
O despacho n.º 3941-A/2026, publicado em 25 de março de 2026, contextualiza a necessidade de reforçar medidas de biossegurança devido à evolução epidemiológica de várias doenças animais de elevado impacto na Península Ibérica nomeadamente, a Dermatose Nodular Contagiosa, a Peste Suína Africana e outras doenças da categoria A na União Europeia.
De acordo com o quadro legislativo europeu, os Estados Membros devem implementar medidas eficazes para evitar a introdução e disseminação de doenças transmissíveis dos animais, incluindo a biossegurança nas explorações pecuárias, o controlo dos transportes e o cumprimento dos requisitos sanitários nos mercados, feiras e centros de agrupamento, como locais de alto risco pela concentração e circulação de animais.
Para proteger o estatuto sanitário nacional, tornam‑se necessários requisitos específicos de biossegurança, alinhados com a legislação nacional e europeia, determinados pela Direção‑Geral de Alimentação e Veterinária no presente despacho.
Fonte: DGAV
Num mundo vitivinícola cada vez mais tecnológico, é a própria natureza que volta a assumir o papel de protagonista. Investigadores e viticultores portugueses estão a transformar a folha da videira — tantas vezes vista apenas como pano de fundo nos vinhedos — num verdadeiro bilhete de identidade da vinha, capaz de revelar a história, a saúde e até o futuro de cada planta.
A forma, a textura, as nervuras e até a cor das folhas estão a ser analisadas com precisão inédita. O que antes dependia apenas do olhar experiente do viticultor, agora ganha o apoio de sistemas de imagem e inteligência artificial que conseguem identificar castas, detetar stress hídrico e antecipar doenças com semanas de antecedência.
“Cada folha é única, como uma impressão digital”, explicam os especialistas envolvidos no projeto. E essa singularidade está a abrir portas a uma nova era na viticultura: mais sustentável, mais eficiente e profundamente conectada ao território.
Para os produtores, o impacto é imediato. A identificação precoce de problemas permite reduzir tratamentos, otimizar recursos e proteger a qualidade das uvas. Para os consumidores, significa vinhos com ainda mais autenticidade, onde cada garrafa conta a história de uma vinha cuidada ao detalhe.
No Douro, no Alentejo e na Bairrada, já há quintas a adotar esta abordagem inovadora. E os resultados começam a fazer eco: vinhas mais resilientes, colheitas mais equilibradas e uma relação renovada entre o produtor e a planta.
Afinal, quem diria que a chave para o futuro da viticultura estava ali, discreta, balançando ao vento? A folha da videira, antes coadjuvante, assume agora o papel principal — e promete revolucionar a forma como olhamos para a vinha.
Fonte: Qualfood
Uma equipa internacional de cientistas identificou um gene que permite ao arroz manter a produtividade mesmo com baixos níveis de azoto, podendo aumentar a produção até 24% e reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford, da Nanjing Agricultural University e do Institute of Genetics and Developmental Biology da Academia Chinesa de Ciências descobriu um gene que ajuda as plantas a equilibrar o crescimento das raízes e da parte aérea em condições de escassez de nutrientes.
A descoberta, publicada na revista Science, poderá contribuir para uma agricultura mais sustentável, aumentando a produtividade das culturas e reduzindo o uso de fertilizantes com azoto — um dos principais responsáveis por emissões de gases com efeito de estufa, poluição da água e degradação dos solos.
Nos ensaios de campo, os cientistas utilizaram plantas de arroz com uma versão natural melhorada do gene, denominado WRINKLED1a, e registaram aumentos de produtividade até 24%. Em condições de baixa aplicação de azoto, o rendimento aumentou 23,7%, enquanto em níveis elevados o crescimento foi de 19,9%.
Em situações de escassez de azoto, as plantas tendem a investir mais no crescimento das raízes para captar nutrientes, o que prejudica o desenvolvimento da parte aérea e a produção de grão. Até agora, o mecanismo que regulava este equilíbrio era desconhecido.
O estudo demonstra que o gene WRINKLED1a desempenha um papel central nesse processo. Plantas com maior expressão deste gene apresentaram melhor crescimento global, enquanto plantas sem uma versão funcional perderam a capacidade de ajustar o desenvolvimento das raízes.
