Cinco anos após estabelecer uma lista prioritária de organismos nocivos às culturas e florestas, o Centro Comum de Investigação(JRC) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) realizaram um estudo conjunto para atualizar a classificação das pragas de quarentena prioritária com maior impacto nas culturas, florestas e ecossistemas.
A análise revê 46 pragas, combinando os seus efeitos económicos, sociais e ambientais nuim único indicador para facilitar a tomada de decisões em saúde vegetal.
O estudo confirma a Xylella fastidiosa, uma bactéria transmitida por insetos que ataca oliveiras, citrinos, vinhas e várias plantas ornamentais, como a principal ameaça às culturas, tal como na avaliação de 2019.
Num cenário de disseminação total, a Xylella fastidiosa tem o potencial de causar perdas anuais de produção de 7.1 mM€, afetando a produção da UE e colocando em risco mais de 540 0000 empregos.
Em seguida temos o Listronotus bonariensis, que se tornou uma praga com uim impacto potencialmente significativo. Conhecido como gorgulho-do-caule-argentino, o Listronotus bonariensis é um inseto invasor cujas larvas degradam a qualidade das pastagens. Isso por sua vez, afeta negativamente a produção de gado.
Entre as pragas florestais, a traça-da-seda-siberiana, uma espécie invasora, ocupa o 1ºlugar. As suas larvas alimentam-se das agulhas de coníferas. A infestação pode causar desfolhamento significativo tanto em florestas de coníferas naturais como plantadas.
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Fonte: Agrodigital
O oceano, o sistema de suporte de vida da Terra, está a sofrer transformações rápidas e cumulativas sem precedentes, que estão a levar os impactos das alterações climáticas nos ecossistemas marinhos para dimensões imprevisíveis, alerta um estudo publicado hoje.
Aquecimento, alterações de salinidade, perda de oxigénio e acidificação – todos fenómenos resultantes das alterações climáticas -, estão a acontecer em simultâneo e a alterar de maneira clara e sem precedentes os primeiros mil metros de profundidade (a profundidade média do oceano é de cerca de 4.000 metros), indica o estudo publicado no boletim especializado Nature Climate Change, da revista científica Nature.
A investigação – liderada por cientistas do Instituto de Física Atmosférica (IFA) da Academia Chinesa das Ciências, com colaboração de investigadores das instituições francesas Mercator Ocean International (MOI) e Laboratório de Meteorologia Dinâmica (LMD) da Escola Normal Superior – concluiu que “entre 30% e 40% das camadas superiores do oceano já sofreram mudanças significativas em pelo menos duas características críticas, quando comparadas com dados de há 60 anos.
O Atlântico subtropical, o Pacífico norte, o Mar Arábico e o Mediterrâneo são as regiões do oceano global onde as alterações cumulativas nos primeiros mil metros de profundidade são mais intensas, segundo um quadro de referência normalizado criado pelos investigadores para avaliar parâmetros essenciais do oceano.
O autor principal do artigo científico que dá conta das conclusões do estudo, Zhetao Tan, investigador do IFA, considera que “em algumas áreas o oceano regista alterações dramáticas, simultâneas e cumulativas em parâmetros fundamentais como temperatura, salinidade e níveis de oxigénio”.
“As características do oceano estão a modificar-se em múltiplas dimensões em simultâneo e até o oceano profundo, até recentemente considerado muito estável, está a modificar-se mais rapidamente do que pensávamos”, diz o cientista do IFA Lijing Cheng, citado num comunicado da Acadenia Chinesa das Ciências.
Sabrina Speich, investigadora do LMD, sublinha, que as conclusões do estudo “são baseadas em observações e análise diretas de parâmetros físicos, bioquímicos e geoquímicos e tornam clara a necessidade urgente de estabelecer mecanismos permanentes e de alta qualidade de monitorização do estado do oceano, para sustentar a necessária ação climática global”.
As alterações simultâneas e cumulativas de parâmetros críticos do estado do oceano estão, segundo o estudo, a provocar mudanças nos ecossistemas marinhos que põem em causa as comunidades humanas que deles dependem.
