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A Parceria para Educação em Segurança Alimentar (PFSE, na sigla em inglês) compartilhou seis tendências de segurança alimentar que, segundo ela, moldarão o ano de 2026 e como a comunidade de segurança alimentar pode ajudar a fortalecer todo o sistema alimentar. A PFSE afirma que essas tendências ressaltam a necessidade de educadores em segurança alimentar, reguladores e parceiros da indústria encontrarem os consumidores onde eles estão, compartilharem informações de maneira confiável e trabalharem juntos para ampliar o impacto coletivo.

As tendências que moldarão a segurança alimentar em 2026, de acordo com a PFSE, são:

  1. Mais refeições preparadas em casa: Impulsionados por preocupações com a acessibilidade e a saúde, os consumidores estão a comer em casa e preparam as suas próprias refeições. Com mais comida preparada em casa, aumenta também a responsabilidade dos consumidores em manusear os alimentos com segurança, criando a necessidade de orientações confiáveis.
  2. Conveniência: A conveniência continua sendo um fator determinante nas decisões de compra e alimentação. O entendimento do consumidor é fundamental para garantir que esses produtos permaneçam seguros desde a compra até o prato.
  3. Fritadeira a ar: As fritadeiras a ar tornaram-se um eletrodoméstico essencial em muitas cozinhas. Elas cozinham de forma diferente dos fornos ou fogões tradicionais, e cada modelo apresenta particularidades. Os consumidores podem presumir que os alimentos estão totalmente cozidos com base na aparência, em vez da temperatura interna, aumentando o risco de cozimento insuficiente.
  4. Recursos limitados para a educação: As mudanças nos orçamentos do estado estão a alterar a forma como a educação em segurança alimentar é oferecida. Muitas organizações são solicitadas a fazer mais com menos recursos, tornando a colaboração essencial. Conteúdo pronto para uso e adaptável é importante para ajudar os profissionais de educação em saúde e segurança alimentar a manter o alcance e a consistência, mesmo quando a equipa ou o financiamento são limitados.
  5. Resumos de IA: Resumos gerados por inteligência artificial (IA), assistentes de voz e ferramentas de busca conversacional estão a substituir cada vez mais as buscas tradicionais na web. As pessoas frequentemente recebem respostas condensadas em vez de artigos completos, o que aumenta a importância da precisão, clareza e consistência. As orientações sobre segurança alimentar devem ser concisas, em linguagem simples e estruturadas de forma que as ferramentas de IA possam interpretá-las e compartilhá-las corretamente com facilidade.
  6. Saúde e Nutrição: À medida que as discussões sobre nutrição se expandem, a segurança alimentar deve permanecer parte do diálogo. É necessário capacitar os especialistas em nutrição com informações sobre manipulação segura de alimentos que complementem as metas nutricionais, protejam as populações vulneráveis, reduzam o risco de doenças transmitidas por alimentos e garantam que os alimentos saudáveis ​​permanecem seguros para o consumo.

A PFSE apela para que os educadores em segurança alimentar modernizem suas abordagens, fortaleçam parcerias e garantam que a segurança alimentar permanece relevante, visível e eficaz. Ao reunir educadores, governo e indústria, os educadores em segurança alimentar podem alinhar mensagens e criar uma plataforma compartilhada para colaboração.

Fonte: Food Safety

Do sobreiro à batateira, a ciência está a dar um salto inovador. Em entrevista ao CiB, Vera Inácio, investigadora do BioISI (FCUL), fala sobre dois projetos de investigação centrados na epigenética: um que utiliza a casca da batata como modelo experimental para estudar a formação da cortiça e outro que procura compreender o estabelecimento da memória de eventos de calor na cultura da batateira. Numa abordagem pioneira que alia biotecnologia e sustentabilidade, a cientista recorre à edição genética com CRISPR e à análise da resposta das plantas ao calor, prometendo abrir novas vias para o melhoramento da cortiça e o desenvolvimento de culturas mais resilientes às alterações climáticas.

Leia a entrevista concedida aqui.

Fonte: CiB

As empresas produtoras e grossistas de café, chá, cacau e especiarias registaram, em 2024, um crescimento de 17% no volume de negócios, segundo dados do Insight View. Este resultado consolida a tendência positiva já observada no exercício anterior, quando o crescimento foi de cerca de 8%.

