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Decifrar os rótulos

  • Monday, 03 October 2022 09:39

Na pequena etiqueta que acompanha todos os produtos há informações obrigatórias e outras opcionais. O problema reside na dificuldade que os consumidores sentem em descodificar esses dados.

Há uma coisa que todos os produtos, independentemente do que sejam, têm em comum. Todos têm um rótulo com um conjunto de informação obrigatória, nomeadamente dos produtos de Bens de Grande Consumo (FMCG). Porque, como lembra a GS1, o objetivo primordial do rótulo é o de fornecer as informações que permitam ao consumidor ter o melhor conhecimento da compra a realizar. Ou, por outras palavras, informar os consumidores sobre as caraterísticas dos produtos. E isso é importante porque entre os dados disponibilizados consta a informação sobre o correto armazenamento, preparação e consumo desses mesmos produtos.

Acontece que muitos consumidores não sabem como ler os rótulos. A informação é técnica e avultada, e, incompreensível para muitos consumidores. E isto quando desde 2016 há todo um conjunto de informações que obrigatoriamente têm de constar nos rótulos. É o caso da informação nutricional dos alimentos, assim como a indicação do país de origem, ou local de proveniência.

E depois há casos específicos, como o dos produtos embalados a granel, onde é também obrigatório informar o consumidor de todos os ingredientes e substâncias alergénicas presentes.

Informações que deverão ser apresentadas através de uma grafia diferente, seja a negrito ou sublinhado, com a norma a definir, igualmente um tamanho mínimo de letra para melhorar a legibilidade dos rótulos.

O certo é que, se nos géneros alimentícios pré-embalados a informação obrigatória deve estar diretamente na embalagem ou num rótulo fixado à mesma, nos géneros alimentícios sem pré-embalagem ou embalados nos pontos de venda é apenas obrigatória a indicação dos ingredientes e constituintes suscetíveis de causar alergia ou intolerância alimentar, sendo que as restantes informações serão obrigatórias se o estado-membro adotar medidas nacionais que assim o exijam.

Os dados obrigatórios, nomeadamente no que concerne à declaração nutricional, podem ser complementados pelas quantidades de um ou mais dos seguintes elementos: ácidos gordos mono e polinsaturados (Polióis; Amido; Fibra) e Vitaminas ou sais minerais em quantidades significativas. A Associação Portuguesa dos Nutricionistas alerta que o valor energético e as quantidades de nutrientes declarados devem referir-se ao género alimentício tal como este é vendido ou depois de preparado, desde que sejam dadas instruções de preparação pormenorizadas e desde que diga respeito ao género alimentício pronto para consumo.

Data de validade ou data-limite de consumo

Dos pontos obrigatórios do rótulo um dos que mais confusão cria na mente dos consumidores é sobre o prazo de validade do produto. Qual a diferença entre data de validade e data-limite de consumo? Na verdade, existem (ainda) mais expressões. 'Consumir de preferência antes de...', 'consumir de preferência antes do fim de...' ou n'consumir até...'. E todas elas têm significados diferentes. A não compreensão do significado destas classificações pode levar, por um lado ao desperdício alimentar, pelo receio de consumo, ou, no caso oposto, a situações de risco alimentar.

Todo o produto deve ter informação sobre até que data é seguro o seu consumo. ou, por outras palavras informar da data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo nos alimentos. Segundo a Deco a data de durabilidade mínima deve incluir o dia, o mês e o ano, exceto para alimentos com durabilidade inferior a três meses (onde apenas é necessário mencionar o mês). Já para os que têm uma durabilidade entre três e 18 meses o mês e o ano são suficientes enquanto os com uma durabilidade de mais de 18 meses basta informarem do ano.

Quando a informação que surge é de 'consumir de preferência antes de…' significa que há um prazo que mesmo depois de ultrapassado o produto, se forem respeitadas as condições de conservação continua passível de ser consumido. Já o 'consumir até' implica uma data que não deve (de todo) ser ultrapassada. Após o prazo indicado deixa de ser seguro consumir o produto em causa.

A importância dos rótulos

A informação que consta no etiquetado não surge apenas pela obrigatoriedade da lei. Há também interesse, quer por parte das empresas em mostrarem transparência, quer por parte dos consumidores que, cada vez mais, exigem saber o que estão a consumir. Um estudo levado a cabo pela NielsenIQ mostra que 79% dos consumidores de FMCG estão interessados em saber mais do que o exposto no rótulo de um produto. Quais os dados extra solicitados? Hoje os consumidores querem saber se os produtos contêm alergénios específicos, aderir a certificações ou alinhar-se com valores como o bem-estar dos animais, o comércio justo e as práticas laborais.

