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Uma análise da canela no mercado europeu revelou fraudes e potenciais problemas de segurança.

Os cientistas afirmaram que o problema requer atenção, dado o aumento previsto do mercado global de canela.

A análise envolveu 104 amostras de canela compradas em retalhistas de 10 países da UE, bem como no Reino Unido, Sérvia e Sri Lanka. As amostras em pau e moídas eram principalmente do Sri Lanka, mas também de Madagáscar, Vietname, Índia e Indonésia. A Food and Drug Administration dos EUA aprovou recentemente certificações de importação e alertas sobre a canela de certas áreas da Indonésia, porque as amostras revelaram contaminação radioativa.

Cientistas do Centro Comum de Investigação (JRC), a agência científica e de conhecimento da Comissão Europeia, utilizaram quatro métodos de triagem desenvolvidos internamente.

Em 2023, a canela foi a quinta especiaria mais importada na UE. Existem dois tipos principais: a canela do Ceilão, nativa do Sri Lanka, e a Cassia, nativa de Mianmar, uma alternativa mais barata e de menor qualidade, com um sabor mais forte, que contém naturalmente cumarina, um composto potencialmente tóxico para o fígado.

Até 9% das amostras rotuladas como canela do Ceilão foram total ou parcialmente substituídas por canela Cassia. A canela do Ceilão é cerca de duas vezes mais cara que a Cassia.

Conclusões sobre a segurança do chumbo

Mais de 66 % das amostras não cumpriam as normas internacionais de qualidade, não estavam em conformidade com a legislação da UE em matéria de segurança alimentar, eram suspeitas de fraude ou excediam potencialmente os limites legais de cumarina.

Os resultados podem ajudar a comunidade científica e os decisores políticos a estabelecer valores-limite para os diferentes componentes da canela e a definir quando uma amostra deve ser considerada suspeita. O JRC afirmou que isto permitirá uma vigilância mais detalhada e ajudará as autoridades a agir.

O estudo revelou que 10 amostras não cumpriam o limite máximo de 2 mg de chumbo/kg de canela previsto na legislação europeia em matéria de segurança alimentar e que 31 amostras eram potencialmente perigosas para as crianças devido ao elevado teor de cumarina.

Dezenove amostras apresentavam um elevado nível de crómio, variando entre 2 e 20 mg/kg. No entanto, a legislação europeia sobre contaminantes não estabelece limites máximos para este composto.

Os resultados foram publicados na revista  Science of Food. Os investigadores afirmaram que o processamento e a cadeia de abastecimento das especiarias são complexos, longos e globalizados, e que a fraude pode ocorrer em qualquer fase.

Suspeitou-se de fraudes, como a substituição da casca por outras partes da árvore da canela, como raízes, folhas e flores, em várias amostras. Além disso, cerca de 21% das amostras não cumpriam as normas internacionais devido ao elevado teor total de cinzas.

Algumas conclusões podem ser devidas a problemas de contaminação cruzada, práticas de processamento inadequadas ou ao resultado de substituições fraudulentas.

Fonte: Food Safety News

 

Mantenha a gripe aviária afastada

  • Wednesday, 08 October 2025 13:26

No âmbito da campanha #NoBirdFlu, promovida pela Comissão Europeia e pela EFSA, a DGAV divulga informações essenciais sobre biossegurança nas explorações avícolas, para ajudar a prevenir a introdução e impedir a propagação da Gripe Aviária.

Quer trabalhe numa exploração avícola, cuide de um bando de aves num quintal ou visite explorações avícolas no âmbito da sua atividade profissional, ao seguir estes passos fundamentais, está a contribuir para a proteção da saúde animal!

Consulte a infografia detalhada com orientações sobre higiene, cuidados com equipamentos de proteção e controlo das movimentação de animais e de trabalhadores agrícolas e visitantes das explorações.

Fonte: DGAV

Um novo estudo confirmou que o cultivo de beringela Bt (geneticamente modificada para resistir a pragas) está a aumentar de forma significativa a produtividade e a rentabilidade dos agricultores no Bangladesh, ao mesmo tempo que reduz os custos com pesticidas.

Conduzida por investigadores da Universidade de Hiroshima e parceiros, a análise abrangeu 489 produtores de beringela, dos quais 197 adoptaram a beringela Bt e 292 mantiveram variedades convencionais. Segundo os autores, a adoção da beringela Bt elevou o rendimento em 5.845,33 kg por hectare e aumentou os lucros em 226.577 taka bengalesas (cerca de 1.588,65 euros) por hectare.

Além do impacto económico, o estudo destaca benefícios ambientais: as despesas com pesticidas caíram em 41.269,499 taka (aprox. 343,38 USD) por hectare, reflectindo menor dependência de pulverizações químicas.