A análise mostra uma forte concentração nos grandes centros urbanos: Lisboa lidera com 23%, seguida do Porto (15%), Braga (7%), Setúbal (7%) e Faro (6%).

Outro dado relevante é a juventude do sector. 40% das empresas foram constituídas nos últimos cinco anos, revelando dinamismo e renovação. 25% têm entre seis e dez anos, outras 25% entre 11 e 15 anos, enquanto apenas 4% operam há 16 a 25 anos e 6% estão no mercado há mais de 25 anos.

 Quanto ao risco, o cenário é equilibrado: 16% das empresas apresentam baixo risco, 71% situam-se em risco médio, 12% em risco elevado e apenas 1% enfrenta risco máximo, o que reforça a confiança no sector.

A estrutura empresarial é dominada por microempresas (85%) e pequenas empresas (12%), que representam 97% do total. As médias empresas somam 2% e as grandes apenas 1%.

Fonte: Grande Consumo

A reformulação de produtos alimentares e a valorização de subprodutos agroindustriais assumem atualmente um papel importante na inovação do setor alimentar, impulsionadas por desafios globais cada vez mais prementes, como a transição para modelos de economia circular, a necessidade de promover sistemas alimentares mais sustentáveis e a procura crescente do consumidor por alimentos com perfis nutricionais melhorados e com benefícios para a saúde.

Apesar do elevado potencial científico e técnico associado a estas inovações, a sua concretização prática depende, em larga medida, do enquadramento regulamentar aplicável, que condiciona de forma decisiva a validação e a introdução do produto no mercado.

No contexto da União Europeia (UE), a inovação associada à reformulação de produtos e à utilização de subprodutos enfrenta um panorama legislativo complexo. Não existe um quadro regulamentar único, sendo aplicáveis diferentes regimes legais em função da natureza do produto, do processo tecnológico utilizado, da finalidade de uso, entre outros aspetos.

Entre os instrumentos legislativos mais relevantes destaca-se o Regulamento (UE) 2015/2283 relativo aos novos alimentos. De acordo com este regulamento, são considerados novos alimentos aqueles que não tenham sido utilizados para consumo humano em quantidade significativa na União antes de 15 de maio de 1997. Esta definição inclui, entre outros, alimentos provenientes de novas fontes, alimentos obtidos através de processos de produção inovadores e alimentos em que os processos tecnológicos aplicados conduzem a alterações substanciais da composição ou da estrutura do produto, suscetíveis de afetar o seu valor nutricional, a sua metabolização ou o teor de substâncias indesejáveis.

Quando um ingrediente ou produto é classificado como novo alimento, a sua colocação no mercado europeu fica condicionada à submissão de um dossiê técnico-científico detalhado e de uma avaliação de segurança pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Este procedimento é reconhecidamente exigente, tanto do ponto de vista científico como administrativo, podendo prolongar-se por vários anos e representar um obstáculo significativo, sobretudo para pequenas e médias empresas. O prazo mínimo legalmente previsto para este procedimento é de aproximadamente 17 meses, mas com o stop-the-clock acionado sempre que a EFSA solicita informações adicionais ao requerente, leva um prolongamento substancial do tempo total de avaliação.

Nos últimos anos, tem-se observado um aumento do número de pedidos de autorização de subprodutos agroindustriais ao abrigo do regime de novos alimentos. A proteína parcialmente hidrolisada obtida a partir de subproduto gerado durante o processo de produção de cerveja é um dos exemplos. O seu pedido de autorização foi submetido em 2020, tendo recebido um parecer científico positivo da EFSA em setembro de 2023 e sido oficialmente incluído na lista da União de novos alimentos em dezembro do mesmo ano. Neste caso específico, desde a submissão do pedido à sua autorização oficial passaram aproximadamente 3 anos.

Em alguns casos, nem sem é claro se um determinado produto ou ingrediente é classificado como novo alimento. Quando subsistem dúvidas quanto ao seu enquadramento, o regulamento dos novos alimentos prevê a possibilidade de realização de um procedimento de consulta às autoridades competentes do Estado-Membro onde se pretende colocar o produto no mercado.