“As alterações múltiplas, simultâneas e cumulativas nas características do oceano geram fatores de stresse nas espécies marinhas que resultam, por exemplo, em alterações de padrões e rotas migratórias e no declínio de populações, o que pode comprometer a atividade pesqueira, criar problemas de insegurança alimentar e por em causa a própria existência de comunidades costeiras”, adverte outro dos autores do estudo, o investigador do LMD Laurent Bopp.
Para além dos impactos na biodiversidade e na utilização de recursos do oceano pela humanidade, as alterações identificadas pelo estudo publicado hoje resultam também na diminuição da capacidade do oceano de absorver dióxido de carbono e calor atmosférico, colocando em causa a função essencial do oceano como regulador do clima da Terra.
Fonte: Green Savers
Foi remetido ao Parlamento Europeu e ao Conselho o relatório da Comissão sobre a avaliação da situação relativa ao tratamento de animais da espécie equina com medicamentos e sua exclusão da cadeia alimentar, inclusive no que diz respeito às importações de países terceiros.
O Regulamento (UE) 2019/6 estabelece que os equinos tratados com substâncias proibidas ou não autorizadas devem ser irreversivelmente excluídos da cadeia alimentar. Quando são utilizados medicamentos autorizados, mas sujeitos a intervalos de segurança, o abate do animal só pode ocorrer após um intervalo mínimo de seis meses. A Comissão Europeia identificou riscos persistentes de fraude e desigualdade relativamente às importações provenientes de países terceiros, onde os controlos podem ser menos rigorosos, o que levanta preocupações para a saúde pública, o bem-estar animal e a segurança alimentar.
Para mitigar estes riscos, são propostas medidas como o reforço da rastreabilidade e da identificação dos equinos, a harmonização dos procedimentos aplicáveis às importações e a avaliação contínua dos limites máximos de resíduos (LMR) e das substâncias farmacologicamente ativas. Estas exigências implicam para os médicos veterinários de equinos um maior rigor na documentação dos tratamentos, o cumprimento estrito das regras de exclusão da cadeia alimentar e a necessidade de informar os proprietários sobre as consequências do uso de determinados medicamentos.
Nos próximos passos, a Comissão prevê ajustes legislativos para aumentar a transparência e reduzir as possibilidades de fraude, bem como reforçar a cooperação entre Estados-Membros e países terceiros. Para apoiar a implementação destas medidas, recomenda-se aos veterinários que mantenham registos completos e atualizados de todos os tratamentos realizados, informem os proprietários sobre as implicações legais e alimentares do uso de determinados medicamentos, utilizem apenas medicamentos autorizados respeitando os períodos de segurança indicados, assegurem a correta identificação dos animais e comuniquem as exclusões da cadeia alimentar, além de participarem em formações sobre regulamentação europeia e boas práticas veterinárias.
Com este relatório, a Comissão cumpre sua obrigação legal nos termos do artigo 158.º do Regulamento (UE) 2019/6 relativo aos medicamentos veterinários.
O relatório da Comissão está disponível em todos os idiomas oficiais em eur-lex.europa.eu.
Fonte: DGAV
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou, nas últimas semanas, uma operação de âmbito nacional através das suas Unidades Regionais, direcionada a promover medidas de natureza preventiva e repressiva em matéria de infrações contra a qualidade, genuinidade, composição e rotulagem dos géneros alimentícios, com especial enfoque na comercialização de produtos à base de carne e com o objetivo de identificar práticas fraudulentas suscetíveis de induzir o consumidor em erro.
A ação, que incidiu em talhos e em estabelecimentos de retalho com secção de talho, nomeadamente supermercados, hipermercados, minimercados e mercearias, resultou na fiscalização de 152 operadores económicos. Foram detetadas infrações que originaram a instauração de um processo-crime por abate clandestino e de 38 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a falta de mera comunicação prévia e do livro de reclamações, a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis, a falta de cartão de manipulador de carnes e de cumprimento das operações de controlo metrológico, entre outras.
Foram ainda apreendidos mais de 82 kg de géneros alimentícios por falta de requisitos e incumprimento das regras sobre a rastreabilidade e rotulagem da carne, além de 7 instrumentos de pesagem por falta de controlo metrológico.
Fonte: ASAE
A Comissão Europeia (CE) ampliou as zonas de proteção e vigilância nos Estados-membros devido à deteção de mais 96 surtos da doença viral da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) entre aves migratórias e explorações de criação.
