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O uso de novas tecnologias que permitem editar o genoma em plantas pode ajudar a reduzir o impacto da agricultura no ambiente e garantir a segurança alimentar, segundo um relatório do grupo europeu de ética em ciências.

“O Grupo Europeu de Ética em Ciências e Novas Tecnologias (EGE) acaba de divulgar um relatório sobre ‘Ética na Edição do Genoma’. Nele os cientistas afirmam que o uso das novas tecnologias que permitem editar o genoma em plantas pode ajudar a União Europeia a garantir a segurança alimentar, a reduzir o impacto da agricultura no ambiente e a cumprir a estratégia ‘Farm do Fork”, lê-se numa nota do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB) enviada à Lusa.

No documento, os cientistas alertaram ainda para a necessidade de criar alternativas “viáveis e sustentáveis” para assegurar a segurança alimentar, o fornecimento de recursos renováveis e salvaguardar a biodiversidade.

Para o EGE, a União Europeia (UE) deve acelerar a utilização de edição de DNA no melhoramento de plantas, o que levará a uma “produção mais sustentável de alimentos”.

“A edição do DNA de plantas é um processo com resultados finais semelhantes aos obtidos pelos métodos tradicionais de melhoramento de plantas, muitos deles baseados na indução de mutações com o objetivo de induzir novas características. A grande diferença reside no tempo e na precisão que são necessários para melhorar ou introduzir características específicas nas plantas”, apontou o CIB.

Citado no mesmo documento, o presidente da direção do CIB, Jorge Canhoto, referiu que a edição do genoma deve “refletir as evidências científicas atuais, devendo a sua adoção ou não, para cada caso específico, corresponder a uma ponderada avaliação dos riscos e benefícios”.

Neste sentido, a avaliação das agências reguladoras deve centrar-se nas características da variedade em causa, nomeadamente, no que se refere à sua avaliação ambiental e em termos de saúde, apontou.

O relatório em causa reconhece também o esforço na redução da utilização de agroquímicos na agricultura, mas chama a atenção que esta deve ser acompanhada por alternativas para os agricultores “manterem ou mesmo aumentarem” os níveis de produção.

“Uma estratégia deste tipo só faz sentido se a redução de agroquímicos for acompanhada pela obtenção de plantas mais aptas para sobreviver em condições de stresse como aquelas que se esperam em extensas áreas do continente europeu devido às alterações climáticas”, vincou o presidente da direção da CIB.

O relatório “Ética na Edição do Genoma” integra um estudo que a Comissão Europeia está a realizar a pedido dos Estados-membros para aferir a segurança na utilização de novas tecnologias genómicas.

Fonte: Agroportal

Elaborado pela DGAV com a colaboração da IACA, as presentes linhas de orientação para a gestão da homogeneidade e das contaminações cruzadas, incluindo a transferência inevitável, durante o fabrico de alimentos para animais, visam disponibilizar ao setor dos alimentos para animais, diretrizes relativas ao modo como devem ser implementadas e avaliadas as relevantes exigências legalmente requeridas aquando do fabrico de alimentos para animais, especialmente no que diz respeito aos alimentos compostos ou medicamentosos destinados a animais produtores de géneros alimentícios, bem como promover uma abordagem coordenada e harmonizada por parte das autoridades competentes.

Pretende-se assim, dotar os OESAA dos princípios, requisitos e critérios que lhes permitam identificar, prevenir, reduzir e/ou eliminar riscos que possam pôr em causa a segurança e a qualidade dos alimentos para animais produzidos ou colocados no mercado, assim como possibilitar a escolha e execução dos métodos adequados, incluindo a implementação dos procedimentos apropriados e a interpretação dos respetivos resultados necessários para o acompanhamento e o controlo da homogeneidade e das contaminações cruzadas no seu processo fabril.

Não se constituindo este Manual como uma obrigatoriedade legal, permitirá, contudo, auxiliar os OESAA no cumprimento das responsabilidades e das obrigações regulamentares em termos de segurança alimentar e dos respetivos requisitos de higiene dos alimentos para animais.
Servirá ainda de ferramenta aos inspetores responsáveis pela execução do controlo oficial no âmbito da alimentação animal, com o fim de poderem executar corretamente as suas ações de verificação do cumprimento das disposições regulamentares, nomeadamente a aplicabilidade e a adequabilidade das medidas de carácter técnico ou organizacional implementadas pelos operadores do setor, a fim de evitar ou reduzir ao mínimo, conforme necessário, os erros e as contaminações cruzadas.

