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No dia 14 de Dezembro assinala-se em Portugal o Dia do Nutricionista, um marco memorável no percurso da profissão, pois foi no dia 14 de dezembro de 2010 que foi criada a ordem dos Nutricionistas e foi aprovado o seu primeiro estatuto.
Esta data homenageia todos os profissionais que, com dedicação e conhecimento, promovem a saúde e o bem-estar através da alimentação equilibrada.

Instituído pela Ordem dos Nutricionistas, este dia também relembra a importância da nutrição como ciência fundamental para a prevenção de doenças, para a melhoria da qualidade de vida e para o apoio a políticas públicas de saúde.
Em hospitais, escolas, empresas e comunidades, os nutricionistas desempenham um papel essencial na construção de hábitos alimentares mais conscientes e sustentáveis, valorizando também a dieta mediterrânica, reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A sua intervenção é decisiva para enfrentar desafios atuais como a obesidade, a promoção de hábitos saudáveis nas crianças, o aconselhamento em contextos clínicos e o acompanhamento de atletas de alta performance.

Neste dia, multiplicam-se iniciativas de sensibilização e campanhas informativas, mas sobretudo celebra-se e agradece-se o trabalho diário destes profissionais que, com ciência e proximidade, contribuem para uma sociedade mais saudável.

Fonte: Qualfood

 

Um novo consórcio europeu anunciou o lançamento do CropSafe, um projeto de investigação e inovação financiado pelo programa Horizon Europe através da parceria Circular Bio-based Europe Joint Undertaking (CBE JU), que pretende desenvolver um conjunto integrado de alternativas biológicas seguras e sustentáveis para substituir pesticidas químicos nocivos.

A iniciativa aposta na transformação de resíduos biológicos em bioactivos de elevada eficácia, criando uma nova geração de produtos fitofarmacêuticos desenvolvidos segundo o princípio Safe-and-Sustainable-by-Design (SSbD). A abordagem combina biotecnologia avançada com os princípios da bioeconomia circular, procurando substituir pesticidas sintéticos por soluções inspiradas na natureza e não prejudiciais.

 

Entre as principais inovações destacam-se:

  • Valorização de resíduos bio-baseados: utilização de biomassa aquática, resíduos florestais, borras de café e resíduos fúngicos para produzir compostos bioactivos, incluindo fenóis de origem vegetal e moléculas capazes de imitar ou interferir com comunicações naturais entre organismos.
    • Formulações e sistemas de aplicação avançados: desenvolvimento de agentes de formulação não nocivos, como encapsulação com biopolímeros e adsorção em biochar, garantindo libertação controlada e reduzido impacto ambiental.
    • Compreensão de mecanismos naturais: estudos aprofundados para perceber como os compostos interagem com plantas e ecossistemas, reforçando a resistência natural das culturas.
    • Ferramentas digitais de apoio à decisão: modelos baseados em dados e ferramentas de IA que orientam a aplicação precisa dos novos produtos, adaptando-os a diferentes climas e solos.
    • Validação pan-europeia: ensaios de campo alargados em zonas agrícolas da Escócia, Itália, Espanha e região mediterrânica.

Segundo o coordenador do projeto, Luis Vicente López Llorca, da Universidade de Alicante, esta iniciativa representa “um passo vital para um futuro agrícola resiliente e sustentável na Europa”.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Vida Rural

A produção de azeitona na região transmontana caiu entre 10 a 30%, mas há zonas onde a quebra chegou aos 50%, revelou, hoje, à Lusa, um dos produtores afetados.

 

O presidente da Associação dos Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), Francisco Pavão, explicou, à Lusa, que durante o mês de maio registaram-se temperaturas elevadas, acima dos 30 graus, na zona da Terra Quente, trazendo consequências no vingamento, uma vez que nessa altura as árvores estavam na fase de floração.

Outra das causas para a quebra de produção entende ter sido o Verão seco, provocando “um longo período de stress hídrico” nas plantas, numa região onde grande parte dos olivais são tradicionais e de sequeiro.