De acordo com a Decisão de Execução 2025/2366, publicada a 24 de novembro de 2025 no Jornal Oficial da União Europeia, desde as últimas medidas adotadas este ano foram notificados surtos na Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Itália, Alemanha, Hungria, Irlanda, Países Baixos, Polónia, Portugal e Suécia.
Os 96 surtos da GAAP foram detetados quer entre aves migratórias, quer entre explorações que criam aves de capoeira e outras aves em cativeiro.
Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) anunciou na passada quarta-feira a deteção de mais um foco da doença numa exploração de galinhas reprodutoras situada no Ramalhal, no concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa.
O foco obrigou à implementação de medidas de controlo previstas na legislação em vigor que, segundo a DGAV, passaram pela inspeção aos locais onde a doença foi detetada, eliminação dos animais afetados, limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 quilómetros em redor do foco detetado.
Também em nota de imprensa relacionada com este foco de infeção, a Câmara de Torres Vedras lembra que o “risco de transposição do vírus para os humanos é baixo, mas pode acontecer quando há exposição continuada e associada à manipulação de elevado número de animais doentes ou dos resíduos produzidos pela sua acomodação”.
Tendo em conta o “aumento acentuado do número de focos em toda a União Europeia”, a DGAV determinou recentemente o confinamento das aves domésticas em todo o território do continente, bem como a proibição da realização de eventos de exposição e concurso de aves em cativeiro.
O confinamento de aves domésticas abrange 95 zonas de 14 distritos identificadas como de alto risco para a gripe aviária.
Em causa estão os distritos do Porto, Lisboa, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja, Portalegre e Faro.
Já nas zonas de proteção e vigilância é proibida a circulação de aves, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições, a circulação de carne fresca e de ovos para incubação e para consumo humano, bem como a circulação de subprodutos animais.
Fonte: Agroportal
Cientistas da Universidade de Jiangnan, na China, utilizaram uma tecnologia de edição genética para aumentar a eficiência da produção de um cogumelo, conseguindo reduzir o seu impacto ambiental até 61%, sem adicionar ADN estranho.
O cogumelo geneticamente modificado tem sabor a "carne" e é mais fácil de digerir do que o seu homólogo natural, conforme o trabalho publicado na revista “Trends in Biotechnology”, da editora Cell Press, e noticiado na quarta-feira pela agência Europa Press.
“Há uma crescente procura por fontes de proteína melhores e mais sustentáveis para a alimentação”, destacou Xiao Liu, autor principal do estudo e investigador da Universidade de Jiangnan.
“Conseguimos tornar um cogumelo não só mais nutritivo, mas também mais ecológico, modificando os seus genes”, acrescentou.
A pecuária é responsável por aproximadamente 14% das emissões globais de gases com efeito de estufa.
Além disso, a pecuária ocupa terras e requer abundantes de água doce, um recurso já ameaçado pelas alterações climáticas e pela atividade humana.
As proteínas microbianas, incluindo as que se encontram nas leveduras e nos fungos, consolidaram-se como uma alternativa mais sustentável à carne.
De entre as opções exploradas até ao momento para a obtenção de micoproteínas, ou fungos ricos em proteína, o fungo Fusarium venenatum destaca-se pela sua textura e sabor naturais, muito semelhantes aos da carne.
A sua utilização como alimento está aprovada em diversos países, como o Reino Unido, a China e os Estados Unidos.
No entanto, o Fusarium venenatum possui paredes celulares espessas que dificultam a digestão dos seus nutrientes pelos humanos.
Além disso, o seu cultivo requer recursos significativos e mesmo a produção de pequenas quantidades de micoproteína exige um grande aporte destes recursos.
Os esporos são cultivados em enormes tanques metálicos cheios de um substrato composto por açúcar e nutrientes como o sulfato de amónio.
Liu e a sua equipa propuseram-se a explorar o potencial de aumentar a digestibilidade e a eficiência de produção do Fusarium venenatum utilizando a tecnologia CRISPR, sem introduzir ADN exógeno nos genes do fungo.
Para atingir este objetivo, eliminaram dois genes associados às enzimas quitina sintase e piruvato descarboxilase.
