Entra em funcionamento, no próximo dia 2 de outubro, através de um projeto-piloto, o Cartão de Localização de Passageiro eletrónico (PLC, sigla em inglês para Passenger Locator Card), anunciou ontem o Secretário de Estado e Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales.
Na conferência de imprensa de atualização dos dados da Covid-19, o Secretário de Estado e Ajunto da Saúde explicou que o PLC eletrónico coexistirá com o papel e que o lançamento em pleno ocorrerá em 9 de outubro, «aí só com o cartão digital».
O PLC é um cartão para recolha de dados dos passageiros dos aeroportos portugueses para que as autoridades não lhes percam o rasto «se se verificar algum caso de Covid-19 a bordo».
Este cartão visa uma localização posterior ao voo, caso se venha a encontrar algum caso de infeção. Todos os passageiros têm que obrigatoriamente entregar este cartão à chegada, sendo disponibilizado pela companhia aérea durante o voo.
Fonte: DGS
Dia 29 de Setembro é comemorado o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar.
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, cerca um terço dos alimentos produzidos anualmente para consumo humano, a nível mundial, são perdidos ou desperdiçados.
O desperdício alimentar é um problema que afeta toda a cadeia de abastecimento alimentar — produção, transformação, comercialização e consumidores, implicando elevados custos sociais, económicos e ambientais. O desperdício ou perda de alimentos contribui para o agravamento das alterações climáticas, com uma pegada de carbono global de cerca de 8 % do total das emissões de gases com efeito de estufa e representa um desperdício de recursos escassos, ao longo do ciclo de vida dos produtos alimentares. Acresce que, ao nível social, os excedentes da cadeia alimentar podem ainda ser utilizados para a alimentação humana, contribuindo para dar resposta a graves problemas de subnutrição, considerando que, de acordo com o Programa Alimentar Mundial, 795 milhões de pessoas no mundo não ingerem alimentos suficientes para uma vida saudável e ativa.
Na União Europeia (UE), anualmente são desperdiçadas 88 milhões de toneladas de alimentos, correspondentes a 20 % dos alimentos produzidos, dos quais, cerca de 50 % dos alimentos ainda se encontram em condições de reaproveitamento.
A nível mundial e da União Europeia, são diversas as iniciativas já adotadas para combater o desperdício alimentar, entre as quais se destacam a «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável» da ONU, onde se pretende até 2030 reduzir em 50% o desperdício global de alimentos desde a produção ao consumidor e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento
“O Parlamento Europeu reconheceu que …O desperdício de alimentos representa um problema ambiental e ético e tem custos económicos e sociais, o que coloca desafios no contexto do mercado interno, tanto para as empresas como para os consumidores, e solicitou à Comissão Europeia que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir para metade o desperdício alimentar até 2025 “… por exemplo, através da aprovação de regulamentação respeitante a etiquetagem com duplo prazo de validade (data-limite de venda e data-limite de consumo) e o ajustamento do tamanho das embalagens, para ajudar os consumidores a adquirir apenas a quantidade adequada às suas necessidades.”
(…) Em 20 de maio 2020, a Comissão Europeia, apresentou a Estratégia do Prado ao Prato onde estabelece a ambição de tornar o sistema alimentar da EU, um padrão mundial para a sustentabilidade. A Comissão pretende estabelecer uma base de referência e propor metas juridicamente vinculativas para reduzir o desperdício alimentar em toda a UE … e... compromete-se a apresentar uma proposta de revisão das regras da UE em matéria de indicação de datas de validade (“consumir até” e “consumir de preferência antes de”) até final de 2022.” In 7º Relatório de Progresso - junho 2020 , Estratégia Nacional e Plano de Ação de Combate ao Desperdício Alimentar https://www.cncda.gov.pt/index.php/resultados/relatorios-progresso
A implementação de Boas práticas pelas partes envolvidas na cadeia alimentar, desde os consumidores, às empresas e outras entidades contribuirá para reduzir a perda e o desperdício de alimentos e promoverá mudanças transformadoras que beneficiarão a saúde dos cidadãos e o meio ambiente.