Segundo o estudo, 72% dos compradores afirmam que estariam mais predispostos a comprar produtos com informações aprofundadas e, mais de metade estaria disposto a pagar mais por um produto que fornecesse estas informações adicionais.

Ou seja, quanto mais informação (e de forma elegível) a empresa fornece sobre os sus produtos melhor. Quer seja no rótulo físico ou na informação disponibilizada nos vários canais digitais.

Menções obrigatórias

  • Denominação do género alimentício
  • Lista de ingredientes
  • Ingredientes ou auxiliares tecnológicos ou derivados de uma substância ou produto que provoquem alergias ou intolerâncias
  • Quantidade de determinados ingredientes ou categorias de ingredientes
  • Quantidade líquida do género alimentício
  • Data de durabilidade mínima ou a data-limite de consumo
  • Condições especiais de conservação e/ou as condições de utilização
  • Nome ou a firma e o endereço do operador da empresa do setor alimentar
  • País de origem ou o local de proveniência
  • Modo de emprego
  • Título alcoométrico
  • Declaração nutricional

Apresentação da informação obrigatória sobre os géneros alimentícios

  • Deve ser inscrita num local em evidência, de modo a ser facilmente visível, claramente legível e, quando adequado, indelével;
  • Nenhuma outra indicação ou imagem, nem qualquer outro elemento interferente, pode esconder, dissimular, interromper ou desviar a atenção dessa informação;
  • Os caracteres utilizados devem ter uma altura mínima de 1,2mm, à exceção de embalagens com uma superfície inferior a 80cm2, em que a altura dos caracteres deve ser superior a 0,9mm;
  • As menções de denominação do género alimentício, quantidade líquida e título alcoométrico do mesmo, devem estar juntas, no mesmo campo visual;
  • A informação deve ser redigida numa língua facilmente compreensível para os consumidores dos estados-membros em que o género alimentício é comercializado;
  • Quando a compra de géneros alimentícios é efetuada à distância (internet, telefone, catálogo, …), a informação obrigatória, à exceção da data de validade, deve estar disponível antes da conclusão da compra e no momento da entrega, no suporte de venda (ex.: catálogo), ou em qualquer outro meio apropriado, sendo fornecida ao consumidor sem quaisquer custos adicionais.

Exceções à regra – ou onde se pode emitir certas menções obrigatórias

  • Nas garrafas de vidro destinadas a ser reutilizadas, que estejam marcadas de modo indelével e que, por esse facto, não exibam rótulo, nem anel, nem gargantilha, só são obrigatórias as menções à denominação do género alimentício, alergénios, quantidade líquida, data de durabilidade mínima ou data-limite de consumo, e declaração nutricional;
  • Em embalagens, ou recipientes cuja face maior tenha uma superfície inferior a 10cm2, as menções obrigatórias, na embalagem ou no rótulo, são: denominação do género alimentício, alergénios, quantidade líquida e declaração nutricional; a lista de ingredientes deve ser fornecida por outros meios, ou disponibilizada a pedido do consumidor;
  • A lista de ingredientes e a declaração nutricional, não são obrigatórias para as bebidas que contenham um teor de álcool superior a 1,2%.

Declaração nutricional

  • A declaração do valor energético e quantidades de nutrientes devem ser incluídas no mesmo campo visual, apresentadas em conjunto num formato claro e pela ordem de apresentação prevista (anexo XV);
  • Devem ser apresentadas, se o espaço o permitir, em formato tabular, com os números alinhados. Se o espaço não for suficiente, a declaração deve figurar em formato linear;
  • Estes tipos de apresentação não se aplicam a bebidas alcoólicas e géneros alimentícios não pré-embalados;
  • Se o valor energético ou a quantidade de nutrientes de um produto for negligenciável, a informação relativa a esses elementos pode ser substituída por uma menção como 'Contém quantidades negligenciáveis de …', na proximidade imediata da declaração nutricional;
  • Além deste tipo de apresentação podem usar-se gráficos ou símbolos como complemento, desde que sejam respeitados os requisitos presentes no artigo 35.º do Regulamento;
  • Na declaração nutricional, as unidades de medida a utilizar, são: quilojoule (kJ) e quilocaloria (kcal) para o valor energético, e grama (g), miligrama (mg) ou micrograma (μg) para a massa.

