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A DGAV publicou uma alteração do Anexo ao Despacho n.º 28/G/2022 relativo à Importação de matérias-primas para alimentação animal – medidas excecionais e temporárias, referentes aos LMR de pesticidas

Nesta alteração procedeu-se à eliminação da referência ao pesticida diclorvos por já não ser pertinente o estabelecimento de LMRt para este pesticida. Com efeito, o LMRt estabelecido para diclorvos na proposta inicial, teve em consideração valores de resíduos deste pesticida detetados em milho proveniente de um país potencialmente fornecedor, mas foi retirado da tabela, apesar de seguro para o consumidor, uma vez que esta substância ativa deixou de estar autorizada nesse país.

Consulte aqui o documento.

Fonte: DGAV

Projeto "MORfood" passa pela produção de microcápsulas "em compostos bioativos extraídos de moringa oleifera que serão incorporadas em determinados alimentos como pão, iogurtes".

O combate à desnutrição infantil em países em vias de desenvolvimento é o principal objetivo do projeto "MORfood", uma investigação em curso na Universidade de Coimbra (UC), que também reúne investigadores das Universidades do Porto e Agostinho Neto (Angola).

O "MORfood" passa pela produção de microcápsulas "em compostos bioativos extraídos de moringa oleifera, conhecida como a planta da vida, que serão incorporadas em determinados alimentos (pão, iogurtes e sumos) para crianças em idade escolar, entre os 04 e 10 anos", explicou a UC, em nota esta quarta-feira enviada à agência Lusa.

O projeto, que vai buscar o nome à "microencapsulação de extratos de moringa oleifera e sua aplicação em alimentos funcionais", é liderado pelo investigador Licínio Ferreira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC), e engloba investigadores da Faculdade de Farmácia (FFUC), PRODEQ - Associação sem fins lucrativos do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da FCTUC, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e Universidade Agostinho Neto (UAN).

A moringa oleífera é uma espécie nativa do norte da Índia, Paquistão e Afeganistão, e muito cultivada em países tropicais e subtropicais de África, Ásia e América Latina.

"É umas das plantas mais nutritivas do mundo, muito rica, por exemplo, em proteínas, vitaminas e minerais, como cálcio e potássio. É uma planta que já é utilizada pelas populações africanas para combater um conjunto alargado de patologias, tais como asma, bronquite, hipertensão, diabetes, entre muitas outras. O nosso estudo centra-se nos extratos das folhas, a parte da planta mais rica em nutrientes", explicou, citado no comunicado, Licínio Ferreira.

A equipa liderada pelo também investigador do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta (CIEPQPF) "apostou na microencapsulação para enriquecer os alimentos", porque, segundo Licínio Ferreira, é "uma tecnologia que apresenta muitas vantagens".

"Protege a atividade biológica de alguns compostos que são extraídos da planta e que de outra forma se degradariam. Por exemplo, no caso do pão, um dos alimentos que selecionámos, as microcápsulas podem ser introduzidas na própria farinha, e se os compostos não estiverem incorporados dentro destas microcápsulas, as suas propriedades iriam degradar-se e desaparecer durante o fabrico do pão, daí a importância das microcápsulas", revelou o docente da FCTUC.

Nesta primeira etapa do projeto, os investigadores estão a caracterizar as amostras de folhas de moringa provenientes de Angola, de modo a obter a composição fitoquímica e nutricional das folhas.

Após essa caracterização, "que é fundamental", seguem-se os estudos de extração de compostos e seleção dos mais adequados ao objetivo do projeto, ou seja, compostos importantes para combater a desnutrição infantil, frisou a UC.

Ainda antes da fase da microencapsulação, os extratos serão selecionados, "porque, eventualmente, haverá compostos indesejáveis que têm de ser removidos".

"Desta seleção, obteremos frações enriquecidas de macronutrientes e micronutrientes que são benéficos para combater a desnutrição infantil, nomeadamente hidratos de carbono, vitaminas, sais minerais, entre outros", esclareceu.

No final do projeto, os alimentos funcionais, isto é, enriquecidos "com microcápsulas carregadas de nutrientes extraídos de moringa, vão ser testados junto de crianças angolanas", referiu a Universidade de Coimbra.

