A Comissão Europeia autorizou hoje a comercialização, mas não o cultivo, na União Europeia (UE) de três tipos de milho geneticamente modificado para a alimentação humana e animal, considerados tão seguros como os convencionais.
A aprovação segue a avaliação científica favorável da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e as autorizações são válidas por dez anos e qualquer produto produzido a partir de milho geneticamente modificado estará sujeito às rigorosas regras de rotulagem e rastreabilidade da UE.
Segundo uma nota do executivo comunitário, estes tipos de milho foram submetidos a um procedimento de avaliação exaustivo e rigoroso, que garante um elevado nível de proteção da saúde humana e animal, bem como do ambiente.
As decisões da Comissão apenas permitem que o milho geneticamente modificado seja importado para utilização em géneros alimentícios e alimentos para animais, mas não que sejam cultivados na UE.
Fonte: AgroPortal
A banana produzida no arquipélago dos Açores foi ontem reconhecida com a denominação de Indicação Geográfica, no âmbito do processo que tem em vista a sua classificação como Indicação Geográfica Protegida (IGP), revelou o Governo Regional.
Segundo um despacho da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação dos Açores publicado hoje em Jornal Oficial, “ao abrigo do artigo 11.º do Regulamento (UE) n.º 2024/1143, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de abril de 2024, é conferida, a nível nacional, proteção à denominação ‘Banana dos Açores’ como Indicação Geográfica, com efeitos a partir de 03 de abril de 2025, data de apresentação do pedido de registo à Comissão”.
De acordo com o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, "A banana dos Açores tem características organoléticas diferentes das restantes bananas que são produzidas a nível mundial”; “E é essa diferença que nós queremos certificar ao nível daquilo que é uma certificação reconhecida mundialmente da União Europeia, que são os produtos DOP [Denominação de Origem Protegida], IGP [Indicação Geográfica Protegida] e ETG [Especialidades Tradicionais Garantidas]”.
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Fonte: AgroPortal
Raros são os anos em que a agricultura ocupou um espaço tão grande no debate público europeu. Marcado por manifestações do setor agrícola por todo o continente, o ano de 2024 terminou com a conclusão, em dezembro, de um acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul. Este deixou muitos agricultores preocupados com a eventual concorrência de produtos importados a preços baixos, que não respeitam as normas sociais e ambientais europeias, podendo fazer descer os preços praticados localmente e assim ameaçar a profissão.
Para responder às preocupações do setor agrícola, a Comissão Europeia publicou em dezembro passado uma proposta que reforça as medidas de combate às práticas comerciais desleais definidas na diretiva de 2019.
Consulte aqui as novas regras.
Fonte: TecnoAlimentar
O nosso organismo só precisa de luz solar para produzir vitamina D — um nutriente essencial para a saúde dos nossos ossos e a eficiência do nosso sistema imunitário. No entanto, pode ser difícil perceber como obtê-la em quantidade suficiente, evitando simultaneamente o risco elevado de contrair cancro de pele representado pelos banhos de Sol.
A vitamina D é um nutriente essencial para a nossa saúde, contribuindo para manter os ossos fortes e melhorando a função muscular e imunitária. Contudo, muitas pessoas não a obtêm em quantidade suficiente, fazendo com que a vitamina D seja o suplemento mais popular do mercado.
Há pelo menos uma década que a vitamina D está no centro de um paradoxo de saúde. Os investigadores não conseguem chegar a acordo sobre a quantidade de que necessitamos para uma saúde ideal, que níveis constituem uma deficiência ou quais os benefícios – se é que existem alguns – fornecidos pelos suplementos, sobretudo para os jovens e outras pessoas geralmente saudáveis.
Leia o artigo aqui para saber mais.
Fonte: National Geographic Portugal
Bactérias produtoras de carbapenemase, consideradas anteriormente um problema principalmente hospitalar, começam a ser detectadas em animais e produtos alimentares em toda a Europa.
Esta é uma das conclusões do mais recente parecer científico da EFSA sobre a ocorrência e disseminação de Enterobacterales produtoras de carbapenemase (CPE) na cadeia alimentar na UE/EFTA.
Embora não haja evidências definitivas de que essas bactérias se transmitam a humanos por meio de alimentos, cepas idênticas foram encontradas em animais e humanos, sugerindo possível transmissão entre eles.
Para mais informações, leia o artigo completo aqui.
Fonte: EFSA
De acordo com os dados hoje divulgados pela Comissão Europeia, as exportações agroalimentares da UE aumentaram, no acumulado de 2024, 3% (6,6 mil milhões de euros) face ao ano anterior, para os 235,4 mil milhões de euros (ME), registando um novo pico.
O Reino Unido continuou a ser o primeiro destino das exportações agroalimentares da UE em 2024, representando 23% do total das exportações (53,9 mil ME) e os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações da UE em 2024 (13% das exportações da UE) e registaram a maior subida em comparação com 2023 (+3,3 mil ME, 12%).