Após a análise de mais de 3000 variedades de arroz, os investigadores identificaram uma variante natural mais eficiente, que foi introduzida em plantas com desempenho inferior através de melhoramento tradicional.
“O nosso estudo mostra claramente que este regulador é um alvo promissor para a melhoria sustentável das culturas. Foi extraordinário ver a diferença que a versão melhorada do gene teve na produtividade do arroz durante os nossos ensaios de campo”, afirmou Zhe Ji, investigador da Universidade de Oxford e autor correspondente do estudo.
Segundo os cientistas, o gene atua de forma diferenciada nas várias partes da planta, promovendo simultaneamente o crescimento acima do solo e a capacidade de absorção de azoto pelas raízes.
“O WRINKLED1a ajuda o arroz a evitar o compromisso habitual de ‘mais raízes, menos parte aérea’ em condições de limitação de azoto, sustentando produtividades estáveis com menores entradas de azoto. O próximo passo é investigar se genes semelhantes noutras culturas, como o trigo e o milho, podem produzir resultados semelhantes”, explicou Shan Li, autora principal do estudo.
Fonte: Centro de informação de Biotecnologia
O bloqueio do Estreito de Ormuz está a colocar em risco o abastecimento global de alimentos e fertilizantes, segundo um alerta da Organização Mundial do Comércio (OMC), que aponta para impactos diretos na agricultura, nos preços e na segurança alimentar mundial.
Mais do que uma crise energética, o cenário atual expõe uma fragilidade estrutural: a dependência do sistema alimentar global de rotas logísticas críticas.
De facto, o Estreito de Ormuz é um dos pontos mais importantes do comércio mundial. Por lá passa cerca de 20% do petróleo global e aproximadamente 30% dos fertilizantes comercializados. Este último dado é particularmente crítico, uma vez que os fertilizantes são essenciais para a produtividade agrícola global.
A crise não se limita aos países produtores. Os países do Golfo, altamente dependentes de importações alimentares, enfrentam riscos imediatos, já que grande parte dos alimentos básicos entra pela rota de Ormuz. Produtos como trigo, arroz, milho e soja estão expostos a disrupções. Nalguns países da região, até 70% dos alimentos consumidos depende desta via marítima, o que aumenta drasticamente a vulnerabilidade.
A OMC destaca ainda o impacto potencial em países mais frágeis, sobretudo em África, onde a dependência de importações é elevada e a capacidade de absorver choques de preço é limitada. Este cenário pode agravar crises alimentares já existentes e aumentar a pressão humanitária.
A disrupção no Estreito de Ormuz também está a provocar uma subida dos preços da energia, com efeitos em cadeia, como o aumento dos custos de produção agrícola, a par do encarecimento do transporte. O resultado é uma dupla pressão: menos oferta e custos mais elevados.
Fonte: Grande Consumo
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
Num comunicado divulgado hoje, a Deco Proteste salienta que, apesar da subida ligeira face à semana passada, “este aumento representa novamente o valor mais alto desde que a organização de defesa do consumidor iniciou esta análise, em 2022”.
“Há um ano era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 17,46 euros (menos 7,37%)”, concretiza, acrescentando que, “no início de 2022, era possível gastar menos 66,70 euros (uma diferença de 35,53%)”.
Na última semana, entre 18 e 25 de março, os produtos cujo preço mais aumentaram percentualmente foram a curgete (17% para 2,75 euros), o tomate chucha (15% para 2,60 euros) e a cebola (10% para 1,42 euros).
Comparando com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (53%, custando atualmente 1,87 euros), o café torrado moído (39%, para os atuais 5,15 euros) e o robalo (39%, o que se reflete num custo de 9,81 euros por quilograma (kg)).
Desde que a Deco Proteste iniciou esta análise, em 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (122% para 12,89 euros/kg), a couve-coração (88% para 1,87 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros).
O cabaz essencial monitorizado pela associação inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe, sendo considerados, entre outros, produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maça, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo, manteiga, entre vários outros.
Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Água é importante transformar hábitos numa rotina saudável.