"São os chamados testes de aceitabilidade sensorial, para aferir a reação da população infantil a este tipo de alimentos".

Natural de Angola e conhecedor da realidade naquele país africano, Licínio Ferreira observou que a desnutrição infantil é um grande flagelo mundial.

"Segundo o relatório de 2020 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 8,9% da população mundial estava desnutrida em 2019, o que representa 690 milhões de pessoas. Ainda segundo esse relatório, este número corresponde a um aumento de 60 milhões de pessoas em comparação a 2014. É um flagelo que tende a agravar-se ao longo dos anos", afirmou.

Se o projeto alcançar os resultados esperados, a equipa irá tentar estabelecer uma parceria com a UNICEF [o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância], para que os alimentos enriquecidos com extratos de moringa "possam chegar a um maior número de países em vias de desenvolvimento".

Fonte: Dinheiro Vivo

Neste 2 de maio celebrou-se o Dia Mundial do Atum com atenção para a conservação da espécie que tem sido um dos principais alvos da sobrepesca. A ONU volta a apelar para o fim da captura excessiva. A data foi proclamada pela Assembleia Geral em 1996. 

Na preparação da Conferência dos Oceanos, agendada para o próximo mês, em Lisboa, a organização mostra dados científicos alertando sobre as ameaças sem precedentes provocadas pelas atividades humanas e a necessidade de dar um novo ritmo à ação global pelos mares.

O prazo global definido para o fim da sobrepesca até 2020 não foi cumprido. Cerca de 34,2% dos stocks do pescado estavam em níveis biologicamente insustentáveis em 2017. 

Esse período marcou um crescimento da captura do atum em cerca de um terço em dois anos. Há quatro décadas, o nível era de 10%. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, estima que dois terços de todos os tipos de atum são capturados em níveis biologicamente sustentáveis. 

O relatório de pesca mundial da organização revela haver mais de 7 milhões de toneladas de atum e espécies afins recolhidas anualmente. Elas representam 20% do valor de todo o pescado no oceano e mais de 8% de todos os produtos marinhos comercializados em nível global. 

 

A FAO alerta que a procura do mercado de atum ainda é alta e que a alta capacidade das frotas de pesca de atum continua significativa. As espécies de atum fazem parte de 40 categorias encontradas nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico e no Mar Mediterrâneo. Por isso, as Nações Unidas proclamaram a observação oficial do Dia Mundial do Atum.

Em 2022, a data coincide com o Ano Internacional da Pesca Artesanal e Aquicultura. O período pretende promover a pesca artesanal e reconhecer o papel de pescadores, piscicultores e trabalhadores que contribuem para a dieta humana usando técnicas responsáveis e sustentáveis.

Fonte: ONU e Qualfood

A epidemia de gripe aviária levou a França a abater, desde novembro, 16 milhões de aves de capoeira, um número recorde de abates no país, informou hoje o Ministério da Agricultura.

“O pico epidémico aconteceu no final de março e o epizoótico (doença que ocorre numa população animal) está a desacelerar”, adiantou o ministério.

Desde o primeiro caso registado no norte de França, no final de novembro, 1.364 explorações foram contaminadas pelo vírus, incluindo 857 focos registados na Vendée (oeste da França) e nos departamentos vizinhos, onde as autoridades esvaziam as explorações através do abate em massa de animais doentes, mas também saudáveis, de forma preventiva.

As crises da gripe aviária permanecem, geralmente, em grande parte confinadas ao sudoeste da França, particularmente associadas às explorações de patos para a produção de ‘foie gras’.

No ano passado, registaram-se cerca de 500 focos da doença em explorações agrícolas e 3,5 milhões de animais, principalmente patos, foram abatidos no país.

A gripe aviária é sazonal, transportada por aves migratórias da Ásia, e começa geralmente a desenvolver-se em outubro na Europa, prosseguindo até abril.

Mas, pela primeira vez, as aves selvagens contaminaram as explorações agrícolas durante o recomeço da sua migração dos países do sul, o que levou a uma segunda vaga, que “está agora a chegar ao fim”, disse o ministério.