As exportações para a China, o terceiro principal destino, com 6% da quota, recuaram de 1,3 mil ME (-9%) em comparação com 2023.
Também as vendas de produtos agroalimentares para a Rússia caíram 11%, 762 ME, em 2024, o segundo maior recuo em montante depois da China.
Veja a notícia completa aqui.
Fonte: Agroportal
O mês de março foi o mais quente alguma vez registado na Europa, de acordo com o boletim mensal divulgado hoje pelo Observatório Europeu Copernicus.
Segundo o boletim, apenas na Península Ibérica e no sul de França não foi registado o recorde de temperatura no mês passado.
No entanto, foram registadas chuvas extremas, até mesmo recordes, em algumas regiões, como Espanha e Portugal, enquanto outras tiveram um mês historicamente seco, como a Holanda e o norte da Alemanha.
Noutras áreas, estudos da rede científica World Weather Attribution (WWA) concluíram que as alterações climáticas intensificaram uma onda de calor intensa na Ásia Central e provocaram chuvas que causaram inundações mortais na Argentina.
Março de 2025 foi o segundo mais quente do planeta, atrás de março de 2024, prolongando uma sequência ininterrupta de temperaturas recorde ou quase recorde desde julho de 2023.
Desde então, com uma exceção, todos os meses foram pelo menos 1,5 graus Celsius mais quentes do que a média pré-industrial, desafiando os cientistas a explicar esta longa e invulgar sequência.
Março de 2025, com uma temperatura média de 14,06 graus Celsius, é apenas 0,08 graus mais frio do que o recorde de março de 2024 e pouco mais quente do que 2016, segundo Copernicus.
“Só que estes dois extremos anteriores foram observados durante um forte episódio de El Niño”, segundo o boletim.
Fonte: Agroportal
Um estudo conduzido por embaixadores do Pacto Climático Europeu revela que o aumento de visitantes em Portugal acelera o consumo de alimentos ultraprocessados, colocando a gastronomia tradicional portuguesa em risco.
Quem costuma passear-se nas ruas lisboetas ou pelas praias algarvias não terá deixado de notar o fenómeno. Sejam do Reino Unido, de Espanha, de França ou da Alemanha, o número de turistas em Portugal está a aumentar cada vez mais – e isso já há duas décadas. Só em 2024, o país registou mais de 30 milhões de turistas estrangeiros e 27 mil milhões de euros em receitas, segundo estatísticas do Turismo de Portugal. Entre as consequências desta evolução: o aumento da oferta hoteleira e a explosão dos preços. No entanto, o estudo Food and Tourism Nexus, Challenges and Opportunities coordenado por embaixadores do Pacto Climático Europeu, chegou a uma nova conclusão, não menos alarmante.
Embora o turismo de massa tenha inicialmente impulsionado o número de restaurantes em Portugal, o estudo mostrou que o aumento dos preços que se seguiu, está atualmente a favorecer o consumo de alimentos ultraprocessados de baixo valor nutritivo. Produtos regionais e sazonais estão substituídos por alternativas padronizadas, mais baratas e muitas vezes provenientes de grandes empresas do setor alimentar, alinhadas com os hábitos dos visitantes. Em vez de valorizar a gastronomia local, estas práticas colocam em risco a identidade gastronómica portuguesa, alerta Amélia Delgado, investigadora especialista em ciência dos alimentos, que coordenou o estudo.
Além disso, é também a saúde pública e a segurança alimentar que se encontram ameaçadas. Enquanto a dieta mediterrânica representa um modelo equilibrado, “onde predomina a sazonalidade e a ausência de desperdício”, um grande número de turistas procura “uma dieta globalizada, baseada em produtos industriais ou exóticos, que não são adaptados ao clima local nem a uma dieta equilibrada, relegando a gastronomia tradicional para segundo plano”, salienta a investigadora. Ao enfrentar esta situação, os pequenos produtores locais têm dificuldade em manter o seu lugar no mercado e garantir a sua sobrevivência.
Os autores do estudo e embaixadores do Pacto Climático Europeu apelam, por isso, à Associação Nacional de Municípios Portugueses – ANMP para que políticas de sustentabilidade alimentar sejam implementadas nos municípios. Nomeadamente, através da criação de programas de apoio aos pequenos produtores, de incentivos aos circuitos curtos de distribuição e da garantia de que a restauração turística privilegia produtos regionais e sazonais – preservando assim a biodiversidade, bem como a identidade gastronómica portuguesa.
Fonte: Tecnoalimentar
Esta proibição pode obrigar os supermercados a reformular centenas de produtos, desde embalagens a artigos de limpeza
A crescente preocupação em torno de determinados compostos químicos utilizados no dia-a-dia tem vindo a intensificar o debate dentro da União Europeia (UE). A pressão para uma proibição total de certos elementos está a ganhar força nos bastidores das instituições europeias. Vários países europeus já estão mesmo a aderir a esta medida, que se fará sentir nos supermercados, maioritariamente.
