Foi publicado o Regulamento (UE) 2025/1112 da Comissão, de 4 de junho de 2025, que altera o anexo I do Regulamento (CE) n.º 1334/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito à inclusão da naringenina e da 2-metil-1-(2-(5-(p-tolil)-1H-imidazol-2-il)piperidin-1-il)butan-1-ona na lista da União de aromas.
Ambas as substâncias foram avaliadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimento que concluiu não haver preocupações de segurança no seu uso (EFSA Journal, vol. 22, n.o 5, artigo 8747, 2024 e EFSA Journal, vol. 22, n.o 5, artigo 8750, 2024). Fundamentada nestas avaliações a Comissão altera o anexo I, parte A, do Regulamento (CE) n.º 1334/2008 de forma a incluir a naringenina (n.o FL 16.132) e a 2-metil-1-(2-(5-(p-tolil)-1H-imidazol-2-il)piperidin-1-il)butan-1-ona (n.o FL 16.134) na lista de aromas permitidos na União Europeia.
Fonte: DGAV
A Direção Geral de Alimentação e Veterinária publicou o Esclarecimento Técnico n.º 4/DGAV/2025, que revoga o Esclarecimento Técnico n.º 3/DGAV/2017, na sequência da entrada em vigor da Portaria n.º 84/2025.
Este novo esclarecimento atualiza e reforça as obrigações relativas ao controlo metrológico legal dos registadores automáticos de temperatura, esclarecendo que este controlo é obrigatório nos equipamentos utilizados no transporte e armazenagem de alimentos ultracongelados, conforme previsto na legislação aplicável.
Fonte: DGAV
A Dermatose Nodular Contagiosa (DMC), que afeta bovinos e alguns ruminantes selvagens, agravou-se na União Europeia, levando a DGAV a apelar para que os produtores, comerciantes e médicos reforcem as medidas de segurança, evitando a entrada do vírus.
“A DGAV [Direção-Geral de Alimentação e Veterinária], na qualidade de Autoridade Sanitária Veterinária Nacional, e de forma a reduzir o risco de introdução das DNC em território nacional, solicita a colaboração dos produtores, comerciantes, industriais, transportadores, médicos veterinários e de todos os que lidam com efetivos de bovinos para que reforcem as medidas preventivas”, lê-se numa nota informativa.
O setor deve assim aplicar as medidas de biossegurança nas explorações, centros de agrupamento e entrepostos, controlar os vetores através da utilização de inseticidas e antiparasitários externos e proceder à limpeza, desinfeção e desinsetização dos veículos e navios que transportam animais.
Qualquer suspeita da ocorrência desta doença tem de ser comunicada à DGAV.
Na União Europeia (UE), a situação epidemiológica da DMC agravou-se após a introdução da doença na Itália, nomeadamente numa exploração de 131 bovinos em Orani, na ilha da Sardenha.
A DMC, que afeta bovinos e certas espécies de ruminantes selvagens, como o búfalo de água, é causada pelo vírus da família ‘Poxviridae’, transmitido por insetos como moscas, mosquitos e carraças.
O vírus também pode ser transmitido através do contacto direto entre animais doentes e sãos ou através de água e alimentos contaminados.
No caso dos bovinos, a doença costuma manifestar-se com sintomas como febre, anorexia, salivação excessiva, corrimento óculo-nasal, diminuição da produção de leite e perda de peso.
Podem surgir lesões cutâneas na forma de nódulos e tumefações.
A taxa de mortalidade ronda os 10%.
Fonte: Agroportal
Investigadores europeus testaram a presença de um parasita em produtos agrícolas e os resultados mostram que é necessária mais informação para ajudar a adotar medidas de mitigação.
Os cientistas estimaram a prevalência de oocistos de Toxoplasma gondii em misturas de saladas prontas a consumir (RTE) disponíveis no mercado em 10 países europeus.
Recolheram 3 329 amostras de saladas de outubro de 2021 a setembro de 2022. A prevalência de contaminação por Toxoplasma gondii foi de 4,1 por cento. Uma análise posterior revelou que a estação do inverno, a amostragem e a embalagem da salada no norte da Europa e a produção na Europa Ocidental estavam associadas à deteção do parasita, sem diferenças estatisticamente significativas entre os tipos de salada.
O método de deteção utilizado não quantificava os oocistos, não confirmava visualmente a sua presença, nem testava a sua viabilidade e infecciosidade.
De acordo com o estudo publicado na Eurosurveillance, a investigação era necessária porque o consumo de saladas RTE está a aumentar; não existe uma vigilância obrigatória para parasitas de origem alimentar em produtos frescos; e os métodos actuais têm inconsistências e limitações.
Impacto sazonal
A infeção por Toxoplasma gondii pode passar despercebida ou estar associada a sinais clínicos ligeiros. No entanto, as pessoas com sistemas imunitários enfraquecidos podem desenvolver sintomas neurológicos e respiratórios graves, que podem resultar em morte. As infecções durante a gravidez podem causar toxoplasmose congénita, levando a abortos espontâneos ou malformações fetais.
Foram colhidas amostras de folhas de baby leaf, salada cortada e salada mista na República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha e Reino Unido.
Das 3.293 amostras, 135 foram positivas para pelo menos um gene alvo. A maioria dos resultados positivos foram obtidos em amostras colhidas no inverno, com 59.
A maior parte das amostras positivas indicava como países de embalagem o Reino Unido, França, Portugal, Espanha e Dinamarca
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Fonte: Foods Safety News
O mercado de feijão sempre foi forte, principalmente nos países da América Latina, Caribe e África, onde o arroz com feijão é um prato básico.