Fonte: CONFAGRI

Um novo estudo na China descobriu uma bactéria específica isolada de picles fermentado que pode aumentar a longevidade em nemátodos. 

A bactéria, Pediococcus acidilactici, proveniente de picles fermentado tem benefícios para um aumento da longevidade, estes já foram registados noutros estudos.

Como por exemplo, ajuda na promoção da razão insulina/IGF-1 ou a diminuição de gordura acumulada em nemátodos, o que leva a um aumento de longevidade.

Este novo estudo descobriu que este probiótico também tem impacto em genes ligados à inflamação em nemátodos, influenciando assim a longevidade. 

Os investigadores afirmaram então, que esta bactéria poderá vir a ter um papel importante nas atividades anti-idade através da modulação destes genes, dando assim uma nova perspetiva para explorar o seu efeito na longevidade.

Fonte: Qualfood e Nutraingredients

Tendo em conta a confirmação de um resultado fora das especificações no lote 3320321 (prazo de validade – 26-11-2022), do medicamento veterinário imunológico Salmovac 440 Liofilizado para administração na água de bebida (AIM n.º R725/03 DGV) – cujo nome de fantasia foi alterado para “Cevac Salmovac” em 24 de janeiro de 2022 –  e, apesar de, até ao momento, não terem sido divulgados quaisquer relatos de eventos adversos, incluindo suspeitas de falhas de eficácia, a CEVA Saúde Animal está a proceder à recolha do referido lote.

Trata-se de uma recolha de Classe II para todas as embalagens deste lote, e está a ser realizada em toda a cadeia de distribuição até ao nível do utilizador final.

Recomenda-se aos médicos veterinários que notifiquem imediatamente quaisquer eventos adversos observados após a utilização do lote em apreço, incluindo suspeitas de falha da eficácia esperada, ao Sistema Nacional de Farmacovigilância Veterinária (SNFV) através do endereço eletrónico This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou à Ceva Saúde Animal – Produtos Farmacêuticos e Imunológicos, Lda. (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.).

Caso tenha alguma dúvida ou preocupação sobre este assunto, por favor contacte a CEVA Saúde Animal através do telefone (+351) 214 228 400 ou do endereço eletrónico This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Fonte: DGAV

A Comissão Europeia autorizou a utilização do novo alimento “proteína de feijão-mungo (Vigna radiata)” para uso em produtos proteicos destinados à população em geral. A categoria «produtos proteicos» refere-se a sucedâneos de proteína ou substitutos de produtos comuns, como a carne, o peixe ou o ovo.

A autorização segue-se a uma avaliação científica abrangente elaborada pela EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos), que verificou que o novo alimento é seguro para o uso e nível de uso proposto.

As condições de utilização, bem como as especificações do novo alimento encontram-se no anexo do Regulamento de Execução (UE) 2022/673.

O novo alimento “proteína de feijão-mungo (Vigna radiata)” fará parte de uma atualização à lista da União de novos alimentos autorizados, estabelecida no Regulamento de Execução (UE) 2017/2470, onde constará também as condições de utilização e os requisitos de rotulagem a que deve obedecer o novo alimento.

Durante o período de proteção de dados que finaliza a 5 de maio de 2027, só a requerente inicial Eat Just, Inc., 2000 Folsom Street San Francisco, CA 94110 EUA., está autorizada a colocar no mercado da União o novo alimento proteína de feijão-mungo, salvo se um requerente posterior obtiver autorização para o novo alimento sem fazer referência às provas científicas ou aos dados científicos abrangidos por direitos de propriedade protegidos nos termos do artigo 26º do Regulamento (UE) 2015/2283 ou se obtiver o acordo da Eat Just, Inc.

Mantenha-se informado. Consulte o novo diploma aqui.

Fonte: DGAV

IFS Food versão 8 - Consulta Pública

  • Friday, 29 April 2022 10:46

O IFS está a caminho da versão 8 da IFS Food. A revisão da atual versão 7 tornou-se necessária devido a evoluções recentes no mercado. Ao trabalhar na nova versão, o IFS considerou também o feedback e as impressões da IFS Food 7.


O que se pode esperar da versão 8 do IFS Food?