No que respeita aos subprodutos agroindustriais, este mecanismo tem sido utilizado em diversas situações. 

Como referido, para além da legislação relativa aos novos alimentos, a inovação no setor alimentar pode implicar o enquadramento dos ingredientes desenvolvidos noutras legislações específicas. Por exemplo, substâncias utilizadas com funções tecnológicas, como antioxidantes ou conservantes, estão sujeitas ao regime dos aditivos alimentares, estabelecido pelo Regulamento (CE) N° 1333/2008, enquanto substâncias destinadas a conferir aroma e/ou sabor aos alimentos enquadram-se na legislação relativa aos aromas, Regulamento (CE) N° 1334/2008. Ambas as legislações assentam em listas positivas, o que significa que apenas os aditivos e as substâncias aromatizantes expressamente autorizados, e nas condições nelas previstas, podem ser utilizados. Assim, novos aditivos, aromas ou enzimas alimentares, estas últimas regulamentadas pelo Regulamento (CE) N° 1332/2008, carecem de autorização prévia, através de um procedimento distinto do aplicável aos novos alimentos, regulado pelo Regulamento (CE) N° 1331/2008.

Para além destes enquadramentos, outros regimes podem igualmente tornar-se relevantes no contexto da inovação alimentar. É o caso, por exemplo, da extração e utilização de vitaminas, minerais ou outros compostos bioativos, que estão também sujeitos a regras específicas, que variam consoante o produto final seja qualificado como alimento convencional ou como suplemento alimentar.

Outros podiam ser referidos, mas este conjunto diversificado de regimes já evidencia a complexidade do quadro regulamentar aplicável à inovação no setor alimentar. Em todos os casos, o objetivo central é de assegurar que os produtos colocados no mercado são seguros para consumo humano, em conformidade com o Regulamento (CE) N° 178/2002.

Por isso, a integração da avaliação regulamentar nas fases iniciais de desenvolvimento assume um papel determinante, na medida em que permite antecipar potenciais constrangimentos e facilitar a transição do conceito para o mercado.

Fonte: iAlimentar

Os resíduos gerados pela indústria do pescado — muitas vezes encarados apenas como desperdício — podem esconder um elevado valor nutricional, ambiental e económico.

A descoberta foi feita por um grupo de investigadores liderado pela Universidade de Aveiro (UA). Foram analisados dois subprodutos do processamento da pescada-do-cabo (Merluccius capensis): as aparas (cabeça e cauda, normalmente descartados) e restos resultantes do processo de corte e filetagem.

O estudo, publicado na revista ‘Applied Food Research’, revela que estes materiais são ricos em lípidos bioativos com potencial aplicação nas áreas alimentar, farmacêutica e cosmética.

Em comunicado, os cientistas explicam que foram usadas técnicas avançadas de análise química para caracterizar detalhadamente os lípidos presentes nestes subprodutos. Os resultados mostram que, embora ambos sejam fontes valiosas de compostos benéficos, apresentam perfis lipídicos distintos.

Os restos do peixe resultantes do corte e do processo de filetagem revelaram conter maiores quantidades de cinzas, proteínas e lípidos totais, bem como níveis mais elevados de certos ácidos gordos, como o ácido palmítico e o ácido oleico. Por outro lado, as aparas destacaram-se por uma maior abundância de fosfolípidos, em particular fosfatidilcolinas, que são moléculas essenciais para a estrutura das células e com múltiplas aplicações industriais.

Apesar destas diferenças, aponta o investigador João Monteiro, “ambos os subprodutos apresentaram quantidades semelhantes de fosfolípidos marinhos e de fosfolípidos ricos em ómega-3, incluindo EPA e DHA, conhecidos pelos seus benefícios para a saúde cardiovascular e cerebral”. O cientista refere ainda que “os extratos lipídicos de ambos demonstraram atividade anti-inflamatória significativa em ensaios laboratoriais”.

“A pescada-do-cabo é um caso de estudo, mas o conceito é muito mais amplo”, aponta o investigador. E acrescenta que “espécies marinhas com perfis lipídicos semelhantes, nomeadamente outros peixes magros ou semi-gordos ricos em ómega-3, produzem igualmente grandes volumes de subprodutos durante o processamento industrial”.