Para os investigadores, os resultados mostram um “potencial transformador” para pequenos agricultores, ao combinar mais produtividade, maior rentabilidade e ganhos de sustentabilidade. Contudo, alertam que a expansão da tecnologia exigirá superar barreiras de acesso ao mercado e alguma resistência de produtores tradicionais.

O trabalho recomenda que as autoridades do Bangladesh alarguem o acesso dos agricultores à beringela Bt, com apoio de cooperativas, incentivos e programas de formação direccionados, de forma a acelerar a adopção segura e informada desta cultura.

Os resultados completos estão disponíveis no jornal científico GM Crops & Food.

Fonte: CiB

Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto a evolução das cadeias de abastecimento na indústria de bens de consumo e se há algo que se tornou evidente é que a forma como gerimos a logística (com os seus dados e rastreabilidade) já não pode ser a mesma. O mundo não para de evoluir e as cadeias de abastecimento precisam de acompanhar o ritmo destas mudanças.

Durante muito tempo, tratámos a cadeia de abastecimento como um “mal necessário”: algo que tinha de funcionar, algo que raramente era visto como uma fonte de inovação ou vantagem competitiva. Hoje, esta visão está desatualizada. A rastreabilidade inteligente, suportada por tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), blockchain e Inteligência Artificial (IA), está a transformar completamente o setor. Quem não acompanhar esta transformação, corre o risco de ficar para trás.

Compreender os dados com vista à ação

É um facto que, quando os dados são bem utilizados, podem transformar completamente a forma como uma empresa opera. Já não se trata apenas de saber onde está um produto ou quando vai chegar. Trata-se de antecipar problemas ou reagir eficientemente a estes, otimizar recursos ou reduzir desperdícios, entre outros, graças a uma tomada de decisões baseada em factos e não em suposições.

Tenho visto empresas que, ao adotarem soluções de rastreabilidade inteligente, conseguem reduzir os custos logísticos em mais de 20%, melhorar a precisão das suas previsões de procura e até mitigar o impacto de avarias e problemas de última milha, aumentando com isso a satisfação dos clientes. Não estamos a falar apenas de gigantes globais, mas de exemplos concretos em Portugal, em empresas que decidiram investir em tecnologia, formação e mudança cultural.

Mas também vejo o outro lado: organizações que continuam presas a sistemas obsoletos, a processos manuais e a uma visão limitada da sua cadeia de valor. O mais preocupante é que, muitas vezes, não é por falta de recursos, mas por falta de visão estratégica. A resistência à mudança, o medo do desconhecido e a falta de alinhamento interno continuam a ser os maiores obstáculos à modernização das empresas.

Rastreabilidade inteligente não é um luxo, mas uma necessidade

A verdade é que a rastreabilidade inteligente não é um luxo, é uma necessidade. Num mundo onde os consumidores exigem transparência, os reguladores impõem normas cada vez mais rigorosas e a concorrência é feroz, não há espaço para ineficiências. A cadeia de abastecimento deixou de ser um bastidor invisível para se tornar num palco central da competitividade empresarial.

Mais do que tecnologia, esta transformação exige uma mudança de mentalidade. É preciso ver os dados como um ativo estratégico, investir em competências analíticas e criar uma cultura de melhoria contínua. É preciso envolver as equipas, ouvir os parceiros e, acima de tudo, ter a coragem de experimentar, falhar e aprender.

Acredito profundamente que as empresas portuguesas têm tudo para liderar esta mudança. Temos talento, temos criatividade e temos uma capacidade de adaptação que já demonstrámos em muitos outros contextos. Mas temos de agir. Porque o futuro da indústria de bens de consumo será digital, transparente e orientado por dados. Quem não se preparar, ficará inevitavelmente para trás.

Fonte: Grande Consumo

 

A Unidade de Meio Ambiente, Plantas e Ecotoxicologia da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) lançou uma consulta pública sobre o Projeto de protocolo para avaliação de autorizações de emergência de inseticidas e acaricidas submetido nos termos do Artigo nº 53 do Regulamento (UE) 1107/2009. 

Os interessados ​​são convidados a enviar os seus comentários até 24 de outubro de 2025.

Fonte: EFSA

Ricos em nutrientes e minerais, os brócolos são um forte aliado da saúde digestiva e imunológica. Vegetal versátil, pode ser consumido cozido, salteado, no forno, em puré, entre outras confeções. Bons argumentos para darmos uma oportunidade aos brócolos.

Os brócolos são um dos vegetais mais consumidos na Europa. Pertencem à família das crucíferas, onde se incluem, entre outras, a couve-flor, as couves-de-bruxelas, o rabanete e os agriões.

