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A ConsumerChoice divulga um estudo sobre as tendências de consumo alimentar que explora temáticas como os tipos de alimentação praticados, a opinião dos consumidores sobre formas alternativas de alimentação e a relação emocional com a comida, entre outros temas.

No geral, o preço dos alimentos (26%) é o fator que mais influencia as escolhas alimentares dos entrevistados, seguindo-se o impacto na saúde (23%) e o sabor e prazer (18%). Por outro lado, a sustentabilidade ambiental (4%) e influências externas, como amigos e redes sociais (3%), têm um peso reduzido nas decisões dos consumidores.

Alternativas alimentares

Grande parte dos participantes demonstra ter algum interesse em experimentar alternativas alimentares, sendo que 24% já experimentou ou esteve prestes a fazê-lo. Em contrapartida, 27% dos entrevistados mostraram-se bastante interessados, apesar de não terem experimentado ainda este tipo de comida. Questões como o preço elevado (24%) e a desconfiança em relação ao sabor (19%) são consideradas pelos inquiridos como as principais barreiras para a adoção de alternativas alimentares, desde alimentos à base de plantas ou proteínas cultivadas.

No que diz respeito ao tipo de dieta alimentar praticada, a alimentação tradicional é a mais comum e 45% afirma seguir este tipo de dieta. A segunda mais popular é a dieta mediterrânica (26%), enquanto as dietas vegetarianas, veganas e flexitarianas têm uma presença menor. De acordo com o estudo, 29% dos entrevistados optam sempre por produtos locais e 36% valoriza também a origem nacional dos alimentos, embora nem sempre consigam encontrá-los.

A sustentabilidade alimentar é considerada importante pela maioria, com 26% a tentar seguir uma alimentação sustentável sempre que é viável e 51% a fazê-lo na medida do possível. Quanto às emoções predominantes em relação ao consumo de alternativas alimentares sustentáveis, sentimentos como a curiosidade (36%), a esperança (19%) e o entusiasmo (18%) são as emoções mais mencionadas pelos participantes, embora alguns revelem preocupação (10%) e ceticismo (9%).

Futuro da alimentação

O futuro da alimentação em Portugal é outro dos temas abordados no estudo, em que quase metade dos inquiridos (42%) acredita que as tradições alimentares irão prevalecer com algumas adaptações. Em oposição, 19% expressa preocupação com o rumo da indústria alimentar e 17% prevê um aumento significativo no consumo de alimentos à base de plantas. Relativamente aos hábitos alimentares como forma de combater as alterações climáticas, 41% dos participantes estariam dispostos a mudar alguns dos seus hábitos alimentares, mas não de forma radical, e 17% afirma já ter mesmo alterado vários hábitos com este objetivo em mente.

Quando questionados sobre a relação emocional que têm com a comida, 35% descreve o ato de comer como uma experiência de prazer e conforto. 29% dos inquiridos associam ainda a alimentação à saúde e bem-estar. Apenas 8% sente culpa por não fazer escolhas alimentares mais saudáveis ou sustentáveis no seu dia-a-dia.

Por fim, o estudo revela também que as campanhas educacionais nas escolas (29%) são vistas como a medida com o maior impacto na educação sobre dietas saudáveis e sustentáveis. Os portugueses consideram ainda que a gradual disponibilização de informação nos rótulos dos produtos alimentares (16%) e as ações de sensibilização em supermercados (13%) também são eficazes neste propósito.

 

Fonte: Grande Consumo

A Shigella é um tipo de bactéria que causa uma doença infeciosa chamada Shigelose, que é mais conhecida por causar diarreia e outros sintomas gastrointestinais. Como pai ou mãe, é importante estar informado sobre a Shigella para proteger a sua família, especialmente as crianças pequenas, que são mais suscetíveis. Eis o que precisa de saber:

A Shigella é altamente contagiosa e propaga-se através da via fecal-oral. Isto pode acontecer quando alguém ingere mesmo uma pequena quantidade de matéria fecal contaminada através do contacto entre pessoas, alimentos e água contaminados, ou tocando em superfícies contaminadas.

Os sintomas comuns da Shigelose incluem diarreia (que pode ser sanguinolenta), cólicas estomacais, febre e, por vezes, vómitos. Os sintomas geralmente começam 1 a 2 dias após a exposição e podem durar cerca de 5 a 7 dias. Os casos graves podem exigir cuidados médicos.

