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O Brand Futures Lab, cuja codireção é assegurada por Ana Côrte-Real, faculty & corporate relations da Porto Business School, e Hermano Rodrigues, principal da EY-Parthenon, nasce com o propósito de ser um espaço de experimentação estratégica, dedicado a pensar, testar e criar soluções para os desafios atuais e futuros das marcas.

Este centro de inovação aplicada desenvolvido pelo Innovation X Hub da Porto Business School (PBS) em parceria com a EY foi apresentado durante o evento ‘Liderar com Propósito: O Futuro das Marcas, da Liderança e da Confiança’, que reuniu líderes empresariais e especialistas para debater o papel das marcas como ativos estratégicos.

Através do cruzamento entre investigação académica, conhecimento executivo e cocriação com as organizações, o laboratório visa transformar insights em soluções com impacto real, para posicionar o branding como um motor essencial de competitividade, confiança e criação de valor sustentável.

Pretende unir empresas, executivos, agências, instituições académicas e públicas para cocriar soluções de marca que reforçam a competitividade, a reputação e o valor a longo prazo. Irá ainda desenvolver “estudos e ferramentas inovadoras com relevância nacional e internacional” e criar uma comunidade ativa de inovação, através de think tanks com líderes empresariais, “ligando o ecossistema empresarial a novas metodologias de gestão de marca”, revelam os dinamizadores.

Seis áreas prioritárias
“Num contexto em que as organizações precisam de equilibrar exploration e exploitation e gerir diferentes ritmos de liderança, as marcas assumem um papel central: funcionam como uma arquitetura de confiança que articula estratégia, cultura organizacional e experiência do cliente numa proposta consistente”, destacou Ana Côrte-Real, na lançamento do novo centro de inovação.

O Brand Futures Lab irá desenvolver a sua atividade com foco em seis áreas prioritárias – branding para PME e scale-ups, location branding, IA e branding, personal e leadership branding, internacionalização de marcas e ativação de marca e experiência.

Entre as ações planeadas para o primeiro ciclo de atividade destacam-se a publicação anual de um Branding Outlook Report e a criação do índice anual ‘Brand Performance North’, que funcionará como um barómetro do valor das marcas na economia regional.
O laboratório vai também dinamizar a iniciativa BrandWise, uma oferta de formação executiva de alto nível desenhada para líderes e profissionais de marketing e comunicação, e realizar ações-chave como o lançamento de programas custom e modulares e certificados, entre os quais o ‘Brand Leadership Program’, ‘Estratégia de Marca para PMEs’, e masterclasses com oradores internacionais.

Fonte: Hypersuper

A DGAV procedeu à atualização da Autorização excecional de emergência N.º 2025/47 – Art.º 53 do Regulamento (CE) n.º 1107/2009, de 21 de outubro, para utilização de produtos fitofarmacêuticos no controlo das pragas de quarentena Scirtothrips aurantii e S. dorsalis, em plantas hospedeiras, no contexto do plano de contingência em vigor face à atualização das zonas demarcadas e lista de hospedeiros.

Consulte aqui a Autorização excecional de emergência N.º 2026/23.

Fonte: DGAV

De acordo com um novo estudo da Tetra Pak, a modernização dos equipamentos existentes em linhas de lacticínios pode reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre 40% e 49%, dependendo do tipo de linha.

O estudo evidencia que estas reduções significativas podem ser alcançadas utilizando soluções já disponíveis no mercado, sem necessidade de substituir totalmente as linhas de produção. Além das emissões, a modernização dos equipamentos também diminui perdas de produto e custos operacionais.

Intitulado ‘Dairy Processing Impact Assessment’, o estudo, analisado de forma independente pelo Carbon Trust, aplicou uma metodologia alinhada com os principais quadros internacionais de referência sobre emissões evitadas, quantificando os ganhos potenciais de eficiência em linhas de lacticínios líquidos. A comparação entre a linha de referência de 2019 e o cenário global de linhas modernizadas em 2025 mostra o impacto ambiental positivo dessas intervenções.

