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Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística apontam para 1,82 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados por ano no país. Os agregados familiares são responsáveis pela maior parcela, com quase 1,19 milhões de toneladas.

Portugal desperdiça cerca de 58 quilos de alimentos por segundo, num total de 1,82 milhões de toneladas por ano, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em 2026. O desperdício equivale a quase cinco mil toneladas de alimentos por dia e aumentou 12% ao longo de cinco anos.

Os agregados familiares são responsáveis pela maior parcela deste desperdício, com 1.185.536 toneladas anuais, seguidos pelo retalho, com 235.933 toneladas, e pelo setor da restauração e similares (HORECA), com 206.535 toneladas. Os dados são destacados pela Too Good To Go a propósito do Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, que se assinala a 29 de setembro.

Além da perda dos próprios alimentos, o desperdício representa um consumo desnecessário de recursos naturais.

De acordo com cálculos da Too Good To Go, baseados na sua calculadora ambiental, o desperdício de cerca de 57,7 quilos de alimentos por segundo corresponde a mais de 46.980 litros de água desperdiçados nesse mesmo período e a 156,6 quilos de CO₂e emitidos. A empresa estima ainda que, a cada hora, a comida desperdiçada corresponda a uma área de terreno agrícola equivalente a 81 campos de futebol.

O impacto também é económico. Um estudo realizado pela Too Good To Go em colaboração com a Appinio, em 2023, estimou em 336 euros por ano o valor dos alimentos desperdiçados por cada português. Para um agregado familiar de quatro pessoas, a estimativa ultrapassa os 1.340 euros anuais.

A partir destes dados, a Too Good To Go calcula que o desperdício alimentar represente uma perda de cerca de 10,4 milhões de euros por dia em Portugal. Esta estimativa resulta do cruzamento entre o volume de desperdício indicado pelo INE e o custo médio de 2,09 euros por quilo calculado pela empresa, pelo que não corresponde a uma estimativa oficial do INE.

A escala do problema pode também ser traduzida em situações do quotidiano. Segundo a plataforma, o desperdício gerado em apenas uma hora seria suficiente para encher entre oito e dez camiões de mercadorias. Num dia, seriam cerca de 250 camiões. Durante os 90 minutos de um jogo de futebol, Portugal acumularia aproximadamente 312 toneladas de alimentos desperdiçados.

A redução do desperdício alimentar tem, por isso, implicações que ultrapassam a quantidade de comida que acaba no lixo. Cada alimento produzido e não consumido representa recursos agrícolas, água, solo, energia e trabalho utilizados sem que o produto cumpra a sua função alimentar.

No caso da Too Good To Go, a empresa assinala sete anos de atividade em Portugal com mais de 8,2 milhões de Surprise Bags salvas através da plataforma. Segundo os dados divulgados pela empresa, esta atividade permitiu evitar a emissão de 22 mil toneladas de CO₂ e o desperdício de seis mil milhões de litros de água.

Fonte: GreenSavers

O período de candidaturas ao apoio excecional ao rendimento dos viticultores da Região Demarcada do Douro (RDD), com uvas por vindimar, decorre entre segunda-feira e 12 de outubro, segundo o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

O aviso do IVDP, consultado hoje pela agência Lusa, informa que o período de candidaturas ao apoio extraordinário atribuído pelo Governo, com uma dotação orçamental de 12 milhões de euros, decorre entre segunda-feira (28 de setembro) e o dia 12 de outubro.

Nesta altura, já muitos produtores estão na fase final das vindimas que, este ano, começaram mais cedo na RDD. Este foi também um ano em que os problemas dos produtores se agravaram pelas dificuldades em escoar a colheita e a venda da uva a preços reduzidos, abaixo dos custos de produção.

Segundo o aviso do IVDP, as candidaturas têm de ser apresentadas exclusivamente por via eletrónica, através da área reservada da página ‘online’ do instituto público.

O apoio destina-se à área de vinha que, na campanha vitivinícola de 2026/2027, seja total ou parcialmente deixada por vindimar, e o apoio assume a natureza de subvenção não reembolsável.

Os beneficiários têm de manter as uvas não colhidas nas videiras das parcelas identificadas na candidatura até à realização do controlo no local pelo instituto público.

Depois de fixada a data, pelo IVDP, os viticultores têm 15 dias para submeter a candidatura.