Mas nos últimos anos houve um crescimento notável nos mercados europeu e norte-americano, à medida que os benefícios para a saúde dessas leguminosas ricas em fibras se tornaram mais amplamente reconhecidos.
Os feijões, incluindo feijão branco, feijão carioca, feijão preto e feijão carioca, são ricos em fibras que auxiliam o intestino e em uma grande variedade de nutrientes, incluindo ferro, magnésio, potássio, zinco, vitaminas B6 e B9, cálcio e manganês.
Além disso, acredita-se também que comer feijão pode ajudar a prevenir doenças como o cancro colorretal. E um novo estudo está a analisar o seu potencial para combater diabetes e doenças cardíacas.
Além de conquistar os consumidores por seus benefícios à saúde, o feijão também ganha pontos por suas credenciais sustentáveis. Conhecidos como fixadores de nitrato, eles reabastecem naturalmente o solo com nitrogênio, o que significa que há menos necessidade de fertilizantes químicos. As plantações de feijão também requerem menos água do que muitas outras culturas ou fontes de proteína, como carne e aves.
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Fonte: FoodNavigator Europe
Instituto internacional sedeado na Índia cria uma cultivar pioneira (Cajanus cajan, conhecida como pigeonpea) que amadurece em apenas 125 dias e é capaz de suportar o calor extremo.
Numa importante inovação científica, investigadores do Instituto Internacional de Investigação de Culturas para os Trópicos Semiáridos (ICRISAT) desenvolveram a ICPV 25444, a primeira variedade da leguminosa tropical Cajanus cajan (conhecida internacionalmente como pigeonpea) capaz de resistir a temperaturas extremas e amadurecer em apenas 125 dias.
A cultivar, obtida através de reprodução acelerada (speed breeding), demonstrou excelente resistência ao calor, suportando temperaturas de 45 °C durante o crescimento no verão. Além disso, é insensível à luz e ao calor, o que permite o seu cultivo para além da época das chuvas.
Testada com sucesso nos estados indianos de Karnataka, Odisha e Telangana, a ICPV 25444 revelou produtividades até 2 toneladas por hectare, permitindo que esta cultura passe a ser plantada também durante o verão — mesmo em regiões com temperaturas elevadas.
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Fonte: Agroportal
O glicerol pode ser perigoso para crianças. Uma atualização recente da Food Standard Agency (FSA) do Reino Unido alertou que o adoçante não é adequado para menores de sete anos quando presente em bebidas geladas.
A FSA relatou vários incidentes recentes de intoxicação relacionados ao glicerol. A FSA sugere que ele é perigoso para crianças com peso corporal abaixo da média, e isso foi convertido para a idade, já que os pesos corporais variam.
O glicerol é usado como substituto do açúcar em bebidas geladas para evitar que congelem. A FSA recomenda que as empresas adicionem o glicerol apenas nas quantidades necessárias para atingir esse efeito.
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Fonte: FoodNavigator Europe
A Comissão Europeia deu esta quarta-feira dois meses a Portugal para cumprir a legislação da União Europeia em matéria de impostos especiais de consumo sobre o vinho, por o país aplicar incorretamente uma taxa zero a alguns mais fortes.
No âmbito do pacote de infrações de junho, esta quarta-feira divulgado, o executivo comunitário indica que decidiu enviar um parecer fundamentado a Portugal por incumprimento das regras da União Europeia (UE) em matéria de impostos especiais de consumo sobre o vinho.
"A legislação da UE em matéria de impostos especiais de consumo permite a aplicação de um imposto especial de consumo nulo sobre o vinho. Os vinhos mais fortes - com um título alcoométrico entre 15% e 18% em volume - só podem beneficiar deste tratamento se o seu título tiver sido obtido naturalmente, mas se o título alcoométrico destes produtos tiver sido aumentado, por exemplo, pela adição de açúcar ou de álcool, deve ser cobrada uma taxa de imposto especial de consumo mais elevada e a legislação portuguesa não inclui esta condição", elenca a instituição em comunicado.
Fonte: Correio da Manhã
A queda nos preços dos frutos secos está a travar o dinamismo do setor, originando uma retração nos investimentos em novas plantações. Verifica-se também um aumento nas operações de fusão e aquisição entre empresas já estabelecidas, bem como a venda de amendoais com vista à sua reconversão para outras culturas.
O mais recente episódio do podcast ‘Agricultar’ já se encontra disponível e aborda o estado atual do setor dos frutos secos em Portugal e o dinamismo no mercado de investimento agro.
Ouça aqui o podcast.
Fonte: Vida Rural
O impacto da alimentação na prevenção e no desenvolvimento do cancro, sobretudo do cancro do estômago, é um tema debatido com frequência nas redes sociais. Alerta-se, muitas vezes, para o facto de o consumo excessivo de sal aumentar o risco deste tipo de cancro. E os alimentos picantes? É verdade que causam cancro do estômago?
Paula Ravasco, médica, nutricionista e diretora do Programa de Pós-graduação Internacional “Nutrição e Metabolismo em Oncologia” da Universidade Católica Portuguesa (UCP), adianta que esta ideia é falsa e nem sequer “há nenhum estudo robusto que comprove uma associação” entre o consumo de alimentos picantes e o desenvolvimento de cancro do estômago.
Este mito pode nascer do facto de este tipo de alimentos estar associado “a uma sensação intensa de ardor” e de queimação, o que pode levar algumas pessoas a achar que o picante pode “ter o mesmo efeito a nível gástrico, mas não é verdade”, explica a nutricionista.
Aliás, ao que tudo indica, estes alimentos podem ter mais benefícios do que malefícios para a saúde. Alguns estudos sugerem que têm “um efeito vasoconstritor e, de alguma forma, até anti-inflamatório”, salienta.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Sapo.pt
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