Segundo o estudo, a modernização do equipamento permite reduções médias de 47% nas emissões de gases com efeito de estufa, 45% no consumo de água e 57% nas perdas de produto. A implementação global destas soluções poderia resultar numa poupança de carbono equivalente a retirar três milhões de automóveis da estrada. A utilização de sistemas avançados de filtração e cleaning in place (CIP) poderia reduzir o consumo de água em até 455 milhões de m³ anuais a nível mundial.

O setor global de lacticínios, responsável por 2,7% das emissões globais de gases com efeito de estufa em 2023, é também um consumidor relevante de água e energia. Ao otimizar as linhas existentes, os produtores podem aumentar a eficiência, reduzir custos e melhorar o desempenho ambiental de forma imediata, sem aguardar novas tecnologias.

O estudo indica ainda que, com políticas favoráveis e incentivos financeiros, estas melhorias podem ser escaladas, superando barreiras de investimento e acelerando a transformação do setor. Entre as soluções disponíveis destacam-se:

  • Bombas de calor elétricas para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e emissões associadas ao calor;
  • Eficiência de processo integrada, como a OneStep Technology para leite UHT e iogurte, que combina etapas num conceito mais eficiente;
  • Sistemas de filtração e recuperação, incluindo filtração por membranas, CIP e estações de filtragem de água, que recuperam perdas de produto e água.

Fonte: iAlimentar

O desperdício alimentar não é apenas uma questão de sustentabilidade para os fabricantes – é um enorme risco económico que se torna cada vez mais difícil de gerir, uma vez que a reação negativa dos consumidores contra os conservantes limita as opções já consolidadas e leva as marcas a procurar alternativas que funcionem em grande escala.

Uma startup que aposta ter a solução é a BioBlends, que utiliza compostos gasosos derivados de bactérias para prolongar a vida útil dos produtos sem aditivos.

Mas será que esse tipo de tecnologia consegue atender tanto às expectativas de desempenho quanto às de um rótulo limpo?

A resposta é sim, de acordo com Sebastián Zaera, CEO e fundador da BioBlends, que ficou em segundo lugar na etapa das Américas do Global Food Tech Awards, prémio anunciado no Future Food-Tech em São Francisco no mês passado.

Porque os fabricantes de alimentos precisam de uma nova solução para acabar com o desperdício de alimentos?

A BioBlends utiliza compostos orgânicos voláteis bacterianos para criar uma barreira protetora em torno do produto final no início do processo de embalagem, controlando a deterioração sem adicionar ingredientes indesejados à receita ou afetar o sabor, o aroma ou a textura, disse Zaera.

“São produtos que se encontram em equilíbrio líquido-gás. É muito semelhante ao álcool que temos em casa. O álcool, se o deixar aberto, o conteúdo evapora. Nossos produtos seguem o mesmo princípio”, explicou. “Nós aplicamos como um líquido. Pulverizamos sobre o produto final. Eles evaporam. Estão presentes, mas não são incorporados à receita, e são capazes de controlar contaminantes.”

Como as soluções da BioBlends não fazem parte da receita, não precisam ser listadas no rótulo, o que ajuda a atender à demanda do consumidor por listas de ingredientes limpas e, ao mesmo tempo, reduz o desperdício de alimentos.

“Estamos num momento em que um terço de todos os alimentos que produzimos é desperdiçado, enquanto os consumidores exigem que os fabricantes retirem os conservantes das receitas – mas isso coloca muita pressão nas cadeias de abastecimento e no setor de gestão do desperdício alimentar”, afirmou.

“É por isso que acreditamos que são necessários novos métodos de preservação”, acrescentou.

Uma solução de encaixe?

A BioBlends também se destaca da concorrência por não exigir altos investimentos de capital (CapEx) nem altos custos operacionais, incluindo energia, observou Zaera.

“Estamos a seguir uma abordagem que pode ser incorporada aos sistemas de produção atuais e facilmente escalável”, disse ele. “É extremamente fácil de usar em ambientes industriais atuais.”