Podem beneficiar desta medida pessoas singulares ou coletivas que sejam viticultores na RDD, incluindo os associados das adegas cooperativas.

De acordo com a portaria que definiu as regras ao apoio, os viticultores não podem “colher, transformar, comercializar ou por qualquer forma dar destino às uvas não colhidas, desde a data de apresentação da candidatura e até à realização do pagamento previsto que será feito diretamente pelo IVDP, de uma só vez e por transferência bancária.

Terão também que permitir o acesso aos locais e aos documentos necessários ao acompanhamento e controlo do apoio.

O IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, decide as candidaturas no prazo de oito dias a contar do termo do prazo de apresentação de candidaturaal

Se as candidaturas ultrapassarem a dotação orçamental de 12 milhões de euros, será aplicado um rateio, ou seja, procede-se à redução proporcional do montante individual.

O Ministério da Agricultura e Mar já disse que este regime de exceção se “insere num quadro de medidas para normalizar o setor vitivinícola, salvaguardar a sustentabilidade económica, social e ambiental, e proteger os produtores e o património cultural e paisagístico da região duriense”.

Segundo a portaria, esta medida destina-se a “assegurar a esses viticultores um rendimento mínimo, prevenindo o abandono da vinha e a consequente degradação da paisagem vitícola e do potencial produtivo da região”.

Trata-se de um “apoio ao rendimento do viticultor, não constituindo medida de gestão ou de regulação da oferta”, e é “concedido nas condições do regime de minimis agrícola, sem prejuízo do integral cumprimento das regras aplicáveis à organização comum dos mercados dos produtos agrícolas”.

Fonte: Agroportal

Uma equipa internacional de cientistas desenvolveu nanocompósitos avançados, feitos de argila e óleos essenciais, capazes de proteger as culturas contra doenças de forma ecológica e ambientalmente responsável.

O estudo, liderado por cientistas da Universidade de Veneza (Itália) e da Estação de Agricultura Experimental de Connecticut (Estados Unidos), contou com a participação do Instituto de Cerâmica e Vidro (ICV) do CSIC, noticiou na sexta-feira a agência Efe.

Os investigadores desenvolveram materiais nanoestruturados que permitem transportar óleos essenciais de orégãos, tomilho e cravinho.

Estes materiais aderem às flores e combatem o fogo-bacteriano, uma das doenças mais destrutivas para as árvores de fruto, provocada pela bactéria Erwinia amylovora.

A doença, que infeta flores, rebentos, folhas e frutos, faz com que os ramos murchem e escureçam, podendo alastrar para o resto da árvore.

A infeção, que pode levar a planta à morte, reduz drasticamente a produção de fruta, gerando prejuízos económicos significativos para as explorações agrícolas.

O estudo, publicado na sexta-feira na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry, utiliza uma argila do tipo bentonite como veículo para incorporar óleos essenciais encapsulados que atuam sobre as flores, local onde ocorre uma das fases cruciais da infeção.

Atualmente, o fogo-bacteriano, que afeta mais de 130 espécies da família das rosáceas e está presente em mais de 40 países, é combatido com antibióticos, o que traz o risco de favorecer o aparecimento de resistência antimicrobiana.

Por isso, os cientistas procuram alternativas que permitam reduzir a dependência dos antibióticos “sem abdicar de uma proteção eficaz das culturas”, explicou Cástor Salgado, investigador do ICV.

Através de testes de campo e análises genéticas, a equipa comprovou que a formulação com orégãos reduziu significativamente a presença da bactéria Erwinia amylovora, em níveis semelhantes aos obtidos com antibióticos.

Mais concretamente, os nanomateriais carregados com óleos essenciais reduziram a incidência da doença em 76%, em comparação com os 81% alcançados pela estreptomicina, o antibiótico utilizado como tratamento de referência.

Além disso, as análises moleculares mostraram que a argila permanecia unida às flores até nove dias após a aplicação, o que sugere que pode proteger as culturas de forma consistente, sem gerar resistência aos antimicrobianos.

O trabalho demonstra o potencial dos materiais nanoestruturados como forma natural de proteger as culturas e abre um novo caminho para o desenvolvimento de soluções que combinem eficácia, inovação e sustentabilidade.

O CSIC requereu uma patente europeia devido ao potencial de aplicação desta tecnologia.

Fonte: Agroportal

A escolha de produtos biológicos é aconselhada por nutricionistas, uma vez que a qualidade dos alimentos difere. Mas em relação aos ovos, será que vale a pena pagar a diferença de preço dos biológicos? Especialistas esclarecem.

