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Portugal é o principal fornecedor do mercado brasileiro, responsável por mais de 60% das importações. Em entrevista ao JE, o presidente do Conselho Oleícola Internacional explica os principais desafios do setor e rebate críticas de preços elevados

A produção mundial de azeite atingiu um recorde histórico na campanha oleícola de 2024/25 com mais de 3,5 milhões de toneladas de azeitonas capturadas, um disparo de 37% face à campanha anterior.

Para a campanha de 2025-26 (que termina na reta final deste ano) a produção deverá ficar ligeiramente abaixo, nas 3,4 milhões de toneladas.

O maior produtor europeu (e mundial) é Espanha com 1,4 milhões de toneladas, segue-se a Grécia com 250 mil toneladas, Itália com 248 mil e Portugal com 177 mil (e uma subida de 10% face à campanha anterior).

Fora da União Europeia (UE), destaque para a Turquia com 505 mil toneladas e a Tunísia com 340 mil.

Dados já da campanha 2025/26 revelam que o Brasil é um dos principais mercado importadores, com uma subida das importações em 40% entre outubro de 2025 e março de 2026.

Portugal é o principal fornecedor do mercado brasileiro, responsável por 62% das importações, e aumentando as vendas em mais de 20% face à campanha anterior.

O azeite virgem é a categoria predominante, pesando 85% no total de importações, segundo os dados do COI.

Os Estados Unidos são o maior importador mundial de azeite, tendo vindo a aumentar significativamente o seu consumo, com margem para crescer ainda. Outros países, como o Brasil e o Canadá também estão a crescer em termos de consumo.

Na Ásia, o Japão está a descobrir o azeite, assim como a China, Coreia do Sul e Taiwan. Um pouco mais abaixo, na Austrália, também há um crescimento do interesse.

Em termos de produção, países como Austrália, Argentina, Chile, Peru, Irão e Iraque, mas também a Califórnia nos EUA, têm vindo a investir na produção de azeite.

Já Portugal, está “entre os melhores a nível internacional em termos de qualidade da produção, sustentabilidade no campo, inovação e competitividade”, segundo o líder do COI.

Em entrevista ao Jornal Económico, o presidente do COI, o espanhol Jaime Lillo, explica o mercado e como as alterações climáticas afetam negativamente a produção, quando a procura está a aumentar.

 Leia a entrevista aqui.

 
Fonte: Jornal Económico

A resistência antimicrobiana (RAM) continua a ser uma ameaça crescente para a saúde humana, a saúde animal, a agricultura, a produção alimentar e os ecossistemas em todo o mundo.
Este segundo relatório bienal, elaborado em conjunto pelas organizações quadripartidas — a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUA), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) – surge no momento certo. Apresenta uma visão geral das áreas em que se registaram progressos e daquelas em que as lacunas persistentes exigem atenção. As conclusões constituem uma base de referência para avaliar como atingir as novas metas globais e identificar oportunidades para investimentos direcionados, uma governação mais forte e uma maior colaboração.

Leia o relatório aqui.

Fonte: WOAH

 

A Portaria n.º 335/2026/1, publicada a 12 de agosto de 2026 no Diário da República pelo Secretário de Estado da Agricultura, estabeleceu os limites máximos anuais das quantidades de produtos apícolas que podem ser fornecidos por unidades de produção primária diretamente ao consumidor final ou ao comércio a retalho.

A norma regulamenta o disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 1/2007 (com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 137/2026), que enquadra o funcionamento dos locais de extração e processamento de produtos da apicultura destinados ao consumo humano, em alinhamento com os Regulamentos (CE) n.os 852/2004 e 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho.

Segundo o diploma, a comercialização ou cedência direta pelas explorações primárias está circunscrita à área geográfica da NUTS II correspondente à unidade de produção, ou a representações temporárias de produtos regionais no território nacional.

