O maracujá roxo, para além da polpa saborosa, tem casca e sementes ricas em fibra dietética, minerais e vitaminas, com grande potencial para a alimentação humana e passíveis de conferir alegações nutricionais.
Este estudo mostrou ainda que as características do fruto se mantêm estáveis ao longo de diferentes colheitas, sob condições controladas de cultivo. Assim, todo o fruto pode ser aproveitado suportando uma estratégia de valorização integral e sustentável, sem desperdícios.
O maracujá roxo (Passiflora edulis f. edulis) é bem conhecido pelo seu sabor intenso e aroma característico. A polpa, consumida em fresco ou processada em sumo, é a parte mais apreciada pelos consumidores, mas, uma grande fração do fruto (cerca de 50%) acaba normalmente descartada como resíduo, principalmente as cascas e, em alguns casos, também as sementes.
Com uma produção global estimada em 1.5 milhões de toneladas de maracujá por ano, cerca de metade deste valor é gerado como subproduto. No estudo “From physicochemical characteristics variability to purple passion fruit (Passiflora edulis f. edulis) powders nutritional value: on the path of zero-waste”, publicado no Journal of the Science of Food and Agriculture (DOI 10.1002/jsfa.14087), uma equipa do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, e dos laboratórios REQUIMTE e CICECO vem propor uma nova perspetiva para a valorização destes subprodutos ao demonstrar que estes têm elevado potencial de exploração, quer enquanto base para a produção de ingredientes alimentares ou quer para a preparação de pós para consumo humano.
Nesse contexto, foram avaliadas em detalhe as características físico-químicas, nutricionais e bioativas das diferentes partes do fruto (casca, polpa e sementes) ao longo de três colheitas consecutivas para determinar a sua variação entre diferentes colheitas. Efetivamente, o conhecimento sobre a variabilidade temporal da composição do maracujá roxo é fundamental para a viabilidade da sua valorização económica.
Avaliação da variabilidade temporal das características físico-químicas do fruto
A variabilidade da composição de produtos naturais, e dos seus subprodutos, colhidas em diferentes anos é influenciada por vários fatores ambientais e agrícolas e de pós-colheita. A garantia da estandardização da composição de um produto alimentar é um requisito importante para a sua comercialização e é tanto mais assegurado quanto menor a variabilidade entre colheitas relativamente à composição da matéria-prima.
Neste estudo, os investigadores salientam que para esta avaliação foi salvaguardada uma gestão adequada de irrigação da plantação, impedindo que ocorra stress hídrico ao mesmo tempo que foram tidas em conta as variações das condições meteorológicas verificadas durante cada uma das colheitas. Perante isto, foi observado que em frutos no mesmo estado de maturação, características como massa e dimensões do fruto, peso fresco de cada uma das frações, a sua humidade, compostos fenólicos totais e atividade antioxidante não apresentaram diferença significativas.
É também de destacar a atividade antioxidante o teor de compostos fenólicos presentes nas diferentes partes do fruto. Estes compostos desempenham um papel importante na proteção contra o stress oxidativo, estando por isso associados a benefícios para a saúde e mitigação dos sintomas de doenças crónicas associadas a um desequilíbrio redox. Foi demonstrado que no maracujá, estes compostos se concentram principalmente na casca (23-26 mg EAG/g peso seco), sendo por isso a parte do fruto que demonstrou maior atividade antioxidante in vitro.
Casca e Sementes: Fontes de fibra dietética e vitamina C
Outro destaque deste estudo vai para a riqueza nutricional destes pós: os pós de casca e das sementes do maracujá roxo são fontes de fibra alimentar, enquanto os pós da casca e da polpa concentram quantidades muito significativas de vitamina C. De acordo com os resultados obtidos, um consumo diário de 10 gramas de pó obtido a partir da casca ou das sementes fornece, respetivamente, 21% e 22% da dose diária recomendada de fibra dietética e 51% e 11% da dose diária recomendada vitamina C.
De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, uma alegação nutricional de “Alto teor de fibra” exige que o produto contenha pelo menos 6 g de fibra por 100 g, enquanto uma alegação de “Fonte de” vitamina C só pode ser feita quando o produto contém uma quantidade significativa (15% da ingestão diária recomendada, conforme definido no anexo da Diretiva 90/496/CEE, revogada pelo Regulamento (UE) n.º 1169/2011), e uma alegação de “Alto teor” de vitamina C quando o produto contém pelo menos o dobro do valor da alegação de “Fonte de”. Assim, de acordo com estes critérios: o pó de casca é elegível para as alegações de “Alto teor” de fibra e “Alto teor” de vitamina C e o pó de sementes para “Alto teor” de fibra.
Um recurso com futuro na indústria alimentar
Em suma, com base neste estudo, os autores salientam que para além da polpa muito utilizada, a casca e as sementes do maracujá roxo podem deixar de ser considerados como um subproduto, para se tornarem numa fonte valiosa de ingredientes promissores no contexto da inovação alimentar. Ricos em fibra dietética, vitamina C e compostos com atividade antioxidante, oferecem benefícios nutricionais claros, e a sua exploração contribuiu para a valorização sustentável da cadeia de valor. Ao promover o aproveitamento integral do fruto, este estudo abre caminho à possibilidade de desenvolver produtos alimentares que conjuguem sabor, saúde e sustentabilidade. Estes pós podem ser explorados como ingredientes alimentares, ou podem ser comercializados na forma de pós para adicionar a uma grande panóplia de formulações alimentares como iogurtes, batidos, ou podem ser utilizados na confeção de produtos de panificação, entre outros. Assim este estudo é um exemplo claro de como ciência e inovação podem caminhar lado a lado para criar soluções simples, sustentáveis e alinhadas com os desafios globais da alimentação e as tendências de mercado.
Fonte: iAlimentar
Uma equipa de cientistas do Agriculture and Agri-Food Canada está a desenvolver pesticidas de nova geração que recorrem à nanotecnologia e à biologia molecular para combater pragas agrícolas de forma altamente seletiva. O objetivo é eliminar apenas os insetos nocivos, sem afetar outras espécies, como abelhas, nem contaminar o ambiente.
“Atualmente, os pesticidas são de amplo espectro e acabam por atingir outras formas de vida, sejam plantas, insetos ou fungos”, explicou Justin Pahara, investigador principal do Nano Lab da instituição. Segundo o cientista, a nanotecnologia poderá “resolver facilmente” as limitações dos métodos químicos tradicionais.
A investigação, que começou com testes em percevejos lygus e lagartas cutworms, aposta em técnicas que atuam ao nível do ADN dos insetos. Através do uso de moléculas de RNA, os investigadores conseguem atingir alvos genéticos específicos, provocando uma resposta celular semelhante à imunológica que neutraliza apenas o organismo visado.
“Estamos a direcionar marcadores genómicos — ou impressões digitais de ácidos nucleicos — específicas de cada inseto”, explicou Pahara. Este método permitirá criar tratamentos “altamente técnicos”, mas ajustáveis, uma vez que podem ser reprogramados se o genoma do inseto sofrer alterações, ao contrário dos pesticidas convencionais.
O projeto conta com a colaboração de estudantes das universidades de Lethbridge, Calgary e Alberta e recorreu ao Canadian Synchrotron, em Saskatoon, para obter imagens tridimensionais detalhadas da interação entre as nanopartículas e os insetos.
Segundo os investigadores, esta abordagem poderá reduzir a dependência de produtos químicos regulamentados, minimizar resíduos nos alimentos e dificultar o desenvolvimento de resistência por parte das pragas.
“Precisamos de novos tratamentos agrícolas — e precisamos que sejam menos tóxicos”, sublinhou Justin Pahara. O cientista acredita que, se a tecnologia se provar segura e eficaz, poderá representar um marco importante rumo a uma agricultura mais sustentável e responsável.
Após os testes laboratoriais, os novos pesticidas seguirão para ensaios em estufa e, posteriormente, em campo, incluindo agora também o combate a fungos e ervas daninhas.
Fonte: CiB
O setor das embalagens alimentares está perante uma transformação sem precedentes. O projeto NEWPACK, liderado pela Sovena em parceria com o Instituto Superior Técnico (IST), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e Logoplaste Innovation Lab, representa um salto tecnológico que vai muito além da simples substituição do PET por materiais biodegradáveis.
Paula Allen Lopes, coordenadora do projeto, é clara sobre os objetivos: “A ideia nasceu da visão estratégica de antecipar tendências e responder de forma proativa aos desafios ambientais, regulatórios e de mercado.” O projeto, com conclusão prevista para dezembro de 2025, posiciona-se na convergência entre sustentabilidade, inovação tecnológica e performance industrial.
A principal inovação do NEWPACK centra-se no desenvolvimento de biopolímeros obtidos a partir de matérias-primas renováveis, concebidos especificamente para minimizar o impacto ambiental. “Estes materiais são desenhados para, em caso de descarte acidental no ambiente marinho, não serem tóxicos para a vida aquática, podendo eventualmente vir a apresentar valor nutritivo para os peixes”, explica Paula Allen Lopes.
Esta abordagem representa um paradigma disruptivo na conceção de embalagens. Em vez da tradicional filosofia de “não prejudicar”, o NEWPACK introduz o conceito de “benefício ambiental ativo”, onde as embalagens podem contribuir positivamente para os ecossistemas marinhos em caso de descarte acidental.
Os testes de validação estão a ser conduzidos em parceria com o IPMA, garantindo uma rigorosa validação científica da biodegradabilidade e do potencial valor nutritivo dos materiais em ambiente marinho, bem como pela obtenção de certificações e aprovações regulamentares a nível europeu e internacional”, sublinha a responsável.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte:iAlimentar
Portugal continua a desperdiçar recursos com elevado valor energético e ambiental. Segundo a Associação de Bioenergia Avançada (ABA), o país precisa de reforçar a recolha e valorização dos resíduos alimentares, em particular dos óleos alimentares usados (OAU), para produzir biocombustíveis avançados — uma das soluções mais eficazes para reduzir as emissões do setor dos transportes.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o país desperdiça cerca de 1,93 milhões de toneladas de alimentos por ano, o equivalente a 182,7 kg por habitante. As famílias são responsáveis por mais de dois terços deste desperdício, o que reforça a necessidade de maior sensibilização e educação ambiental.
Recolha de óleo alimentar usado ainda é residual
Um dos exemplos mais evidentes deste problema é o baixo aproveitamento do óleo alimentar usado, um resíduo comum nas cozinhas portuguesas, mas com grande potencial energético.
Segundo um relatório da ZERO, a média nacional de recolha nos municípios com mais de 100 mil habitantes é de apenas 0,11 litros por pessoa/ano. Mesmo os concelhos com melhor desempenho — Maia, Seixal, Oeiras, Matosinhos e Amadora — recolhem entre 0,18 e 0,29 litros, enquanto os piores casos não ultrapassam 0,06 litros.
“A reciclagem de óleos alimentares usados é um exemplo claro de economia circular em ação. Quando corretamente encaminhado, este resíduo pode ser transformado em biocombustíveis avançados, reduzindo as emissões de CO₂ até 90% face aos combustíveis fósseis”, explica Ana Calhôa, secretária-geral da ABA.
A responsável recorda ainda o impacto ambiental da má gestão destes resíduos: “um litro de óleo pode poluir cerca de um milhão de litros de água”.
De resíduo a recurso: uma cadeia de valor sustentável
A transformação dos óleos alimentares usados em biocombustíveis envolve várias etapas — recolha, tratamento, refinação e utilização final em transportes públicos, frotas rodoviárias e aviação.
Em 2024, este subproduto representou 22% da matéria-prima utilizada na produção nacional de biocombustíveis, segundo o relatório anual da ABA, consolidando o seu papel na diversificação da matriz energética portuguesa.
“Portugal tem uma oportunidade estratégica de potenciar a recolha de óleos alimentares e integrá-la numa visão mais ampla de descarbonização do transporte. Ao transformar resíduos em energia limpa, reduzimos simultaneamente a poluição, a dependência energética externa e o desperdício”, reforça Ana Calhôa.
Biocombustíveis e metas europeias
A ABA lembra que a produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas residuais — como óleos usados, gorduras animais e subprodutos alimentares — é uma das vias mais eficientes para atingir as metas europeias de energia renovável no setor dos transportes até 2030.
Para alcançar esse objetivo, a associação defende três prioridades estratégicas:
“Cada litro de óleo conta”
No Dia Mundial da Alimentação, assinalado ontem, 16 de outubro, a ABA lança um apelo à responsabilidade coletiva — de consumidores, empresas e autarquias — para reduzir o desperdício alimentar e reciclar corretamente o óleo usado.
“São gestos simples com um impacto ambiental profundo. Cada litro de óleo reciclado é um passo para a produção de energia limpa, a redução da poluição e o fortalecimento da economia circular em Portugal”, conclui Ana Calhôa.
Fonte: Grande Consumo
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, nas últimas semanas, uma operação nacional de fiscalização pelas suas Unidades Regionais, direcionada à venda no comércio físico e online de suplementos alimentares, com o objetivo de verificar as normas legais aplicáveis e identificar eventuais práticas fraudulentas na comercialização e rotulagem destes géneros alimentícios.
Como balanço da operação, realizada em ervanárias/lojas de “produtos naturais”, parafarmácias, supermercados e ainda websites e páginas de redes sociais dedicados à venda on-line, foram fiscalizados um total de 127 operadores económicos, tendo sido instaurado 1 processo-crime por falsificação de géneros alimentícios e 17 processos de contraordenação, dos quais se destacam, como principais infrações, o desrespeito das regras do anúncio de venda com redução de preços, e o incumprimento das regras relativas à indicação das menções obrigatórias em géneros alimentícios.
Foram ainda apreendidas 150 unidades de suplementos alimentares por incumprimento ao nível da rotulagem.
Fonte: ASAE
A partir de 31 de outubro, a FDA exigirá certificações de importação para todo o camarão e especiarias provenientes de determinadas regiões da Indonésia devido ao risco de radioatividade.
A medida foi tomada após a deteção de níveis do isótopo radioativo césio-137 em contentores de transporte de camarão e em uma amostra de cravo-da-índia, com um total de mais de 58 milhões de libras de camarão transportadas nos contentores implicados.
A FDA publicou sete recalls de camarões associados à BMS Foods, a importadora indonésia que acabou por ser identificada como fornecedora dos camarões potencialmente contaminados. Além disso, a FDA detectou recentemente Cs-137 numa amostra de cravo-da-índia de outra empresa indonésia, a Natural Java Spice, e subsequentemente negou-lhe a permissão para entrar nos Estados Unidos.
Autoridades na Indonésia determinaram que os problemas decorrem de um acidente que estava fora do controlo das empresas implicadas.
O governo indonésio isolou a zona industrial de Cikande, uma cidade a cerca de 65 km a oeste de Jacarta, para limpar 10 fontes de Cs-137. Nove pessoas foram tratadas por exposição à radiação.
A contaminação parece ser culpa da Peter Metal Technology (PMT), uma fabricante de aço em Cikande, que utiliza sucata importada como matéria-prima principal. É provável que o césio tenha sido acidentalmente incorporado ao fluxo de resíduos da PMT em algum momento e, em seguida, fundido inadvertidamente, de acordo com o Ministério da Alimentação da Indonésia.
Fonte:Food Safety News
Considerado um dos alimentos mais tradicionais e versáteis do mundo, o pão, nas suas várias apresentações, tem estado presente em quase todas as mesas por vários séculos. A produção de pão parece remontar ao Egito, há 8 000 a.C., feito inicialmente sem fermento e, a partir de 3000 a.C., com recurso a levedura e cozedura em forno.
Pela sua importância na alimentação, o dia 16 de outubro foi instituído oficialmente como o “Dia Mundial do Pão” pela União de Padeiros e Afins.
Define-se o termo “pão” como o “produto obtido da amassadura, fermentação e cozedura em condições adequadas das farinhas de trigo, centeio, triticale, milho, extremes ou em mistura, de acordo com os tipos legalmente estabelecidos, água potável e fermento ou levedura, sendo ainda possível a utilização de sal e de outros ingredientes, incluindo aditivos, bem como enzimas, nas condições legalmente fixadas”.
A composição nutricional do pão é variada, dependendo do tipo de farinha utilizada e dos ingredientes adicionados. O pão produzido a partir de farinhas menos refinadas apresenta maior concentração de fibra, vitaminas e minerais. Rico em hidratos de carbono, um macronutriente fornecedor de energia, o pão pode fazer parte de qualquer refeição ao longo do dia. A sua ingestão, no contexto de uma alimentação saudável, deverá depender das necessidades individuais e do tipo de pão escolhido.
A inclusão de ingredientes como frutos oleaginosos ou as suas farinhas (nozes, amêndoas, caju), sementes (chia, linhaça, papoila), especiarias (canela, curcuma) e hortofrutícolas (agrião, espinafre, beterraba, banana, passas) permite aumentar o conteúdo nutricional do pão (em alguns casos também o valor calórico), mas permitindo-lhe uma versatilidade única e sabores variados.
Alguns exemplos de pães típicos de Portugal são o pão de Mafra, pão de Rio Maior, pão alentejano, pão de alfarroba (Algarve), broa de Avintes (Avintes) ou bolo do caco (Madeira). Pelo mundo fora, a lista de opções é interminável.
Há também disponível nas pequenas e grandes superfícies comerciais o “pão de forma”, um tipo de pão embalado em fatias, que normalmente tem mais gordura, açúcar de adição e aditivos (corantes, conservantes). Nestes casos, analisar e comparar os rótulos é a opção para fazer a melhor escolha. O pão torrado (vulgo “torras”) é outra forma de consumo, que também é vendido embalado e os cuidados na escolha são os mesmos que para o pão de forma.
Recentemente, tem ganho destaque o pão feito com recurso a massa-mãe, um tipo de fermentação lenta, que melhora a digestibilidade do pão no caso da sensibilidade ao glúten.
Qual o melhor pão? A resposta não é automática.
Para a maioria das pessoas, é recomendado um pão que seja feito com a utilização de cereais integrais (ex.: centeio, aveia, trigo, misturas de farinhas) e pouco sal. No caso de pessoas intolerantes a alguma farinha (ex.: trigo, aveia), esta deverá ser excluída do pão e substituída por outra. No caso de doentes celíacos, o pão terá exclusão total de trigo, centeio, cevada e aveia e terá de ser elaborado em local separado do pão comum (“sem glúten”), com todas as regras e de acordo com a legislação em vigor para a produção desse tipo de pão. Está indicado na embalagem a denominação “sem glúten” ou o símbolo correspondente.
Fonte: Agroportal
O Dia Mundial da Alimentação celebra-se, anualmente, a 16 de outubro.
Este ano, o Dia Mundial da Alimentação tem como tema “De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhor”, sendo assinalado em paralelo com o 80.º aniversário da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
A temática proposta para este ano convida a uma reflexão sobre o papel de individual e coletivo de cada um, não só para uma alimentação mais sustentável, como também para o direito à alimentação.
A importância da abordagem da alimentação saudável de uma forma holística, não só sob a dimensão da saúde, mas também dos direitos humanos ou do desenvolvimento sustentável está consagrtada na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC).
Este ano, a FAO convida crianças e jovens, dos 5 aos 19 anos, de todo o mundo a participar na competição global para o Dia Mundial da Alimentação. Para o fazerem, podem enviar uma ilustração que inspire ações por um mundo em que todas as pessoas tenham acesso a uma alimentação saudável.
A submissão dos cartazes deverá ser feita até 7 de novembro de 2025 através do formulário online disponível na página global da FAO.
Fonte: DGE
O Qualfood vai realizar um webinar gratuito no próximo dia 29 de outubro de 2025, pelas 10h, dedicado à segurança alimentar, à gestão da legislação e às novas soluções digitais para o setor agroalimentar.
Este evento online é dirigido a profissionais da indústria alimentar, técnicos de qualidade, consultores e todos os interessados em conhecer melhor o funcionamento do portal Qualfood e da plataforma iQualfood.
Durante o webinar serão abordados temas como:
Objetivo: Apresentar soluções práticas para melhorar a gestão da informação legal e técnica nas empresas do setor alimentar.
Data: 29/10/2025
Hora: 10h00
Formato: Online (via plataforma Teams)
Inscrição gratuita aqui.
Este webinar é uma excelente oportunidade para conhecer ferramentas que ajudam a garantir alimentos mais seguros, processos mais eficientes e empresas mais preparadas para os desafios legais e normativos.
Os mirtilos são especialmente atraentes pelo seu sabor doce e pelo aroma. São um excelente complemento para smoothies, iogurte ou saladas frescas. Estas frutinhas contêm vitaminas importantes e protegem-nos dos radicais livres.
Primeiramente, para deixar claro aqui, o mirtilo (ou blueberry) cultivado clássico do supermercado é menos eficaz e potente do que os mirtilos selvagens, que têm uma cor azul e roxa por toda parte.
O mirtilo silvestre é uma fruta milagrosa
Mirtilos silvestres são encontrados principalmente congelados em supermercados. Contêm inúmeros antioxidantes poderosos, os flavonoides, que protegem o nosso corpo e têm efeitos anti-inflamatórios.
Estas pequenas frutinhas são ótimas aliadas para o bom funcionamento do sistema cardiovascular e fortalecem o sistema imunológico. O consumo regular de mirtilos silvestres também pode reduzir o risco de demência ou ataque cardíaco.
Os seus efeitos positivos são comprovados cientificamente
Os seus efeitos benéficos para a saúde foram comprovados em vários estudos. Um estudo italiano, por exemplo, demonstrou claramente que os mirtilos contêm níveis extremamente altos de antocianinas (antioxidantes potentes), que contêm de 5 a 7 vezes mais por 100 gramas do que framboesas ou cerejas. Comer mirtilos protege-nos de doenças cardíacas.
Estas superfrutas também podem ser benéficas para pessoas com diabetes tipo 2. As antocianinas estimulam o metabolismo e reduzem a resistência à insulina.
É uma boa ideia recolher mirtilos silvestres?
Os mirtilos silvestres também costumam crescer em arbustos, e o verão é a época da colheita. As frutas silvestres podem ser encontradas em pastagens, florestas ou charnecas. Os arbustos costumam dar menos frutos do que mirtilos cultivados.
Os mirtilos, assim como outras frutas silvestres, às vezes podem conter o patógeno que causa Equinococose (infeção provocada por larvas da solitária Echinococcus multilocularis). Mas para evitar isto, as frutas podem ser aquecidas rapidamente numa panela com água.
Mas geralmente, pouquíssimas pessoas são infetadas por este patógeno através das frutas. Para quem colhe com frequência, um pente para frutas vermelhas também pode ser uma boa ajuda. No entanto, esse pente também tem algumas desvantagens, pois frutas verdes também são colhidas.
A caminho do supermercado orgânico?
Outra alternativa para obter frutas naturais é ir a uma loja de produtos naturais ou mercado de produtos orgânicos. Pequenas lojas de produtos agrícolas, em particular, podem oferecer mirtilos silvestres da região. A agricultura orgânica oferece outra vantagem: os mirtilos são livres de pesticidas e podem ser consumidos diretamente, praticamente sem riscos.
Fonte: Tempo.pt
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