Fonte: iAlimentar

No dia 29 de setembro, foi confirmado novo foco de infeção por vírus da Gripe Aviária (GA) numa exploração comercial de perus de engorda, na freguesia de Abrigada e Cabanas de Torres, concelho de Alenquer, distrito de Lisboa.

As medidas de controlo do foco implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção ao local onde foi detetada a doença e a eliminação dos animais afetados, assim como a inspeção e notificação das explorações que detêm aves existentes nas zonas de proteção num raio de 3 km em redor do foco e de vigilância num raio de 10 km em redor do foco.

Perante a evidência de contínua circulação do vírus da GAAP, a DGAV reforça o apelo a todos os detentores de aves que cumpram com rigor as medidas de biossegurança e as boas práticas de produção avícola, que permitam evitar contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens. Devem ser reforçados os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, bem como o rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves.

A notificação de qualquer suspeita deve ser realizada de forma imediata, para permitir uma rápida e eficaz implementação das medidas de controlo da doença no terreno pela DGAV.

As medidas de controlo de doença aplicadas nas zonas sujeitas a restrições sanitárias são determinadas pelo Edital n.º 24 da Gripe Aviária, que pode ser consultado aqui.

Fonte: DGAV

Doença da língua azul – Edital nº69

  • Friday, 30 September 2022 09:49

O Edital nº 69, de 23 de Setembro, atualiza a tabela das zonas afetadas de acordo com os focos confirmados pela DGAV em função dos programas de vigilância em vigor.

Nos focos detetados confirma-se a presença do serotipo 4. Assim, a área de vacinação obrigatória para o serotipo 4 (S4) passa a abranger toda a região do Alentejo, os distritos de Santarém, Setúbal, Castelo Branco e os concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Arouca, Carregal do Sal, Castro Daire, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Nelas Oliveira do Hospital, Oliveira de Frades, Sabugal, Seia, Tábua, Tondela, Viseu e Vouzela.

A obrigação de vacinação abrange todos os ovinos existentes nos distritos e concelhos indicados na Tabela, mediante a primovacinação ou revacinação anual com vacina inativada, do efetivo ovino reprodutor adulto e dos jovens destinados à reprodução, a partir dos 3 meses de idade.

Fonte: CAP

No seu parecer científico sobre o milho MIR162, geneticamente modificado para ser resistente a insetos, o Painel dos OGM da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) diz não ter encontrado provas de novos perigos.

Na sequência do pedido de renovação da autorização para utilização na alimentação humana e animal do milho geneticamente modificado MIR162, o Painel dos OGM da EFSA avaliou a informação recolhida para possíveis novos perigos, exposição modificada, ou novas incertezas científicas identificadas durante o período de autorização e não avaliadas previamente no pedido inicial. Com base nas suas conclusões, o Painel concluiu que “não existem provas de novos perigos, exposição modificada ou incertezas científicas que possam alterar as conclusões da avaliação de risco original sobre o milho MIR162”.

O pedido exclui o cultivo do MIR162 dentro da União Europeia.

Leia o parecer científico da EFSA aqui.

Fonte: CiB - Centro de informação de biotecnologia

ANIVERSÁRIO QUALFOOD

  • Thursday, 29 September 2022 10:03
ANIVERSÁRIO QUALFOOD
 
Até 31/10 se nos der os parabéns, oferecemos-lhe um serviço !
 
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As Nações Unidas Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) anunciaram que a partir de 2020 o dia 29 de setembro passa a ser designado como Dia Internacional da consciencialização sobre perdas e desperdício alimentar.

A DGAV associa-se à urgência da mensagem de alerta das Nações Unidas.

Veja a informação divulgada pela FAO no link https://www.fao.org/3/cc1092en/cc1092en.pdf.

Fonte: DGAV

A fruta do outono na Europa, a portuguesa incluída, está “altamente contaminada” com pesticidas perigosos, indica um relatório da organização não-governamental “Pesticides Action Network Europe” (PAN Europa) hoje divulgado.

Com base em dados oficiais, o relatório indica que grande parte de peras europeias (49%), uvas de mesa (44%), maçãs (34%), ameixas (29%) e framboesas (25%) foram vendidas com resíduos de pesticidas ligados ao aumento do risco de cancro, deformidades congénitas, doenças cardíacas e outros problemas graves de saúde.