As quantidades máximas anuais permitidas por unidade de produção primária ficaram fixadas nos seguintes valores:

  • Mel: até 2 250 kg/ano
  • Pólen: até 750 kg/ano
  • Pão-de-abelha: até 75 kg/ano
  • Própolis: até 25 kg/ano
  • Geleia real: até 8 kg/ano

A medida insere-se no processo de clarificação das definições técnicas e regulatórias de derivados apícolas decorrente da atualização legislativa do setor, visando a rastreabilidade e a identificação dos produtos no mercado nacional.

A Portaria n.º 335/2026/1 entra em vigor no dia 13 de agosto de 2026.

Fonte: TecnoAlimentar

A Rede de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) emitiu o alerta 2026.7104 após a deteção de zeólita, um ingrediente classificado como novo alimento não autorizado, num suplemento alimentar produzido em Portugal.

A substância, utilizada noutros setores como adsorvente mineral, não está autorizada para uso alimentar na União Europeia, uma vez que não integra a lista de novos alimentos aprovados ao abrigo do Regulamento (UE) 2015/2283 e do Regulamento de Execução (UE) 2017/2470, que estabelece o catálogo oficial de novel foods permitidos no mercado europeu .

Motivo do alerta

A presença de um ingrediente não autorizado implica risco potencial para a saúde pública, dado que a zeólita não foi avaliada quanto à segurança de ingestão humana, nem possui condições de utilização definidas pela legislação europeia aplicável aos novos alimentos.

Medidas desencadeadas

Segundo o enquadramento legal e os procedimentos nacionais, quando um género alimentício não seguro é identificado, o operador deve comunicar o caso às autoridades competentes — DGAV ou ASAE — sem necessidade de duplicação da notificação, conforme esclarecido no Esclarecimento Técnico n.º 6/DGAV/2026. O alerta RASFF permite que os Estados‑Membros atuem rapidamente, retirando o produto do mercado e evitando a sua circulação na UE.

Situação em Portugal

As autoridades portuguesas estão a acompanhar o caso, assegurando a retirada do suplemento alimentar e a avaliação da cadeia de produção para determinar a origem da incorporação da zeólita. O operador responsável deverá implementar medidas corretivas e garantir que futuros produtos cumprem integralmente a legislação europeia sobre novos alimentos.

Contexto regulatório

A UE mantém uma política rigorosa sobre novel foods, exigindo avaliação científica prévia e autorização antes da sua utilização em alimentos ou suplementos. A inclusão de ingredientes não autorizados — como a zeólita — constitui violação direta da legislação, justificando a emissão de alertas RASFF e ações de controlo reforçadas.

Ponto de situação

O alerta RASFF 2026.7104 permanece ativo enquanto decorrem as ações de retirada e investigação. Consumidores são aconselhados a evitar suplementos contendo zeólita até que exista avaliação de segurança e eventual autorização europeia.

Fonte: Qualfood

O mercado global de beleza e cuidados pessoais deverá atingir 590 mil milhões de dólares (512,4 mil milhões de euros) em vendas em 2026, mantendo um crescimento próximo de 2% apesar da pressão exercida pela guerra no Irão sobre os custos, as cadeias de abastecimento e o poder de compra dos consumidores.

A projeção da Euromonitor International confirma a resiliência do sector, embora represente um abrandamento face à previsão de crescimento de 2,5% elaborada antes do conflito. Mesmo num cenário de perturbações prolongadas no estreito de Ormuz até 2028, as vendas mundiais deverão avançar 1,8% este ano. Caso o conflito seja resolvido durante 2026, a progressão poderá aproximar-se de 1,9%.

A guerra está a transmitir um choque de custos aos mercados de consumo através do aumento dos preços da energia, das dificuldades no transporte marítimo e dos danos nas infraestruturas. Na indústria da beleza, estes fatores refletem-se nos custos dos ingredientes, embalagens, produção e logística.

 Fragrâncias sustentam crescimento

As fragrâncias estão entre as categorias que demonstram maior capacidade de resistência. A Euromonitor considera que estes produtos beneficiam da procura por formas relativamente acessíveis de bem-estar, indulgência e expressão pessoal.

