Um novo estudo mostra que a vacinação de manipuladores de alimentos é uma maneira eficaz de reduzir a propagação da hepatite A.
O estudo, publicado na revista Frontiers, afirma que a hepatite A continua sendo um patógeno significativo transmitido por alimentos. Pesquisadores analisaram 32 estudos relatando surtos de HAV (vírus da hepatite A) associados a manipuladores de alimentos para avaliar se a vacinação poderia ser uma estratégia preventiva eficaz.
Considerando a alta transmissibilidade do VHA e a dificuldade de detecção oportuna de surtos, a vacinação direcionada de manipuladores de alimentos — especialmente aqueles em ambientes de alto risco ou com empregos sazonais — surge como um método promissor de gerenciamento de risco biológico nas indústrias alimentícias. Essas considerações podem ajudar as indústrias alimentícias a considerar a vacinação como uma ferramenta para prevenir a transmissão do VHA por via alimentar", afirma o relatório da pesquisa.
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Fonte: Food Safety News
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou uma operação de âmbito nacional pelas suas Unidades Regionais, no exercício das suas competências de fiscalização e controlo oficial de géneros alimentícios, direcionada para a comercialização de produtos à base de carne, tendo como objetivo identificar práticas fraudulentas suscetíveis de induzir o consumidor em erro, relacionadas com a rotulagem, a rastreabilidade, a origem e a composição dos produtos.
Como resultado da ação nacional com especial enfoque nas condições de higiene e segurança alimentar de estabelecimentos de venda a retalho, nomeadamente charcutarias, lojas gourmet, talhos, minimercados, supermercados e hipermercados, e secções acessórias onde estes produtos são armazenados, manipulados ou produzidos, foram fiscalizados cerca de 80 operadores económicos e instaurados 20 processos de contraordenação.
Das infrações detetadas destacam-se, a falta de mera comunicação prévia para o exercício da atividade económica, a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis, o incumprimento das regras relativas às práticas leais de informação, a ausência de registos de informação relativa aos sistemas e procedimentos da rastreabilidade, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP, a não indicação nos géneros alimentícios das menções obrigatórias, entre outras.
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Fonte: ASAE
A ervilha é muito mais do que um simples grão verde presente nas saladas e sopas. Fique aqui a conhecer um pouco mais sobre ela!
A ervilha (Pisum sativum) é uma leguminosa amplamente cultivada e consumida em diversas partes do mundo, sendo valorizada tanto pelo seu sabor quanto por seus benefícios nutricionais.
Acredita-se que tenha sido domesticada inicialmente no Oriente Médio, há cerca de 10 mil anos, sendo uma das primeiras plantas cultivadas pelo ser humano.
Ao longo do tempo, espalhou-se pela Europa, Ásia e, posteriormente, pelas Américas. Botanicamente, a ervilha pertence à família Fabaceae, a mesma de outras leguminosas como o feijão, a lentilha e o grão-de-bico.
Existem duas formas principais de consumo: a ervilha verde, colhida ainda imatura e consumida fresca ou congelada, e a ervilha seca, deixada amadurecer e utilizada em sopas, purês e outros pratos.
Além disso, há variedades comestíveis de vagem inteira, como a ervilha-torta, muito comum na culinária asiática.
Do ponto de vista nutricional, a ervilha é um alimento bastante completo.
Rica em proteínas vegetais, fibras, vitaminas do complexo B (especialmente folato), vitamina C e minerais como ferro, fósforo e magnésio, ela contribui para uma alimentação equilibrada.
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Fonte: Tempo
O Conselho da União Europeia propôs, no início de junho, a criação de um regulamento relativo ao material de reprodução vegetal para substituir 10 diretivas relativas à comercialização. Objetivo é simplificar e garantir disponibilidades de alta qualidade.
Atualmente, existe uma diretiva relativa ao catálogo comum de variedades das espécies de plantas agrícolas e 11 diretivas relativas à comercialização de sementes e de outro material de reprodução vegetal, de material de propagação de plantas ornamentais e de material de reprodução florestal, sendo que algumas destas diretivas, como destaca o Conselho no texto da proposta, já datam de 1960. A fragmentação acaba por, segundo a Comissão Europeia, resultar em aplicação divergente por parte dos estados-membros e elevados encargos administrativos, para além de não ser coerente com outra legislação em matéria de fitossanidade.
Com esta proposta, pretende-se simplificar o quadro jurídico por via da harmonização de regras, promover tecnologias inovadoras como a utilização de técnicas biomoleculares, reduzir os encargos administrativos, garantir a segurança alimentar e melhorar a coerência com os controlos oficiais e a legislação fitossanitária.
A proposta abrange as sementes e as outras formas de material destinado à propagação vegetativa de plantas inteiras, mas não o material de reprodução florestal, plantas ornamentais, material de reprodução vegetal exportado para países terceiros ou material de reprodução vegetal destinado a fins não comerciais.
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Fonte:TecnoAlimentar
Um estudo do Instituto Universitario de la Carne y Productos Cárnicos (IProCar) alerta para os efeitos adversos do tofu e do seitan comercializados em Espanha, classificando-os como produtos ultraprocessados com baixa digestibilidade e potenciais impactos negativos na saúde intestinal. Embora estes produtos à base de plantas sejam promovidos como alternativas saudáveis à carne, a sua formulação industrial está longe das versões tradicionais asiáticas e pode induzir inflamação, disbiose e libertação de compostos tóxicos durante a digestão, alertam os investigadores.
