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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC), através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Aveiro, dia 20 de setembro, aprendeu 780 quilos de semente de ostra, Crassostrea gigas, no concelho de Ílhavo.

Numa ação de fiscalização levada a cabo com o objetivo de controlar o transporte e comercialização de moluscos bivalves vivos destinados à produção aquícola, os militares da Guarda detetaram um veículo a descarregar semente de ostra nas margens da Ria de Aveiro. No decurso da ação policial, verificou-se que esta não cumpria com as normas relativas à autorização, registo e deslocação dos respetivos animais de aquicultura.

Foi identificada a empresa responsável pela expedição de moluscos bivalves vivos e elaborado um auto de contraordenação, cuja coima pode ascender aos 44 890 euros.

A mercadoria apreendida será submetida a verificação higiossanitária.

Fonte: GNR

GAAP Edital nº 23

  • Thursday, 22 September 2022 10:47

A DGAV publica o Edital nº 23 respeitante à Gripe Aviária de Alta Patogenecidade (GAAP).

Fonte: DGAV

Foi publicado o Decreto-lei n.º 59/2022, de 13 de setembro, que executa na ordem jurídica interna o Regulamento (UE) 2016/1012 referente à produção, comércio e entrada na União de certos animais reprodutores.

Fonte: DGAV

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou nas últimas semanas, uma ação de fiscalização, direcionada a estabelecimentos de restauração e bebidas – Marisqueiras, no sentido de verificar o cumprimento das regras de Segurança Alimentar e qualidade dos produtos bem como verificar a rastreabilidade e manipulação do pescado existente nos estabelecimentos, em particular os moluscos bivalves vivos (MBV).

A ação foi desencadeada na sequência das diversas notificações de Autoridades Europeias, através do sistema de assistência e cooperação administrativa iRasff Food Fraud dando nota da ocorrência de irregularidades no circuito dos moluscos bivalves vivos (MBV), nomeadamente apanhadores em Portugal que utilizam zonas interditas para apanha bem como não procedem ao encaminhamento obrigatório dos MBV para os centros de depuração.

Como balanço da ação, foram fiscalizados 118 operadores económicos, tendo sido instaurado 1 processo-crime por géneros alimentícios avariados e 25 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a colocação no mercado de moluscos bivalves vivos, equinodermes, tunicados e gastrópodes marinhos vivos sem que sejam cumpridas as condições estabelecidas para o efeito no Regulamento (CE) n.º 852/2004 e no anexo III do Regulamento (CE) n.º 853/2004, a existência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP que não cumprem os requisitos do Regulamento (CE) n.º 852/2004, entre outras.

Foram apreendidos 415 Kgs de géneros alimentícios e 2 instrumentos de pesagem no valor total de 4.330,00 Euros.

Foi ainda detido um indivíduo e determinada a suspensão de atividade a 2 operadores económicos, pela violação dos deveres gerais da entidade exploradora do estabelecimento de restauração e bebidas.

Fonte: ASAE

Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) informa que foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2022, de 12 de setembro, que aprova o Plano para a Aquicultura em Águas de Transição (PAqAT) para Portugal Continental, instrumento indispensável à execução da estratégia de desenvolvimento da aquicultura, contribuindo para o seu ordenamento e crescimento.

A implementação deste Plano vai permitir dispor de cerca de 4,6 mil hectares de áreas potenciais aquícolas em Águas de Transição, proporcionando condições para a instalação de novos estabelecimentos ou reativação de alguns atualmente inativos, de modo a atingir a meta, em 2030, de uma produção na ordem das 25 mil toneladas.

Trata-se de um plano estruturante e fundamental, que teve como objetivo a identificação dos espaços com maiores potencialidades para a aquicultura, salvaguardando os impactos ambientais, nas águas superficiais na proximidade da foz dos rios, que têm um caráter parcialmente salgado em resultado da proximidade de águas costeiras, que influenciam os cursos de água doce, e por isso são designadas por Águas de Transição. A título de exemplo refira-se, as lagoas costeiras da ria Formosa, ria do Alvor, lagoa de Santo André, lagoa de Albufeira, lagoa de Óbidos e barrinhas de Esmoriz.

O PAqAT resulta de um trabalho conjunto, no qual foi assegurado a compatibilização com os outros Planos Territoriais e com usos marítimos e marinhos, em linha com as orientações e metas para 2030 relativas à promoção de uma aquicultura mais sustentável e competitiva na União Europeia.