As crianças pequenas, especialmente as que frequentam creches, são as que correm maior risco devido ao contacto próximo umas com as outras e às instalações partilhadas. No entanto, qualquer pessoa pode ser afetada, especialmente as que vivem em ambientes com muita gente.

Incentive a lavagem frequente e completa das mãos com água e sabão, especialmente depois de usar a casa de banho, mudar fraldas e antes de manusear alimentos. Assegure-se de que os alimentos são corretamente cozinhados e armazenados e evite fontes de água sujas. Lavar bem os frutos e os legumes antes de os consumir. Deitar fora as fraldas de forma adequada e higienizar os fraldários após a sua utilização. Manter as crianças com diarreia fora da creche ou da escola até serem autorizadas por um profissional de saúde, para evitar a propagação da infeção a outras pessoas.

A maioria dos casos de Shigelose resolve-se sem tratamento específico, para além da ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Em alguns casos, particularmente os graves ou persistentes, um profissional de saúde pode prescrever antibióticos. No entanto, a resistência aos antibióticos é uma preocupação crescente no caso da Shigella.

Se uma criança apresentar sinais de desidratação, diarreia persistente durante mais do que alguns dias, febre alta ou sangue nas fezes, é crucial contactar um profissional de saúde.

Muitos departamentos de saúde exigem a notificação de casos de Shigella, especialmente em ambientes de cuidados infantis ou escolares, para monitorizar e gerir eficazmente os surtos.

Ao estarem informados e aderirem a estas medidas de precaução, os pais podem ajudar a proteger os seus filhos da Shigella e garantir que são tomadas medidas rápidas se surgirem sintomas.

 

Fonte: Marler Clark

A carne cultivada em laboratório é uma alternativa alimentar que está a ser estudada por meia centena de ‘startups’ na Europa e Portugal pode ser um “ator fundamental”, mas são necessários incentivos, defendeu o Good Food Institute.

Frango, porco, vaca e marisco já podem ser produzidos em laboratório, nomeadamente em fermentadores, como os que são utilizados para fazer cerveja.

“O processo pode ser comparado com o cultivo de plantas a partir de estacas numa estufa, criando-se as condições ideais para tal (calor, nutrientes e água)”, explicou o ‘public affairs manager’ do Good Food Institute, Carlos Campillos Martinez.

Em vez de ser proveniente de animais de criação, esta carne é cultivada, num ambiente controlado, a partir de uma amostra do animal.

Fornecendo nutrientes como água, proteína, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e minerais replica-se o processo que ocorre dentro de um animal.

O resultado é carne moída, que pode ser transformada em produtos, que o Good Food Institute diz serem “indistinguíveis” da carne produzida de forma convencional.

Singapura e os Estados Unidos são os primeiros países a terem aprovada a comercialização de carne cultivada, mas, na Europa, mais de 50 ‘startups’ (empresas com rápido potencial de crescimento económico) já desenvolvem este alimento.

Em julho, a francesa Gourmey foi a primeira empresa na União Europeia a apresentar um pedido de autorização para vender carne cultivada. Pode demorar até dois anos para que estes produtos cheguem ao mercado.

“Com as suas empresas inovadoras e o seu ambiente de investigação de nível mundial, a Europa tem um enorme potencial para liderar a indústria da carne cultivada, contudo, para desbloquear este potencial vão ser necessárias políticas de apoio e investimento em I&D [Investigação e Desenvolvimento]”, apontou Campillos Martinez.

Para o Good Food Institute, ‘think tank’ (laboratório de ideias) sem fins lucrativos que tem por objetivo tornar o sistema alimentar melhor para o planeta, Portugal tem potencial para ser “um ator fundamental” neste setor, uma vez que conta com um projetos de investigação e ‘startups’ na área.

Destaca-se, por exemplo, o Instituto Técnico de Lisboa e o Instituto de Bioengenharia e Biociências, onde o projeto Algae2Fish apresenta novas abordagens de marisco cultivado.

Entre as ‘startups’ portuguesas, a Cell4Food, sediada nos Açores, quer ser a primeira empresa do mundo a desenvolver polvo cultivado.

“A inovação portuguesa é também apoiada por uma rede robusta de aceleradores, incubadoras e fundos de capital de risco orientados para a inovação. No entanto, o investimento público em investigação e desenvolvimento e as políticas de apoio vão ser essenciais para desbloquear todo o potencial deste setor”, acrescentou.