Entre os compostos mais visados estão as substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas, vulgarmente conhecidas pela sigla PFAS. Estes químicos têm presença constante em vários produtos domésticos, sendo amplamente utilizados em artigos como embalagens, utensílios de cozinha e roupas impermeáveis.
O problema surge devido à sua durabilidade extrema. Os PFAS são apelidados de “químicos eternos” porque não se degradam facilmente, acumulando-se tanto no ambiente como no organismo humano ao longo do tempo.
Em resultado dessa persistência, a comunidade científica e várias organizações ambientais têm alertado para os riscos associados à sua exposição prolongada. Os efeitos podem manifestar-se de forma silenciosa, mas com impactos significativos na saúde pública.
Efeitos para os supermercados
A proibição das substâncias PFAS poderá ter um impacto significativo no funcionamento dos supermercados, especialmente no que diz respeito à embalagem de alimentos e produtos de limpeza. Estes compostos são amplamente utilizados pela sua resistência à água, gordura e calor, estando presentes em recipientes de comida pronta, sacos para pipocas, detergentes e outros artigos de uso diário.
Com as novas restrições, as cadeias de distribuição terão de encontrar alternativas seguras e eficazes, o que poderá aumentar os custos de produção e levar a mudanças visíveis nas embalagens e formulações de muitos produtos nas prateleiras dos supermercados.
França avança com proibição
De acordo com o canal France 24, a França já decidiu avançar com medidas concretas. A partir de 1 de janeiro de 2026, o país proibirá a importação, comercialização e fabrico de uma vasta gama de produtos que contenham PFAS nos seus componentes.
Esta decisão coloca Paris na linha da frente no combate a este tipo de poluentes. No entanto, não foi a primeira na Europa a dar este passo. Já em 2020, a Dinamarca impôs restrições ao uso destes compostos em embalagens de papel e cartão destinadas à indústria alimentar.
Aliança do norte da Europa
Outros países do norte da Europa também têm demonstrado preocupação semelhante. A mesma fonte indica que Noruega, Alemanha, Suécia e Países Baixos fazem parte do grupo que impulsionou esta iniciativa a nível europeu.
Discussões em curso na UE
As discussões para uma proibição mais ampla continuam em curso nas instituições da UE. O objetivo é proteger tanto os ecossistemas como a saúde humana, perante os dados científicos que vão sendo tornados públicos.
Doenças associadas aos PFAS
A Agência Europeia do Ambiente (EEA) apresenta no seu portal oficial uma lista dos possíveis danos causados pelos PFAS. Entre os riscos mais mencionados encontram-se problemas de tiróide, dificuldades de fertilidade e até certos tipos de cancro.
Outras consequências incluem obesidade e lesões hepáticas, evidenciando a complexidade dos efeitos a longo prazo destas substâncias. A exposição pode ocorrer através da alimentação, da água potável ou do simples contacto com produtos do quotidiano.
Pressão para legislar
Com a crescente sensibilização do público, os governos europeus sentem-se cada vez mais pressionados a adotar políticas mais rigorosas em relação ao uso de PFAS. A saúde dos cidadãos e a preservação ambiental estão no centro do debate.
Especialistas defendem que é possível substituir estes compostos por alternativas mais seguras e sustentáveis. No entanto, o processo exige tempo, investimento em investigação e uma transição cuidadosa por parte da indústria.
Um futuro sem químicos eternos?
A resistência de alguns sectores económicos pode atrasar a mudança, mas a tendência aponta para um controlo apertado e, eventualmente, a eliminação progressiva dos PFAS na Europa. A decisão da França poderá servir de exemplo para outros países.
A regulamentação final da UE ainda está em negociação, mas os sinais indicam que os “químicos eternos” estão com os dias contados. A ciência e a legislação estão, pouco a pouco, a alinhar-se em defesa de um futuro mais saudável.
Fonte: Postal
A Anvisa publicou a 3ª versão do “Guia 16 – Orientações para determinação do prazo de validade de alimentos”. O documento foi revisto e reestruturado para tornar a consulta mais simples e objetiva, além de aprimorar os procedimentos, métodos e protocolos utilizados na definição do prazo de validade dos alimentos.
A atualização contou com uma consulta pública realizada entre julho e dezembro de 2024. As contribuições recebidas foram analisadas e incorporadas à nova versão, tornando o guia mais alinhado às necessidades do setor e ao cenário regulatório atual.
O conteúdo continua dividido em duas partes: a primeira apresenta conceitos e definições teóricas sobre alterações em alimentos, e a segunda detalha os métodos e protocolos para definição da sua validade. A nova edição também inclui figuras explicativas, anexos e referências bibliográficas atualizadas, facilitando a compreensão e a aplicação prática.
A publicação reforça o compromisso da Anvisa com a segurança dos alimentos e a clareza regulatória.
Para mais informações, acesse aqui.
Fonte: Anvisa
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