A deleção da quitina sintase reduziu a espessura da parede celular do fungo, disponibilizando mais proteína intracelular para a digestão, enquanto a deleção do gene da piruvato descarboxilase ajudou a otimizar o metabolismo do fungo, exigindo menos nutrientes para a produção de proteína.
As análises mostraram que a nova estirpe fúngica, denominada FCPD, necessitou de menos 44% de açúcar para produzir a mesma quantidade de proteína em comparação com a estirpe original, e fê-lo 88% mais rápido.
Os investigadores calcularam então a pegada ambiental do FCPD, desde os esporos em laboratório até aos produtos cárneos inativados, à escala industrial.
Simularam a produção de FCPD em seis países com diferentes estruturas energéticas — incluindo a Finlândia, que utiliza principalmente energia renovável, e a China, que depende mais do carvão — e descobriram que o FCPD teve um impacto ambiental menor do que a produção tradicional de Fusarium venenatum, independentemente da localização.
No geral, a produção de FCPD gerou até menos 60% de emissões de gases com efeito de estufa ao longo de todo o seu ciclo de vida.
A equipa também investigou o impacto da produção de FCPD em comparação com os recursos necessários para a produção de proteína animal.
Em comparação com a produção de frango na China, descobriram que a mioproteína FCPD requer menos 70% de terra e reduz o risco de contaminação da água doce em 78%.
Fonte: Agroportal
O plástico é frequentemente tratado como um monólito no debate público, mas as decisões sobre embalagens dependem de detalhes específicos. Para as empresas de alimentos e bebidas, o polietileno tereftalato (PET) é um desses detalhes importantes. O PET é amplamente utilizado, rigorosamente regulamentado e importante para a vida útil, a segurança e a redução das emissões de gases de efeito estufa. À medida que cresce a preocupação pública com a poluição plástica, os líderes devem ir além de generalizações amplas e basear as decisões sobre embalagens de alimentos na ciência e na regulamentação.
Na Europa, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA)4 aplica o princípio, exigindo que os processos de reciclagem sejam submetidos a testes de desafio antes da autorização.
A conclusão prática para os profissionais de segurança alimentar é simples: quando o PET (virgem ou reciclado) é produzido dentro destas diretrizes, os reguladores consideram-no seguro para o contacto com alimentos. Esta conclusão tem sido reafirmada há décadas em todas as jurisdições.
As embalagens de alimentos não são cosméticas; são um controlo preventivo. A transparência, resistência e resistência à humidade e ao oxigénio do PET ajudam a proteger os alimentos contra contaminação, prolongam a vida útil e reduzem o desperdício. Isso é essencial não apenas para a segurança do consumidor, mas também para as metas climáticas.
Em situações de emergência ou em locais remotos, onde o vidro ou o metal são demasiado pesados ou frágeis, a durabilidade e a portabilidade do PET tornam-no indispensável para a distribuição de bens essenciais, como água potável e alimentos. Essas características salvam vidas — um benefício que muitas vezes é esquecido quando os plásticos são criticados de forma abstrata
Como qualquer outra substância, a toxicidade do PET depende da dose. No entanto, o PET é uma substância inerte que não é tóxica em níveis de exposição relevantes — por exemplo, quando utilizado como material de embalagem de alimentos.
Reciclabilidade e a realidade dos sistemas
Atualmente, as empresas alimentares devem oferecer segurança e sustentabilidade. O PET é um dos poucos materiais que consegue fazer ambas as coisas de forma credível. Facilmente reconhecido pelo Código de Identificação de Resina (RIC) n.º 1,7, o PET é o plástico mais amplamente reciclado, com mais de 1,9 mil milhões de libras recuperadas anualmente nos EUA.
O PET também tem uma vantagem ambiental inerente — entre os materiais mais comuns utilizados em embalagens de bebidas, é o que tem a menor pegada ambiental. As garrafas de PET geram menos da metade das emissões de gases de efeito estufa das latas de alumínio e apenas cerca de um terço das garrafas de vidro, de acordo com uma análise do ciclo de vida da McKinsey.9 A incorporação de PET reciclado fortalece ainda mais esse perfil, reduzindo as emissões na fase de resina em até 60%.10
Leve, totalmente reciclável e com um mercado existente para conteúdo reciclado, o PET oferece um caminho pragmático para embalagens circulares com menos carbono.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Food Safety
O consórcio do projeto REDWine, financiado pela União Europeia (UE) através do programa Bio-based Industries Joint Undertaking (BBI JU), demonstra como os resíduos da produção de vinho estão a ganhar uma nova vida com microalgas, criando oportunidades reais para a economia circular.