O tofu e o seitan são uma variedade de produtos de origem vegetal muito comuns na tradição gastronómica dos países asiáticos, onde são consumidos como parte de uma dieta variada, em conjunto com carne, peixe ou marisco. Por outro lado, nos países ocidentais, estes produtos são frequentemente identificados como análogos ou substitutos da carne e são escolhidos pelos consumidores por razões de bem-estar animal, impacto ambiental ou saúde.
No entanto, como alerta Mario Estévez García, professor de Tecnologia Alimentar na Universidade da Extremadura, “estes alimentos, comercializados em Espanha, são produzidos de uma forma muito diferente dos originais encontrados nos países asiáticos, como por exemplo o tofu, que é um alimento fermentado com muitos benefícios para a saúde. Neste caso, verificámos que tanto o tofu como o seitan presentes nos principais supermercados se enquadram na categoria de alimentos ultraprocessados”.
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Fonte: iAlimentar
Um estudo “pioneiro” conclui que a alga castanha é potencialmente benéfica como um prebiótico funcional que pode modular vias metabólicas.
Investigadores em Espanha e no México analisaramo efeito da Himanthalia elongata inteira encapsulada, também conhecida como erva-de-passarinho, na microbiota intestinal (MI) de indivíduos com sobrepeso num recente estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo.
As fibras alimentares são conhecidas por auxiliar funções corporais essenciais, como trânsito intestinal, saciedade, controlo do açúcar no sangue e metabolismo de gordura. Uma dieta rica em fibras também estimula o crescimento de bactérias intestinais benéficas, como Bifidobacterium e Lactobacillus. As fibras podem ajudar a manter a estabilidade microbiota intestinal, estimulando a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), que regulam a energia, a liberação de hormonas, os níveis de colesterol e a inflamação.
A maioria das fibras alimentares nas dietas ocidentais provém de plantas terrestres, mas a crescente demanda global por alimentos agora está a gerar interesse em fontes sustentáveis de fibras, como algas marinhas, que crescem rapidamente sem precisar de terras agrícolas, água doce ou fertilizantes.
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Fonte: NutraIngredients Europe
A tâmara é uma das frutas mais doces que existe, ganhando fama como o "caramelo da natureza" (principalmente a variedade Medjool) justamente devido ao sabor doce e suave que lembra o caramelo. Além de poder ser utilizada como um adoçante natural, substituindo o uso do açúcar comum, esta fruta é rica em benefícios para a saúde do organismo e o bem-estar geral.
Com diversas variedades e formas de consumo, as tâmaras são uma fruta versátil e nutricionalmente rica, ótima para uma dieta mais equilibrada. Se ainda não experimentou, vale a pena provar esta fruta!
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Fonte: Meteored
Uma investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) isolou, pela primeira vez em Portugal, várias estirpes da bactéria Xylella fastidiosa, associada à doença de Pierce, que apresenta um elevado risco para a agricultura nacional.
Este estudo revela a origem da introdução da bactéria e reforça a necessidade de vigilância desta doença, que pode afetar gravemente culturas como a vinha e o amendoal. Xylella fastidiosa é considerada, pela Comissão Europeia, uma praga de quarentena prioritária, com impactos económicos estimados em mais de 5,5 mil milhões de euros por ano, na União Europeia.
Desde a primeira deteção, em Apúlia, Itália (2013), a bactéria já está presente em quase duas dezenas de áreas demarcadas em Portugal, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Agora, um grupo de investigadores da FCTUC isolou, pela primeira vez em território nacional, a subespécie fastidiosa ST1.
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Fonte: Agroportal
A maioria dos consumidores portugueses considera que os custos associados à produção alimentar sustentável devem ser assumidos pela indústria e pela distribuição, sem impacto direto no preço final ao consumidor. Esta é uma das principais conclusões do inquérito realizado pela Deco PROteste, em parceria com organizações de consumidores europeias como a Euroconsumers, o BEUC e o ICRT.
Realizado no início de 2025, o estudo reuniu mais de 800 respostas em Portugal e destaca a preocupação dos consumidores com a acessibilidade alimentar: nove em cada dez inquiridos afirmaram que a prioridade das políticas agrícolas deve ser garantir alimentos suficientes e estáveis a preços razoáveis. Ainda assim, 40% revelaram dificuldades em pagar as contas do supermercado, e um número idêntico considera que a Política Agrícola Comum (PAC) tem falhado no controlo da escalada de preços. Recorde-se que, segundo a Deco PROteste, o cabaz de 63 bens alimentares essenciais aumentou mais de 25% entre 2022 e 2025.
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Fonte: Hipersuper
Uma empresa acaba de divulgar o seu último White paper. Este detalha os resultados de um estudo que compara a congelação mecânica e criogénica de mais de 1.000 amostras de quatro tipos de produtos de origem vegetal. O documento destinado à indústria alimentar, explica porque é que a congelação criogénica de alimentos feitos a partir de proteínas vegetais preserva melhor a qualidade dos alimentos e reduz a perda de peso do produto em comparação com os sistemas tradicionais de congelação mecânica.
No white paper ‘Maximização da qualidade e rendimento dos alimentos de origem vegetal por congelação criogénica’, os investigadores Sonia Guri Baiget e Maria José Pons Veiga explicam porque é que esta técnica oferece uma solução para os desafios da congelação de proteínas vegetais, cada vez mais utilizadas como alternativa às proteínas animais. De acordo com um relatório da Future Market Insights, o valor de mercado das proteínas vegetais irá crescer 8,6% ao ano, passando de 18,6 mil milhões de dólares em 2024 para 42 mil milhões de dólares em 2034. A Europa irá liderar este crescimento, que está a ser impulsionado por novos estilos de vida alimentares e pela procura dos consumidores por alimentos mais sustentáveis.
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Fonte: Grande Consumo
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