Face a estas condições meteorológicas, as quebras, que variam entre os 10 e os 30%, em Trás-os-Montes e de Alto Douro, segundo Francisco Pavão, já eram previsíveis.

Por isso, o dirigente defende que é preciso apostar no regadio, uma vez que em períodos secos, considera que o armazenamento de água pode reduzir as quebras de produção.

Ainda assim, a qualidade do fruto não foi afetada. “Felizmente a qualidade é muito boa, quer na Terra Quente, quer na zona da Terra Fria, quer nos azeites do Douro. Estão todos com qualidade de excelência. Não tivemos problemas com pragas nem com doenças e, portanto, foi um ano do ponto de vista fitossanitário muito bom para o produtor”, sublinhou.

Relativamente ao preço do azeite, o presidente da APPITAD esclareceu que ainda há “grandes stocks de azeite do ano passado”, a nível mundial, e, por isso, o preço terá “uma ligeira mexida”, mas “não muito significativo”.

No concelho de Carrazeda de Ansiães, onde as quebras rondam os 30%, os produtores dizem estar desanimados com o preço da azeitona, que diminui em relação à campanha anterior, e à baixa procura.

Em declarações à Lusa, o técnico da Associação de Fruticultores, Olivicultores e Viticultores de Carrazeda de Ansiães (AFUVOPA), Duarte Borges frisou que a procura pela azeitona está a ser “irrisória”, devido a stocks do ano anterior, e os preços “não estão nada animadores”.

“No ano passado, andava na ordem dos 35 a 40 euros os cinco litros [de azeite], este ano anda na casa abaixo, entre os 25 e os 30 euros e, nalguns casos, já menos um bocadinho”, lamentou o técnico.

Face a este cenário, Duarte Borges admitiu estar a ser um ano difícil para os produtores. “Está bastante desanimador para os agricultores, porque os custos de produção foram elevados, a campanha foi bastante dispendiosa e depois não se vê refletir o rendimento no bolso deles”, disse.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024, a região de Trás-os-Montes era a segunda maior produtora de azeite do país, com 78.928 hectares de olival, ficando atrás do Alentejo, que tem 206.620 hectares.

Fonte: Agroportal

O Ministério da Agricultura e do Mar anunciou que, ao longo de 2026, irá realizar um ciclo de encontros dedicados à Segurança Alimentar e Nutricional, em articulação com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e com as Secretarias Regionais de Agricultura das Regiões Autónomas.

De acordo com o comunicado de imprensa, estes encontros têm como objetivo recolher contributos dos vários intervenientes do sistema agroalimentar, promover o diálogo territorial e identificar soluções adaptadas às realidades locais.

 As conclusões destes encontros serão incorporadas na Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, prevista para o segundo semestre de 2026.

A conferência procurará consolidar uma visão nacional partilhada para reforçar a acessibilidade e a disponibilidade de alimentos saudáveis, valorizando os produtores, aproximando os consumidores e promovendo modelos alimentares mais equilibrados, resilientes e sustentáveis.

A nota de imprensa também sublinha que este trabalho dará origem à elaboração de um Plano Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional, desenvolvido em estreita articulação com o Ministério da Saúde.

O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, destacou que “Portugal quer reforçar a sua segurança alimentar, aumentar o rendimento dos agricultores e pescadores, contribuir para um modelo alimentar justo e sustentável, alinhado com a Agenda 2030 das Nações Unidas e as conclusões do Conselho da União Europeia de 9 de dezembro de 2024 sobre a Política Agrícola Comum, com impacto no próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034”.

Fonte: Vida Rural

Esta terça-feira, membros do Parlamento Europeu (PE) e do Conselho da União Europeia alcançaram um acordo provisório para aliviar as regras de reporte de sustentabilidade e as exigências de dever de diligência para as empresas.

O objetivo é reduzir as obrigações lançadas sobre as empresas, em linha com a estratégia de “simplificação” que a Comissão de Ursula von der Leyen tem vindo a seguir para impulsionar a competitividade económica do bloco regional.