O Plano identifica os atuais recursos hídricos e as áreas de maior potencial aquícola, cujos trabalhos foram coordenados pela DGRM e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P. (IPMA), em estreita colaboração com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, a Agência Portuguesa do Ambiente, I. P., o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., e a APP – Associação dos Portos de Portugal, entidades com competências técnicas e científicas consideradas adequadas, em razão da matéria, bem como a auscultação das organizações associativas e cooperativa do setor aquícola.

O PAqAT foi, igualmente, apresentado em sessões de esclarecimento e submetido a um forte processo de consultas públicas, abertas a todos os interessados.

Fonte: Agronegócios

Foi publicado o Despacho nº 34/DG/2022 da DGRM – após consulta à DGAV – relativo à informação ao consumidor no que concerne aos produtos da pesca e da aquicultura, mais concretamente à rotulagem de Pescada, Camarão, Choco e Ovas de Bacalhau e Espécies Afins.

O Despacho em apreço pode ser consultado aqui.

Fonte: DGAV

Desenvolvido durante três anos na província chinesa de Jilin, o estudo concluiu que as duas variedades de milho GM estudadas não tiveram qualquer efeito nas comunidades de artrópodes nos campos testados.

As variedades de milho GM testadas – DBN9868 e DBN9936 – foram plantadas anualmente entre junho e setembro. Os cientistas registaram as diferentes espécies de artrópodes que estavam presentes no campo. As análises dos dados revelaram que:

. A diferença de biodiversidade das comunidades de artrópodes entre o milho transgénico e o milho não transgénico era menor do que a diferença entre diferentes cultivares convencionais;

. As diferenças entre as comunidades de artrópodes residentes no solo eram menos evidentes do que as diferenças entre as comunidades de artrópodes que habitam as plantas;

. Lepidoptera, a praga-alvo do milho Bt, não era a população dominante nos campos de milho; a população dominante de artrópodes nos campos de milho variava muito entre anos e meses.

Combinando estes resultados, os cientistas concluíram que o milho transgénico DBN9868 e DBN9936 não teve qualquer efeito significativo sobre as comunidades de artrópodes no campo.

Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia

ASAE no combate ao abate clandestino

  • Monday, 12 September 2022 12:55

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, na sequência de uma investigação no âmbito do combate a ilícitos criminais contra a saúde pública, designadamente abate clandestino, realizou através da Unidade Regional do Sul – Unidade Operacional de Évora, uma operação de fiscalização no distrito de Portalegre.

A referida operação resultou no desmantelamento de um local onde se procedia de forma ilícita, camuflada e sem condições técnico-funcionais e de higiene ao abate de animais (leitões), bem como assamento dos mesmos e respetiva comercialização, sem a devida inspeção sanitária dos animais para despiste de doenças.

Da ação resultou, a instauração de um processo-crime pela prática do crime contra a saúde pública de abate clandestino, tendo sido apreendidos 23 leitões, com o peso total de 224,00Kg, bem como embalagens utilizadas para colocação dos leitões assados, dissimulando a sua origem e induzindo o consumidor em erro, num valor total de 2.600,00 Euros.

Foram detidos dois indivíduos bem como determinada a suspensão total da atividade do assador de leitões não licenciado e sem condições mínimas exigíveis para o seu funcionamento.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos, na salvaguarda da segurança alimentar e saúde pública dos consumidores.

Fonte: ASAE

Utilizados para substituir o açúcar em certas bebidas e alimentos, os adoçantes poderiam estar associados a um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares, segundo um estudo francês que será publicado esta quinta-feira no British Medical Journal.

Devido à nocividade dos açúcares adicionados, adoçantes artificiais são usados como alternativas em milhares de alimentos e bebidas para reduzir a quantidade de açúcar e calorias associadas, mantendo, ao mesmo tempo, o sabor doce. Mas a segurança destes aditivos alimentares é objeto de discussão.

As pessoas que consomem mais adoçantes, especialmente aspartame e acesulfame K, correm mais riscos de desenvolver cancro, segundo o trabalho publicado por cientistas de quatro instituições, entre elas o instituto nacional da pesquisa médica (Inserm) e a Universidade da Sorbonne Paris Nord.

Para explorar os riscos cardiovasculares associados, os membros da equipa de pesquisas em epidemiologia nutricional (EREN) trabalharam com os dados de saúde e consumo de adoçantes de 103.388 adultos, que participam do estudo NutriNet Salud. Entre outras coisas, os voluntários detalharam o seu consumo de alimentos.