O estudo contou ainda com a colaboração da Escola Universitária Vasco da Gama, da Universidade de Perúgia (Itália), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Universidade do Porto.

Alternativa sustentável às lecitinas convencionais

A equipa de investigadores está convicta de que um dos aspetos mais promissores do estudo é o potencial destes lípidos marinhos como alternativa às lecitinas tradicionais, geralmente obtidas da soja ou do ovo.

As lecitinas, explica João Monteiro, “são amplamente utilizadas como emulsionantes e estabilizantes na indústria alimentar, mas existe uma procura crescente por ingredientes naturais, sustentáveis e com propriedades bioativas adicionais”.

Por isso, os fosfolípidos extraídos dos subprodutos da pescada poderão vir a ser utilizados no desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos nutricionais, respondendo às novas exigências dos consumidores e promovendo simultaneamente a valorização de recursos marinhos até agora pouco aproveitados.

Impacto económico e ambiental positivo

A valorização destes resíduos representa também uma oportunidade para tornar a indústria do pescado mais sustentável, argumentam os investigadores. Ao transformar subprodutos em matérias-primas de elevado valor acrescentado, lembra João Monteiro, “é possível reduzir o desperdício, aumentar a eficiência dos processos produtivos e promover uma economia circular no setor das pescas”.

Para além do setor alimentar, os compostos identificados poderão ser aplicados em produtos nutracêuticos, farmacêuticos e cosmecêuticos, graças às suas propriedades bioativas, nomeadamente anti-inflamatórias.

Os investigadores defendem que estudos futuros deverão centrar-se na otimização dos métodos de extração e purificação destes lípidos, de modo a maximizar a sua recuperação e explorar todo o seu potencial funcional.

Fonte: Greensavers

As tendências clean label estão a ganhar tração à escala global, acompanhando a crescente valorização da saúde e do bem-estar por parte dos consumidores. De acordo com a GlobalData, o início do ano continua a ser um período-chave para mudanças de hábitos, com muitos consumidores a repensarem escolhas alimentares e a privilegiarem opções percecionadas como mais saudáveis.

Segundo Eve Forshaw, consumer analyst da GlobalData, os produtos clean label destacam-se pela simplicidade e transparência. “Estes alimentos utilizam ingredientes familiares, listas fáceis de ler e processos mínimos, respondendo à necessidade de clareza por parte do consumidor”, refere.

Os dados do inquérito global da GlobalData relativos ao terceiro trimestre de 2025 revelam que 66% dos consumidores afirmam que o impacto do produto na sua saúde e bem-estar influencia sempre ou frequentemente as suas decisões de compra. Além disso, 77% consideram que ingredientes simples são uma característica essencial ou desejável, reforçando a atratividade de formulações mais diretas e compreensíveis.

A atenção aos ingredientes é outro fator determinante. Um estudo da GlobalData realizado no primeiro trimestre de 2025 indica que 69% dos consumidores analisam com elevado grau de atenção os ingredientes dos alimentos e bebidas que consomem. Ainda assim, quase metade admite sentir confusão sobre o que é, afinal, saudável, num contexto marcado por excesso de informação e mensagens contraditórias. Neste cenário, produtos com listas curtas e ingredientes reconhecíveis surgem como uma solução prática.

Alguns retalhistas já estão a capitalizar esta tendência. No Reino Unido, a Marks & Spencer reforçou em 2026 a sua gama “Only Ingredients”, composta por produtos com listas muito reduzidas de ingredientes, como hambúrgueres de carne bovina feitos apenas com carne, sal marinho e pimenta, ou flocos de milho produzidos exclusivamente com milho. A estratégia aposta na clareza da informação como argumento de valor junto do consumidor.

Apesar do crescimento do interesse, o preço continua a ser um entrave relevante. Os produtos clean label recorrem frequentemente a ingredientes naturais ou orgânicos e eliminam aditivos artificiais, o que tende a refletir-se em custos mais elevados. O mesmo inquérito da GlobalData indica que 83% dos consumidores consideram o preço baixo uma característica essencial ou desejável, num contexto em que muitos estão a reduzir compras ou a optar por alternativas mais económicas.