Se já comparou o preço dos ovos quando vai às compras, então deverá ter reparado que os biológicos são mais caros do que os convencionais.
 
Coloca-se a questão: será que os biológicos são mais saudáveis e que a diferença de preço vale a pena?

Especialistas responderam a estas questões num artigo de Martha Stewart. 

O que são ovos biológicos?

Os ovos biológicos vêm de galinhas alimentadas com ração orgânica em vez da ração convencional, que poderá conter grãos tratados com pesticidas ou fertilizantes sintéticos, notou Lisa Steele, criadora de galinhas. 

A dieta das galinhas é um dos motivos pelos quais os ovos diferem nutricionalmente, realça ainda a nutricionista Lauren Manaker.

"Como, provavelmente, passam mais tempo ao ar livre a consumir uma dieta mais variada do que as aves criadas em gaiolas, incluindo ervas daninhas ou insetos, os ovos biológicos contêm mais ácidos graxos ómega-3 e vitaminas A, D e E, além de mais betacaroteno”, afirma Steele.

O preço mais elevado dos ovos biológicos reflete a maior necessidade de espaço para as galinhas e o custo mais alto dos grãos, notou. 

Os ovos biológicos são mais nutritivos do que os ovos comuns?

Os preço mais elevado que se paga por ovos biológicos geralmente não garante uma melhor qualidade nutritiva. "O termo 'biológico' é melhor compreendido como um padrão de produção do que como uma garantia nutricional".

"Os ovos biológicos tendem a ter praticamente a mesma quantidade de proteína do que os ovos comuns e, embora alguns estudos encontrem diferenças modestas em ómega-3, vitamina D ou certos nutrientes lipossolúveis, essas diferenças não são consistentes o suficiente para considerar os ovos biológicos claramente mais nutritivos em todos os aspetos”, afirma Manaker.

Esses aumentos de nutrientes podem ocorrem com ou sem selo biológico. 

O que significam os números nas cascas dos ovos?

Segundo o website da Ovopor, todos os ovos deverão ter impressa na casca a data de validade, juntamente com o código que dá uma série de informações. 

"O primeiro dígito indica o modo de produção ou criação das galinhas, seguido de 2 letras que identificam o país de origem dos ovos (PT no caso de Portugal)", realça.

"O dígito seguinte indica o organismo regional responsável no país de origem (em Portugal o 3 corresponde à Direção Regional de Agricultura da Beira Litoral), servindo os últimos 3 dígitos para identificar a exploração de origem dos ovos", nota ainda.

Existem ainda os seguintes grupos: 

Código 0: Ovos de galinhas criadas em produção biológica

- "80% dos alimentos devem ser de origem biológica";
- "Cada ave tem, pelo menos, 4 m2 de espaço ao ar livre";
- "Cada pavilhão tem, no máximo, 3 mil animais, não ultrapassando 6 galinhas por m2, podendo as galinhas mover-se de forma livre no seu interior".

Código 1: Ovos de galinhas criadas ao ar livre

- Cada ave tem, pelo menos 2,5 m2 de espaço ao ar livre, a que pode aceder algumas horas por dia;
- Cada pavilhão tem, no máximo, 9 galinhas por m2, podendo as galinhas mover-se de forma mais ou menos livre no seu interior;
- Pelo menos 1/3 do chão do aviário deve ser composto por 'cama'";

Código 2: Ovos de galinhas criadas no solo

- Pavilhões com características idênticas aos das galinhas criadas 'ao ar livre', mas sem acesso a espaço exterior;
- Apesar de não terem acesso ao exterior, estas galinhas, tal como as de 'ar livre', têm acesso a ninhos, poleiros e locais separados com comedouros e bebedouros.

Código 3: Ovos de galinhas criadas em gaiolas

- "As galinhas estão confinadas a gaiolas que obedecem a normas de dimensões, densidade de animais e enriquecimento ambiental, que permitem minimizar a restrição de movimento dos animais";
- "É um sistema muito eficaz e com menores custos de produção, que permite maximizar as condições de higiene e segurança alimentar, em detrimento da liberdade de movimentos das galinhas".