Por exemplo, uma opção é adicionar os COVs por meio de embalagens em atmosfera modificada ou injeção de gás. Alternativamente, os COVs podem ser aplicados por meio de pulverização ou outras abordagens de embalagem ativa. De qualquer forma, os COVs não são adicionados à fórmula, portanto, não precisam constar na lista de ingredientes – uma distinção que pode ser um diferencial para as empresas.

BioBlends prolonga drasticamente a vida útil em testes piloto

A tecnologia por si só não significa impacto – o verdadeiro teste é como ela se comporta em produtos alimentares reais.

Segundo Zaera, as soluções da BioBlends aplicadas ao pão em testes de laboratório podem inibir o mofo por até 80 dias. Em comparação, o pão sem conservantes dura cerca de quatro a cinco dias, enquanto o pão com conservantes químicos numa padaria de médio porte pode inibir o mofo por 15 dias, afirmou ele.

As soluções da BioBlends superam até mesmo a capacidade de proteção do pão produzido numa fábrica com boas práticas de fabricação e conservantes, que pode durar até 30 dias, acrescentou ele.

Embora a empresa tenha começado a testar os seus produtos em pão, tortillas e outros produtos de panificação macios, também obteve resultados positivos ao testar sua solução em queijo vegano e molhos de tomate.

“Observamos uma melhor adequação a produtos embalados ou cujo processo de produção possa ser controlado em termos de atmosfera”, mas a empresa está a explorar como usar as soluções da BioBlends após o abate e na indústria da carne, disse Zaera.

O caminho para a aprovação regulatória

Com resultados promissores em laboratório com pão e outros alimentos, o próximo obstáculo para a BioBlends é a expansão da produção e a adequação às regulamentações.

“Estamos a finalizar uma análise de viabilidade com especialistas em regulamentação. Sabemos que estamos a usar produtos seguros”, disse Zaera. Ele acrescentou que espera submeter um dossie à FDA nos próximos meses para demonstrar que as misturas são geralmente reconhecidas como seguras (GRAS).

Para dar suporte ao dossie, a empresa está a ampliar seu processo de fermentação, passando de testes em laboratório para testes piloto e processamento subsequente.

A BioBlends está atualmente a captar US$ 2,5 milhões em financiamento inicial para apoiar seu crescimento e procura parcerias com produtores de alimentos, padarias e empresas de ingredientes, disse Zaera.

Ao mesmo tempo, a empresa está ativamente à procura de uma rodada de investimento seed de US$ 2,5 milhões para ajudar na expansão.

Até o momento, a empresa garantiu investimentos da GRIDX, da Big Idea Ventures e de diversas subvenções.

O que vem a seguir?

Além do dinheiro e das aprovações, a equipa tem uma visão mais ampla — onde essa tecnologia se poderia encaixar em todo o sistema alimentar.

“Dentro de três a cinco anos, gostaríamos de ter, em primeiro lugar, o nosso produto comercializado – crescendo na velocidade que estamos a prever e de acordo com o interesse que vemos na indústria”, disse Zaera.

Em segundo lugar, ele planeia expandir o portfólio da BioBlends para gerenciar mais cepas de fungos e bactérias.

Por fim, acrescentou ele, "nós vemo-nos como uma plataforma para prolongar a vida útil dos produtos".

Como plataforma, a empresa planeia oferecer combinações de COVs (Compostos Orgânicos Voláteis) de diferentes microrganismos para prevenir diversos contaminantes em uma ampla gama de produtos. Está também de olho em vários mercados, começando pelos EUA, mas considerando também a Argentina, a China e o Brasil. A longo prazo, a Europa também pode ser uma opção.

Fonte: Food Navigator USA

Os dados mais recentes obtidos pela ZERO junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) mostram que Portugal continua muito longe do potencial de aproveitamento dos ´leos alimentos usados (OAU). Em 2023, os municípios reportaram no Mapa Integrado de Registo de Resíduos (MIRR) a recolha de apenas 908 toneladas de OAU. Em 2022 tinham sido 868 toneladas. Estes valores contrastam com a estimativa histórica, referida pela APA, de que em Portugal são geradas entre 43 mil e 65 mil toneladas de OAU por ano, das quais cerca de 62% têm origem no setor doméstico.