Sabia que a cor verde dos brócolos advém da presença de clorofila, muito rica em ferro, e semelhante à hemoglobina?

Este vegetal é bastante rico em nutrientes e minerais, podendo ser um forte aliado para a saúde digestiva, cardiovascular e imunológica.

Descubra cinco vantagens para consumir brócolos regularmente:

- São ótimos para consumo regular pela sua frescura e efeito diurético.

São poderosos anticancerígenos (especialmente estômago e intestinos), repletos de betacarotenos e vitamina C (muito importantes para a juventude celular).

- A elevada presença de vitamina K, cálcio, fósforo, zinco e vitaminas A e C, torna o seu consumo essencial para a manutenção de ossos fortes e saudáveis.

- São ricos em fibra solúvel. E, esta fibra solúvel, permite ligar-se ao colesterol, permitindo que seja mais fácil de eliminar pelo fígado – isto ajuda a regular os níveis de colesterol.

- A elevada concentração de fibra favorece o bom funcionamento do intestino.

Acresce que os brócolos são muito versáteis nos cozinhados, pelo que os podemos consumir cozidos, escaldados, salteados, em puré, no forno, entre outros.

Fonte: SAPO

 

No presente estudo foi avaliada a carga microbiana e a eficácia de compostos naturais na extensão da vida útil de espetadas refrigeradas de lula (Loligo duvauceli) e camarão (Parapenaeus longirostris). Após análise microbiológica, observou-se ausência de Listeria monocytogenes e Escherichia coli, mas uma elevada contaminação inicial por Pseudomonas spp., Enterobacterales e bactérias do ácido lático.

Durante o armazenamento a 4 °C, registou-se um crescimento de cerca de 4 log UFC/g em todos os grupos microbianos analisados. Após testadas diferentes soluções antimicrobianas naturais contra microrganismos isolados do produto, o ácido acético demonstrou maior atividade antimicrobiana. Sendo assim, foi avaliada a aplicação de vinagre de vinho tinto (50% v/v) no produto, como alternativa prática e natural. A aplicação por imersão resultou numa redução significativa de Enterobacterales e Pseudomonas spp., enquanto a pulverização não apresentou efeito relevante. A imersão em vinagre revelou-se uma estratégia eficaz, simples e de baixo custo para retardar a deterioração microbiológica do produto, contribuindo potencialmente para o aumento da sua vida útil sem comprometer a segurança alimentar.

Leia o estudo aqui.

Fonte: TecnoAlimentar

As Associações representantes da produção de cereais (cereais praganosos, milho e arroz) alertam para uma situação de emergência no sector dos cereais, resultado da queda abrupta dos preços à produção provocada não só pela entrada massiva de grão importado de países terceiros, como também do aumento dos custos de produção.

Nos últimos 6 anos, desde a campanha 2020, os custos médios aumentaram cerca de 55% enquanto o cereal valorizou apenas 20%.

Esta concorrência desleal está a colocar em risco centenas de explorações e a ameaçar um sector considerado estratégico para a soberania alimentar nacional.

Os agricultores portugueses são obrigados a cumprir regras ambientais, fitossanitárias e laborais muito exigentes, enquanto nos portos entram cereais produzidos em países com critérios muito menos rigorosos.

Não há igualdade de condições!

Perante este cenário, cresce o sentimento de revolta no terreno e multiplicam-se os agricultores que ponderam não avançar com as sementeiras na próxima campanha, uma vez que os custos de produção já não encontram correspondência no preço pago.

«As contas não fecham e trabalhar no vermelho deixou de ser sustentável», alertam.

Medidas urgentes exigem-se!

É urgente uma resposta imediata do Governo português e da União Europeia, exigindo medidas concretas:

  • Implementação imediata da Estratégia +Cereais, colocando no terreno todas as dezassete medidas aí previstas;
  • Futura PAC com orçamento reforçado e ajustado à inflação, que preserve a sua natureza comum e os dois pilares, assegure apoios integrais, distribua recursos de forma justa entre países, e seja flexível face às realidades do Sul da Europa, com participação efectiva dos agricultores;
  • Actualização dos Preços de Intervenção para os Cereais recalculando-os face aos custos actuais, que nada têm a ver com os que eram praticados em 2001/2002, altura em que o Preço de Intervenção foi definido nos 101,31€/tonelada;
  • Criação de um programa de apoio excepcional ao sector cerealífero português, à semelhança do que a Comissão Europeia já aplicou em 2023 em países da Europa Central e de Leste, igualmente afectados pelas importações de países terceiros (Ucrânia);
  • Introdução de um apoio de emergência, a vigorar na actual campanha de comercialização 2025/26, de 25€ por tonelada para os cereais que sejam comercializados via Organização de Produtores;
  • Controlo rigoroso nos portos e fronteiras, com reforço dos serviços de inspecção, para garantir que o cereal importado cumpre com os mesmos padrões sanitários exigidos à produção nacional.