De acordo com o Good Food Institute, a carne cultivada pode ajudar a diversificar as fontes de proteína, a reforçar a segurança alimentar e promover o crescimento económico verde, ao mesmo tempo que cria postos de trabalho.

Apesar dos avanços nesta área, a carne cultivada ainda não iguala a convencional em termos de sabor, preço e conveniência, o que Carlos Campillos Martinez justificou com a falta de infraestruturas e de produção de larga escala.

O ‘public affairs manager’ do Good Food Institute sublinhou ainda que o frango cultivado da Eat Just, o primeiro produto do género a receber aprovação regulamentar, teve uma validação de segurança e qualidade que demonstrou que este produto tem um teor microbiológico inferior ao do frango convencional.

“A carne cultivada está bem posicionada para complementar os produtos tradicionais produzidos através de uma agricultura sustentável. Enquanto opção adicional, poderia reduzir a necessidade de importação de carne, promovendo a autossuficiência de países como Portugal, que continua a ser um importador líquido, apesar da sua capacidade de produzir produtos alimentares de alta qualidade”, afirmou.

Carlos Campillos Martinez lembrou também que a maior parte da carne consumida na Europa provém da agricultura industrial, o que acarreta desafios ambientais e sanitários.

 

Fonte: AgroPortal

Face à crescente popularidade e apreciação generalizada de gelados, a ASAE realizou diversas ações de fiscalização dirigidas a fabricantes de gelados e geladarias, com ou sem fabrico próprio, quer de forma industrial quer de forma artesanal.

Como balanço destacam-se 95 operadores económicos fiscalizados e 20 processos de contraordenação instaurados, registando-se como principais infrações o uso indevido de símbolos ou expressões, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, a falta de mera comunicação prévia, o incumprimento de normas de acesso a atividades comerciais, entre outras.

Foi ainda determinada a suspensão de atividade de um estabelecimento de fabrico de gelados, por violação dos deveres gerais da entidade exploradora.

A ASAE continuará a desenvolver ações de fiscalização em prol de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos e de forma a garantir a Segurança Alimentar dos produtos disponibilizados aos consumidores.

 

Fonte: ASAE

Os consumidores atuais procuram cada vez mais produtos naturais com uma rotulagem limpa, sem aditivos e prontos a consumir. Por outro lado, os fabricantes precisam de prolongar o prazo de validade dos seus produtos frescos, garantindo a máxima segurança alimentar, com tecnologias que os ajudem a expandir o seu negócio para novos mercados, sem perder a qualidade do produto.

Assim, o Processamento de Alta Pressão (HPP), também conhecido como pasteurização a frio, é a técnica de ponta que responde a ambas as exigências do mercado. Esta tecnologia não térmica de conservação de alimentos apresenta-se como a melhor solução para as marcas de produtos hortícolas, bebidas e produtos de abacate, devido às múltiplas vantagens que oferece.

A Hiperbaric, líder mundial em tecnologia de alta pressão, organiza na quinta-feira, dia 26 de setembro, o webinar gratuito “Produtos vegetais com rótulo limpo e maior prazo de validade graças à tecnologia HPP”, em língua portuguesa, onde explicará como o Processamento de Alta Pressão se tornou o melhor aliado para as marcas que querem oferecer produtos de qualidade, seguros e frescos, com maior prazo de validade.

O HPP é a melhor solução para as marcas de vegetais. Entre as suas numerosas vantagens, esta tecnologia não térmica aumenta de 2 a 10 vezes o prazo de validade dos alimentos vegetais e permite oferecer um produto rotulado de forma limpa, mantendo intactas as suas propriedades nutricionais e organolépticas.

Juntamente com os especialistas em tecnologia alimentar da Hiperbaric, as empresas Jaguacy do Brasil, fabricante de produtos à base de abacate, e Sopas Graciete, sediada em Portugal, também participarão e explicarão as suas próprias histórias de sucesso e a forma como a tecnologia HPP as ajudou a crescer e a diferenciar as suas marcas no mercado.

Sopas Graciete, a primeira empresa de sopas refrigeradas RTE em Portugal

A Sopas Graciete foi a primeira empresa a oferecer sopas refrigeradas prontas a consumir em Portugal. Devido ao seu crescimento, chegaram a um ponto em que precisavam de expandir o seu negócio geograficamente e, ao mesmo tempo, continuar a garantir a frescura e autenticidade das suas receitas sem utilizar aditivos ou conservantes. A tecnologia de alta pressão a frio (HPP) surgiu como a única solução para prolongar o prazo de validade e manter o sabor e a qualidade caseiros das suas sopas.