Em períodos de incerteza, alguns consumidores reduzem as compras de bens de maior valor, mas mantêm pequenas despesas que proporcionam conforto emocional. Este comportamento, frequentemente designado por “efeito batom”, tem sido identificado não apenas na maquilhagem, mas também nos perfumes, nos cuidados capilares e noutras categorias de beleza.

Uma das maiores empresas do setor, registou no primeiro trimestre o crescimento comparável mais elevado dos últimos dois anos, de 6,7%, beneficiando da procura por produtos capilares premium e fragrâncias. A empresa não observou alterações significativas nos padrões globais de consumo, embora admita poder aumentar preços para compensar os custos do plástico e da logística.

 Marcas árabes dominam perfumes no Médio Oriente

O Médio Oriente desempenha um papel particularmente importante no desempenho da categoria de fragrâncias. As marcas árabes representam cerca de 80% do valor combinado das principais marcas de perfumes da região, num total estimado em 1,3 mil milhões de dólares (1,13 mil milhões de euros) em 2025.

A força destas empresas é apoiada pela relevância cultural dos perfumes, pela fidelidade dos consumidores e pela capacidade de oferecer produtos adaptados às preferências locais.

As marcas e distribuidores beneficiam igualmente de reservas de inventário suficientes para quatro a seis meses, que têm permitido reduzir o impacto imediato das perturbações. A continuação das operações das companhias aéreas dos países do Conselho de Cooperação do Golfo também ajudou a manter os fluxos de mercadorias.

Apesar das limitações ao turismo e ao comércio de viagem, a procura dos consumidores residentes continua a sustentar as vendas em mercados como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

 Custos de embalagens e transporte aumentam

A resiliência da procura não elimina, contudo, os riscos operacionais. A subida dos preços da energia está a encarecer matérias-primas derivadas do petróleo, incluindo resinas utilizadas na produção de frascos, tampas, tubos e embalagens de cosmética.

As empresas enfrentam ainda menor disponibilidade de contentores, tempos de transporte mais longos e custos adicionais para utilizar rotas alternativas. Alguns fabricantes estão a reforçar os stocks de componentes essenciais para proteger a continuidade da produção.

Estas pressões poderão ser transferidas parcialmente para os consumidores, mas a capacidade de aumentar preços dependerá do posicionamento das marcas e da sensibilidade de cada mercado.

 Contrafação e mercado paralelo ganham espaço

A inflação e as dificuldades de abastecimento podem também aumentar a procura por produtos mais baratos e estimular a contrafação e o mercado paralelo.

A Euromonitor alerta para a necessidade de as marcas acompanharem mais atentamente os canais de distribuição, protegerem a autenticidade dos produtos e assegurarem a disponibilidade das referências com maior procura.

As empresas com cadeias de fornecimento diversificadas, stocks de segurança e capacidade para ajustar rapidamente os mercados de origem e destino estarão mais bem posicionadas para responder a interrupções prolongadas.

A evolução prevista para 2026 confirma, assim, que a beleza continua a ser uma categoria resistente à instabilidade económica. No entanto, a manutenção do crescimento dependerá da capacidade das empresas para absorver ou repercutir os custos, preservar a disponibilidade dos produtos e responder a consumidores mais atentos ao preço.

Fonte: Grande Consumo

A campanha de 2026 promete ser uma das colheitas de maçã mais reduzidas de há vários anos na União Europeia, com os volumes de fruta a caírem para baixo dos 10 milhões de toneladas. A informação avança com base nas previsões da WAPA – a World Apple and Pear Association (Associação Mundial da Maçã e da Pera).
 