Fonte: DGAV

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou ação de fiscalização direcionada para a verificação do cumprimento das condições de armazenagem de produtos alimentares, num grossista localizado no município de Penafiel.

Nesta operação, verificou-se que o operador económico procedia ao armazenamento e à venda por grosso de produtos alimentares de origem animal (produtos cárneos, produtos da pesca, produtos lácteos e bacalhau) sujeitos a temperatura controlada, sem a existência do Número de Controlo Veterinário (NCV), atribuído pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), tal constituindo a infração de um pré-requisito para que se mostrem cumpridas as normas de segurança alimentar e as disposições legais dos regulamentos europeus aplicáveis.

Assim, foi determinada a suspensão da atividade em causa, tendo sido instaurado um processo de contraordenação e apreendidas cerca de 25 toneladas de produtos alimentares de origem animal, num valor aproximado de 125 mil euros.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, em prol da sã e leal concorrência entre operadores económicos, da defesa e da segurança dos consumidores.

Fonte: ASAE

Um novo estudo realizado em Espanha encontrou relação entre consumo de alimentos e bebidas com muitos ingredientes adicionados – como açúcar, sal, gordura, corantes e conservantes artificiais ou que são feitos principalmente de substâncias extraídas dos alimentos – e o risco de desenvolver cancro colorretal.

A análise realizada pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) foi feita com base em questionários sobre comportamentos alimentares respondidos por cerca de 8.000 pessoas em Espanha. O estudo, o primeiro do tipo no país, também analisou a relação entre alimentos e bebidas ultraprocessados ​​e dois outros cancros, embora nenhuma associação tenha sido observada relativamente ao cancro da próstata, e no grupo do cancro da mama um risco maior foi observado no subgrupo de ex-fumadores que relataram uma dieta rica em produtos ultraprocessados.

Mudanças sociais, económicas e industriais levaram a um aumento no consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados, que atualmente representa entre 25% e 50% da ingestão total de energia em dietas na Europa e em países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

O sistema de classificação Nova agrupa todos os alimentos e bebidas em quatro categorias de acordo com a quantidade de processamento a que são submetidos. Alimentos ultraprocessados ​​- aqueles que mais sofrem processamento – são formulações industriais com mais de cinco ingredientes que geralmente contêm substâncias adicionadas, como açúcar, gorduras, sal e aditivos. Exemplos de produtos nesta categoria incluem refrigerantes açucarados, refeições prontas e produtos industrializados de panificação produzidos em massa.

Vários estudos relacionaram o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados ​​a fatores de risco para a saúde, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e aumento do risco de morte prematura. Mas existem poucos estudos sobre a relação desses produtos alimentares com o cancro e os resultados não são totalmente conclusivos.

O objetivo do presente estudo foi avaliar se o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados ​​está associado ao aumento do risco de cancro colorretal, da mama ou da próstata. Para isso, os pesquisadores realizaram um estudo com 7.843 adultos que viviam em diferentes províncias espanholas: metade dos participantes tinha diagnóstico de cancro colorretal (1.852), da mama (1.486) ou da próstata (953); e a outra metade eram pessoas com as mesmas características que não tinham cancro. Os resultados foram então classificados de acordo com o nível de processamento usando a classificação Nova.

O estudo, publicado na Clinical Nutrition, concluiu que o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados ​​está associado a um risco aumentado de cancro colorretal: um aumento de 10% no consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados ​​foi associado a um aumento de 11% no risco de desenvolver cancro colorretal.

Dora Romaguera, autora do estudo e pesquisadora do ISGlobal e do CIBEROBN, afirma que essa relação pode ser explicada, em parte, «pelo baixo consumo de fibras, frutas e vegetais, que são conhecidos por oferecer proteção contra o cancro colorretal, entre pessoas que comem muitos alimentos ultraprocessados, mas também pelos aditivos e outras substâncias com potencial carcinogénico tipicamente utilizadas em produtos alimentares processados».