O REDWine propôs um modelo de economia circular para a indústria vitivinícola europeia, integrando a captura de CO₂, o tratamento de efluentes, o cultivo de microalgas e a valorização da biomassa resultante em novos produtos.
Coordenado pela AVIPE – Associação de Viticultores do Concelho de Palmela e desenvolvido em parceria com 11 entidades de seis países, o projeto aposta significativamente em tecnologia, sustentabilidade e diversificação de rendimentos.
Os resultados alcançados, incluem:
• A captura e valorização de CO₂ biogénico proveniente da fermentação do vinho;
• O tratamento e reutilização de efluentes líquidos da indústria vitivinícola para o cultivo de microalgas do género Chlorella vulgaris;
• O desenvolvimento de novos ingredientes de alto valor para setores como alimentação, cosmética, agricultura e clarificação de vinho;
• A demonstração de que este modelo circular pode reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na cadeia do vinho em pelo menos 31%.
Saiba mais.
Listeria monocytogenes é um dos agentes patogénicos mais desafiantes e persistentes na cadeia alimentar. Para apoiar as empresas do setor agroalimentar no esforço de controlo e prevenção, foi lançado um novo e-book gratuito que reúne orientações práticas, conhecimento científico atualizado e ferramentas operacionais para reforçar a segurança alimentar e reduzir riscos para a saúde pública.
O e-book “Listeria monocytogenes: Identificação, Controlo e Prevenção na Indústria Alimentar” resulta de uma colaboração entre o Colab4Food e os seus associados - a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), uma parceria que permitiu reunir competências científicas e tecnológicas no âmbito do projeto GenoPheno4Trait.
Este e-book apresenta, de forma prática e acessível:
Ao reunir orientações técnicas e conteúdos atualizados, a publicação procura fortalecer a capacidade das empresas para minimizar riscos, cumprir requisitos legais e promover ambientes de produção mais seguros.
Aceda aqui ao E-book de forma gratuita.
Fonte: Escola Superior de Biotecnologia
Portugal celebra o Dia Nacional da Cultura Científica a 24 de novembro, uma efeméride instituída em 1996 para assinalar o nascimento de Rómulo de Carvalho (1906-1997), professor de Física e Química e poeta sob o pseudónimo António Gedeão. Reconhecido como um dos maiores divulgadores da ciência no país, Rómulo de Carvalho dedicou a sua vida ao ensino e à promoção da cultura científica, deixando um legado que continua a inspirar gerações.
Ao longo desta semana, integrada na Semana da Ciência e da Tecnologia 2025, decorrem centenas de iniciativas em todo o país, organizadas por universidades, escolas, museus e centros de ciência. Palestras, exposições, cafés de ciência, experiências laboratoriais e atividades interativas aproximam o público da comunidade científica, com especial atenção aos mais jovens, que têm oportunidade de conhecer investigadores e os resultados mais recentes em diversas áreas.
Em várias cidades, como Lisboa, Porto e Famalicão, multiplicam-se as ações de divulgação. O objetivo é despertar o interesse pela ciência, valorizar o conhecimento e reforçar o papel da investigação no desenvolvimento social e económico. Escolas dinamizam projetos experimentais e trabalhos de grupo, que são apresentados em exposições abertas à comunidade. Centros de ciência e instituições culturais promovem ainda espetáculos e atividades criativas que cruzam arte e ciência, como o evento realizado em Ílhavo que combina magia e experimentação científica.
Este dia constitui, assim, um marco simbólico na valorização da cultura científica em Portugal, lembrando que a curiosidade, o rigor e a capacidade de questionar são motores essenciais para o progresso. Ao celebrar a ciência, o país presta tributo a Rómulo de Carvalho e reafirma o compromisso com uma sociedade mais informada, crítica e preparada para enfrentar os desafios do futuro.
Fonte: Qualfood
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