Segundo o acordo informal, só as empresas da União Europeia com mais de mil trabalhadores e com volumes de negócio anuais líquidos superiores a 450 milhões de euros serão obrigadas a fazer o reporte dos seus impactos sociais e ambientais. Para empresas de fora da UE, essas obrigações aplicam-se àquelas com volumes de negócio anuais de 450 milhões no espaço da UE.

No que toca ao dever de diligência (ou “due diligence” em inglês), apenas grandes empresas da UE com mais de 5.000 trabalhadores e um volume de negócios anual líquido acima dos 1,5 mil milhões de euros serão obrigadas a identificar, prevenir, mitigar os seus impactos negativos reais e potenciais sobre as pessoas e sobre o planeta. O mesmo é aplicado a empresas de fora da UE.

“Conseguimos um compromisso muito bom. Estamos a fazer com que as regras de sustentabilidade sejam mais fáceis de cumprir, conseguindo reduções históricas de custos para as empresas e ao mesmo tempo a responder aos cidadãos europeus. Esta é uma vitória para a competitividade e uma vitória para a Europa”, diz, em comunicado, Jörgen Warbon, eurodeputado do Partido Popular Europeu e relator do acordo provisório.

Resta agora saber se será também uma vitória para o ambiente e para o planeta, uma vez que organizações não-governamentais de ambiente têm consistentemente vindo a alertar que a “agenda política de desregulamentação” da Comissão Europeia – que esta última descreve como um esforço de simplificação de regras e de desburocratização para beneficiar economia, sociedade e ambiente – está a delapidar mecanismos de proteção ambiental e a abrir mão da responsabilização das organizações, especialmente das empresas, pelos danos causados aos ecossistemas.

Contudo, o que uns chamam de desregulamentação outros descrevem como simplificação e “adaptação” das “uma regulação em excesso” à realidade empresarial e aos desafios económicos na Europa e que isso deve ser visto como “remoção de ineficiências que atrasam investimentos com impacto positivo para a economia e para o clima”.

Este acordo será votado em comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu no próximo dia 11 de dezembro, sendo que deverá ser votado em plenário também ainda antes do final do ano em Estrasburgo.

Fonte: GreenSavers

Embora a sua função protetora seja bem conhecida, a cápsula tem sido historicamente um elemento pouco considerado na estratégia de marketing do vinho. Um estudo realizado pela SenseCatch para o Grupo Crealis mostra que este componente tem uma influência direta sobre a perceção de valor, a atração nas prateleiras e a escolha do consumidor.

A cápsula, geralmente interpretada como um elemento puramente funcional dentro da tampa, tinha sido deixada de fora da análise enológica e comercial. Para avaliar o seu verdadeiro impacto, o Grupo Crealis lançou um estudo científico que examinou a forma como este componente modifica a perceção do consumidor numa perspetiva emocional, visual e semântica.

O projeto, desenvolvido pela empresa de consultoria SenseCatch, integrou metodologias de análise biométrica - eye-tracking e bio-tracking - com entrevistas qualitativas e provas comparativas, permitindo uma leitura completa da relação entre o consumidor e a garrafa encapsulada.

Trinta consumidores regulares de vinho, com idades compreendidas entre os 25 e os 50 anos e responsáveis pelas compras no seu agregado familiar, participaram numa simulação de compras num corredor de vinhos. Foram-lhes apresentadas garrafas de vinho tinto e de vinho espumante de uma marca fictícia, com e sem cápsula, a fim de isolar o impacto visual da tampa das outras variáveis.

Após a observação biométrica, foram efetuadas entrevistas e degustações para avaliar a perceção associada a cada formato. A análise incluiu uma revisão da linguagem utilizada para descrever cada tipo de garrafa, incorporando assim uma dimensão semântica que reforçou a interpretação dos resultados.

Cápsula traz valor acrescentado e orienta a escolha

O estudo chegou a uma conclusão clara: nove em cada dez consumidores preferem uma garrafa com uma cápsula, tanto para os vinhos de mesa como para os vinhos espumantes. Para estes últimos, a escolha do formato encapsulado é praticamente automática.