A nível nacional, a Assembleia da República, através da Resolução n.º 65/2015, «Combater o desperdício alimentar para promover uma gestão eficiente dos alimentos», de 17 de junho, declarou o ano de 2016 como o ano nacional do combate ao desperdício alimentar. Neste contexto, com vista à definição de medidas nacionais que visem combater este problema, o Despacho n.º 14202-B/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 227, de 25 de novembro, procedeu à criação da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA), destinada à promoção da redução do desperdício alimentar através de uma abordagem integrada e multidisciplinar.
Fonte: DGAV
Azeite, vinho ou carne são alguns dos produtos que devem ter na sua rotulagem informação quanto à sua pegada ecológica “para que o consumidor possa fazer escolhas informadas”, defendeu o biogeógrafo e Prémio Pessoa Miguel Bastos Araújo durante a conferência “Ação Climática – Desafios Estratégicos”, promovida esta segunda-feira no Porto pelo Ministério do Ambiente.
Se é certo que quanto ao rótulo biológico produtos como o azeite, o vinho, frutos ou legumes estão devidamente rotulados, permitindo ao consumidor escolher se quer ou não “bio”, o mesmo não acontece quanto a qualquer produto alimentar oriundo de outros modos de produção agrícola tendo em conta a sua pegada ecológica. Por esta razão, o investigador especializado em alterações climáticas e biodiversidade defende que “é necessário empoderar o consumidor para que este possa fazer escolhas quanto ao impacto ambiental do que consome”.
Quando se compra um garrafa de azeite no supermercado, tirando a informação sobre a sua região de origem, nada nos diz sobre se é oriundo de olival superintensivo ou tradicional e qual o seu impacto em termos de emissões de gases de efeito de estufa, de consumo de água ou de danos na biodiversidade. O mesmo acontece quando se compra um bife de vaca, um dos produtos alimentares que estão “no topo da ineficência”, já que, explica o biogeógrafo, “por cada duas unidades de calorias de um bife perdem-se 98 unidades no processo de produção”.
Miguel Bastos Araújo chamou também a atenção para o facto de “há décadas andarmos a brincar à sustentabilidade” e de “estarmos a falhar nas metas”. E lembrou que para se preservar 30% do território como áreas protegidas, como defende o Pacto Ecológico Europeu, "temos de blindar parte desse território” e não permitir, como acontece no sudoeste alentejano, que nele se faça agricultura intensiva. “Temos de reforçar a proteção das áreas protegidas e ter cuidado com o que é feito lá dentro”, sublinha.
A questão surgiu durante um debate sobre alterações climáticas e agricultura, enquadrado na conferência promovida pelo Ministério do Ambiente dedicada à “Ação Climática – Desafios Estratégicos”, que se realizou esta segunda-feira na Alfândega do Porto. Na abertura do painel, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, lembrou que Portugal tem uma “Agenda da Inovação – Estratégia da Agricultura 20-30” e que “as nossas opções individuais e coletivas são responsáveis pelo ambiente e pela preservação dos recursos”. A ministra destacou sobretudo “o potencial de crescimento e de inovação” e a necessidade de termos “uma agricultura mais competitiva [a pensar em exportações], mas também mais organizada para cadeias curtas e mercados locais”.
Já na primeira mesa redonda do evento, dedicada à ação climática e recuperação económica, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, frisou a importância das políticas ambientais para a criação de riqueza, sublinhando que “o ambiente não pode ter uma política reativa e que tem mesmo de ter uma política ativa e de prioridade de investimentos”. Lembrando a prioridade dada pela presidente da Comissão Europeia aos investimentos na sustentabilidade como motor da recuperação económica, disse que “Portugal quer liderar o processo”. E que o país “já provou que não há uma relação feliz entre emissões poluentes e crescimento da economia”, isto porque, Portugal conseguiu baixar as suas emissões em 8,7%, quando a União Europeia as reduziu em 4,3%., fazendo crescer a economia em 2018.