Para Eve Forshaw, o desafio passa por equilibrar credibilidade e acessibilidade. “O clean label responde a prioridades claras dos consumidores, mas as marcas não podem apoiar-se apenas nos argumentos de saúde. Quem conseguir conjugar transparência e preços competitivos estará melhor posicionado para transformar esta tendência em crescimento sustentado”, conclui.

Fonte: Hipersuper

O mercado global de alimentos e bebidas funcionais está a entrar numa nova etapa de maturidade, marcada pela simplificação das promessas de saúde, maior credibilidade científica e formatos adaptados ao ritmo de vida contemporâneo.

A conclusão é da Euromonitor International, que identifica a transição de um modelo baseado na acumulação de claims para soluções funcionais claras, práticas e apetecíveis.

Após anos de proliferação de alegações nutricionais, os consumidores passaram a privilegiar benefícios compreensíveis, credíveis e orientados para resultados concretos, como saúde intestinal, energia sustentada e equilíbrio emocional. A Euromonitor sublinha que o sucesso já não depende da complexidade da fórmula, mas da capacidade de entregar funcionalidade sem jargão e integrada no quotidiano.

 A nova geração de produtos aposta em nutrição all-in-one, combinando benefícios digestivos, energéticos e cognitivos, com mensagens simples e orientadas para momentos específicos de consumo.
 
Leia o artigo completo aqui.
 
Fonte: Grande Consumo

A Comissão Europeia anunciou a criação de um novo grupo de trabalho destinado a reforçar a capacidade da União Europeia (UE) para garantir que as importações cumprem as normas comunitárias, protegendo simultaneamente o emprego e o crescimento dos produtores da UE.

De acordo com o comunicado de imprensa, o grupo de trabalho terá como foco a segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, o controlo de resíduos de pesticidas e a monitorização coordenada, a nível da UE, de determinados produtos importados.

 Reunindo especialistas da Comissão e dos Estados-Membros, a estrutura irá contribuir para o reforço dos mecanismos de controlo através da harmonização dos procedimentos de importação em toda a UE, da formulação de recomendações para ações conjuntas entre a Comissão e as autoridades nacionais e da identificação de situações que justifiquem a adoção de medidas administrativas ou regulamentares adicionais.

Segundo a comunicação, o principal objetivo da política de segurança alimentar da Comissão Europeia é garantir elevados níveis de proteção da saúde humana, animal e vegetal, assegurando aos consumidores da UE alimentos seguros e de qualidade, bem como padrões exigentes no domínio dos alimentos para animais.

 Além disso, as normas aplicáveis às importações, em matéria de higiene dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, segurança dos consumidores e requisitos zoossanitários e fitossanitários, têm como objetivo assegurar que todos os produtos importados cumprem os mesmos padrões elevados exigidos aos produtos da própria UE.

O comunicado enfatiza também que, neste contexto, os controlos às importações são determinantes para verificar a conformidade dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais com a legislação em vigor, sendo as regras da UE aplicáveis a todos os produtos comercializados no mercado europeu, independentemente da sua origem.

Fonte: Vida Rural

A Comissão Europeia apresentou um primeiro pacote de medidas-piloto para acelerar a transição da Europa para uma economia circular, com foco específico no setor dos plásticos. O objetivo é melhorar a reciclagem, reforçar o mercado interno e aumentar a competitividade industrial, em linha com as conclusões do relatório Draghi sobre circularidade e eficiência de recursos. 

A iniciativa, anunciada em Bruxelas a 23 de dezembro de 2025, propõe uma abordagem em duas fases. Numa primeira fase, são propostas ações de curto prazo dirigidas especialmente à reciclagem de plásticos, um setor sujeito a pressão crescente. Numa segunda fase, prevista para 2026, a Comissão apresentará uma nova lei da economia circular com medidas de caráter horizontal destinadas a melhorar o funcionamento do mercado único de matérias-primas secundárias.

De acordo com dados do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, a economia circular oferece uma ampla margem de melhoria para o setor dos plásticos. As soluções circulares podem reduzir até 45% das emissões com impacto no clima, contribuir para a descarbonização do consumo de energia e melhorar a balança comercial do setor em cerca de 18 mil milhões de euros por ano até 2050.