A presença de uma cápsula está associada à arrumação, à proteção, à qualidade e a um acabamento mais profissional. De acordo com a análise, estes elementos aumentam a perceção de valor e legitimam a qualidade do conteúdo. Por outro lado, a ausência de uma cápsula gera dúvidas, diminui o apelo visual e reduz a credibilidade do produto na prateleira.

Os resultados mostram que a cápsula não deve ser considerada apenas como um componente funcional, mas como um fator determinante na experiência de compra. Ela condiciona a primeira impressão, orienta a decisão final e afeta diretamente o posicionamento percebido do vinho.

Para os responsáveis pelo estudo, estas conclusões abrem um campo de ação estratégico para as adegas e produtores: a cápsula revela-se como uma ferramenta de comunicação silenciosa, capaz de transmitir identidade, qualidade e diferenciação num mercado altamente competitivo. O seu papel, até então secundário, posiciona-se assim como um eixo fundamental na construção do valor percebido e da coerência visual do produto.

Fonte: iAlimentar

 

Um comité conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a adoção  de uma dose de referência (DR) de 4 miligramas (mg) de glúten para glúten e cereais que contêm glúten, em um modelo de rotulagem preventiva de allergénios (RPA) baseado em risco, para garantir a segurança alimentar de pessoas com doença celíaca e alergias ao trigo mediadas por imunoglobulina E (IgE). O comité ad hoc convocou uma consulta de especialistas para apoiar as deliberações do Comité do Codex sobre Rotulagem de Alimentos (CCFL) e do Comitê do Codex sobre Higiene Alimentar (CCFH).

Em 2008, a Comissão do Codex Alimentarius estabeleceu que os alimentos sem glúten devem conter níveis de glúten não superiores a 20 mg por quilograma (kg). Considerando uma ingestão diária de 500 gramas (g) de alimentos com níveis de glúten não superiores a 20 mg/kg, isso equivaleria a uma ingestão de no máximo 10 mg de glúten por dia.

Novos Regulamentos para combater pragas

  • Wednesday, 10 December 2025 14:47

Foi publicado o Regulamento de Execução (UE) 2025/1952 da Comissão referente a medidas para prevenir o estabelecimento e a propagação no território da União de Anoplophora glabripennis (Motschulsky), bem como para a erradicação e o confinamento dessa praga em determinadas áreas demarcadas.

Foi também publicado o Regulamento de Execução (UE) 2025/2461, da Comissão que procede à revisão das  medidas para impedir a introdução, o estabelecimento e a propagação no território da União de Anoplophora chinensis (Forster).

As novas medidas entram em vigor a 23 de dezembro do corrente ano, sem prejuízo de no caso das estabelecidas para a Anoplophora glabripennis,  algumas das disposições só entrarem em vigor a de 1 de janeiro de 2027.

Fonte: DGAV

Portugal tem mais dois casos de Gripe das Aves

  • Wednesday, 10 December 2025 14:40

Portugal contabiliza mais dois casos de gripe aviária nos distritos de Lisboa e Aveiro, indicou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Segundo a informação divulgada pela DGAV, foi confirmado um foco de gripe das aves no concelho da Murtosa, em Aveiro, numa gaivota de espécie indeterminada.

Já no concelho de Torres Vedras, em Lisboa, foi detetado um novo foco, numa exploração comercial de perus de engorda.

Estes dois focos são do subtipo H5N1, que tem sido o mais comum no país.

Portugal conta, desde o início do ano, com 46 focos de infeção pelo vírus da gripe aviária confirmados.

Só desde novembro, foram detetados sete focos em Torres Vedras.

Na terça-feira, a Comissão Europeia anunciou que foram contabilizados mais 120 casos de gripe aviária em explorações nos Estados-membros e também no Reino Unido.

Em concreto, foram detetados focos na Áustria, Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Espanha, Reino Unido e Suécia.

A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.

A DGAV alertou para o “alto risco de disseminação” da gripe aviária e determinou o confinamento das aves domésticas em todo o território do continente.

Por outro lado, proibiu a realização de feiras, mercados, exposições e concursos de aves de capoeira e aves em cativeiro.