No caso do cancro da mama, nenhuma relação forte foi encontrada, mas uma associação foi observada no grupo de fumadores e ex-fumadores. Romaguera explica que «fumar é um fator de risco para o cancro da mama, e fumar e alguns fatores dietéticos, como o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados, são conhecidos por ter efeitos sinérgicos no desenvolvimento do cancro».

Os resultados do estudo mostraram que as pessoas com cancro da mama e colorretal, mas não com cancro da próstata, relataram dietas menos saudáveis ​​do que as pessoas sem cancro no grupo de controle. «Encontramos diferenças em termos de ingestão de energia, fibra, densidade energética e ácidos gordos saturados. O consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados ​​foi maior entre os casos de cancro colorretal e de mama do que nos controlo», diz a pesquisadora do ISGlobal, Sílvia Fernández.

Os grupos de alimentos que responderam pela maior proporção do consumo de alimentos ultraprocessados ​​foram bebidas açucaradas (35%), produtos açucarados (19%), alimentos prontos para consumo (16%) e carnes processadas (12%).

Fonte: SAPO

O Serviço de Avisos Agrícolas é um serviço nacional do Ministério da Agricultura que tem por finalidade emitir avisos agrícolas.

→ Circular 4/2021 ←

Fonte: Agroportal

 

Em Portugal, o principal destino dos óleos usados é a rede de esgotos. No entanto, esta prática tão comum nos lares portugueses têm um imenso impacto negativo no ambiente.

Ao deitar os óleos alimentares pelo esgoto, tem grandes probabilidades de danificar os canos e potenciar o aparecimento de pragas. Por outro lado, a gordura que envia pelo cano acaba por ficar retida nos filtros das ETARS, o que vai dificultar muito o tratamento das águas.

Por tudo isto, faça questão de encaminhar os óleos alimentares usados para oleão mais próximo de si. A lista com todos os pontos de recolha pode ser consultada na Agência Portuguesa do Ambiente.

Fonte: Greensavers

Investigadores da Universidade de Maryland, Estados Unidos, criou um bioplástico de alta qualidade a partir de subprodutos de madeira que esperam poder resolver um dos maiores problemas ambientais do mundo.

Os esforços para mudar de plásticos petroquímicos para plásticos renováveis ​​e biodegradáveis ​​têm se mostrado complicados. O processo de produção pode exigir produtos químicos tóxicos, é caro e a resistência mecânica e estabilidade à água são frequentemente insuficientes. Mas estes cientistas conseguiram avançar neste processo, utilizando subprodutos da madeira, que se mostra promissor para a produção de bioplásticos mais duráveis ​​e sustentáveis.

Um estudo publicado na Nature Sustainability, com coautoria de Yuan Yao, professor assistente de ecologia industrial e sistemas sustentáveis ​​na Yale School of the Environment (YSE), descreve o processo de desconstrução da matriz porosa da madeira natural numa pasta.

Os investigadores afirmam que o material resultante mostra uma alta resistência mecânica, estabilidade ao reter líquidos e resistência à luz ultravioleta. Também pode ser reciclado ou biodegradado com segurança no ambiente natural e tem um impacto ambiental de ciclo de vida menor quando comparado com os plásticos à base de petróleo e outros plásticos biodegradáveis.

“Muitas pessoas tentaram desenvolver estes tipos de polímeros em plástico, mas os fios mecânicos não são bons o suficiente para substituir os plásticos que usamos atualmente, que são feitos principalmente de combustíveis fósseis”, explica Yao em comunicado. “Desenvolvemos um processo de fabricação direto e simples que gera plásticos à base de biomassa a partir da madeira, mas também plástico que também oferece boas propriedades mecânicas.”

Para criar a mistura de lama, os cientistas usaram um pó de madeira – um resíduo de processamento geralmente descartado como resíduo em serrarias – e desconstruíram a estrutura porosa solta do pó com um solvente eutético profundo (DES) biodegradável e reciclável. A mistura resultante, que apresenta emaranhamento em nanoescala e ligação de hidrogénio entre a lignina regenerada e as micro / nanofibrilas de celulose, tem alto teor de sólidos e alta viscosidade, que pode ser fundida e laminada sem partir.