A organização nota mesmo que a maior parte dos pesticidas em causa é uma ameaça ainda que em doses muito baixas.

Do documento, intitulado “Pesticide Paradise”, salienta-se que as peras portuguesas eram das mais contaminadas (68%), atrás das peras belgas (71%) e neerlandesas (70%). Entre as menos contaminadas estavam as romenas, letãs e suecas.

Em relação às maçãs, eram as neerlandesas as mais contaminadas, quase três quartos (71%), seguidas das gregas (54%). No caso das maçãs portuguesas, metade delas (50%) estavam contaminadas. Sem pesticidas estavam as norueguesas, eslovenas e suecas.

No caso das framboesas, Portugal estava bem melhor posicionado do que o pior classificado, a Noruega, com 61% de contaminação. O valor para as framboesas portuguesas era de 11%.

Ainda de acordo com os dados da PAN Europa quase metade das ameixas húngaras e gregas estavam contaminadas, enquanto as uvas gregas e italianas eram as mais poluídas (56% e 47% respetivamente). Sobre Portugal, em relação a estes frutos, faltaram dados para uma “visão geral fiável da possível contaminação”.

A PAN Europa analisou 44.137 amostras de frutas frescas testadas pelos governos entre 2011 e 2020 e concluiu que a situação em relação aos pesticidas se agravou, e que a contaminação de maçãs, peras e ameixas quase duplicou desde 2011, aumentando 110%, 107% e 81%, respetivamente.

Em 2020, um terço (33%) de todos os frutos testados estavam contaminados, quando em 2011 o valor não ia além de 20%.

No documento lembra-se que a União Europeia aprovou duas leis em 2009, para eliminar gradualmente os pesticidas mais tóxicos e levar os agricultores a usarem alternativas, e acrescenta-se que a “eliminação progressiva dos pesticidas falhou” porque os governos seguem diretrizes que foram escritas em parceria com as grandes empresas químicas, que “conseguem o oposto do que a lei pretendia”, promovendo os pesticidas dessas empresas.

Pedro Horta, da organização ambientalista portuguesa Zero, entidade que faz parte da PAN Europa, diz também, citado no documento, que a fruta está a ficar cada vez mais contaminada porque “a indústria está a escrever as regras” e estão a ser ignoradas as soluções não químicas.

“A Comissão Europeia tinha conhecimento do fracasso da eliminação progressiva desde pelo menos 2018, mas não tomou qualquer medida significativa”, acusa a PAN Europa, acrescentando nas conclusões do relatório que é como se, “em vez de dar um passo em direção a uma agricultura sem toxinas, a União Europeia (UE) estivesse a dar um passo em direção a uma agricultura totalmente tóxica”, independentemente da estratégia recente conhecida como “Do prado ao prato”.

O relatório revela, diz a ONG, que não faltam alternativas mas que o problema é que a indústria dos pesticidas neutralizou essa substituição e a UE e os Estados seguem um documento de orientação que é na verdade a posição da indústria.

A PAN Europa defende a revisão do documento que serve de orientação, para que um novo seja implementado até final do próximo ano, e se torne eficaz o princípio da substituição, devendo os Estados adotar um plano nacional e rever todas as autorizações de pesticidas que tenham alternativas, uma informação pormenorizada que devem depois dar aos cidadãos.

A PAN Europa foi criada em 1983 e é uma rede de ONG europeias que promovem alternativas sustentáveis aos pesticidas, trabalhando nomeadamente para reduzir amplamente o uso dos pesticidas e promover uma agricultura biológica e sustentável.

O relatório agora publicado surge precisamente 60 anos depois da publicação do livro “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, que documenta os efeitos nocivos dos pesticidas.

Desde a publicação do livro, em 27 de setembro de 1962, o uso de pesticidas aumentou e a extinção de espécies, empurrada por esses produtos, acontece 1.000 vezes mas depressa do que o normal, diz a PAN Europa, deixando ainda outro dado: estima-se que as doenças ligadas a pesticidas custam aos europeus até 32 mil milhões de euros por ano.

Fonte: Agroportal

DGAV confirmou a presença da bactéria em 9 novos locais, sobretudo em citrinos, pelo que procedeu ao alargamento da zona demarcada na Área Metropolitana do Porto.

Em resultado da confirmação da presença da bactéria Xylella fastidiosa em 9 novos locais, nos concelhos de Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Porto e Espinho, a DGAV procedeu à atualização da zona demarcada da área metropolitana do Porto através do Despacho Nº62/G/2022.