Resta saber qual será o resultado em 2020, já que, apesar da potencial quebra das emissões devido ao confinamento decretado pela pandemia de covid-19 durante uma parte do ano, “as centrais a carvão do Pego e de Sines têm ainda uma carga de carvão para queimar em potência máxima em dois ou três meses”, antes do anunciado fecho, alertou o ambientalista Francisco Ferreira. O dirigente da Zero também revelou algumas reticências quanto ao entusiasmo do Governo em relação à aposta no hidrogénio, alertando para o risco de se “alcatifar zonas inteiras do país com painéis solares”, para funcionar como pontos de interligação.
Já o ministro Matos Fernandes defendeu que Portugal está a liderar no hidrogénio e que “é um disparate esperar pelos outros países quando temos condições tão boas". E o consultor do Governo para o programa de recuperação económica, António Costa Silva, defendeu que “o hidrogénio não é um delírio tecnológico. É o gás mais abundante do universo”.
Costa Silva, que vem do sector do petróleo, lembrou que pela primeira vez na História a Bolsa de Nova Iorque negociou valores negativos do petróleo em março de 2020 e que “há grandes petrolíferas como a Exxon Mobil a sair do mercado de capitais”. Nesta “encruzilhada”, frisou, a aposta no hidrogénio “tem de ser compreendida no contexto de descarbonização da economia” . Por isso disse não perceber o que chama “guerras tribais” em torno do hidrogénio em Portugal.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica realizou, nos dias 23 a 24 de setembro, uma operação de fiscalização, tendo por objetivo verificar as condições de transporte de mercadorias em circulação (bens alimentares e não alimentares) nas principais vias de acesso aos grandes centros urbanos, industriais, mercados abastecedores e zonas fronteiriças, tendo em consideração o contexto de pandemia em que vivemos.
No âmbito desta operação, realizada em 52 locais em todo o território continental, com empenhamento de cerca de 130 inspetores, foram verificadas as condições higieno-sanitárias de transporte, o controlo de temperatura, o acondicionamento e a rotulagem dos géneros alimentícios, bem como a documentação de acompanhamento dos mesmos. Paralelamente, foram verificadas, igualmente, as mercadorias em trânsito de bens não alimentares, e a sua conformidade com a regulamentação aplicável, de âmbito económico.
Durante a ação, desenvolvida em colaboração com a PSP e a GNR, foram fiscalizados 2504 operadores económicos, tendo sido controlados diversos produtos que se encontravam a ser transportados designadamente, produtos cárneos, pescado, fruta e hortícolas, pão, têxteis e calçado, produtos da construção, artigos para o lar, entre outros.
Como resultado da ação foram instaurados 25 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações o incumprimento dos requisitos de higiene no transporte de produtos alimentares, a ausência ou irregularidades na rotulagem de produtos alimentares, a falta de controlo metrológico e irregularidades no controlo obrigatório da temperatura de produtos alimentares e irregularidades na rotulagem de máscaras de proteção designadamente uso indevido de marcação CE, entre outras.
Foram ainda apreendidas cerca de 22 toneladas de géneros alimentícios designadamente pasta de pimento e tomate, carne e produtos cárneos, vinho, azeite, queijos, entre outros, 4 equipamentos de registo e controlo de temperatura e cerca de 550 máscaras de proteção (EPI), tudo num valor global que ronda os 36 000 euros.
Esta operação contou com a presença do Senhor Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor João Torres que destacou a importância da realização deste tipo de operações, bem como o papel da ASAE no âmbito do Covid-19, tendo fiscalizado, até ao momento, cerca de 3100 operadores económicos com apreensão de mais de 835 mil máscaras e mais de 29 mil litros de biocida (álcool gel).
Fonte: ASAE
A Unidade Regional do Norte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, na semana passada, uma ação de fiscalização direcionada à verificação do cumprimento das condições de armazenamento de produtos alimentares em estabelecimento grossista localizado no distrito de Aveiro.
Nesta ação, verificou-se que o operador procedia ao armazenamento e à venda por grosso de produtos alimentares de origem animal sujeitos a temperatura controlada, nomeadamente, produtos cárneos, produtos da pesca e produtos lácteos, sem que possuísse a obrigatória autorização de Número de Controlo Veterinário (NCV), atribuída pela entidade competente.
Como resultado da operação, foi determinada a suspensão da atividade, tendo sido instaurado um processo de contraordenação e, ainda, apreendidas cerca de 4 toneladas de produtos alimentares de origem animal, num valor aproximado de 150 mil euros.
A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização, no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e por forma a garantir a segurança alimentar dos produtos.
Fonte: ASAE
Hoje, dia 28 de setembro comemora-se o Dia Mundial Contra a Raiva.
Embora Portugal seja um país indemne de raiva desde 1961, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária associa-se a esta iniciativa reforçando a importância da vacinação dos animais sensíveis contra a raiva.
Esta iniciativa tem como objetivo:
• Consciencializar para o grave impacto que a raiva representa na saúde pública e na saúde animal;
• Divulgar boas práticas para prevenir esta zoonose;
• Incentivar a colaboração de todos para erradicar esta doença no mundo
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, relançou um compromisso com as empresas IBM e Microsoft para desenvolver formas de Inteligência Artificial, IA, que promovam a segurança alimentar.
Num evento online, os parceiros discutiram maneiras pelas quais a IA pode ajudar a atingir a meta de alimentar uma população global de quase 10 mil milhões até 2050.
Ao mesmo tempo, a FAO acredita que esta tecnologia pode ajudar a proteger os recursos naturais e enfrentar desafios como as mudanças climáticas e os impactos de choques, incluindo a Covid-19.
O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, afirma que “a transformação dos sistemas alimentares requer soluções inovadoras para garantir a segurança alimentar e nutricional para todos.”
Segundo ele, a agência encontra-se a desenvolver ferramentas de IA e a criar a Plataforma Internacional para Alimentos e Agricultura Digitais, onde serão discutidos os benefícios e riscos potenciais da digitalização dos setores agrícola e alimentar.
Dongyu disse que FAO agradece o apoio de “gigantes digitais” como a IBM e a Microsoft. A IA pode desempenhar um papel importante nos sistemas alimentares a vários níveis.
No setor agrícola, pode otimizar ou realizar algumas atividades desempenhadas por humanos, como o plantio e a colheita, aumentando a produtividade e melhorando as condições de trabalho. Também pode usar os recursos naturais de forma mais eficiente.
Esta tecnologia surge em três áreas principais: robótica agrícola, monitorização do solo e colheita, e análises e previsões.
Segundo a FAO, num contexto de mudança climática, os progressos nestas áreas podem ajudar a conservar bens como solo e água.
Durante o evento, foram apresentados bons exemplos do uso de IA e tecnologia digital na agricultura. Um deles é o portal WaPOR da FAO, que monitoriza a água usada para agricultura na África e no Médio Oriente.
O portal oferece acesso aberto a um banco de dados, que permite consultas diretas, análises temporais e outras estatísticas.
Os participantes também destacaram o Sistema de Stress da Agricultura, outra iniciativa da FAO. Usa a tecnologia de satélite, que permite perceber, de forma precoce, que áreas agrícolas têm alta probabilidade de stress hídrico e seca. A seca afeta mais pessoas do que qualquer outro tipo de desastre natural, especialmente nos países em desenvolvimento.
Segundo a agência da ONU, para que estas tecnologias cheguem a quem mais precisa, é preciso reduzir a exclusão digital. Em todo o mundo, 6 mil milhões de pessoas não têm internet de banda larga atualmente, e 4 mil milhões não têm internet.
Além disso, 2 mil milhões de cidadãos não têm telefones móveis. Também existem lacunas significativas no acesso entre os homens e mulheres, jovens e idosos.
Fonte: ONU
Numa primeira fase, o teste será apenas usado para os grupos de maior risco e será feito por profissionais de saúde. A partir de 15 de outubro passa a estar disponível para o público em geral.
A partir de 15 de outubro qualquer pessoa em Portugal poderá fazer um teste que distingue a Covid-19 de outras infeções respiratórias, como a gripe. Para já, a partir desta sexta-feira, o teste está disponível, mas apenas para grupos de risco, sendo feito através de urgências pediátricas, hospitais e outros profissionais de saúde autorizados.