Atualmente, a reciclagem de plásticos na União Europeia enfrenta múltiplas dificuldades, tais como a fragmentação do mercado de materiais reciclados, os elevados custos energéticos, a volatilidade dos preços do plástico virgem e a concorrência desleal de países terceiros. Estas circunstâncias já estão a provocar uma menor utilização da capacidade instalada e perdas financeiras para os recicladores europeus, com o consequente risco para os objetivos de circularidade e de competitividade industrial.

Um dos eixos do pacote apresentado é a superação da fragmentação do mercado. A Comissão propõe um ato de execução para estabelecer critérios comuns de fim do estatuto de resíduo dos plásticos, no âmbito da Diretiva-Quadro Resíduos. A fixação de normas harmonizadas sobre quando um plástico reciclado deixa de ser considerado resíduo visa facilitar a sua livre circulação, simplificar os procedimentos administrativos – especialmente para as PME – e garantir um fornecimento estável de materiais reciclados de elevada qualidade. O projeto foi submetido a consulta pública até 26 de janeiro de 2026.

Além disso, foi apresentado para votação pelos Estados-Membros um ato de execução relativo ao teor de conteúdo reciclado das garrafas de plástico de utilização única para bebidas, em aplicação da diretiva relativa aos plásticos de utilização única. Estas regras poderão abrir novas oportunidades para a reciclagem química, sempre como complemento da reciclagem mecânica e sob determinadas condições, proporcionando maior segurança jurídica e favorecendo novos investimentos.

O pacote inclui também o relançamento e reforço da Circular Plastics Alliance como plataforma estruturada de cooperação entre a indústria, os Estados-Membros e a Comissão, com o objetivo de identificar prioridades comuns e enfrentar os desafios do setor.

Em matéria de concorrência, a Comissão prevê a criação de códigos aduaneiros diferenciados para plásticos virgens e reciclados, com o objetivo de facilitar o controlo das importações e a aplicação da regulamentação europeia. Além disso, serão implementados mecanismos de acompanhamento dos mercados europeu e mundial de plásticos, para avaliar a necessidade de eventuais medidas comerciais.

O fomento do investimento e da inovação é outro dos pilares do plano. A Comissão reforçará o apoio a projetos circulares, em colaboração com bancos nacionais e o Banco Europeu de Investimento, e lançará um projeto-piloto de centros transregionais de circularidade para impulsionar a cooperação transfronteiriça e a especialização inteligente.

Paralelamente, foi lançada uma consulta pública para avaliar o impacto da diretiva relativa aos plásticos de utilização única na redução dos resíduos marinhos e na promoção de uma economia mais circular e inovadora. O processo está aberto até 17 de março de 2026.

A Comissão considera que acelerar a transição para a economia circular é fundamental para reforçar a segurança económica, reduzir as emissões e avançar para um mercado único de materiais reciclados. Estas medidas constituem um passo preparatório para a futura lei da economia circular, prevista para o final de 2026.

Fonte: iAlimentar

O Dia Internacional do Vinho do Porto, celebrado a 27 de Janeiro, reúne, atualmente, produtores, enólogos, instituições e apreciadores numa homenagem global a este vinho emblemático da Região Demarcada do Douro.

Ao longo do dia, casas de Vinho do Porto promoveram provas comentadas, visitas técnicas e conversas dedicadas à valorização do território e à preservação das práticas tradicionais, como o envelhecimento em casco e o cultivo em socalcos.

A data ganha cada vez mais expressão internacional e reforça o peso económico do setor, cuja presença em mercados estratégicos continua a crescer, especialmente nas categorias premium.

Em vários países, restaurantes, garrafeiras e distribuidores aderem à celebração com harmonizações especiais e ações de divulgação que ampliam a visibilidade do produto.

As entidades do setor destacam também o compromisso com a sustentabilidade, a proteção da paisagem duriense e a formação de novas gerações de profissionais.

Nas redes sociais, consumidores de diferentes países partilham fotografias e mensagens, demonstrando o apreço e a ligação afetiva que mantêm com o Vinho do Porto.

Fonte: Qualfood