A adoção da HPP em 2020 marcou um ponto de viragem importante para as Sopas Graciete. Ao estabelecer uma parceria com a Hiperbaric, o principal fabricante mundial de equipamentos HPP, conseguiu manter o sabor natural, a qualidade e o valor nutricional das suas sopas, oferecendo um prazo de validade de até 35 dias. Este avanço permitiu-lhes aumentar a sua presença em vários supermercados e cadeias de restaurantes em Portugal e expandir-se para além das suas fronteiras, em Espanha. Um dos destaques da expansão das Sopas Graciete é a parceria com a McDonald's Portugal. Desde 2014, fornecem à McDonald's duas das suas receitas, cumprindo os padrões de qualidade do gigante da restauração e permitindo que os seus clientes desfrutem da sua frescura e sabor tradicional.

A versatilidade da tecnologia HPP como chave para o desenvolvimento de novos produtos

Graças à sua versatilidade, a HPP permite processar sopas tanto em grandes formatos habitualmente utilizados no sector da restauração como em embalagens individuais mais adequadas à comercialização refrigerada. A versatilidade da tecnologia não se fica por aqui, tendo também impulsionado o desenvolvimento de novos produtos pela Sopas Graciete, como a sua nova gama de sumos HPP. A empresa continuará a tirar partido de todas as possibilidades oferecidas pela alta pressão. Vasco Vieira, fundador da Sopas Graciete, declarou: “para o futuro, estamos empenhados em promover uma cultura de inovação contínua e em explorar todas as oportunidades potenciais que a tecnologia HPP pode oferecer.

Por seu lado, a Jaguacy é especializada em produtos de abacate do Brasil para todo o mundo e é um dos principais produtores e exportadores do país. Para além das suas plantações, oferece produtos tratados com a tecnologia HPP, como polpa de abacate congelada e guacamole, “tornando-se o melhor aliado para a exportação e para a criação de oportunidades comerciais em novos mercados”, explica Julia Falanghe, diretora da Jaguacy.

Como funciona a tecnologia HPP

A HPP é um método não térmico (5°C - 20°C) de conservação de alimentos e bebidas, baseado na utilização de alta pressão isostática transmitida de forma uniforme e instantânea pela água durante alguns minutos. Obtém um efeito equivalente ao da pasteurização, só que sem a utilização de calor, e tem muitas vantagens, como a frescura, as bebidas de qualidade superior e o prolongamento do prazo de validade. Dependendo da aplicação e da receita de HPP, é possível prolongar o prazo de validade das bebidas de seis semanas a três meses e, nalguns casos, até mais.

“Esta tecnologia tornou-se particularmente popular no setor das bebidas e no segmento dos sumos premium, uma vez que permite que os produtos mantenham os seus atributos de recém-espremidos”, explica a Dra. Carole Tonello, especialista em microbiologia e segurança alimentar e vice-presidente da Hiperbaric. “Naturalmente, outras bebidas, sopas de legumes, bebidas probióticas e fermentadas ou leite não lácteo também beneficiam das suas vantagens. Há muito poucos produtos que não possam ser processados por HPP”.

Muitas empresas estão a utilizar a HPP para desenvolver produtos seguros e minimamente processados que são visivelmente mais frescos do que se tivessem sido processados com outras tecnologias. Algumas fazem-no porque podem dar uma nova vida a alimentos com um aspeto imperfeito, em vez de terem de rejeitar o produto. No entanto, a maioria destas empresas opta por esta tecnologia porque pode chegar a mercados mais alargados, sem ter de modificar as suas receitas ou utilizar conservantes e tecnologias que possam comprometer a qualidade dos seus produtos.

Alta Pressão, um grande aliado da indústria

A indústria alimentar enfrenta três grandes desafios: o desperdício alimentar, a insegurança alimentar e a utilização maciça de plásticos não recicláveis nas embalagens. O processamento a alta pressão (HPP) da HIPERBARIC, especialista mundial em equipamentos industriais que integram esta tecnologia, surge como um dos principais porta-estandartes desta luta.

Neste contexto, o processamento de alta pressão posicionou-se como o principal aliado da indústria alimentar. A tecnologia de processamento a alta pressão da Hiperbaric é capaz de prolongar o prazo de validade dos alimentos, destruir bactérias causadoras de doenças como a listeria e a salmonela e permitir a utilização de embalagens de plástico recicláveis. Especificamente, este método consiste em submeter os alimentos, depois de embalados, a uma pressão de 6000 bar durante um máximo de três minutos, inativando assim os microrganismos responsáveis pela deterioração dos alimentos e preservando as caraterísticas nutricionais do produto fresco.