Sabia que, em média, uma pessoa pode gastar, por dia, 280 litros de água? No entanto, existem formas de reduzir este consumo para 100 litros, ou seja, uma poupança de 180 litros diários por pessoa, o que equivale a 36 garrafões de água de 5 litros, só precisas aprender como:
Usar um recipiente e cronómetro: encher o recipiente, registar o tempo e calcular o caudal em litros/minuto (volume × 60 ÷ tempo). De seguida, deve comparar com os valores recomendados antes de instalar redutores de caudal. Também é importante conhecer a pressão da água na sua habitação, ajustar conforme o piso, e escolher dispositivos compatíveis com essa pressão.
Fechar a torneira ao escovar os dentes ou ensaboar-se e preferir duches rápidos, recolher a água inicial do duche para outros usos, evitar banhos de imersão e manter os chuveiros limpos. Arranjar torneiras e autoclismos que estejam a pingar e usar torneiras monocomando ou termostáticas. E, ainda, não usar a sanita como caixote do lixo, resíduos sólidos devem ser colocados no lixo.
Para reduzir o gasto de água no autoclismo, opte por sistemas de dupla descarga. Se não tiver, pode baixar o nível de enchimento da bóia para poupar até 4 litros por descarga e usar descargas completas só quando necessário. Ao remodelar, escolha autoclismos com dupla descarga ou instale mecanismos universais de poupança.
Deve evitar deixar a torneira a correr, encha a cuba para lavar loiça, fruta e legumes. A máquina de lavar loiça deve ser usada apenas quando a carga estiver completa, sem pré-lavagem desnecessária, e prefira programas eco, que reduzem água e eletricidade. As peças muito grandes devem ser lavadas à mão, quando compensar e os filtros devem ser limpos regularmente de forma a manter a eficiência.
As plantas devem ser regadas nas horas mais frescas e de forma intensa, mas espaçada, focando nas raízes. O sistema gota a gota ou sensores de humidade também são uma boa opção e evitam regar em dias de chuva. A relva não deve ser cortada muito curta e deve eliminar as ervas daninhas. Para regar pode reaproveitar água doméstica sempre que possível e lave o carro só quando necessário, preferindo balde ou lavagens com reutilização de água.
Fonte: Green Savers
Ovos, peixe gordo e legumes são algumas das sugestões que María Aguirre, nutricionista, sugere para ajudar na preservação da massa muscular nos idosos.
“A nutrição no Inverno costuma estar associada apenas à prevenção de constipações, mas preservar a massa muscular é fundamental para a mobilidade e para reduzir o risco de quedas. Distribuir a ingestão de proteína ao longo do dia, privilegiar alimentos pouco processados e acompanhar a alimentação com exercícios de força adaptados, sempre que possível, contribui para manter a autonomia”, explica María Aguirre, nutricionista.
• Ovos e laticínios: fornecem proteínas de alto valor biológico e integram-se facilmente em refeições leves, como pequenos-almoços ou jantares. O iogurte natural e o kefir também contêm fermentos que contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, um fator relacionado com a resposta imunitária.
• Peixe gordo: variedades como o salmão ou a sardinha fornecem proteína de qualidade e gorduras ricas em ómega-3. Essas gorduras associam-se a um melhor estado geral e a um controlo mais adequado dos processos inflamatórios. Algumas espécies contêm vitamina D, relevante em períodos com menor exposição solar.
• Legumes: lentilhas e grão-de-bico fornecem proteína vegetal e minerais, além de um teor relevante de fibras. No Inverno adaptam-se bem com pratos quentes com vegetais, contribuindo para uma melhor regularidade intestinal e para manter a saciedade sem recorrer a produtos ultraprocessados.
• Verduras e citrinos: alimentos como brócolos e espinafres adicionam fibras e compostos antioxidantes. Por sua vez, os citrinos adicionam vitamina C e podem ser consumidos como fruta fresca ou em sobremesas simples. Garantir a presença diária de vegetais e frutas contribui para um padrão alimentar mais protetor, especialmente quando se priorizam confeções suaves que facilitam a digestão.
Por sua vez, Miriam Piqueras, médica, alerta para alguns sinais funcionais que podem servir como sinal de alerta, como uma maior dificuldade em levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou manter o ritmo habitual ao caminhar. “Perante estes sinais, é aconselhável rever a alimentação e consultar um profissional, seja presencialmente ou através de vídeo consulta. Um plano nutricional adaptado, que garanta uma ingestão correta de proteínas, faz uma diferença significativa no bem-estar dos idosos durante os meses frios”, conclui.
Fonte: TecnoAlimentar
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