Fonte: Notícias ao minuto

O Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF) registou, a 25 de setembro de 2026, a notificação 2026.8541, classificada como alerta potencialmente sério, relativa à presença de alergénio crustáceo não declarado em conservas de sardinhas em azeite. A ocorrência tem origem em Portugal e foi comunicada pelas autoridades francesas.

Natureza do risco

A notificação enquadra-se na categoria “Fish and fish products” e descreve a presença de crustáceos não declarados no rótulo. Informações complementares divulgadas por plataformas de segurança alimentar francesas indicam que o incidente decorre da descoberta de uma pinça de caranguejo no interior de uma lata de sardinhas, constituindo uma contaminação cruzada por matéria-prima de crustáceos.

A ausência de declaração do alergénio no rótulo representa um risco direto para consumidores com alergia ou intolerância a crustáceos, podendo desencadear reações adversas graves, incluindo choque anafilático em casos extremos.

Produto e identificação

Embora o RASFF não detalhe a marca na ficha oficial, fontes de segurança alimentar francesas identificam o produto como:

  • Sardinhas em azeite virgem extra, 135 g

  • GTIN: 3245412542831

  • Lote: P L26/2194

  • DDM: 30/06/2031

Classificação e medidas

  • Tipo de notificação: Notificação alerta

  • Classificação: Potencialmente séria

  • Motivo: presença de alergénio não declarado (crustáceo)

  • Ação recomendada: retirada voluntária do mercado e aviso aos consumidores

As autoridades recomendam que pessoas alérgicas a crustáceos não consumam o produto, devendo ser devolvido ao ponto de venda ou eliminado. Para consumidores não alérgicos, não foi identificado risco adicional.

Implicações tecnológicas e de controlo

Este alerta evidencia falhas críticas em três áreas técnicas:

  • Segregação de matérias-primas durante o processamento de pescado;

  • Controlo de contaminação cruzada em linhas de produção com múltiplas espécies;

  • Verificação de rotulagem, especialmente na declaração de alergéneos obrigatórios segundo o Regulamento (UE) n.º 1169/2011.

A ocorrência reforça a necessidade de:

  • Programas HACCP robustos com PCC dedicados à gestão de alergénios;

  • Auditorias internas frequentes ao fluxo de produção;

  • Implementação de testes de verificação pós-limpeza (zaragatoas específicas para alergénios).

Fonte: Qualfood

DGAV | Alimentos para animais não conformes

  • Friday, 25 September 2026 14:23

A DGAV publica o Esclarecimento Técnico n.º 8/DGAV/2026 relativo a Alimentos para animais não conformes: gestão de alimentos para animais não conformes, incluindo alimentos medicamentosos, respetivos medicamentos veterinários, e suas embalagens.

O presente documento tem como objetivo clarificar o enquadramento legal e as responsabilidades dos operadores do setor dos alimentos para animais relativamente à gestão, destruição e eliminação de alimentos para animais não conformes, incluindo alimentos medicamentosos e respetivos medicamentos veterinários, bem como as suas embalagens, de forma a assegurar o cumprimento das obrigações gerais e da legislação específica aplicável aos alimentos para animais, aos alimentos medicamentosos, aos medicamentos veterinários, bem como aos resíduos das suas embalagens.

Fonte: DGAV

A DGAV publicou o Esclarecimento Técnico n.º 7/DGAV/2026 relativo ao fornecimento e utilização de subprodutos de leite enquanto matérias de categoria 3 para alimentação direta de animais de criação.

O presente esclarecimento informa os operadores de estabelecimentos do setor alimentar sobre os requisitos legais aplicáveis ao fornecimento de subprodutos de leite, produtos à base de leite e derivados do leite para alimentação direta de animais de criação. Informa igualmente os detentores de explorações pecuárias sobre os requisitos aplicáveis à receção e utilização destes subprodutos de leite na alimentação direta de animais de criação.

Fonte: DGAV

A Comissão Europeia apresentou uma nova abordagem estratégica para a investigação e inovação no setor agroalimentar, com o objetivo de acelerar a passagem do conhecimento científico para soluções concretas no terreno. A nova abordagem assenta em dois quadros complementares: AgRI 2040, dedicado à agricultura, silvicultura e zonas rurais, e Food 2040, centrado nos sistemas alimentares, incluindo as pescas e a aquicultura.

A Comissão Europeia quer reforçar a ligação entre ciência, inovação e aplicação prática no setor agroalimentar. A 8 de setembro, apresentou uma nova abordagem estratégica para a investigação e inovação destinada a tornar a agricultura, a silvicultura, as zonas rurais e os sistemas alimentares europeus mais competitivos, resilientes e sustentáveis.

A nova abordagem assenta em dois quadros complementares: AgRI 2040, dedicado à agricultura, silvicultura e zonas rurais, e Food 2040, centrado nos sistemas alimentares, incluindo as pescas e a aquicultura. Ambos deverão orientar as prioridades europeias de investigação e inovação até 2040.

Da investigação ao mercado

Um dos principais objetivos da estratégia é encurtar a distância entre a investigação e a sua aplicação. A Comissão pretende reforçar todo o percurso da inovação, desde a investigação inicial e produção de conhecimento até à experimentação, demonstração, investimento, entrada no mercado e adoção em maior escala.

Para isso, será dada maior importância à colaboração entre investigadores, utilizadores finais e empresas, permitindo desenvolver e testar soluções em condições reais. A abordagem pretende também facilitar a chegada ao mercado de inovações desenvolvidas por startups, scaleups e pequenas e médias empresas (PME).

A estratégia inclui áreas particularmente relevantes para a biotecnologia e a bio economia. Entre as prioridades de AgRI 2040 encontram-se os sistemas de produção vegetal, a saúde das plantas, as culturas proteicas, a bio economia na agricultura e na floresta, bem como a digitalização, a inteligência artificial e a robótica.

No âmbito de Food 2040, a Comissão identifica, entre outras áreas, a eficiência na utilização de recursos, a redução da poluição, dietas saudáveis e sustentáveis, novos modelos de negócio e a expansão de soluções inovadoras nos sistemas alimentares.

Biotecnologia integrada na estratégia europeia

A nova abordagem enquadra-se na Vision for Agriculture and Food e está igualmente ligada à Strategy for European Life Sciences e à EU Bioeconomy Strategy. A Comissão pretende, desta forma, criar uma abordagem mais integrada à investigação e inovação, valorizando o contributo da ciência e das novas tecnologias para a competitividade, a segurança alimentar, a sustentabilidade e a resiliência do setor agroalimentar.

Entre os exemplos apontados pela Comissão estão culturas mais resistentes à seca e às temperaturas extremas, métodos mais rápidos de deteção de doenças das plantas, formas mais sustentáveis de proteção das culturas e ferramentas digitais para uma utilização mais eficiente da água e de outros recursos.

Os dois novos quadros estratégicos deverão ser desenvolvidos no âmbito do Horizon Europe 2028-2034 e das componentes relevantes do futuro European Competitiveness Fund.

Próximo passo: AgRI 2040 em Bruxelas

A implementação da nova estratégia começa já amanhã com a EU AgRI 2040 Conference, que decorre em Bruxelas a 24 e 25 de setembro.

O encontro reunirá investigadores, agricultores, empresas, startups, PME, decisores políticos e outros intervenientes para discutir e ajudar a definir as futuras prioridades europeias de investigação e inovação para a agricultura, a silvicultura e as zonas rurais.

Entre os temas em discussão estarão as alterações climáticas e a biodiversidade, os solos e os agroecossistemas, os sistemas de produção vegetal, a bio economia, as cadeias de valor agroalimentares e a digitalização, inteligência artificial e robótica.

A nova estratégia representa, assim, uma tentativa da União Europeia de transformar a sua capacidade científica em soluções com aplicação concreta, reforçando a ligação entre investigação, inovação, biotecnologia, empresas e mercado.

Fonte: Centro de informação de biotecnologia

A produtora espanhola de azeite Saboroliva aumentou a capacidade de processamento sem ampliar as instalações, através da atualização dos decanters existentes com a tecnologia Oil Plus da Alfa Laval. Na segunda extração, a capacidade passou de 25 para 40 toneladas por hora, enquanto o aumento do volume processado permite reduzir o consumo de água até 38 % e o de energia em cerca de 25 %. 

A Saboroliva, localizada em Córdova, Espanha, processa cerca de 50 milhões de quilos de azeitona por ano. Perante a impossibilidade de aumentar fisicamente a área das instalações, a empresa procurava elevar a capacidade de processamento e o rendimento da extração sem instalar novas linhas. 

A solução passou pela instalação da tecnologia Oil Plus nos decanters Foodec Sigma já existentes. A atualização incide no transportador do equipamento e permite aumentar a capacidade de processamento sem substituir o decanter. A instalação pode ser realizada durante uma paragem programada para manutenção no final da campanha. 