A identificação dos novos focos decorreu dos trabalhos de prospeção realizados pelos serviços oficiais, sob coordenação da DGAV, os quais se enquadram no plano da Comissão para evitar a introdução e dispersão da Xylella fastidiosa no território da União Europeia, bem como a aplicação de medidas fitossanitárias adicionais para erradicação desta bactéria de quarentena em Portugal.

Entre estas ultimas, impõem-se a destruição imediata, após realização de um tratamento adequado contra a população de potenciais insetos vetores, dos vegetais abrangidos pelas zonas infetadas, tanto dos infetados como dos restantes da mesma espécie, bem como, de todos os vegetais das espécies detetadas infetadas na zona demarcada, cuja lista se encontra disponível na página eletrónica da DGAV.

As plantas identificadas infetadas, cerca de 60 até à presente data, na zona demarcada pertencem aos seguintes géneros e espécies:

Acacia longifólia (Andrews) Wild, Acacia melanoxylon R. Br., Adenocarpus lainzii (Castrov.) Castrov., Artemisia arborescens L., Asparagus acutifolius L., Athyrium filix-femina (L.) Roth, Berberis thunbergii DC., Calluna vulgaris (L.) Hull, Cistus psilosepalus Sweet, Cistus salviifolius L., Citrus limon (L.) N. Burman, Citrus paradisi Macfadyen, Citrus reticulata BlancoCitrus sinensis (L.) Osbeck, Coprosma repens A. Rich., Cytisus scoparius (L.) Link, Dimorphoteca ecklonis (DC.) Norl., Dodonea viscosa (L.) Jacq., Echium plantagineum L., Elaeagnus × submacrophylla, Erica cinerea L., Erigeron canadensis L., Erodium moschatum (L.) L*Her., Euryops chrysanthemoides (DC.) B. Nord., Frangula alnus Mill., Gazania rigens (L.) Gaertn., Genista tridentata L., Hebe, Hibiscus syriacus L., Hypericum perforatum L., Hypericum androsaemum L., Ilex aquifolium L., Laurus nobilis L., Lavandula angustifólia L., Lavandula dentata L., Lavandula stoechas L., Lavatera cretica L., Magnolia grandiflora L., Magnolia x soulangeana Soul.-Bod., Medicago sativa L., Metrosideros excelsea Sol. Ex Gaertn., Myrtus communis L., Nerium oleander L., Olea europaea L., Pelargonium graveolens (L´Hér.) Dum. Cours., Plantago lanceolata L., Pteridium aquilinum (L.) Kuhn.,., Prunus laurocerasus L., Prunus persica (L.) Batsch., Quercus robur L., Quercus rubra L., Quercus suber L., Rosa, Rubus ulmifolius Schott., Ruta graveolans L., Salvia rosmarinus Spenn., Sambucus nigra L., Santolina chamaecyparissus, L., Strelitzia reginae Ait, Ulex Vinca.

Sendo de realçar que entre as novas infeções detetadas se encontram em Citrinos, a identificação da subespécie da bactéria nestas novas amostras ainda está em processo de confirmação.

Fonte: CAP

Como sabemos qual é a melhor tecnologia para uma determinada exploração agrícola? Esta é a pergunta que levou à origem do QuantiFarm, um novo projeto da UE que quer saber se e como as ferramentas digitais funcionam na agricultura comercial. Com um orçamento de 7,4 milhões de euros, cofinanciado pela União Europeia, o projeto será implementado por 32 parceiros em 20 países. Começou em julho de 2022 e terá a duração de três anos e meio.

Atualmente os desafios para os produtores agrícolas são enormes – desde fenómenos climáticos extremos a nível mundial até à deflorestação, incluindo ainda doenças nas culturas e irrigação inadequada. A agricultura de precisão e as ferramentas agrícolas inteligentes são apontadas como a solução ou, pelo menos, uma ajuda confiável.

Mas quão bem funcionam estas ferramentas e como podem os agricultores determinar a melhor solução para a sua exploração?

O QuantiFarm baseia-se na necessidade de avaliar, de forma independente, os benefícios quantitativos e qualitativos, assim como os potenciais benefícios na sustentabilidade dessas ferramentas, avaliando os seus potenciais impactos positivos e negativos.

“O QuantiFarm tem uma missão muito ambiciosa: dizer aos agricultores europeus a verdade sobre a utilização de tecnologias digitais”, segundo Nikolaos Marianos, coordenador do projeto QuantiFarm. “Mas para dizer a verdade é preciso primeiro descobri-la! Por esse motivo, o QuantiFarm realizará 30 testes cobrindo todas as regiões e setores bioclimáticos europeus.”