Carole Tonello, especialista em microbiologia e segurança alimentar e vice-presidente da Hiperbaric, confirma o importante papel da alta pressão contra os vírus alimentares e recorda que esta tecnologia também permite “o desembarque seguro de certos produtos noutros países, preservando as suas qualidades intactas”.

Tonello afirma que a alta pressão “inativa os agentes patogénicos e os microrganismos responsáveis pela deterioração, cumprindo os requisitos das autoridades alimentares”. O especialista em microbiologia afirma que a tecnologia vai ao encontro das aspirações dos consumidores e da indústria alimentar, oferecendo “produtos mais saudáveis, inovadores, com baixa pegada de carbono e sustentáveis”.

Os numerosos exemplos de produtos comercializados em todo o mundo com HPP são um testemunho da sustentabilidade desta tecnologia. A HPP “elimina a necessidade de conservantes e contribui para o aumento do consumo de alimentos saudáveis”. A tecnologia permite que alimentos como o guacamole, “após 60 dias, mantenham o mesmo sabor do primeiro dia, e o prazo de validade do produto é prolongado até nove semanas desde a data de produção até à data de validade”, diz Tonello.

 

Fonte: iALIMENTAR

Maioria dos alimentos com aditivos

  • Friday, 11 October 2024 09:13

A DECO PROteste analisou 150 produtos alimentares para averiguar a existência de corantes e de intensificadores de sabor. A maioria contém aditivos.

O que têm em comum caldos, batatas fritas, noodles, delícias do mar, sopas desidratadas, rissóis e croquetes? Intensificadores de sabor, aditivos associados à "síndrome do restaurante chinês", devido ao uso do glutamato monossódico.

Os intensificadores de sabor visam realçar o sabor e o aroma dos alimentos, mas podem mascarar a falta ou a pobreza dos ingredientes utilizados. A DECO PROteste levou a cabo uma pesquisa em 150 alimentos de marca própria ou exclusiva dos supermercados, de 20 categorias, e só não encontrou estes aditivos em alimentos de duas marcas. Além destes aditivos, o estudo da DECO PROteste pesquisou corantes sintéticos e naturais. E porquê corantes e intensificadores de sabor? Devido aos seus possíveis efeitos adversos, bem como ao seu condão para enganar o consumidor.

Aditivos? Não, obrigado

Avisos sobre o risco de efeitos negativos na atenção e na atividade das crianças estão impressos em alguns rótulos, quando incluem os corantes E102, E104, E110, E122, E124 ou E129. Outras advertências estão relacionadas com o possível efeito laxante ou com a presença de sulfitos quando a concentração deste conservante é superior a 10 miligramas por litro ou por quilo. Serão os avisos suficientes quando há dúvidas quanto à segurança de algumas destas substâncias? Para agravar, os testes da DECO PROteste revelam que nem sempre a lei é respeitada.

Perante potenciais riscos, será que os aditivos são necessários? Sim, mas só em determinadas circunstâncias. Para preservar os alimentos e garantir a segurança alimentar, por exemplo. O que não se aplica aos intensificadores de sabor nem aos corantes.

Esteja atento: nem sempre o alimento mais vistoso e apetitoso é o mais saudável. Na dúvida, é melhor escolher alimentos naturais. Quanto mais colorido, transformado ou elaborado for um produto, maiores as probabilidades de conter vários aditivos. Leia o rótulo e opte por produtos com menos substâncias. E não se deixe enganar pela publicidade.

 

Fonte: DECO PROteste

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) confirmou que as plantas NGT (Novas Técnicas Genómicas) de categoria 1 não apresentam riscos adicionais em comparação com as que são produzidas através de melhoramento convencional, pelo que conclui que os regulamentos discriminatórios para as plantas derivadas de NTG são injustificados e contrários às provas científicas.

Consulte aqui a opinião científica da EFSA.

Fonte: DGAV

A pesca da raia-curva está proibida a partir das 00:00 de sexta-feira, após Portugal ter esgotado a sua quota de captura, anunciou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“[…] Está interdita a pesca, manutenção a bordo, transbordo e descarga de capturas da espécie […], a partir das 00:00 do dia 11 de outubro de 2024”, lê-se numa nota da DGRM.