Isto significa que, considerando apenas a fração doméstica, o país poderá gerar entre 27 mil e 40 mil toneladas por ano de OAU. Assim sendo, a recolha municipal conhecida representará apenas cerca de 2,3% a 3,4% do potencial doméstico estimado. 

Portugal continua a desperdiçar um recurso estratégico

análise realizada pela ZERO aos municípios com mais de 100 mil habitantes mostrou que, em 2022, 24 municípios que representam praticamente metade da população portuguesa recolheram 515 toneladas de OAU, com uma média anual de apenas 0,11 litros por habitante. O relatório conclui ainda que existe uma relação positiva e direta entre a quantidade recolhida por habitante e o número de oleões disponibilizados.

Os melhores desempenhos foram alcançados onde existe uma rede de recolha mais densa ou soluções complementares mais eficazes (ex.: a pedido e/ou porta-a-porta). Maia, Seixal e Oeiras destacaram-se, enquanto muitos outros municípios continuam muito aquém do que seria exigível. Tendo em conta que cerca de um quarto do óleo alimentar é absorvido pelos alimentos durante o uso, a meta realista de separação situa-se em cerca de 2,5 a 3 litros de OAU por pessoa e por ano. Se este potencial doméstico passar a ser captado, Portugal pode produzir cerca de 25 a 30 milhões de litros de biocombustível por ano. Isto significa que o país poderá estar a desperdiçar a possibilidade de multiplicar por 25 a 30 vezes a produção atual de biocombustível de origem doméstica. Refira-se que a produção de biocombustível a partir de óleos alimentares usados é a forma mais sustentável de produzir biocombustível, evitando-se o desperdício de um recurso, fomentando-se a sua valorização.

Portugal tem já capacidade industrial e empresarial para valorizar este recurso. O problema, por isso, não é tecnológico: é sobretudo de recolha, ambição política e prioridade dada a este fluxo.

A ZERO considera que cada litro de óleo alimentar usado corretamente entregue conta em três frentes: evita poluição da água e dos esgotos, melhora a gestão de resíduos urbanos e ajuda a produzir um combustível renovável em Portugal.

Fonte: ZERO

Do leite materno aos alimentos funcionais

  • Thursday, 09 April 2026 09:40

Como os oligossacarídeos do leite humano estão criando uma nova categoria de ingredientes bioativos.

Os avanços na fermentação de precisão e os dados clínicos emergentes em adultos estão posicionando os oligossacarídeos do leite humano como uma nova classe de ingredientes alimentares funcionais, além da nutrição infantil, apoiando seletivamente as bactérias intestinais benéficas e a função imunológica.

Para a comunidade científica de alimentos, os oligossacarídeos do leite humano (HMOs) são bem conhecidos: o cenário dos ingredientes funcionais está passando por uma revolução de precisão – e os HMOs estão na vanguarda dessa transformação.

O que mudou foi o âmbito da ambição. Os HMOs não estão mais restritos à categoria de fórmulas infantis. Os avanços na fermentação de precisão, a expansão das aprovações regulatórias e um crescente conjunto de dados clínicos em adultos estão convergindo para posicionar esses bioativos como uma classe genuinamente nova de ingredientes alimentares funcionais.

Complexidade estrutural como vantagem funcional

O leite materno é único entre os leites de mamíferos por sua extraordinária diversidade de oligossacarídeos. Como detalhado por Lars Bode em Glycobiology (2012), o leite materno humano contém mais de 200 HMOs estruturalmente distintos, construídos a partir de cinco monossacarídeos básicos: glicose, galactose, N-acetilglicosamina, fucose e ácido siálico. As estruturas resultantes incluem cadeias lineares, configurações ramificadas e variantes fucosiladas e sialiladas – um nível de complexidade que supera o de outros leites de mamíferos.