Apesar do interesse, do investimento e dos benefícios das tecnologias digitais na agricultura – muitas vezes designadas como “agricultura de precisão” ou “agricultura inteligente” – a utilização e aceitação por parte dos agricultores tem sido lenta. E não é sem razão. Os agricultores esperam frequentemente provas e evidências de que estas ferramentas funcionam.

A ambição geral do projeto é apoiar a implementação destas ferramentas digitais como facilitadores-chave para melhorar a sustentabilidade económica, ambiental e social. Mas primeiro o projeto quer mostrar aos agricultores que estas tecnologias funcionam. Adicionalmente, o QuantiFarm visa tornar estas avaliações e os seus impactos em avaliações replicáveis, comparáveis ​​e de uso prático para os agricultores.

Iniciado em julho de 2022 sob o programa Horizonte Europa e com um orçamento de 7,4 milhões de euros, o projeto conta com um consórcio de 32 parceiros. O consórcio inclui agricultores, consultores e instituições de investigação científica, de  20 países diferentes, incluindo Finlândia, Grécia, Bulgária, Bélgica, Irlanda, Espanha, Itália, Holanda, França, Romênia, Lituânia, Letónia, Croácia, Polónia, Portugal, Eslovénia, Sérvia, Chipre, Suíça e Reino Unido.

Uma abordagem pan-europeia

A estratégia do QuantiFarm pretende que o projeto englobe e represente adequadamente a diversidade europeia. Em números isto significa 30 casos de estudo abrangendo mais de 20 países em 10 (das 11) regiões biogeográficas da Europa, que ocorrerão em 100 explorações agrícolas de 7 setores agrícolas de 20 culturas e animais.

Por exemplo, na região mediterrânica da Grécia, o Gaiasense é utilizado para o desenvolvimento de olivais, na região continental dos Países Baixos, os sensores de solo e drones são testados em pomares de maçã, e na região atlântica da Irlanda, são utilizados robôs automatizados na produção leiteira.

Além disso, estes dados de avaliação fornecidos pelos casos de estudo serão utilizados para elaborar o QuantiFarm Toolkit, aumentando a consciencialização e apoiar a tomada de decisões futuras.

Ferramentas e conhecimento nas mãos dos agricultores

O Toolkit consistirá num conjunto de ferramentas interativas e fáceis de usar para agricultores, consultores e decisores políticos. Alguns exemplos incluem calculadoras de custo e benefício, ferramentas de benchmarking e monitorização de políticas que podem ser consultadas e reutilizadas – mesmo de plataformas de terceiros e após a vida útil do projeto.

QuantiFarm Digital Innovation Academy (DIA) será estabelecida para garantir que os agricultores selecionam as ferramentas mais adequadas às suas necessidades individuais. Também fornecerá recomendações, assim como, os modelos de negócios mais adequados a serem adotados. Para isso, a DIA vai promover 12 eventos de capacitação que seguem a abordagem do Programa “Train-the-Trainer” para consultores, que apoiam os agricultores.

Esse esforço conjunto dará evidências reais e sistemáticas à suposição generalizada de que a adoção de tecnologias digitais beneficia os agricultores financeiramente e que tem impactos positivos na sustentabilidade social e ambiental da agricultura.

O QuantiFarm pretende contribuir para o (pouco) trabalho que foi feito até agora sobre o custo-benefício real do uso de tecnologias digitais para comparar explorações agrícolas “digitais” e “não digitais” com atividades agrícolas semelhantes.

A CONSULAI, parceira do projeto, e como líder do pacote de trabalho 4 é responsável pela testagem e análise subsequente de tecnologias digitais utilizadas na agricultura. O objetivo é equipar agricultores, consultores e decisores políticos com ferramentas que permitam avaliar o custo-benefício e o impacto de sustentabilidade ambiental na implementação destas tecnologias.

Fonte: Agronegócios

Foi publicado o Regulamento (UE) 2022/1616 da Comissão, de 15 de setembro de 2022, relativo aos materiais e objetos de plástico reciclado destinados a entrar em contacto com os alimentos e que revoga o Regulamento (CE) nº 282/2008.

O Regulamento (UE) 2022/1616 foi retificado em 21 de setembro de 2022, conforme documento de retificação.

Fonte: DGAV