A decisão teve por base o nível de descargas efetuadas pela frota portuguesa de raia-curva nas águas da união da subzona nove (águas Portuguesas).

A quota de pesca atribuída a Portugal já se encontra esgotada.

A DGRM é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa, que tem por objetivo o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a preservação dos recursos.

Fonte: Sapo.24

Este tipo de embalagem evita que os produtos sequem, mantendo o seu sabor e o seu aspeto atrativo, o que também oferece maior comodidade ao consumidor.

O Multipeel é eficiente em termos de material e sustentabilidade e ajuda a reduzir o desperdício alimentar, mantendo os alimentos frescos durante mais tempo. Além disso, a tecnologia é compatível com estruturas recicláveis, reforçando o seu compromisso com o ambiente e reduzindo a sua pegada de carbono.

O sistema Multipeel também se destaca pela sua versatilidade, uma vez que pode ser adaptado a diferentes necessidades de embalagem, tais como produtos que requerem barreiras especiais ou embalagens de grande volume que são frequentemente abertas e fechadas. Além disso, as películas Multipeel, tanto convencionais como recicláveis, são fáceis de processar em máquinas standard, garantindo uma elevada fiabilidade de produção e segurança do produto, contribuindo assim para uma solução de embalagem eficiente e sustentável.

 

Fonte: iALIMENTAR

O objetivo do projeto Polymeer é estabelecer uma cadeia de valor sustentável de base biológica para produtos bioplásticos. Através da conversão eficiente de grãos usados de cerveja (BSG, na sigla em inglês) húmida em materiais de elevado valor acrescentado, o projeto diversificará a gama de soluções inovadoras de materiais capazes de substituir os plásticos tradicionais.

O BSG tem potencial como matéria-prima para bioplásticos. No entanto, as aplicações atuais são limitadas pelas fracas propriedades mecânicas e pela falta de escalabilidade.

Hoje, os bioplásticos representam apenas 1,5% da produção mundial de plásticos e o crescimento previsto é insuficiente para satisfazer as necessidades do mercado. Por seu lado, o BSG é rico em fibras e proteínas e é maioritariamente utilizado como alimento animal de baixo valor ou descartado em aterros, contribuindo para problemas ambientais, explica a empresa em comunicado.

O Centro de Tecnologia de Plásticos (AIMPLAS) participa neste projeto que procura abordar estes desafios através do desenvolvimento de utilizações de elevado valor para o BSG em bioplásticos para substituir as matérias-primas de origem fóssil. Integra este projeto a fabricante de tecidos portuguesa Borgstena.

A Polymeer desenvolverá novos polímeros, copolímeros e misturas de polímeros de base biológica com base em BSG, explorando processos ecológicos e de minimização de resíduos, expandindo, assim, alternativas inovadoras aos plásticos tradicionais. O projeto recebeu um financiamento de 4,9 milhões de euros e envolve 14 parceiros, coordenados pela Università degli Studi di Perugia (UNIPG).

Os materiais serão submetidos a uma conceção química precisa para satisfazer um conjunto de propriedades para três aplicações específicas: películas de cobertura vegetal adequadas para utilização agrícola, têxteis para a indústria automóvel e películas de embalagens terciárias para fins industriais. Todos os produtos serão concebidos para serem reciclados e/ou biodegradados em ambientes específicos.

Ao longo dos seus 48 meses, desde 1 de setembro, o projeto centrar-se-á na otimização da conversão do BSG em blocos de construção de base biológica, criando bioplásticos de elevado desempenho que podem competir com os materiais convencionais. Irá também avaliar a sustentabilidade do ciclo de vida, a relação custo-eficácia e a escalabilidade destas soluções, ao mesmo tempo que envolve as principais partes interessadas para garantir a prontidão do mercado e a conformidade regulamentar.

Para atingir os ambiciosos objetivos do Polymeer nos próximos quatro anos, foi criado um consórcio internacional que inclui instituições académicas, centros de investigação e empresas de oito países: Itália (Università degli Studi di Perugia, Università degli Studi di Roma La Sapienza, Next Technology Tecnotessile -NTT, Birra Peroni), Bélgica (Bio-Base Europe Pilot Plant, Zabala Brussels, Normec OWS), Espanha (Lomartov, AIMPLAS), Croácia (Bio-mi), Países Baixos (Universiteit Twente), Portugal (Borgstena) e Dinamarca (Gate2Growth).

 

Fonte: iALIMENTAR