“Trabalhamos com este cliente há muito tempo e, quando nos procurou para aumentar a capacidade sem espaço para instalar novas linhas, estávamos preparados para o desafio”, afirma Antonio Ortiz Cercos, engenheiro de vendas da Alfa Laval. 

Capacidade aumenta para 40 toneladas por hora

Na segunda extração da Saboroliva, a adoção da tecnologia permitiu aumentar a capacidade de processamento de 25 para 40 toneladas por hora. A Alfa Laval indica ainda ganhos de rendimento de extração entre 2 % e 3 % na primeira extração e entre 3 % e 5 % na segunda. 

Segundo os resultados apresentados pela empresa, por cada 20 mil toneladas de pasta de azeitona processadas, a utilização do Oil Plus pode representar um aumento de cerca de 71 mil euros nos lucros face a um transportador Sigma convencional. Embora a quantidade total de azeite possa ser semelhante, cerca de 80 mil quilos correspondem a azeite virgem extra de maior qualidade e, consequentemente, de maior valor comercial. 

A tecnologia foi desenvolvida para aumentar a área de processamento disponível no interior do equipamento existente, permitindo elevar a capacidade e a extração de azeite dentro da mesma área de produção. 

Menor consumo de água e energia

O aumento do volume processado diariamente reduz também a necessidade de limpeza por tonelada de produto. De acordo com a Alfa Laval, esta alteração pode permitir uma redução do consumo de água até 38 %. 

No consumo energético, a empresa aponta para uma redução de cerca de 25 %, de 2,49 kWh por tonelada com o transportador convencional para 1,87 kWh por tonelada com o Oil Plus. 

“O transportador pode ser instalado em máquinas existentes e ter um impacto imediato num processamento rápido e eficaz”, refere Kenn Honore Jepsen, responsável pelo portfólio de produtos de serviço da Alfa Laval. 

A solução foi desenvolvida em colaboração com a Saboroliva e a equipa de assistência técnica da Alfa Laval, a partir da necessidade de aumentar a capacidade de uma unidade onde a instalação de novas linhas não era possível.

Fonte: TecnoAlimentar

A SGS Portugal e o Conselho Cultural Islâmico de Portugal (CCIP) estabeleceram um protocolo de cooperação para desenvolver uma solução de certificação Halal em Portugal, no âmbito do Programa Halal.

A parceria visa disponibilizar uma resposta estruturada para organizações que pretendam responder aos requisitos aplicáveis e explorar oportunidades neste mercado, com aplicação em setores como a alimentação e bebidas, o turismo, a cosmética e os serviços.

No âmbito desta colaboração, a SGS Portugal ficará responsável pela componente técnica da avaliação, recorrendo à sua experiência em auditoria, avaliação e conformidade, nomeadamente nas áreas da higiene e segurança, segurança e saúde no trabalho, qualidade e segurança alimentar.

Por sua vez, a CCIP assegurará a avaliação da componente religiosa do referencial Halal e a emissão do certificado, quando estiverem reunidos os respetivos requisitos.

“A parceria entre a SGS e o Conselho Cultural Islâmico de Portugal vem preencher uma importante lacuna no mercado nacional, criando oportunidades para empresas e produtos portugueses. A oportunidade é hoje e é agora”, afirma Imran Mohmed, presidente da CCIP, que destaca a crescente importância do mercado Halal no turismo, no consumo de bens e serviços e na internacionalização.

Inês Araújo, Business Developer da SGS Portugal, sublinha que a iniciativa poderá apoiar empresas de diferentes setores na integração destes requisitos, tanto no mercado nacional como nos processos de internacionalização. “Vemos este projeto com muito interesse, não só pela possibilidade de apoiar organizações de diferentes setores na resposta aos requisitos Halal, mas também pela oportunidade de contribuir para uma maior preparação das empresas que pretendem atuar neste mercado”.

Um mercado global em crescimento

A certificação Halal pode assumir particular importância para organizações que pretendam responder às expectativas de consumidores muçulmanos e explorar oportunidades de negócio em mercados onde os requisitos Halal desempenham um papel determinante.

Em Portugal, o crescente interesse das empresas pela internacionalização e pela diversificação de mercados reforçam a pertinência de soluções que permitam responder de forma estruturada a estes requisitos.

Fonte: Grande Consumo