Para realizar o teste — através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe — será necessário prescrição médica e, para já, ele poderá ser feito nos mesmos locais onde são realizados os testes à Covid-19. Os resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização do teste.
“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não Covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, explica o diretor médico da empresa que vai disponibilizar este meio de diagnóstico, António Maia Gonçalves.
Segundo o comunicado da Unilabs, o teste permite fazer o diagnóstico diferencial entre SARS-CoV2 e as outras patologias respiratórias, através de quatro painéis — um para influenza A/B e vírus sincicial respiratório – RSV, outro para adenovírus, enterovírus, parainfluenza e metapneumovírus, outro para bocavírus, rhinovírus e coronavírus e, finalmente, outro painel também para agentes respiratórios bacterianos como mycoplasma, chlamydophila, legionella, haemophilus, streptococcus e a bordetella.
“Agora com a época da gripe, vamos ter doentes a tossir, com dores de garganta, pingo no nariz e com febre a recorrerem aos hospitais e centros de saúde. Clinicamente, é impossível sabermos se é Covid-19, uma gripe banal ou gripe A”, acrescentou o diretor médico.
Fonte: Observador
Estima-se que as vendas globais de carne congelada alcancem os 134 mil milhões de dólares, em 2023, o que representa um aumento de 12 mil milhões de dólares face às estimativas avançadas antes da pandemia de Covid-19, indica a GlobalData.
Só em 2020 espera-se que, como consequência das mudanças no consumo potenciadas pelo novo coronavírus, as vendas mundiais aumentem em 9.100 milhões de dólares, mais 8,1% em valor face à anterior projeção. “Os alimentos congelados experimentaram uma subida nas vendas globais, desde o início da pandemia, com um marcado impulso nas vendas de carne congelada em particular”, analisa Ryan Whittaker, analista de consumo da GlobalData.
Impulso da Covid
A necessidade de evitar a infeção motivou as pessoas a fazerem menos visitas aos supermercados, mas maiores cestas, e a uma maior planificam das refeições e visitas. “Para os consumidores, a carne congelada é um investimento em refeições futuras, é duradoura, saborosa e, normalmente, mais barata, todos motivos sólidos para comprar durante a incerteza da Covid-19”, acrescenta Ryan Whittaker.
Nos primeiros seis meses de 2020, os canais retalhistas de todo o mundo experimentaram um grande aumento nas vendas, enquanto o “food service” e o “on the go” foram afetados. “O mais recente inquérito aos consumidores da GlobalData revelou que 44% espera que o clima económico dos seus países piore. À medida que a recessão de aproxima, os consumidores tendem a poupar dinheiro, normalmente, reduzindo as refeições fora de casa. Não obstante 49% dos consumidores globais dizerem que estão a comprar as mesmas quantidades de carne que anteriormente, apurámos que 22% comprou mais que antes. De facto, uma minoria de 3% confirma que está a armazenar carne. Podemos esperar que este comportamento dos consumidores continue até que os bloqueios e incertezas causadas pela Covid19 diminuam”, explica o analista da GlobalData.
Fonte: Grande Consumo
A publicação do Edital n.º 53 a 23 de setembro de 2020 é subsequente à aprovação de novo estatuto nacional referente à língua azul, com as consequentes alterações à zona de restrição, vacinação e regras de movimentação animal.
Passa a existir uma única zona de restrição para o serotipo 4 da língua azul, que abrange a totalidade do território de Portugal Continental, mantendo-se em vigor as medidas para controlo deste serotipo, designadamente a vacinação obrigatória dos animais da espécie ovina, com mais de 6 meses de idade, dos concelhos e freguesias indicados na tabela 1 do edital.
A nova zona de restrição é divulgada pela Comissão Europeia junto dos restantes Estados-Membros, através do respetivo portal https://ec.europa.eu/food/animals/animal-diseases/control-measures/bluetongue_en
Fonte: DGAV
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