Essa diversidade não é acidental. Cada variante de HMO interage de forma diferente com receptores microbianos, células imunes e superfícies epiteliais. Algumas atuam como fontes seletivas de carbono para espécies específicas de Bifidobacterium . Outras funcionam como receptores de isca solúveis que se ligam a patógenos antes que estes se adiram ao epitélio intestinal. Outras ainda modulam a sinalização imune diretamente. Esses mecanismos foram catalogados em 2021, demonstrando que os HMOs ativam tanto as vias imunes inatas quanto as adaptativas por meio da modulação de citocinas, diferenciação de células T e atividade de receptores de isca para patógenos.

Produção em escala: a inovação da fermentação de precisão

Até recentemente, a viabilidade comercial dos HMOs era limitada pela economia de produção. O avanço ocorreu com a fermentação microbiana de precisão – a engenharia de cepas bacterianas ou de leveduras para produzir HMOs estruturalmente idênticos. O HMO mais abundante no leite materno, a 2'-fucosilactose (2'-FL), foi o primeiro a alcançar produção em escala comercial e aprovação regulatória, recebendo múltiplas determinações GRAS (Geralmente Reconhecido como Seguro) da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA e autorizações de Novos Alimentos da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos). A lacto-N-neotetraose (LNnT) seguiu o mesmo caminho, e outras estruturas – incluindo 3'-sialilactose, 6'-sialilactose e lacto-N-tetraose – estão progredindo nos trâmites legais.

Evidências clínicas em adultos: indo além da infância

Os dados sobre lactentes são extensos. Um ensaio realizado em 2017 demonstrou que os lactentes que receberam fórmula suplementada com 2'-FL e LNnT apresentaram taxas significativamente menores de bronquite relatada pelos pais (10,2% vs. 27,6%), infecções do trato respiratório inferior (19,3% vs. 34,5%) e menor uso de antibióticos (42,0% vs. 60,9%) até os 12 meses de idade.

Mas o desenvolvimento comercialmente mais significativo é a crescente evidência em adultos. Publicado em 2016, o primeiro ensaio clínico controlado por placebo com HMO em adultos demonstrou que a suplementação oral com HMO produziu aumentos significativos na abundância de Bifidobacterium em adultos saudáveis ​​– efeitos prebióticos seletivos não observados com fibras convencionais.

Este trabalho foi alargado em um estudo de 2023 que administrou uma mistura complexa de HMOs provenientes de leite materno de doadoras a 32 adultos saudáveis. Os resultados revelaram expansão dose-dependente de Bifidobacterium , alteração no conteúdo genético microbiano – incluindo indução de vias de síntese de antibióticos e depleção de vias de resistência a antibióticos – e aumento nos níveis circulantes de TGFβ e IL-10. As alterações microbianas persistiram até o 28º dia, bem além do período de suplementação de sete dias. Notavelmente, as misturas complexas de HMOs produziram efeitos que não puderam ser replicados por HMOs individuais ou por misturas definidas das dez estruturas mais abundantes isoladamente.

Saiba mais aqui.

Fonte: New Food Magazine

O sistema Valorfito recolheu 737,034 toneladas de resíduos de embalagens agrícolas em 2025, um aumento de 26,9% face ao ano anterior, no primeiro ano de implementação da nova licença que alargou o âmbito de atuação do sistema.

De acordo com o comunicado de imprensa, no mesmo período, foram declaradas 3.236,273 toneladas de embalagens, refletindo a integração de novos fluxos de resíduos. A taxa global de retoma fixou-se nos 22,8%, abaixo do valor registado em 2024, num contexto marcado por alterações estruturais no funcionamento do sistema.

 Desde o início de 2025, o Valorfito passou a abranger novas tipologias de embalagens, incluindo embalagens secundárias de fluxos já existentes, bem como embalagens primárias e secundárias de fertilizantes, rações e batata de semente. Este alargamento traduziu-se num aumento do universo de resíduos abrangidos e numa fase de adaptação por parte dos diferentes intervenientes.