A colheita europeia: o que esperar

Analisando em detalhe os dados divulgados, a produção da UE para 2026 está estimada em 9,5 milhões de toneladas, o valor mais baixo registado nos últimos nove anos, representando uma quebra de 16% face à época anterior e de 14% em relação à média dos últimos três anos.
A Polónia, particularmente fustigada pela geada, registará um dos recuos mais significativos, com uma produção de 2,7 milhões de toneladas (-30%). A França sofrerá uma queda de 24%, fixando-se em cerca de 1,2 milhões de toneladas, um decréscimo provocado sobretudo por afídeos (purgões) e agentes patogénicos. A Alemanha apresenta uma descida para 1 milhão de toneladas (-11%), acompanhada pela Bélgica (-25%) e pelos Países Baixos (-17%). A Itália resistiu comparativamente bem, com 2,3 milhões de toneladas, marcando uma ligeira descida de 2%. Espanha, em contrapartida, cresceu 8%, enquanto a Grécia se aproxima das 300 000 toneladas, com um aumento de 53%.
Por variedade, as descidas mais acentuadas em 2026 verificam-se na Golden Delicious e na Gala, com quebras de 11% e 9%, respetivamente. A Red Delicious (-5%) e a Granny Smith (-4%) também caem, ao passo que a Fuji se mantém estável (+1%) e as novas variedades sobem 9%, aproximando-se das 700 000 toneladas. Quanto à qualidade, as previsões da WAPA apontam para frutos de calibre ligeiramente menor do que no ano passado e para uma colheita mais precoce em muitos países.
Embora a época de 2026/2027 perspetive um cenário comercial relativamente estável para os produtores, o principal desafio para os próximos anos residirá em sustentar a quantidade e a qualidade da colheita através de novas tecnologias e de ferramentas inovadoras.

Tecnologia de pulverização em destaque

A inovação será, efetivamente, um tema central na Interpoma 2026, que se focará na digitalização aplicada à tecnologia de pulverização – elemento fundamental para transformar a proteção dos pomares num motor de eficiência estratégica e competitividade.
“Novas Abordagens na Tecnologia de Pulverização: A eficiência ao encontro da sustentabilidade” é o tema do primeiro dia do Congresso Interpoma, que terá lugar na quinta-feira, 26 de novembro. Ao longo do dia, especialistas do meio científico e tecnológico explorarão soluções para melhorar a precisão dos tratamentos, otimizar a utilização de produtos, reduzir perdas fora do alvo e orientar a fruticultura para modelos de produção mais eficientes e sustentáveis.
Mas o tema estende-se bastante além do Congresso. Como verdadeiro fio condutor desta edição, a tecnologia de pulverização ocupará também um papel central no Interpoma Award e na área de exposição no FieraMesse H1 Eventspace, que acolherá o “Pomar do Futuro”.
Igualmente de interesse para analisar a evolução do setor será o segundo dia do Congresso internacional, na sexta-feira, 27 de novembro. “Oportunidades Regionais e Desafios Globais: A América Latina em Foco” proporcionará uma perspetiva internacional e estratégica sobre regiões produtoras de maçã em rápida evolução na América Latina, incluindo o Brasil, o Chile e o México.
 
Fonte: Agroportal

A URZE – Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela está a promover, no âmbito da Área Integrada de Gestão da Paisagem (AIGP) do Aljão, no concelho de Gouveia um projeto piloto da Raça Cachena, financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Este projeto inovador tem como principal objetivo promover o pastoreio extensivo em áreas florestais, utilizando a raça bovina autóctone Cachena como agente ativo na gestão do combustível florestal, redução do risco de incêndio, preservação da biodiversidade e valorização socioeconómica do interior.

A introdução e manutenção da raça cachena em mosaicos florestais da AIGP do Aljão demonstra como a produção animal sustentável e a silvicultura preventivas podem atuar em simbiose. Estes bovinos reduzem a carga de combustível vegetal, criando descontinuidades no coberto vegetal vitais para travar incêndios de grande dimensão, ao mesmo tempo que produzem carne de elevada qualidade ligada ao património genético autóctone português.