No projeto da versão 8 do IFS Food, tem-se:

- incorporação do novo Codex Alimentarius e a futura ISO 22003-2 para normas de produtos e processos,

- reatribuição de alguns critérios para seguir a trajetória da auditoria ainda mais de perto,

- revisão do sistema de pontuação, especialmente da pontuação B,

- esclarecimento da regra sem aviso prévio, especialmente no caso de uma auditoria reprovada,

- provisão de uma solução para a comunicação dos campos obrigatórios,

- melhoria na coerência e precisão na redação e esclarecimentos da lista de verificação, e

- proposta de uma adaptação do processo de certificação no que diz respeito ao fornecimento de um plano de ação e pontuação preliminar em vez do relatório preliminar.

 

O seu feedback sobre o projeto é bem-vindo

O IFS convida-lo a participar na consulta pública do projeto da versão 8 da IFS Food. Trata-se de um passo essencial no processo de revisão. O seu feedback irá assegurar que esta irá ao encontro das necessidades e expectativas atuais do mercado.

Nesta consulta, poderá comentar as diferentes partes da norma. Por favor, considere que a data final para dar o seu feedback é 24/05 (meia-noite CEST).

Para participar, descarregue aqui o projeto da versão 8 da IFS Food e o inquérito aqui.

Fonte: IFS e Qualfood

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou nesta quarta-feira que 151 pessoas foram infectadas pela bactéria salmonella typhimurium após consumirem chocolates.

A agência revela que ainda não houve casos fatais.

113 países

O surto está associado ao produto Kinder produzido na Bélgica e que foi distribuído em pelo menos 113 países.

Crianças abaixo de cinco anos são as mais afetadas.

Na segunda-feira,  a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido confirmou 73 casos, o maior número a nível global.

Há suspeitas em mais 10 países: Bélgica, França,  Alemanha, Irlanda,  Luxemburgo, Holanda,  Noruega,  Espanha, Suécia e Estados Unidos.

No Reino Unido, as crianças têm menos de 10 anos e 66% são meninas.

Alerta global

Entre os sintomas está a diarreia hemorrágica.

Após um alerta global, a 10 de abril, houve um apelo para a retirada do produto do mercado.

O risco de propagação na Europa e no mundo é considerado moderado “até que haja informações disponíveis sobre a recolha total” dos chocolates.

A infecção pela estirpe salmonela typhimurium monofásica em humanos foi identificada em dezembro e janeiro na fábrica da Ferrero Corporate na área belga de Arlon.

Resistência

A variante é resistente a seis tipos de antibióticos.

Os infectados desenvolvem salmonelose após contaminação pelos sorotipos da salmonela typhimurium e enteritidis.  A doença pode durar entre dois e sete dias.

Os sintomas que aparecem entre seis e 72 horas incluem febre aguda, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, que pode ser hemorrágica, como foi relatado na maioria dos casos do surto atual.

A doença surge após consumo de água contaminada ou alimentos de origem animal, principalmente ovos, carnes, aves e leite.

A transmissão de pessoa para pessoa também pode ocorrer por via fecal-oral.

Crianças e idosos

Os sintomas são relativamente leves e os pacientes recuperam sem tratamento específico na maioria dos casos.

No entanto, em algumas crianças e pacientes idosos, a desidratação associada à doença pode tornar grave e representar um risco de morte.

A OMS informa ainda que a salmonela ocorre com frequência em animais domésticos e selvagens, como aves, suínos e bovinos.

O agente infeccioso também pode ser encontrado em animais de estimação, incluindo gatos, cães, pássaros e répteis, como tartarugas.

Fonte: ONU

Controlo Trioza erytreae

  • Wednesday, 27 April 2022 08:45

A DGAV emitiu a Autorização Excecional de Emergência n.º 2022/17, ao abrigo do Art.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, para utilização de produtos fitofarmacêuticos com base em azadiractina, óleo parafínico, óleo de laranja e piretrinas, para o controlo da psila-africana-dos-citrinos, Trioza erytreae, um inseto vetor da doença do enverdecimento dos citrinos (“Citrus greening”) em áreas de citrinos, incluindo em Modo de Produção Biológico.

Fonte: DGAV