“2025 foi um ano de transformação para o Valorfito. O alargamento do sistema a novos fluxos representa um passo decisivo para uma gestão mais abrangente e responsável dos resíduos gerados na atividade agrícola. Como é natural num primeiro ano de implementação, todo o setor está ainda numa fase de adaptação — desde os agricultores aos Pontos de Retoma — mas os resultados já demonstram o espaço de crescimento do sistema”, afirmou António Lopes Dias, director-geral do Valorfito.

 Segundo o responsável, a prioridade passa agora por consolidar o novo modelo e reforçar a proximidade com os profissionais no terreno, com vista ao aumento progressivo das taxas de retoma.

O sistema encontra-se numa fase de arranque e consolidação, com agricultores, distribuidores e Pontos de Retoma a ajustarem-se às novas tipologias de resíduos e procedimentos de recolha. Neste contexto, o Valorfito tem vindo a reforçar a rede operacional, a sensibilizar os utilizadores e a divulgar as novas regras, com o objetivo de melhorar o encaminhamento dos resíduos.

 A entidade gestora antecipa que, com a consolidação do sistema e a familiarização do setor com os novos fluxos, será possível aumentar as quantidades recolhidas e melhorar as taxas de retoma nos próximos anos.

Fonte: Vida Rural

Homenagear o património olivícola e sensibilizar para a adoção de boas práticas que contribuam para a sua preservação e para o desenvolvimento do olivoturismo são os principais objetivos do livro ‘Monumentos Vivos, Óleo Sagrado: Um Património Biocultural do Mediterrâneo e da Humanidade’, coordenado por investigadores do CiTUR – Leiria (Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo), sediado na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

A obra foi recentemente lançada e encontra-se já disponível para todos os interessados em conhecer as origens da oliveira, o processo de produção do azeite e os seus benefícios para a saúde humana, bem como o papel do olivoturismo no desenvolvimento dos territórios. O livro conta ainda com uma versão digital de acesso gratuito.

“A oliveira é a árvore simbólica do Mediterrâneo e, há mais de 40 séculos, molda as suas paisagens e culturas. Atualmente, continua a ser uma das culturas mais difundidas na região, com quase 10 milhões de hectares cultivados, cerca de quatro vezes mais do que a área dedicada à vinha”, refere Francisco Dias, um dos coordenadores da publicação.

Segundo o investigador, “em torno da olivicultura desenvolve-se um vasto conjunto de saberes e práticas que integram o património olivícola, abrangendo dimensões tão diversas como o trabalho agrícola, os rituais e a gastronomia”. O docente acrescenta ainda que “nenhuma outra espécie arbórea é tão rica em significados culturais e capaz de despertar tanto entusiasmo”, defendendo que a oliveira constitui um património “natural e cultural, material e imaterial”.

Estruturado em cinco partes, o livro aborda, numa primeira secção, ‘A oliveira e o azeite na antiguidade’, explorando a mitologia associada à árvore e os usos ancestrais do azeite, numa viagem histórica que inclui o período do Império Romano. Segue-se ‘A oliveira: a árvore da vida’, dedicada ao cultivo, à longevidade da espécie, à salvaguarda do olival tradicional e à crescente procura por oliveiras ornamentais.

A terceira parte centra-se na produção de azeite, analisando aspetos essenciais da sua produção e comercialização em Portugal, enquanto a quarta aborda o consumo deste produto, com enfoque na gastronomia, na saúde, na cosmética e nos rituais coletivos.

A quinta e última secção, dedicada ao olivoturismo, reúne estudos recentes sobre atividades, experiências e motivações associadas a este segmento, incluindo os eventos do Dia Mundial da Oliveira em Portugal e uma análise aos principais desafios à sua consolidação no país.

“Considerando a diversidade de práticas culturais e a sua origem multimilenar, a integração do património olivícola na cadeia de valor do turismo representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade para as comunidades locais”, sublinha Francisco Dias, estabelecendo um paralelismo entre olivoturismo e enoturismo, áreas que partilham bases comuns como a natureza, o saber-fazer, a gastronomia e a saúde.