Trinta e sete por cento dos participantes consumiram adoçantes, com média de 42,46 mg/dia, o equivalente a um pacote individual de adoçante de mesa ou a 100 ml de refresco dietético.

Depois de compilar informação sobre o diagnóstico de doenças cardiovasculares durante o acompanhamento (2009-2021), as análises estatísticas estudaram as associações entre o consumo de adoçantes e o risco destas doenças.

Segundo o estudo, os adoçantes artificiais, em particular o aspartame, o acesulfame K e a sucralose, estão associados a um risco maior de doenças cardiovasculares, cérebro-vasculares e coronarianas.

Durante nove anos de acompanhamento, foram registados 1.502 eventos cardiovasculares (ataques cardíacos, anginas de peito, angioplastias, acidentes cérebro-vasculares...).

Até então, os estudos tinham sugerido um aumento do risco de doenças cardiovasculares associado ao consumo de bebidas com adoçantes. Mas, segundo os autores, nenhum se tinha ocupado da exposição aos adoçantes no seu conjunto.

"Estes resultados, segundo o último relatório da ONU, publicado este ano, não apoiam o uso de adoçantes como alternativas seguras ao açúcar", conclui a doutora Mathilde Touvier, diretora de pesquisas do Inserm e coordenadora do estudo.

Este "estudo observacional não pode responder à pergunta proposta", devido às "grandes diferenças em muitas características das pessoas que consomem adoçantes artificiais em relação às que não consomem", destaca Naveed Sattar, professor de medicina de doenças metabólicas da Universidade de Glasgow.

Na sua opinião, "apoia em demasia a existência de um vínculo causal entre os adoçantes e as doenças cardiovasculares" com uma metodologia não sólida o suficiente e serão necessários "ensaios aleatórios a mais longo prazo e de maior envergadura".

Será necessário realizar mais estudos para reproduzir e possivelmente confirmar estes resultados.

Fonte: Sapo.pt

GeneBEcon é um projeto ambicioso financiado pela Horizon Europe que examinará o potencial de inovação da edição genética ao permitir uma bioeconomia sustentável na Europa. Através da aplicação desta tecnologia em batatas e microalgas, o GeneBEcon pretende promover a produção agrícola eficiente em termos energéticos, de baixo consumo e de poluição zero e o processamento industrial limpo.

Espera-se que as Novas Técnicas Genómicas (NTG) representem uma poderosa caixa de ferramentas (complementar às técnicas tradicionais de reprodução) capaz de enfrentar desafios prementes, incluindo a poluição e as alterações climáticas. No entanto, estas técnicas ainda não atingem todo o seu potencial na Europa. Em comunicado, a Horizon Europe afirma que o GeneBEcon fará avançar a investigação e inovação, atuando em duas frentes: através de novos desenvolvimentos de edição genética a nível tecnológico, bem como considerando dimensões sociais, económicas, e regulamentares.

Entre as NTG, a edição genética tem o maior potencial para contribuir para os ambiciosos objetivos do Acordo Verde Europeu, do Plano de Metas Climáticas 2030, e do Plano de Ação da Economia Circular. Contudo, os riscos e benefícios devem ser plenamente compreendidos para assegurar que as inovações com a edição genética sejam desenvolvidas de uma forma responsável, inclusiva e transparente. A Horizon Europe afirma que o GeneBEcon visa abordar estas questões e impulsionar a Europa para uma produção agrícola e industrial mais limpa, mais sustentável e de poluição zero.

O GeneBEcon irá construir uma caixa de ferramentas para a edição genética de batatas e microalgas, que fornecerá estudos de caso para avaliar opções regulamentares, analisar o impacto económico e avaliar as percepções da sociedade. Permitirão uma utilização reduzida de pesticidas no cultivo da batata (nomeadamente através da resistência aos vírus, cuja incidência deverá aumentar com o aquecimento global), o processamento da fécula de batata sem químicos, e uma produção limpa e eficiente em termos de recursos de compostos industrialmente relevantes a partir de microalgas. Só a fécula de batata modificada pode poupar até 75.000 toneladas de produtos químicos e 7,5 GWh de energia todos os anos na UE, e a reabsorção da biomassa residual das microalgas como alimento para animais reduzirá consideravelmente a produção de resíduos e as emissões de CO2.

O projeto GeneBEcon tem um orçamento de 5,5 milhões de euros ao longo de três anos. Teve início a 1 de Setembro de 2022 e inclui um consórcio multidisciplinar e multi-stakeholder, incluindo cientistas líderes de 11 países europeus.

Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia