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O preço do cacau nos mercados de futuros aproximou-se dos 4.500 dólares por tonelada, prolongando a subida constante desde final de abril, enquanto o café arábica está ao nível mais baixo desde novembro.

A agência noticiosa Efe remete para os dados do portal financeiro Trading Economics e aponta que o preço do cacau recuperou para máximos dos últimos três meses “apoiado pela diminuição de posições curtas”, apesar de as bases serem, “no geral, favoráveis”.

Para esta tendência de subida do preço do cacau podem estar as chuvas irregulares na Costa do Marfim e no Gana – principais produtores mundiais – e a preocupação crescente com o possível regresso de padrões climáticos adversos associados ao El Niño nos próximos meses.

A isto, junta-se o “aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente”, que contribuiu para o aumento dos custos de energia, transportes e fertilizantes.

Segundo a mesma fonte, a consultora de mercado Areté apontou que os preços do cacau em grão no ICE Europe subiram 52% desde o final de fevereiro “registando uma inversão acentuada da tendência, uma vez que tinham caído 80% entre o início de 2025 e o segundo mês de 2026”.

Para a consultora, esta inversão no mercado deve-se aos riscos relacionados com a oferta “alimentados pela incerteza meteorológica e pelo contexto macroeconómico e geopolítico”.

Os seus analistas sublinham que persistem os receios quanto à colheita intermédia na Costa do Marfim, embora as maiores preocupações estejam com a colheita principal de 2026/2027.

A consultora regista ainda que as primeiras observações no terreno apontam para grãos abaixo da média, antecipando-se perspetivas de produção limitadas. Com uma elevada probabilidade de efeitos severos pelo El Niño, há, assim, fatores “que poderão exercer pressão sobre a disponibilidade futura”.

Quanto ao preço do café arábica, a ser negociado a 2,7 dólares por libra, a Trading Economics atribui a descida às expectativas de “um aumento da oferta a curto prazo”, depois de condições favoráveis à produção no Brasil, o maior produtor deste tipo de grão.

No final de abril, a Academia de Comércio de Café previu que a produção no Brasil para 2026/2027 aumente 12% face ao ano anterior, para 71,4 milhões de sacos de 60 quilogramas.

Fonte: Agroportal

 A tecnologia recorre à proteína Cas13, uma “tesoura genética” do sistema CRISPR que, ao reconhecer o RNA de um vírus, corta moléculas de RNA próximas e gera um sinal luminoso indicativo da presença viral. Até agora, a deteção simultânea de vários vírus exigia diferentes tipos de proteínas CRISPR ou múltiplos marcadores fluorescentes, tornando os testes mais complexos e menos práticos para utilização no terreno.

Para ultrapassar esta limitação, os investigadores concentraram-se na velocidade com que a Cas13 reage perante diferentes vírus. A equipa desenvolveu assim um sistema designado “kinetic barcoding”, que identifica os vírus através dos seus padrões específicos de velocidade de reação. Ajustando o RNA-guia utilizado no processo, o método pode ser adaptado para detetar múltiplos vírus com uma única ferramenta, eliminando também a necessidade de converter RNA em DNA, uma etapa normalmente necessária em muitos testes moleculares.

Os testes realizados em amostras de pacientes conseguiram distinguir vários vírus respiratórios e diferentes variantes da COVID-19 numa única reação. Segundo o professor Sung-min Son, trata-se do “primeiro caso de utilização de uma nova informação — a velocidade de reação das tesouras genéticas — para fins de diagnóstico”.

Os investigadores acreditam que esta abordagem poderá contribuir para o desenvolvimento de testes rápidos mais simples, eficientes e adequados para utilização em contexto clínico ou em situações de surtos epidémicos.

Fonte: CiB

Com a publicação do Edital 19/2026/XF/N, procede-se à publicitação da atualização da zona demarcada para Xylella fastidiosa da Área Metropolitana do Porto, conforme Despacho n.º 75/G/2026, bem como a notificação da aplicação das respetivas medidas fitossanitárias.

Fonte: DGAV

Os terrenos rústicos que estejam inscritos na matriz predial gerida pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), mas não tenham proprietário atual identificado nem registo na conservatória, vão passar a ser abrangidos por um mecanismo de registo provisório a favor do Estado, avança o Jornal de Negócios. O procedimento, criado em 2019 após os grandes incêndios de Pedrógão Grande mas nunca aplicado, prevê um período de 15 anos para reclamação pelos legítimos proprietários antes de o registo se tornar definitivo.

O objetivo é garantir que os terrenos estão todos devidamente identificados, tanto em termos de localização exata (georreferenciação) como de proprietários, garantindo assim uma adequada manutenção, nomeadamente a sua limpeza para a prevenção de incêndios. Tendo em conta que continua a haver uma percentagem elevada de pequenas propriedades que foram sendo transmitidas, por heranças, doações, ou mesmo compras e vendas nunca registadas, e atualmente se encontram ao abandono sem que seja possível identificar os seus donos, este mecanismo pretende garantir a gestão profissional e sustentável dos terrenos.

 Ao longo do período de 15 anos, a gestão dos terrenos ficará entregue a uma entidade pública — a lei de 2019 prevê que a tarefa recaia sobre a Florestgal, uma empresa pública de gestão e desenvolvimento florestal que está presente em 27 concelhos do país –, podendo haver exploração ou cedência a terceiros nesse período.
 
Fonte: SAPO

ASAE | Operação Euforia

  • Monday, 11 May 2026 10:53

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, na última semana, uma operação nacional de prevenção criminal, para verificação do cumprimento das normas legais aplicáveis à comercialização de suplementos alimentares contendo extratos da planta Cannabis sativa, direcionada a estabelecimentos especializados na venda de suplementos alimentares e produtos, ervanárias/lojas de “produtos naturais”, parafarmácias, farmácias, supermercados e ainda websites dedicados a venda online destes géneros alimentícios.
A operação teve como objetivo assegurar o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis aos suplementos alimentares, na salvaguarda da saúde pública e na segurança dos consumidores, nomeadamente no que respeita ao uso como ingredientes de novos alimentos e/ou substâncias não autorizadas, à sua composição, a menções relativas a rotulagem e alegações nutricionais e de saúde, à notificação de colocação do mercado nos termos da legislação nacional e europeia em vigor.
Como balanço, foram fiscalizados 53 operadores económicos e apreendidos 6.822 artigos - sementes, flores e sumidades floridas ou frutificadas da planta Cannabis sativa L., resina, pólen, todos provenientes de partes da planta, tratando-se de substâncias consideradas psicoativas cuja detenção e comercialização se encontram sujeitas a regimes legais estritos.
Foram apreendidos diversos géneros alimentícios - gomas, chupa-chupas, chocolates, massas, infusões/tisanas -, destinados ao consumo que não cumpriam os requisitos legais de segurança, rotulagem ou qualidade, por conterem biomassa e ou extratos de Canábis sativa L.
Foram instaurados dezanove (19) processos‑crime pela prática dos ilícitos de género alimentício anormal falsificado por adição e de tráfico de estupefacientes, e instaurados oito (8) processos de contraordenação, por práticas comerciais desleais por indução em erro, incumprimentos de rotulagem, entre outras.
A ASAE alerta que a comercialização de géneros alimentícios, onde se incluem os suplementos alimentares contendo CBD (canabidiol) ou outros canabidioides, não é permitida por se tratar de um novo alimento não autorizado.


Fonte: ASAE

A agricultura portuguesa entra numa nova fase de exigência. Produzir continua a ser o ponto de partida, mas já não garante competitividade. Num contexto marcado por custos elevados, pressão internacional e maior exigência do mercado, o setor é chamado a responder com mais eficiência, maior integração e capacidade de diferenciação.

Os sinais dessa mudança são claros. Por um lado, a estrutura produtiva enfrenta constrangimentos conhecidos. Por outro, a cadeia de valor mantém a sua reorganização para manter uma maior proximidade ao mercado e uma crescente valorização de atributos como qualidade, origem e sustentabilidade.

Para Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a evolução é evidente, mas os limites também. “O setor agrícola está sem dúvida mais competitivo”, afirma, apontando o investimento em inovação e novas tecnologias como um dos fatores determinantes. Ainda assim, sublinha que persistem fragilidades estruturais que condicionam essa evolução.

Entre essas fragilidades estão os custos de contexto. “As dificuldades no acesso à mão de obra, a pesada carga fiscal e uma administração pública pouco eficaz na aplicação célere dos fundos comunitários penalizam particularmente os produtores nacionais”, refere, comparando com mercados concorrentes como Espanha ou França.

A pressão não é uniforme, mas atravessa toda a cadeia. Energia, fertilizantes e água continuam a pesar nos custos de produção, num cenário em que os apoios públicos não são equivalentes entre países. “Os apoios dados por alguns países, como Espanha, são em muitos casos substancialmente superiores, o que afeta a competitividade dos nossos produtores”, acrescenta.

A questão da água é um desafio que ultrapassa o setor: exige resposta de política pública e investimento em infraestruturas hídricas. A mão de obra imigrante, que representa já 53% dos trabalhadores agrícolas, segundo dados da CAP, é outro fator de vulnerabilidade estrutural.

É difícil Portugal diferenciar-se pela quantidade, mas tem uma clara vantagem na qualidade, autenticidade e valor acrescentado.
 
Leia o artigo completo aqui.
 
Fonte: Jornal de Negócios

 

O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) disse que a discussão do uso exclusivo de aguardente regional do Douro “importa muito à região” e lembrou o estudo que conclui pela inviabilidade da medida.

O presidente do IVDP, Gilberto Igrejas, foi ouvido na Assembleia da República, no âmbito da audição de entidades sobre o uso exclusivo de aguardente vínica com origem e produção na Região Demarcada do Douro (RDD) na beneficiação do vinho do Porto e moscatel, na sequência da aprovação,  de um diploma

O responsável realçou que a discussão do uso exclusivo de aguardente regional “importa muito à região” e lembrou que o IVDP analisou a viabilidade da integração de aguardente vínica regional no mosto para a produção de vinho Porto, cujas conclusões foram conhecidas em Janeiro.

“Em síntese, o que esse trabalho de natureza técnica diz é que a quantidade que nós produzimos de uvas na RDD não é suficiente para a produção integral de [vinho do] Porto nos quantitativos que vínhamos a produzir ao longo dos anos”, referiu Gilberto Igrejas.

O projeto-lei quer consagrar o uso exclusivo de aguardente vínica produzida na RDD para a produção de vinho do Porto e do moscatel do Douro.

O estudo divulgado em Janeiro, pedido pelo ministro da Agricultura em 2024, concluiu que o uso exclusivo de aguardente do Douro na produção de vinho do Porto é “tecnicamente inviável, economicamente insustentável e estrategicamente arriscado”.

O uso exclusivo da aguardente regional é uma questão polémica, com uns a defender esta como uma solução para a crise no Douro, com quebras nas vendas e nos rendimentos dos viticultores, e outros a alertar para riscos nesta imposição.

“O paradigma que aqui estamos a discutir terá proporções na região que serão de modo irreversível para a viticultura duriense”, frisou o presidente do IVDP.

Gilberto Igrejas apontou para as quebras nas vendas de vinho do Porto, enquanto os vinhos Denominação de Origem Protegida (DOP) Douro fizeram “precisamente um caminho inverso”.

“O que está aqui em causa analisar ao dia de hoje e aos valores atuais do dia de hoje é saber se a quantidade de matéria-prima que a RDD tem é suficiente para produzir Porto ou para, diminuindo a quantidade de Porto, ainda assim ser possível produzir com a integridade da matéria-prima proveniente do Douro, Duriense, e de todas as denominações que sobram a par do vinho licoroso”, referiu.

Recorrendo a gráficos sobre a produção de vinhos na RDD, Gilberto Igrejas referiu que, desde 2008, contabilizaram-se “quatro anos em que a totalidade de Douro e Porto, das duas DOP, não eram suficientes para gerar a aguardente que era necessária”.

Também ouvido hoje na Comissão de Agricultura e Mar, o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico, considerou que a medida dificilmente cumprirá o objetivo da valorização da uva, que provavelmente não é a melhor das opções e que impõe um ónus à região desproporcionado.

Garantiu ainda que o IVV está “obviamente disponível para trabalhar com todos, para procurar as melhores soluções” e lembrou que este instituto integra o grupo de trabalho, criado pela resolução do Conselho de Ministros, para formular um plano de ação e materializar ações concretas para a RDD e medidas que vão desde a vinha até ao mercado.

Fonte: Agroportal

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) publicou recentemente uma avaliação da exposição aguda dos europeus ao glicerol (aditivo E 422) em bebidas geladas (granizados) e vinho sem álcool, concluindo que tantas crianças quanto adultos excederiam a dose de referência aguda (ARfD) para glicerol ao consumir uma única porção de qualquer uma dessas bebidas. Com base nessas sugestões, a EFSA recomenda que a Comissão Europeia considere o estabelecimento de níveis máximos numéricos para o glicerol em  bebidas  .

A avaliação da exposição aguda foi realizada com base em um único evento de consumo, considerando os níveis de uso relatados e os dados analíticos de glicerol em bebidas congeladas e o nível máximo proposto de 50.000 miligramas (mg) de glicerol por litro (L) em vinho desalcoolizado. A EFSA utilizou uma dose conservadora, acima de quais ocorreriam efeitos farmacológicos indesejados, para a determinação da ARfD. Para um único evento de consumo, foi definida uma ARfD de 125 mg de glicerol por quilograma (kg) de peso corporal.

Para vinhos sem álcool, conforme estimativas de exposição aguda no percentil 95  para  o glicerol, no nível máximo proposto e considerando o consumo como substituto de bebidas aromatizadas ou vinho, excederiam a ARfD para todos os grupos populacionais .

Aceda ao relatório aqui .

Fonte: Food Safety Magazine

A conformidade com os limites da UE para resíduos de pesticidas (substâncias utilizadas para matar ou controlar indiretamente, incluindo organismos de doenças e insetos, animais e plantas indesejáveis) permanece elevada, de acordo com a EFSA, com base nos resultados de mais de 125.000 amostras de alimentos recolhidos em toda a Europa. O mais recente relatório da EFSA, em linha com os anos anteriores, confirma que o risco para a saúde humana devido aos resíduos de pesticidas nos alimentos continua a ser baixo.

O relatório da EFSA analisa dados de três programas de controlo: amostragem coordenada pela UE, que fornece uma imagem representativa do mercado da UE; controles nacionais realizados pelas autoridades; e amostra relacionada com o reforço dos controlos nas fronteiras. Os resultados estão disponíveis através da ferramenta de visualização de dados da EFSA.

Aceda ao relatório aqui .

Fonte: EFSA

A fronteira entre cuidados de pele e maquiagem está desaparecendo. A tendência da “ beleza híbrida ” está transformando o mercado de beleza e cuidados pessoais, à medida que os consumidores privilegiam produtos multifunções, com ingredientes ativos e benefícios simultaneamente estéticos e dermatológicos. A conclusão é de um novo relatório da GlobalData.

Segundo o estudo, esta mudança reflete uma nova abordagem ao consumo de cosmética, marcada por rotinas mais simples, maior atenção aos ingredientes e procura de eficácia comprovada. A tendência ganhou força após a pandemia de COVID-19, acelerando a passagem de rotinas extensas e complexas para soluções mais práticas e orientadas para o cuidado da pele.

Os dados do inquérito global da GlobalData para o primeiro trimestre de 2025 mostram que 85% dos consumidores afirmam prestar atenção média, alta ou muito alta aos presentes em produtos de beleza e higiene pessoal.

 A maquiagem também está assumindo funções associadas aos cuidados com a pele. Ingredientes como péptidos, niacinamida, ácido hialurónico, colagénio, ceramidas, bakuchiol – alternativa ao retinol – e proteção solar FPS estão agora presentes em bases, corretores, blushes, batons e maquilhagem de olhos.

O relatório revela ainda que 55% dos consumidores consideram o colagénio apelativo ou muito apelativo, enquanto 46% demonstram interesse por produtos com ácido hialurónico. Para a consultora, estes números evidenciam a procura crescente por cosméticos que conciliam benefícios estéticos e tratamento da pele. 

Simplificar rotinas

A simplificação das rotinas é outro dos motores desta tendência. Apesar do interesse crescente por ingredientes ativos e fórmulas científicas, muitos consumidores se sentem confusos diante da oferta disponível. De acordo com o estudo da GlobalData relativo ao quarto trimestre de 2025, 50% dos consumidores consideram importante que os produtos contenham “ ingredientes mais simples ”, enquanto 27% classificam esse fator como essencial na decisão de compra.

Além disso, 48% dos inquiridos admitem sentir dificuldade em identificar quais os produtos mais adequados para si, reforçando o espaço de crescimento para marcas que apostem em fórmulas multifunções e comunicação clara.

As redes sociais e os influenciadores digitais desempenham também um papel decisivo na popularização da beleza híbrida. Tutoriais, recomendações online e conteúdos produzidos por dermatologistas ajudam a traduzir conceitos científicos em mensagens acessíveis e apelativas, principalmente junto às gerações mais jovens.

Segundo o mesmo estudo, 48% dos consumidores dizem estar interessados ​​em comprar produtos recomendados por influenciadores nas redes sociais, demonstrando o peso crescente do ecossistema digital nas decisões de compra no setor da beleza.

Para a GlobalData, o futuro da indústria passará pela transição entre renovação científica, transparência e capacidade de comunicação digital, num mercado cada vez mais competitivo e orientado para a confiança do consumidor.

Fonte: Grande Consumo