Um sector estratégico em perigo

A produção de cereais em Portugal não é apenas uma actividade económica: «Está em causa a preservação de solos agrícolas, a fixação de população no interior, o combate à desertificação, a manutenção da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, e a redução da dependência externa em bens alimentares básicos».

O sector dos cereais em Portugal ocupa uma área que ronda os 250 mil hectares e está presente em cerca de 95 mil explorações agrícolas distribuídas de Norte a Sul do país.

Sem uma intervenção rápida e determinada, o país arrisca-se a assistir ao colapso de um sector vital para o equilíbrio do território e para a segurança alimentar das próximas gerações.

Fonte: Agronegócios

 

 
 

Espanha confirmou hoje o primeiro caso de dermatite nodular contagiosa (DNC) numa exploração pecuária na região de Alt Empordà, na Catalunha, tendo o Governo acionado medidas de controlo.

França já tinha reportado 67 surtos e Itália 47. Esta doença não se transmite a humanos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Alimentação do Governo catalão precisou que a doença foi confirmada através de testes realizados no Laboratório Veterinário Central de Algete, em Madrid.

Para conter o surto, a Generalitat (Governo da Catalunha) ativou um conjunto de medidas, que inclui o controlo da área onde foi detetada a doença, de modo a evitar a sua propagação para as explorações agrícolas vizinhas.

Segundo informação publicada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Portugal, a dermatose nodular contagiosa é uma doença viral, que afeta bovinos e alguns ruminantes selvagens, como o búfalo de água.

O vírus é transmitido, principalmente, por moscas, mosquitos e carraças, mas também através do contacto direto em animais doentes e sãos.

A transmissão indireta, por exemplo, através de água e alimentos contaminados também é possível.

Os sintomas mais comuns de DNC são febre, anorexia, salivação excessiva, corrimento óculo-nasal e diminuição da produção de leite.

Podem surgir lesões nos animais sob a forma de nódulos e tumefações.

A taxa de mortalidade é de cerca de 10%. Contudo, não existe tratamento para a doença e a vacinação está proibida na União Europeia, exceto em casos de emergência.

A DNC é uma doença de notificação obrigatória e Portugal é considerado um país livre desta doença.

Fonte: Agroportal

Portugal subscreve a Declaração Conjunta dos Ministros da Agricultura dos países MED9, na Conferência dos Ministros da Agricultura dos países do Mediterrâneo, que decorre em Portorož, Eslovénia, de 5 a 7 de outubro, sob o tema “Gestão Sustentável dos Riscos na Agricultura”.

Reafirmando o compromisso partilhado com a construção de uma política agrícola europeia mais resiliente e orientada para a adaptação às alterações climáticas, a Declaração Conjunta sublinha a necessidade de reforçar a capacidade de resposta da União Europeia face ao aumento dos riscos climáticos, nomeadamente secas, cheias e incêndios florestais, através de uma abordagem coordenada e de longo prazo.

Portugal, Croácia, Chipre, França, Grécia, Itália, Malta, Eslovênia e Espanha defendem o reforço do quadro financeiro europeu para a gestão de riscos e crises e apelam à criação de um mecanismo permanente de resposta a catástrofes agrícolas, que assegure previsibilidade e estabilidade aos agricultores mais expostos aos efeitos das alterações climáticas.

Destacando a importância desta posição conjunta, o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, defende que “uma Política Agrícola Comum forte e autónoma continua a ser o melhor instrumento para gerir riscos na agricultura, quer na prevenção, quer na mitigação dos efeitos dos desastres naturais. É necessário garantir a continuidade do segundo pilar da PAC, dedicado ao desenvolvimento rural, essencial para promover o investimento em infraestruturas, a modernização das explorações e a resiliência dos territórios agrícolas.”

O Ministro da Agricultura e Mar destaca também que a adaptação dos sistemas agrícolas exige investimento em regadio eficiente e sustentável, capaz de assegurar a disponibilidade de água para a agricultura, o consumo humano e a proteção dos ecossistemas, contribuindo também para a política de segurança e defesa.

Portugal continuará a defender, no quadro europeu, uma PAC estruturada em dois pilares e dotada de mecanismos eficazes de prevenção e resposta, assegurando que a transição para sistemas agrícolas mais resilientes é acompanhada por uma política de investimento adequada e por um esforço conjunto de todos os Estados-Membros.

Fonte: Ministério da Agricultura e Mar