Em seguida, Yao conduziu uma avaliação abrangente do ciclo de vida para testar os impactos ambientais do bioplástico em relação aos plásticos comuns. Folhas do bioplástico foram enterradas no solo, fraturando após duas semanas e ficando degradadas completamente após três meses; além disso, os investigadores dizem que o bioplástico pode ser decomposto de volta na pasta por agitação mecânica, o que também permite que o DES seja recuperado e reutilizado.

“Isto, para mim, é o que realmente torna este plástico bom: pode ser reciclado ou biodegradado”, indica Yao. “Minimizamos todos os materiais e resíduos que vão para a natureza.”

O bioplástico tem inúmeras aplicações, diz Liangbing Hu, professor do Centro de Inovação de Materiais da Universidade de Maryland e co-autor do artigo. Pode ser moldado em película que pode ser usado em sacos plásticos e embalagens – um dos principais usos do plástico e causa de produção de resíduos. Hu afirma ainda que, como o bioplástico pode ser moldado em diferentes formatos, também tem potencial para uso no fabrico de automóveis.

Uma área que a equipa de cientistas continua a investigar é o impacto potencial nas florestas se a fabricação deste bioplástico for ampliada. Embora o processo atualmente use subprodutos de madeira na fabricação, os investigadores afirmam estar cientes de que a produção em grande escala pode exigir o uso de grandes quantidades de madeira, o que pode ter implicações de longo alcance nas florestas, gestão da terra, ecossistemas e mudanças climáticas, para citar alguns.

Yao afirma que a equipa já começou a trabalhar com um ecologista florestal para criar modelos de simulação florestal, vinculando o ciclo de crescimento das florestas ao processo de manufatura.

Fonte: Greensavers

A campanha de sensibilização para a reciclagem “Pilhas e lâmpadas por alimentos”, uma iniciativa do Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, em parceria com o Banco Alimentar Contra a Fome, permitiu a recolha de cerca de 10 mil quilos de pilhas e lâmpadas usadas, durante a pandemia, que foram convertidos num apoio monetário de 8.900 euros, o valor mais alto alcançado até agora nesta campanha.

O Lidl também se associou este ano à campanha do Electrão “Pilhas e lâmpadas por alimentos”. Contribuiu com 3911 quilos de pilhas e baterias, o que aproximou o total nacional recolhido (9588 quilos) das 10 toneladas necessárias para assegurar os prémios mais elevados.

Face ao volume atingido nesta terceira edição, que decorreu entre 2019 e 2020, foi garantido o prémio mais alto previsto na iniciativa, já que os vencedores são recompensados de acordo com o resultado global da campanha.

Na primeira edição de 2017 os resultados só tinham permitido que se alcançasse o prémio intermédio, no valor global de 7500 euros, tal como voltou a acontecer em 2018.

O valor atribuído pelo Electrão aos Bancos Alimentares, que será canalizado para a compra de géneros alimentícios a distribuir pelas famílias mais carenciadas, será partilhado com as instituições parceiras que também contribuíram para esse resultado.

“Registar um recorde na recolha de pilhas e lâmpadas usadas numa época de tão grandes constrangimentos é notável. Nesta campanha o gesto consciente de cada um dos cidadãos, que depositou corretamente os seus resíduos assegurando a sua descontaminação e reciclagem, foi colocado ao serviço de uma nobre causa”, congratula-se o Diretor-Geral do Electrão, Pedro Nazareth.

“Ajudar quem mais precisa, sobretudo numa época de grandes constrangimentos sociais e económicos como a que atravessamos, resultante da pandemia, tem sido apanágio do Lidl Portugal. Fazemo-lo de diversas formas e a adesão a esta campanha, que permite, em simultâneo, sensibilizar a população para a correta utilização de resíduos, foi muito importante, pelo seu duplo impacto, social e ambiental, o que nos deixa muito orgulhosos”, sublinha a Diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal, Vanessa Romeu.

“A campanha Pilhas e Lâmpadas por alimentos é muito importante pois permite sensibilizar a sociedade em geral para a atenção aos resíduos oferecendo uma solução de operacionalização da entrega dos mesmos que alia uma causa social relevante. Para a ENTRAJUDA esta dupla vertente ambiental e social é um dos fatores de sucesso desta iniciativa do Electrão na qual nos empenhamos numa parceria que gera muito impacto”, refere a presidente da ENTRAJUDA, Isabel Jonet.