Fonte: Rede Rural

A Comissão Europeia publicou hoje um estudo que apresenta uma avaliação preliminar dos impactos no mercado decorrentes da redução de todos os níveis de resíduos dos pesticidas mais perigosos nos géneros alimentícios e alimentos para animais importados.

O estudo preliminar centra-se nas substâncias ativas, nos produtos de base e nos países que poderão ser afetados. Avalia os efeitos no mercado em três cenários hipotéticos distintos, que refletem diferentes graus de adaptação por parte dos produtores.

Embora os efeitos sigam a mesma tendência em todos os cenários, a sua magnitude varia: desde impactos limitados no mercado, caso os produtores de países terceiros se adaptem aos requisitos da UE, até à redução das importações e a impactos na produção da UE e nos preços para os consumidores, caso não o façam.

Poderão ser necessárias análises adicionais, nomeadamente sobre as dimensões ambiental e social.

Este estudo constitui um primeiro passo na análise do princípio anunciado na Visão para a Agricultura e o Setor Alimentar da Comissão, segundo o qual os pesticidas mais perigosos, proibidos na UE por razões de saúde e ambientais, não devem regressar à UE através de produtos importados. O estudo fornece uma base analítica para eventuais medidas adequadas e proporcionadas destinadas a avançar para uma maior reciprocidade das normas, sem prejuízo das próximas medidas que poderão ser tomadas pela Comissão. Contribuirá igualmente para uma avaliação de impacto.

Leia o estudo aqui.

Fonte: Agroportal

A primeira fase de aplicação do Regulamento Europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR) começa hoje, 12 de agosto, em todos os Estados-membros. Entre as medidas que entram em vigor está a restrição à utilização de substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS) em embalagens destinadas ao contacto com alimentos.

O novo quadro regulamentar pretende reduzir o impacto ambiental das embalagens, aumentar a circularidade dos materiais e harmonizar as regras no mercado único europeu. A Comissão Europeia considera que a aplicação do PPWR poderá também reforçar a competitividade da indústria e reduzir a dependência europeia de matérias-primas fósseis importadas.

PFAS passam a ter limites mais restritivos

Uma das alterações com aplicação imediata é a limitação dos PFAS, conhecidos como “químicos eternos” devido à sua elevada persistência no ambiente. As embalagens destinadas ao contacto com alimentos que contenham estas substâncias acima dos limites definidos deixam de poder ser colocadas no mercado europeu.

Os PFAS têm sido utilizados em diferentes tipos de embalagens para conferir resistência à água e à gordura, nomeadamente recipientes para takeaway, embalagens de fast food, sacos de pipocas para micro-ondas, papel de padaria e caixas de pizza.

A restrição pretende diminuir a exposição dos consumidores a estas substâncias e, simultaneamente, reduzir a sua libertação no ambiente.

Regras comuns para todo o mercado europeu

O PPWR introduz também definições harmonizadas para conceitos como fabricantes e produtores responsáveis pelas obrigações de responsabilidade alargada do produtor.

A partir de agora, determinadas embalagens terão ainda de incluir marcações e informações que permitam identificar os seus fabricantes ou importadores e facilitar o contacto com os responsáveis.

A Comissão Europeia considera que a harmonização deverá reduzir a fragmentação existente entre regras nacionais e facilitar a atividade de empresas que operam em diferentes mercados europeus.

O novo Regulamento sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens é um investimento no futuro da Europa”, afirma Jessika Roswall, comissária europeia do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva. Segundo a responsável, as novas regras deverão contribuir para reduzir resíduos, aumentar a reciclagem e tornar as embalagens alimentares mais seguras.

2028 marca nova etapa

A aplicação do PPWR será progressiva e estender-se-á até 2035. Uma das próximas alterações relevantes ocorrerá em 2028, com a introdução de um sistema harmonizado de rotulagem das embalagens em toda a União Europeia.

O objetivo é facilitar a separação dos resíduos pelos consumidores e tornar mais eficientes os processos de reciclagem e compostagem.

A maioria das obrigações deverá, contudo, começar a aplicar-se em 2030. Entre as medidas previstas estão limites à utilização de espaço vazio nas embalagens, objetivos de reutilização e restrições a determinados formatos de embalagens de plástico de utilização única, nomeadamente em hotéis e restaurantes.

O regulamento estabelece ainda a obrigatoriedade de utilização de plástico reciclado em novas embalagens de plástico e determina que todas as embalagens colocadas no mercado sejam recicláveis.

Menos resíduos e maior circularidade

A necessidade de intervenção resulta também da evolução prevista para os resíduos de embalagens. Sem novas medidas, a Comissão Europeia estima que estes poderiam aumentar 19% até 2030, enquanto os resíduos de embalagens de plástico poderiam crescer até 46%.

O PPWR pretende inverter essa tendência, mantendo os materiais em circulação durante mais tempo e aumentando a recuperação e utilização de matérias-primas secundárias na União Europeia.

A Comissão Europeia espera ainda que a aplicação das novas regras contribua para reduzir emissões de gases com efeito de estufa, consumo de água e custos ambientais associados ao setor das embalagens.

Para apoiar a transição, a Comissão publicou orientações de implementação e perguntas frequentes dirigidas a empresas, autoridades nacionais e restantes intervenientes. As orientações incluem também informação específica sobre a aplicação das novas restrições aos PFAS.

As restantes medidas serão introduzidas gradualmente, à medida que forem sendo adotados os atos legislativos necessários à concretização do regulamento.

Fonte: Grande Consumo

O Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) emitiu a notificação 2026.7075, classificando como grave a deteção de níveis excessivos de mercúrio em peixe‑espada comercializado no mercado europeu. A contaminação foi identificada durante controlos oficiais, levando as autoridades a ativar medidas imediatas de gestão de risco para proteger a saúde pública.

Origem e natureza do risco

O mercúrio é um metal pesado que se acumula ao longo da cadeia alimentar marinha, sendo o peixe‑espada uma das espécies mais suscetíveis. A ingestão excessiva pode afetar o sistema nervoso, os rins, o fígado e o desenvolvimento fetal, representando risco acrescido para grávidas, crianças e pessoas mais sensíveis.

Detecção e ações das autoridades

Casos recentes de contaminação por mercúrio em peixe‑espada têm levado vários países europeus a ordenar recolhas imediatas de lotes não conformes. Em Itália, por exemplo, foram retirados do mercado produtos congelados após análises laboratoriais confirmarem valores acima dos limites legais. Também a Grécia ordenou a retirada de um lote de peixe‑espada congelado classificado como “não conforme – inseguro”, após testes oficiais revelarem concentrações excessivas de mercúrio.

Embora o alerta 2026.7075 ainda não tenha divulgação pública detalhada, enquadra‑se na mesma tipologia de risco: peixe‑espada contaminado com mercúrio acima dos limites regulamentares, exigindo ação imediata dos operadores e vigilância reforçada dos consumidores.

Impacto para consumidores e operadores

  • Consumidores devem evitar o consumo de peixe‑espada proveniente de lotes associados ao alerta até confirmação oficial de segurança;

  • Operadores devem verificar stocks, suspender a comercialização dos lotes implicados e colaborar com as autoridades competentes;

  • Autoridades nacionais mantêm ativa a monitorização e podem emitir novas instruções conforme evoluam os resultados laboratoriais.

Enquadramento regulatório

A legislação europeia estabelece limites máximos de mercúrio em produtos da pesca, especialmente em espécies de maior acumulação. Quando estes limites são ultrapassados, o RASFF ativa notificações que permitem resposta rápida e coordenada entre Estados‑Membros.

Síntese

O alerta RASFF 2026.7075 reforça a importância dos controlos oficiais e da vigilância contínua sobre contaminantes químicos em produtos da pesca. A presença de mercúrio acima dos limites legais em peixe‑espada constitui um risco sério para a saúde pública e exige medidas imediatas de prevenção, comunicação e retirada de produtos.

Fonte: Qualfood