Nas zonas de proteção e vigilância, é proibida a circulação de aves a partir de estabelecimentos aí localizados, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições e a circulação de carne fresca a partir de matadouros ou estabelecimentos de manipulação de caça.

É igualmente prpeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) já tinha pedido aos países da União Europeia (UE) que reforcem as medidas de segurança contra a gripe das aves, após alertas de novos surtos.oibida a circulação de ovos para consumo humano e de subprodutos de animais obtidos de aves detidas a partir de estabelecimentos localizados nestas zonas.

 

Fonte: Agroportal

A Diretiva 2025/2360 entra em vigor a 16 de Dezembro e marca um passo histórico na proteção dos solos europeus, essenciais para a agricultura, a biodiversidade e a segurança alimentar.

A União Europeia prepara-se para dar um passo decisivo na proteção de um dos seus recursos mais valiosos – o solo. A 16 de dezembro entra oficialmente em vigor a primeira legislação europeia dedicada à monitorização e resiliência dos solos, um marco que responde a um problema transversal: entre 60% e 70% dos solos da UE estão atualmente em estado de degradação, com impactos económicos superiores a 50 mil milhões de euros por ano.

A nova Lei de Monitorização dos Solos surge num contexto de urgência crescente. Solos saudáveis são determinantes para a produtividade agrícola, resistência a pragas, qualidade nutricional dos alimentos e, no longo prazo, para a viabilidade económica do sector agrícola europeu. No entanto, a erosão, compactação, contaminação e impermeabilização afetam todas as regiões da UE, desde áreas agrícolas até florestas e zonas urbanas.

Monitorização obrigatória, mas flexível

A diretiva estabelece que os Estados-Membros devem monitorizar e avaliar regularmente o estado dos seus solos. Contudo, deixa margem para cada país adaptar a implementação à sua realidade local, reconhecendo as diferenças climáticas, geográficas e agrícolas dentro da União.

 Para apoiar esta transição, a Comissão Europeia disponibilizará um conjunto de ferramentas, incluindo capacitação técnica, um novo portal europeu de dados sobre saúde dos solos e um guia atualizado com as oportunidades de financiamento disponíveis. A Comissão compromete-se ainda a avaliar necessidades adicionais e possíveis lacunas no acesso a fundos.

Apoio direto a agricultores e gestores de solo

Um dos pilares da nova lei é o apoio reforçado aos agricultores. Além de orientações técnicas, a diretiva incentiva práticas que melhorem a resiliência dos solos e promove princípios que limitam a ocupação de terras, contribuindo para a proteção do solo agrícola e dos serviços que presta – entre eles, a segurança alimentar.

Importa sublinhar que a diretiva não estabelece metas vinculativas, não proíbe atividades nem cria novos processos de licenciamento. Também respeita integralmente as competências nacionais no domínio do ordenamento do território.

Contaminação: uma resposta há muito esperada

A legislação introduz ainda um mecanismo para enfrentar o problema persistente dos solos contaminados na Europa. Em situações de risco inaceitável para a saúde humana ou para o ambiente, serão obrigatórias medidas de redução de risco. Toda a informação relevante deverá ser disponibilizada gratuitamente ao público, reforçando a transparência e a proteção das comunidades afetadas.

Impacto na competitividade e nas metas climáticas

Ao melhorar o conhecimento sobre o estado dos solos e promover práticas que reforcem a sua resiliência, a UE avança na concretização dos seus objetivos de clima, biodiversidade e sustentabilidade agrícola. A diretiva deverá também contribuir para uma maior competitividade do sector agroalimentar e para uma maior segurança alimentar, num contexto global marcado por pressões ambientais e geopolíticas.

Com esta nova lei, a União Europeia afirma que a saúde dos solos – durante décadas negligenciada – passa agora a ocupar um lugar central nas políticas ambientais, agrícolas e económicas do bloco. A partir de 16 de dezembro, começa oficialmente a construção de uma base de dados comum, comparável e transparente sobre o estado dos solos europeus – um passo essencial para garantir a sua proteção nas próximas décadas.

Fonte: Grande Consumo