BANCO ALIMENTAR DO FUNCHAL É O GRANDE VENCEDOR

O Banco Alimentar do Funchal recolheu 1703 quilos de pilhas e lâmpadas usadas, o que lhe permitiu receber o prémio mais elevado de 2500 euros. Os restantes bancos alimentares aderentes receberam um prémio de 200 euros, com exceção de Portalegre e Cova da Beira, que não chegaram a recolher o mínimo de 100 quilos durante a campanha.

A Entreajuda recebeu um prémio de cinco mil euros, em consonância com o resultado global, tal como previsto no regulamento.

A campanha é dirigida aos Bancos Alimentares de todo o país e às Instituições Particulares de Solidariedade Social que são por estes apoiadas com o objetivo de incentivar a entrega de pilhas e lâmpadas para reciclagem.

Fonte: Greensavers

Foi ontem, 25 de março, aprovada em Conselho de Ministros a transferência de competências em matéria do bem-estar dos animais de companhia para o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, através da revisão do Decreto-Lei n.º 27-A/2020, de 19 de junho, que estabelece o regime da organização e funcionamento do XXII Governo Constitucional.

A necessidade de proteção dos animais face a atos de crueldade, abandono e maus-tratos, tem vindo a recolher um consenso cada vez mais alargado. Nas sociedades contemporâneas, os animais de companhia fazem parte da maioria dos agregados familiares, havendo em Portugal já cerca de 3 milhões de animais de companhia registados.

Justifica-se, pois, um tratamento autónomo e reforçado neste domínio, dando cumprimento ao compromisso do Governo para uma melhoria qualitativa da política pública de bem-estar dos animais, mais eficaz e consentânea com as melhores práticas internacionais.

No quadro desta transferência de competências para o Ambiente, foram aprovados os seguintes diplomas:

– Decreto-Lei que aprova a revisão da orgânica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF);

– Decreto Regulamentar que institui o Provedor do Animal; e,

– Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Programa Nacional para os Animais de Companhia.

O Programa Nacional para os Animais de Companhia constitui uma mudança de paradigma, instituindo medidas de promoção do tratamento condigno dos animais de companhia, de combate a fenómenos como o abandono ou a superpopulação e de alternativas à institucionalização em alojamentos.

Esta mudança sustenta-se em 10 passos, a iniciar ainda em 2021. Assim, a saber:

1) Elaboração de um Regime Geral de Bem-Estar dos animais de companhia, à semelhança do que sucede noutros países que adotaram já um Animal Welfare Act;

2) Revisão da legislação setorial com vista à sua atualização;

3) Eliminação de custos de contexto injustificados para a prática das atividades económicas relacionadas com o bem-estar dos animais de companhia;

4) Estratégia Nacional para os Animais Errantes;

5) Rede Nacional de Respostas para acolhimento temporário;

6) Instituição de um programa nacional de adoção de animais de companhia;

7) Guia de procedimentos para gerir situações de acumulação de animais, fenómeno conhecido como Síndrome de Noé;

8) Plano Nacional de Formação, com os municípios, para as melhores práticas;

9) Criação do Registo Nacional de Associações Zoófilas para garantir a sua participação nas políticas públicas;

10) Prémio Nacional para as melhores práticas em bem-estar dos animais de companhia.

Estas medidas serão conduzidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, no quadro das suas novas atribuições, hoje aprovadas. Competirá ao ICNF definir, executar e avaliar políticas de bem-estar, detenção, criação, comércio e controlo de animais de companhia, medidas a desenvolver em articulação com as entidades relevantes, em especial com os municípios e com as associações zoófilas.

O estatuto do Provedor do Animal, figura prevista no Programa do Governo e inscrita na Lei do Orçamento do Estado para 2021 atribui ao/à titular deste cargo a missão de defesa do bem-estar animal, promovendo uma atuação mais eficaz e coordenada do Estado, nomeadamente através do acompanhamento da atuação dos poderes públicos no cumprimento da legislação aplicável.

Fonte: Agroportal

A DGAV publica o Plano de Contingência da Xylella fastidiosa e seus vetores (versão 02-corrigida) actualizado em linha com as normas estabelecidas no Regulamento de Execução (UE) 2020/1201 da Comissão, relativo às medidas para impedir a introdução e propagação na União Europeia de Xylella fastidiosa e que revogou a anterior legislação.

Fonte: DGAV