A obra resulta de conteúdos desenvolvidos no projeto europeu Olive4All (2021-2025) e foi estruturada e publicada com o apoio do projeto Ferramentas de Apoio à Sustentabilidade do Turismo (FAST), liderado por investigadores do polo do CiTUR do Politécnico de Leiria.

O livro reúne um coletivo de autores coordenado pelos docentes da ESTM Francisco Dias e Fernanda Oliveira, integrando investigadores de várias instituições de ensino superior portuguesas, incluindo os politécnicos de Leiria, Porto, Bragança, Tomar e Beja, e as universidades de Coimbra e da Madeira.

Aceda à versão digital gratuita AQUI.

Fonte: iAlimentar

O reforço do compromisso dos Estados-Membros na cooperação internacional para a implementação de estratégias e partilha de boas práticas eficazes para proteger as crianças da exposição ao marketing alimentar, estiveram em destaque na 19.ª reunião anual da WHO European Action Network on Reducing Marketing Pressure on Children, realizada em Oslo, Noruega, em março, com a participação da DGS

Coordenada por Portugal desde 2016, esta rede de Ação Conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) Europa, contou, nesta reunião, com a participação presencial de representantes de 15 Estados-Membros da Região Europeia da OMS — Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, Islândia, Irlanda, Lituânia, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal e Reino Unido — para além de participantes remotos de outros países.

Durante o encontro, informou a DGS em comunicado, foram abordados os determinantes comerciais da saúde e os principais desafios associados à regulação do marketing alimentar dirigido a crianças e jovens, em particular no ambiente digital.

Foi igualmente debatida a necessidade de implementar metodologias eficazes para monitorizar esta exposição, tendo sido feito um balanço das medidas em curso nos países da rede.

A reunião anual desta network da OMS Europa foi organizada em colaboração com a EU Joint Action PreventNCD, iniciativa em que o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) representa Portugal.

Fonte: TecnoAlimentar

Investigadores da Ruhr University Bochum, na Alemanha, descobriram que a bactéria Rhodococcus opacus 1CP possui múltiplos caminhos metabólicos que lhe permitem decompor compostos aromáticos tóxicos, oferecendo novas soluções para a biotecnologia ambiental.

Muitos compostos aromáticos, como fenóis, cresóis e estirenos, são prejudiciais para os organismos e para o ambiente, acumulando-se frequentemente devido a processos industriais. A equipa liderada pelo Professor Dirk Tischler, do Microbial Biotechnology Research Group, analisou o genoma da bactéria e identificou diversas vias metabólicas potenciais, que permitem à Rhodococcus opacus 1CP atuar como um verdadeiro “especialista em limpeza” sob diferentes condições ambientais. Os resultados foram publicados no dia 27 de março de 2026 na revista Applied and Environmental Microbiology.

Segundo Dirk Tischler, a bactéria se distingue por um genoma particularmente grande, que codifica numerosas enzimas, muitas das quais redundantes. Estas enzimas transformam os substratos de forma sequencial, formando vias metabólicas que permitem, por exemplo, converter estireno em CO₂. “Neste processo, a bactéria obtém energia e ao mesmo tempo limpa o ambiente: um elemento central da biotecnologia ambiental”, explica o investigador.

A redundância enzimática revela-se uma vantagem: diferentes enzimas da mesma classe podem ser produzidas conforme as condições ambientais, como a concentração de oxigénio, temperatura ou disponibilidade de nutrientes. Esta capacidade de adaptação rápida é crucial, sobretudo num contexto de alterações climáticas.

Os investigadores descobriram ainda que a desativação de uma enzima pode ativar novas vias metabólicas. Por exemplo, na degradação de fenóis e cresóis, três enzimas normalmente ativam estes compostos e formam catecóis; se forem bloqueadas, outras enzimas assumem a função, permitindo a decomposição por rotas alternativas. “Ainda há muito por descobrir”, conclui Dirk Tischler, sublinhando o potencial destas bactérias para apoiar os ecossistemas na remoção de poluentes de forma natural.

Leia o Comunicado, em inglês, no site da Ruhr University Bochum.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia